Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Lincoln desmascarado ?

Amigos e amigas.
Tudo o que se diz sobre qualquer figura histórica sempre pode ser questionada. Afinal, o que mais se faz é adulterá-la para o bem ou para o mal. Quem agrada ao status quo (como Einstein) é elevado aos píncaros da glória sem merecer nem a metade. Quem é odiado por ele leva toda a culpa por tudo e mais um pouco.

É claro que nunca devemos dizer "Amém!" a alguma coisa que não tenhamos nós mesmos investigado. Então, tenham o texto abaixo (extraído daqui) como mais uma versão da história desse homem honrado e venerado por tanta gente. Esta versão me pareceu bem abalizada.
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O homem, uma lenda.
O filme Lincoln, de Steven Spielberg, vem sendo um grande sucesso de bilheteria e ganhou doze indicações para o Oscar, inclusive de melhor filme, melhor diretor e melhor ator para Daniel Day-Lewis, que fez o papel do 16º presidente americano.  Como não vi o filme, este artigo não será sobre ele, mas sim sobre o homem que é até hoje endeusado por muitos.

Meu colega Thomas DiLorenzo, professor de economia da Loyola University de Maryland, já expôs vários mitos a respeito de Lincoln em seu livro de 2006, Lincoln Unmasked.  Agora ele acaba de receber o reforço de Joseph Fallon, analista de inteligência cultural e ex-instrutor do Centro de Inteligência do Exército dos EUA, com seu novo e-book, Lincoln Uncensored.  O livro de Fallon examina 10 volumes compilados de discursos e escritos de Lincoln, os quais incluem passagens sobre escravidão, secessão, igualdade para os negros e emancipação.  Não é necessário se basear na interpretação de ninguém.  Apenas leia as palavras de Lincoln e veja o que você conclui delas.

Em uma carta escrita em 1858, Lincoln diz:

Já declarei mil vezes e volto a repetir que é minha firme opinião que nem o Governo Geral e nem qualquer outro poder externo aos estados escravagistas podem constitucionalmente ou por direito interferir na escravidão onde quer que ela já exista.

Em um discurso proferido em Springfield, Illinois, ele explicou:

Minhas declarações sobre este assunto da escravidão negra podem até ser deturpadas, mas não podem ser mal interpretados.  Já disse que não vejo a Declaração (de Independência) como sendo uma afirmação de que todos os homens foram criados iguais sob todos os aspectos.

Debatendo com o senador Stephen Douglas, Lincoln disse:

Digo, portanto, que não sou, nem jamais fui, a favor de criar, de qualquer maneira que seja, a igualdade social e política das raças branca e preta; que não sou, nem nunca fui, a favor de transformar negros em eleitores ou jurados, nem de habilitá-los a exercer cargos públicos, nem de permitir seu casamento com pessoas brancas; e direi, adicionalmente, que há uma diferença física entre as raças branca e preta que, creio eu, irá para sempre proibir as duas de viverem juntas em termos de igualdade social e política.  E, visto que elas não podem conviver desta forma, enquanto elas permanecerem em coexistência terá de haver a posição do superior e do inferior, e eu, assim como qualquer outro homem, sou a favor de que a posição superior seja atribuída à raça branca.  [....] O que eu mais gostaria de ver seria a separação das raças branca e negra. (Abraham Lincoln, First Lincoln-Douglas Debate, Ottawa, Illinois, Sept. 18, 1858, in The Collected Works of Abraham Lincoln vol.3, pp. 145-146; 521).

E então você dirá, "Mas, professor Williams, a Proclamação de Emancipação publicada por Lincoln libertou os escravos!  Isso prova que ele era contra a escravidão!". Nas palavras do próprio Lincoln:

Vejo a questão [a Proclamação de Emancipação] como uma medida prática para a guerra [de secessão], algo a ser decidido de acordo com as vantagens ou desvantagens que ela possa oferecer à supressão da rebelião. [...]  Também irei admitir que a emancipação irá melhorar nossa situação perante a Europa, convencendo aquele continente de que estamos sendo impelidos por algo mais do que a ambição.

Na época em que Lincoln escreveu a proclamação, a guerra de secessão estava indo mal para a União.  Londres e Paris já estavam considerando reconhecer os Estados Confederados e estavam também considerando auxiliá-los em seus esforços de guerra.

Thomas DiLorenzo, em um recente artigo, apontou que o historiador de Harvard David Donald, vencedor do Prêmio Pulitzer e um dos mais proeminentes historiadores de Lincoln da atualidade, escreveu em sua biografia sobre Lincoln (página 545) que Abraham na realidade não teve praticamente nada a ver com a aprovação da Décima Terceira Emenda, contrariamente ao que é mostrado no filme de Spielberg.  Com efeito, como escreveu Donald, quando perguntado por genuínos abolicionistas no Congresso se ele iria ajudá-los a aprovar a Emenda, Lincoln disse que não. 

Mas ele, no entanto, se empenhou bastante em tentar aprovar, em 1861, uma versão de uma outra décima terceira emenda, conhecida como a Emenda Corwin, a qual visava a consagrar explicitamente a escravidão na Constituição americana.  Essa emenda chegou a ser aprovada pelo Congresso.

A Emenda Corwin proibia o governo federal de interferir, sob qualquer circunstância, na escravidão do sul dos EUA.  A Emanda Corwin dizia:

Nenhuma emenda será feita à Constituição autorizando ou dando ao Congresso o poder de abolir ou interferir nas instituições domésticas de nenhum estado, inclusive no que tange às pessoas mantidas para trabalho ou serviço pelas leis do referido Estado.

"Pessoas mantidas para trabalho ou serviço" é como a Convenção Constitucional se referia aos escravos, e "instituições domésticas" se referia à escravidão.  Em seu discurso de posse, Lincoln anunciou ao mundo que ele apoiava a Emenda Corwin:

Entendo que uma emenda proposta à Constituição — emenda essa que, no entanto, ainda não vi — foi aprovada no Congresso com o propósito de assegurar que o Governo Federal jamais interfira nas instituições domésticas dos Estados, inclusive nas pessoas mantidas para trabalho ou serviço . . . . Considerando que tal provisão resultará em lei constitucional, afirmo que não tenho nenhuma objeção a ela se tornar manifesta e irrevogável.

Permita-me introduzi-los agora a Lerone Bennet, Jr., que foi editor executivo da revista Ebony por várias décadas (começando em 1958) e autor de vários livros, entre eles uma biografia de Martin Luther King, Jr. (What Manner of Man: A Biography of Martin Luther King) e uma obra monumental sobre Lincoln, Forced into Glory: Abraham Lincoln's White DreamBennet é formado pela Morehouse College, em Atlanta, e escreveu vários artigos sobre a cultura e a história afro-americana durante sua carreira na Ebony.  Ele passou mais de vinte anos pesquisando e escrevendo Forced into Glory, uma severa e rigorosa crítica a Abraham Lincoln baseada em montanhas de fatos e verdades.  Segundo Bennet Jr.,

Quem libertou os escravos?  Se é que eles foram de fato 'libertados', isso ocorreu por causa da Décima Terceira Emenda, a qual foi escrita e pressionada para ser aprovada não por Lincoln, mas sim pelos grandes emancipadores que ninguém conhece, os abolicionistas e líderes congressistas que criaram o clima e geraram a pressão política que incitou, empurrou e finalmente forçou Lincoln à glória ao associá-lo a uma política à qual ele resolutamente se opusera por pelo menos cinquenta e quatro de seus cinquenta e seis anos de vida. (Bennett, Jr., Forced into Glory: Abraham Lincoln' s White Dream, p. 19).

Vale dizer que a Proclamação de Emancipação não foi uma declaração universal.  Ela especificava onde os escravos estariam livres: somente naqueles estados que estavam "em rebelião contra os Estados Unidos".  Os escravos permaneceram escravos naqueles estados que não estavam em rebelião — tais como Kentucky, Maryland e Delaware.  A hipocrisia da Proclamação de Emancipação foi alvo de pesadas críticas.  O próprio Secretário de Estado de Lincoln, William Seward, ironizou: "Mostramos nossa desaprovação à escravidão emancipando escravos onde nossa jurisdição não é aceita e mantendo escravos onde podemos de fato libertá-los".

Incoerências à parte, houve sim um momento em que Lincoln articulou um ponto de vista sobre secessão que teria sido muito bem-vindo em 1776:

Quaisquer pessoas, em qualquer lugar do mundo, que estejam dispostas e tenham o poder para tal, têm o direito de se insurgirem e se desvencilharem do governo vigente, e de formarem um novo governo que lhes seja mais apropriado. ... Tampouco está este direito restrito apenas a casos em que todos os cidadãos devem escolher exercê-lo.  Qualquer fatia de um povo que se sinta capaz pode fazer uma revolução, se seceder e se apossar de toda a área daquele território em que habitam.

Mas isso foi dito por Lincoln em 1848 em um discurso na Câmara dos Deputados dos EUA.  Ele se referia à guerra contra o México e à subsequente secessão do Texas em relação àquele país.

O que nos leva à grande pergunta.  Por que Lincoln não aplicou aos estados do sul dos EUA essa mesma lógica do direito à secessão?  Por que ele decidiu enviar tropas federais para massacrar os confederados?  Para chegar à resposta, basta 'seguir o dinheiro'.  Ao longo de toda a história dos EUA até o início do século XX, o governo federal possuía apenas duas fontes de receita: impostos cobrados sobre a venda de alguns bens específicos (que geravam uma receita muito baixa) e tarifas de importação.  Durante a década de 1850, as tarifas de importação representavam nada menos que 90% de toda a receita do governo federal.  E em 1859, os portos dos estados do Sul dos EUA foram responsáveis por nada menos que 75% do total arrecadado pelo governo federal.  Qual político "responsável" aceitaria abrir mão de tamanha receita?  

O preço desta recusa: 750.000 compatriotas assassinados pelo seu próprio governo.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Injustiças

Amigos e amigas.
Nos últimos dois anos, tem-se comprovado o (des)nível da justiça brasileira, seja em primeira instância, com Moros e Dellagnóis da vida, ou no stj (merecidamente em minúsculas), com a homologação de um golpe de estado, a proteção aos golpistas dilapidando a nação e o retrocesso ao estágio feudal.

Abaixo, o caso de um "juiz louco" que não seguia o padrão de seus colegas e foi compulsoriamente convidado à geladeira. Afinal, como ele ousou mexer na mansidão esplêndida em que vivem os magistrados deste lodaçal que virou há muito o Brasil? Afinal, se um deles mostrar que é possível abalar as fundações da passividade corrupta tupiniquim, todo o 'trabalho' secular de engessar o bom funcionamento de uma sociedade cairia por terra em uma geração. Em outras palavras: teriam de trabalhar. 

Vejam que interessante.
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O juiz Fernando Cordioli Garcia, do TJ-SC, foi afastado por 140 dias em novembro do ano passado por 41 dos 62 desembargadores

Ele foi juiz aos 35 anos na comarca de Otacílio Costa, em Santa Catarina e adotou algumas medidas durante sua passagem pela cidade. Suas ações lhe renderam o apelido de “juiz louco” por seus pares. Mas loucura mesmo, Fernando Cordioli tinha de querer fazer a justiça funcionar como deveria, célere e justa.

Algumas de suas “loucuras”:

Poucos dias depois de ser afastado da jurisdição pelo TJ-SC, o magistrado concedeu uma entrevista ao Uol. Afirmou, então: “Dizem que sou louco, mas pelo menos não me chamam de corrupto. Sou louco por querer fazer a máquina do Judiciário funcionar”.

Em 2012, Cordioli leiloou dois carros do prefeito do Município de Palmeira (SC) em praça pública. O dinheiro era para pagar condenação por desvio de dinheiro público. Um terceiro carro, no qual o prefeito tentava viajar para Florianópolis, foi apreendido pela Polícia Rodoviária Federal depois que o juiz mandou uma ordem por fax para o posto de patrulha. O prefeito ficou a pé no acostamento.

Quando a polícia pedia a prisão de alguém, o juiz despachava a mão no próprio requerimento, poupando toda burocracia: “É um recurso que está no Código de Processo Penal desde 1940″, afirma.

Depois que o MP se recusou a pagar peritos num processo contra outro ex-prefeito, o juiz pediu auxílio do 10º Batalhão de Engenharia do Exército para avaliar a casa do réu. Um destacamento cercou a casa, fotografou tudo e a avaliou em R$ 500 mil. Em seguida, quando estava prestes a transformar a residência num abrigo municipal para órfãos, Cordioli foi afastado.

Numa ação ambiental, o juiz determinou à Fundação de Amparo ao Meio Ambiente que derrubasse a casa de um vereador erguida em área de preservação. Como a ordem judicial não foi cumprida, Cordioli fez o serviço ele mesmo, com a ajuda de um operário.

Descontente em ver condenados a penas alternativas não cumprirem suas sentenças, o juiz exigiu que todos fossem ao quartel da PM às 9h, todos os sábados. Recebia o pessoal de pá na mão e comandava operações tapa-buracos nas ruas de Otacílio Costa.

O juiz andava de bicicleta na cidade. Certa vez, visitou um desembargador vestindo jaqueta de couro e com barba por fazer.

Em algumas audiências criminais preliminares, ele soltava pessoas que sabia que enfrentariam longas batalhas judiciais por coisas insignificantes.

Em uma ação penal, um homem rico era acusado de crime ambiental, porque podara uns pinheiros. O juiz concluiu que a denúncia fora perseguição política e o inocentou sob o argumento de que “podar árvores não é crime“.

Para vereadores queixosos de postos de saúde sem médico e sem remédios, sugeriu que responsabilizassem o prefeito e os ensinou a como fazer um processo de impeachment.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Tiririca

Amigos e amigas.
O texto abaixo mostra a que nível subterrâneo chegou a politicalha brasileira, a ponto de um deles escrever uma carta pública demonstrando sua exasperação com a bandalheira do congresso.

O circo dantesco no qual ele atua atualmente depôs uma presidente por infundadas pedaladas fiscais e absolveu um notório corrupto (do nível deles mesmos) pego com gravações e mala de dinheiro. Sem julgar o tamanho da sinceridade do autor, creio ser interessante ler seu (caso o seja) desabafo.

E, quem sabe, desenvolver o máximo possível de consciência sobre a podridão política tupiniquim. E, já que sonhar é grátis, mandar nossa "democratura" para o inferno. Extraído daqui.
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Em tempo: desde sempre, eu inicio meus posts da mesma maneira. Não copiei do deputado.

Palhaço, sim. Imbecil ? Não, não !

"Amigos e Amigas deste Brasil de meu Deus. Quem escreve aqui não é o palhaço nem o deputado. Quem escreve aqui é o cidadão que está frustrado com tudo isso que virou o país. Como todos sabem eu fiz a minha vida no circo. No circo vivi muitos dias de fome. Dias em que a bilheteria não rendia nem o dinheiro do pão. Dias em que subi ao picadeiro com fome e doente.


Houve um dia em que a bilheteria rendeu apenas R$ 32. Éramos um grupo de 41 profissionais. A partilha daria menos de R$ 1 por pessoa. Só que em nosso grupo tínhamos uma companheira doente. Pedi ao grupo que doasse todo o cachê para esta trapezista que precisava de comprar um remédio controlado, que na época custava quase R$ 50. O dono da farmácia compreendeu e deixou que pagássemos o resto quando tivéssemos dinheiro. E assim foi. Honramos nossa dívida e pagamos com o suor de nosso trabalho. Isso é o circo. Lugar que a gente aprende a dividir e se doar.


Na política a cada dia vejo que não é assim. Cada um quer tirar pra si. Quanto mais melhor. Não importa quantas pessoas morram de fome ou nos corredores de hospitais. O importante é se eleger na próxima eleição e garantir a boa vida de sua família. O problema não é da Esquerda nem da Direita. A lista da Odebrecht mostrou que tem ladrão dos dois lados. O que está faltando nos políticos não é ideologia, é decência. Está faltando pra esta cambada é entender que eles estão lá pra servir ao povo, e não pra se servir do dinheiro do povo.


Infelizmente até muita gente que se elege em nome de Deus chega lá dentro e faz pacto com a ladroagem e a bandidagem. Peço ao Brasil que ore para o Senhor ter compaixão do juiz Sergio Moro e o proteja de todo o mal. Este homem tem que prender todos os bandidos que roubaram a Petrobrás, o BNDES, a Previdência e a esperança dos brasileiros.


Um dia minha mãezinha me disse: "Filho, os injustos não herdarão o reino de Deus. Eu preciso ter você comigo na eternidade. Faça o que quiser de sua vida mas lembre-se que eu preciso de você comigo no Céu".


Por Deus, por minha mãezinha e pelo povo brasileiro eu sou o mais honesto possível. Só não estou conseguindo "amar o próximo", a minha vontade é esganar estes canalhas. Mas 2018 está bem perto. O povo precisa fazer uma limpeza geral da classe política. Não adianta a Justiça condenar se o povo absolve.


Fiquem com Deus !!!


O Deputado Tiririca desabafa - Você sabe qual é o meu salário ?
Então, vamos lá:
Deputado Federal
- Salário: R$ 26.700,00
- Verba Gabinete: R$ 94.300,00
- Auxílio Paletó: R$ 53.400,00
- Combustível: R$ 5.000,00
- Auxílio Moradia: R$ 22.000,00
- Passagens Aéreas: R$ 59.000
- Auxílio Saúde: R$ ilimitado
- Auxílio Educação: R$ 12.100,00
- Auxílio Aliment.: R$ 16.400,00
- Auxílio Cultural: R$ 13.400,00
- Auxílio Dentista: R$ ilimitado
- Auxílio Farmácia: R$ ilimitado
Portanto, senhores e senhoras brasileiros, este é o custo Brasil que vocês nos proporcionam



R$ 302.300,00/mês
São 513 Deputados
R$ 155.079.900,00/mês
12 meses
R$ 1.860.958.800,00/ano



Quase 2 Bilhões só com os Deputados.


Isso só para Deputado ainda tem Senador, Presidente e seus Ministros etc.


E o Salário Mínimo do trabalhador é de R$ 937,00 para sustentar a família.


Será que o problema do Brasil são os aposentados?

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Jejum

Amigos e amigas.
Consumismo é a ordem dos supremacistas ao povinho. Porém, consumo essencialmente de porcarias que eles produzem. Daí, o ciclo se fecha com louvor: o dinheiro gira em torno deles mesmos, o povinho se mantém trabalhando para eles e sobrevivendo entre centenas de tipos de males, escravos dos 'remédios' da máfia criada por eles.
A quantidade consumida também é uma arma de submissão em massa, pois mantém sobrecarregado o organismo física, mental e psicologicamente. Nesse nível de saturação, tudo degringola e fica anestesiado, insensível às sutilezas parasíticas de dominação.
Vejam no artigo abaixo a importância e os benefícios que há em se fazer um jejum controlado, informações que os supremacistas se esmeram em ocultar da sua boiada.
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Saiu por não ser salutar aos parasitas

Porque a dieta normal é três refeições diárias mais lanches? Não é porque ela seja o padrão mais saudável de comer, isto é a minha opinião, mas eu acho que existe um monte de evidência que mostra isso. Existe uma grande pressão que exista esse padrão de alimentação; existe muito dinheiro envolvido.
A indústria alimentícia – ela vai ganhar dinheiro de pessoas que pularam o café da manhã, como eu fiz hoje? Não, ela vai perder dinheiro. Se as pessoas jejuarem, a indústria alimentícia perde dinheiro. E a indústria farmacêutica?
Se as pessoas fizerem pequenos jejuns, se exercitarem periodicamente e forem muito saudáveis, a indústria farmacêutica vai fazer dinheiro com pessoas saudáveis?


Principais pontos da palestra e a ciência da qual ela veio
Mark e sua equipe já publicaram vários artigos que discutem como jejuar duas vezes por semana pode diminuir o risco de desenvolver doenças como Parkinson e Alzheimer
Já são bem conhecidas as mudanças que fazemos na dieta afetam nosso cérebro. Crianças que sofrem de epilepsia tem menos episódios quando são colocadas em dietas de restrição calórica ou jejuns.
Acredita-se que o jejum ajuda a iniciar medidas protetivas que ajudam a contrabalancear os sinais superexcitados que os cérebros epiléticos muitas vezes exibem (algumas crianças também se beneficiaram de uma dieta bem especifica com muita gordura e pouco carboidrato).
Cérebros normais, quando superalimentados, podem experimentar outro tipo de excitação descontrolada, impedindo o funcionamento cerebral.
Basicamente, quando você olha para estudos sobre restrição calórica, muitos deles mostram um tempo de vida prolongado assim como uma habilidade aumentada de lutar contra doenças crônicas.
A restrição calórica aumenta o tempo de vida e retarda doenças crônicas relacionadas a idade em muitas espécies, como ratos, camundongos, peixes, moscas, minhocas e leveduras. O mecanismo (ou mecanismos) pelo qual isso ocorre é desconhecido”.
A frase acima é de uma revisão da literatura que tem mais de 10 anos. O trabalho apresentado aqui mostra alguns dos mecanismos que antes eram desconhecidos.
O jejum faz coisas boas ao cérebro, e isso é evidenciado pelas mudanças neuroquímicas benéficas que acontecem no cérebro quando em jejum. Também aumenta a função cognitiva, fatores neurotróficos, resistência ao dano e reduz a inflamação.
O jejum é um desafio para o cérebro e o cérebro responde a esse desafio adaptando vias de resposta ao dano que ajudam o seu cérebro a lidar com o dano e o risco de doenças. As mesmas mudanças que ocorrem no cérebro durante o jejum imitam as mudanças que ocorrem com exercício regular. Ambas aumentam a produção de fatores neurotróficos que promovem o crescimento de neurônios, a conexão entre eles e a força das sinapses.
Desafios para o cérebro, seja por jejum intermitente ou exercício vigoroso, (...) é um desafio cognitivo. Quando isso acontece, circuitos neurais são ativados, níveis de fatores neurotróficos aumentam e isso promove o crescimento de neurônios (e) a formação e fortalecimento das sinapses.
O jejum também pode estimular a produção de novas células nervosas de células-tronco no hipocampo. Ele também menciona a produção de cetonas e que isso poderia aumentar o número de mitocôndrias nos neurônios.
O jejum também aumenta o número de mitocôndrias nas células nervosas; isso é um resultado dos neurônios se adaptando ao dano pelo jejum (pela produção de mais mitocôndrias).
Pelo aumento do número de mitocôndrias nos neurônios, a habilidade dos neurônios de formar e manter as conexões entre eles também aumentam, melhorando assim o aprendizado e a memória.
“O jejum intermitente aumenta a habilidade das células nervosas de repararem DNA.”
Ele também entra no aspecto evolucionário da teoria – como nossos ancestrais adaptaram e foram selecionados para passar longos períodos de tempo sem comer.
Um estudo publicado na revista Cell Stem Cell por pesquisadores da Universidade do Sul da Califórnia mostrou que ciclos de jejum prolongado protegem contra danos no sistema imune e, mais ainda, induz a regeneração do sistema imune.
Eles concluíram que o jejum altera as células-tronco do estado dormente para o estado de auto-renovação. Ele ativa a regeneração baseada em células-tronco de um órgão ou sistema.
Pesquisas clinicas em humanos foram realizadas usando pacientes que recebiam quimioterapia. Por longos períodos de tempo, os pacientes não comiam, o que reduziu as células de defesa. Em camundongos, ciclos de jejum “ligaram a regeneração, mudando as vias de sinalização das células tronco hematopoéticas, que são responsáveis pela geração do sistema sanguíneo e imune.
Isso significa que o jejum mata as células imunes velhas e danificadas e quando o organismo reinicia, ele usa as células-tronco para criar células novinhas, completamente saudáveis.
Nós não poderíamos prever que o jejum prolongado poderia ter um efeito tão impressionante na promoção de regeneração baseada em célula-tronco do sistema hematopoético (...) Quando você passa fome, o sistema tenta poupar energia e uma das coisas que você pode fazer para poupar energia é reciclar muitas células imunes que não são necessárias, especialmente aquelas que estão danificadas. Nós começamos a notar em humanos e animais que as células de defesa diminuem no jejum prolongado. Quando você é realimentado, as células retornam.” – Valter Longo
Uma revisão de vários estudos sobre jejum foi publicada no The American Journal of Clinical Nutrition, em 2007. Ela examinou estudos em humanos e animais e determinou que o jejum é uma maneira efetiva de reduzir o risco de doenças cardiovasculares e câncer. Também mostrou potencial em tratar a diabetes.
Antes de jejuar
Antes de começar a jejuar, tenha certeza que fez seu dever de casa. Pessoalmente, eu venho jejuando por anos e é algo fácil para mim.
Uma maneira recomendada de fazer – que foi testada pelo Michael Mosley, da BBC, para reverter seu diabetes, colesterol alto e outros problemas associados com a obesidade – é a que é conhecida como “Dieta 5:2”.
No plano 5:2, você reduz sua comida para um quarto das suas calorias normais nos dias em jejum (que deve ser algo como 600 calorias para homens e 500 calorias para mulheres nas terças e quintas por exemplo), mas consumindo bastante água. Nos outros cinco dias da semana, você come uma dieta normal (no mesmo exemplo, 2400 para homens e 2000 para mulheres nos outros dias).
Outra maneira de fazer é restringir sua alimentação em algum horário específico, como só comer entre as 11 da manhã e 7 da noite e não comer fora desse horário.
Extraído daqui.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

A Europa de quatro.

Amigos e amigas.
O estupro das culturas mundiais (especialmente a caucasiana) prossegue célere e brutal. Todos os valores cultivados e cultuados pelas nações européias e que são a base e o cerne de suas tradições e povos continuam a se deteriorar devido ao investimento dos supremacistas e à anuência oligofrênica da humanidade.

Abaixo, um texto que mostra mais uma punhalada desse apodrecimento financiado e levado a cabo para a total exasperação, prostração e submissão dos povos. Extraído daqui.
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A França, Suécia, Alemanha e outras nações europeias estão no caminho para legalizar o estupro cometido por migrantes porque essa é a "cultura deles".


Por mais chocante que isso possa parecer, um recente número de estupradores que escaparam de uma punição severa, sugerem que haja um precedente já estabelecido para descriminalizar estupros por migrantes porque eles não "entendem culturalmente" as leis de estupro do Ocidente, ou até mesmo a palavra "não".



Em suma, os estupros cometidos pelos migrantes são minimamente interpretados como "mal-entendidos culturais" e, portanto, as vítimas nunca recebem justiça, o que significa que a legalização do estupro "de fato" está, em sua maior parte, já em vigor.



Por exemplo, um juiz alemão absolveu recentemente um narcotraficante turco apesar de acreditar em "cada palavra" da acusação da vítima de 23 anos porque, de acordo com o juiz, o que a vítima "tinha experienciado como estupro", incluindo ter sua cabeça enfiada entre duas camas depois dela dizer não, pode ser considerado "culturalmente" como "sexo selvagem" na Turquia.



"O promotor admitiu que a absolvição deve ter sido um duro golpe para a vítima", informou o Märkische Allegemeine, traduzido do alemão. "Por outro lado, não foi possível uma convicção porque não havia intenção comprovada de estupro [pelo acusado]".



Ainda mais, o homem turco alegou que ele não teria cometido um estupro porque ele tinha uma mãe e uma irmã.



"A narrativa de esquerda doutrinou os nativos alemães tão fortemente que seu respeito multicultural inclusivo e seu conformismo burocrático são capazes de enrolar o que é, sem dúvida, estupro em uma questão cultural ofensiva, uma questão que tanto a autoridade legal como a mulher sexualmente abusada responderam afirmativamentecomentou Damian Black ao Return of Kings. "Nada estava escondido, nada oculto; todas as evidências foram confirmadas e compreendidas, apenas para serem ignoradas como um mal-entendido étnico".



Isto não é apenas limitado a Alemanha, no entanto. Como relatei em abril, um muçulmano na Suécia se livrou da prisão por estuprar uma adolescente de forma anormal porque ele "não conseguiu entender a palavra não", de acordo com o Hovrätten (tribunal) da Suécia ocidental.



O tribunal ficou do lado do migrante ainda mais, sugerindo que o "não" repetido pela garota referia-se apenas ao sexo anal forçado, que os juízes de alguma forma não consideravam estupro.



E, como também relatei em fevereiro, um tribunal sueco condenou um migrante muçulmano a apenas dois meses de prisão depois de ter sido condenado por estupro de uma garota de 13 anos.



Ele também foi condenado a pagar o equivalente a apenas 2.800 dólares de indenização à vítima.



Esta é uma verdadeira cultura de estupro na Europa, mas não espere que as feministas americanas deem muita importância.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

País imoral e injusto

Amigos e amigas.
Não pretendo, neste momento, vir em defesa de alguém, mas, sim, de algo: a verdade dos fatos. O texto abaixo é do advogado e professor Fernando Hideo, da PUC, SP.

Nele, as arbitrariedades perpetradas pela grotesca parcialidade e, até, imoralidade de Sérgio Moro na condenação de Lula são esmiuçadas tecnicamente, comprovando-se a falta de critérios justos e o único objetivo do referido juiz: cumprir alguma "ordem superior" para manter o estado de exceção em que foi jogado o país com a anuência da oligofrenia paneleira e congêneres.

Independente de qualquer coisa, seu posicionamento, opinião, etc, dê uma conferida na opinião de alguém abalizado para emitir uma opinião sobre o tema.
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CONDENAÇÃO POLÍTICA DE LULA

1. Não me proponho a exaurir o tema, tampouco entrar num embate próprio das militâncias partidárias. Relatarei apenas as minhas impressões na tentativa de traduzir o juridiquês sem perder a técnica processual penal.

2. OBJETO DA CONDENAÇÃO: a “propriedade de fato” de um apartamento no Guarujá.

Diz a sentença: “O ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua esposa eram PROPRIETÁRIOS DE FATO do apartamento 164-A, triplex, no Condomínio Solaris, no Guarujá”.

Embora se reconheça que o ex-presidente e sua esposa jamais frequentaram esse apartamento, o juiz fala em “propriedade de fato”. O que é propriedade?

Código Civil – Art. 1.228. O proprietário tem a faculdade de usar, gozar e dispor da coisa, e o direito de reavê-la do poder de quem quer que injustamente a possua ou detenha.

Portanto, um “proprietário de fato” (na concepção desse juiz) parece ser alguém que usasse, gozasse e/ou dispusesse do apartamento sem ser oficialmente o seu dono.

Esse conceito “proprietário de fatonão existe em nosso ordenamento jurídico. Justamente porque há um outro conceito para caracterizar essa situação, que se chama POSSE:

Código Civil – Art. 1.196. Considera-se possuidor todo aquele que tem de fato o exercício, pleno ou não, de algum dos poderes inerentes à propriedade.

E não foi mencionado na sentença qualquer elemento que pudesse indicar a posse do ex-presidente ou de sua esposa do tal triplex: tudo o que existe foi UMA visita do casal ao local para conhecer o apartamento que Léo Pinheiro queria lhes vender. Uma visita.

Portanto, a sentença afirma que Lula seria o possuidor do imóvel sem nunca ter tido posse desse imóvel. Difícil entender? Impossível.

3. TIPIFICAÇÕES:

– corrupção (“pelo recebimento de vantagem indevida do Grupo OAS em decorrência do contrato do Consórcio CONEST/RNEST com a Petrobrás”)

– lavagem de dinheiro (“envolvendo a ocultação e dissimulação da titularidade do apartamento 164-A, triplex, e do beneficiário das reformas realizadas”).

4. PROVAS DOCUMENTAIS: um monte de documentos sobre tratativas para compra de um apartamento no condomínio do Guarujá (nenhum registro de propriedade, nada que indique que o casal tenha obtido sequer a posse do tal triplex) e uma matéria do jornal ‘O Globo’ (sim, acreditem se quiser: há NOVE passagens na sentença que fazem remissão a uma matéria do jornal ‘O Globo’ como se prova documental fosse!).

Esse conjunto de “provas documentais” comprovaria que o ex-presidente Lula era o “proprietário de fato” do apartamento.

Mas ainda faltava ligar o caso à Petrobras (a tarefa não era assim tão simples, porque a própria denúncia do Ministério Público do Estado de São Paulo — aquela mesmo que citava Marx e “Hegel” — refutava essa tese)…

5. PROVA TESTEMUNHAL: aí entra a palavra dos projetos de delatores Léo Pinheiro e um ex-diretor da OAS para “comprovar” que o apartamento e a reforma seriam fruto de negociatas envolvendo a Petrobras.

Não há nenhuma prova documental para comprovar essas alegações, apenas as declarações extorquidas mediante constante negociação de acordo de delação premiada (veremos adiante que foi um “acordo informal”).

6. CORRUPÇÃO: Eis o tipo penal de corrupção:

Art. 317 – Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem

Portanto, deve-se comprovar basicamente:
– solicitação, aceitação da promessa ou efetivo recebimento de VANTAGEM indevida; e
– CONTRAPARTIDA do funcionário público.

No caso, o ex-presidente foi condenado “pelo recebimento de vantagem indevida do Grupo OAS em decorrência do contrato do Consórcio CONEST/RNEST com a Petrobrás”.

O pressuposto mínimo para essa condenação seria a comprovação:
– do recebimento da vantagem (a tal “propriedade de fato” do apartamento); e
– da contrapartida sobre o contrato do Consórcio CONEST/RNEST com a Petrobrás. Correto? Não.

Como não houve qualquer prova sobre a contrapartida (salvo declarações extorquidas de delatores), o juiz se saiu com essa pérola:

Basta para a configuração que os pagamentos sejam realizadas em razão do cargo, ainda que em troca de atos de ofício indeterminados, a serem praticados assim que as oportunidades apareçam.”

E prossegue, praticamente reconhecendo o equívoco da sua tese: “Na jurisprudência brasileira, a questão é ainda objeto de debates, mas os julgados mais recentes inclinam-se no sentido de que a configuração do crime de corrupção não depende da prática do ato de ofício e que não há necessidade de uma determinação precisa dele”.

Ou seja, como não dá pra saber em troca de quê a OAS teria lhe concedido a “propriedade de fato” do triplex, a gente diz que foi em troca do cargo pra que as vantagens fossem cobradas “assim que as oportunidades apareçam” e está tudo certo pra condenação !

Para coroar, a pérola máxima da sentença sobre o crime de corrupção:

– “Foi, portanto, um crime de corrupção complexo e que envolveu a prática de diversos atos em momentos temporais distintos de outubro de 2009 a junho de 2014, aproximadamente”.

Haja triplex pra tanta vantagem…

– “Não importa que o acerto de corrupção tenha se ultimado somente em 2014, quando Luiz Inácio Lula da Silva já não exercia o mandato presidencial, uma vez que as vantagens lhe foram pagas em decorrência de atos do período em que era Presidente da República”.

Haja crédito pra receber as vantagens até 4 anos depois do fim do mandato…

7. LAVAGEM DE DINHEIRO

A condenação por corrupção se baseia em provas inexistentes, mas a pior parte da sentença é a condenação pelo crime de lavagem de dinheiro.

Hipótese condenatória: lavagem de dinheiro “envolvendo a ocultação e dissimulação da titularidade do apartamento 164-A, triplex, e do beneficiário das reformas realizadas”.

Ou seja, o ex-presidente Lula teria recebido uma grana da OAS na forma de um apartamento reformado e, como não estava no nome dele, então isso seria lavagem pela “dissimulação e ocultação” de patrimônio.

Isso é juridicamente ridículo.

Lavagem é dar aparência de licitude a um capital ilícito com objetivo de reintroduzir um dinheiro sujo no mercado. Isso é “esquentar o dinheiro”. Exemplo clássico: o cara monta um posto de gasolina ou pizzaria e nem se preocupa com lucro, só joga dinheiro sujo ali e esquenta a grana como se fosse lucro do negócio.

Então, não faz o menor sentido falar em lavagem nesses casos de suposta “ocultação” da grana. Do contrário, o exaurimento de qualquer crime que envolva dinheiro seria lavagem, percebem?

Não só corrupção, mas sonegação, roubo a banco, receptação, furto… Nenhum crime patrimonial escaparia da lavagem segundo esse raciocínio, pq obviamente ninguém bota essa grana no banco !

8. DELAÇÃO INFORMAL (OU SEJA, ILEGAL) DE LÉO PINHEIRO

Nesse mesmo processo, Léo Pinheiro foi condenado a 10 anos e 8 meses (só nesse processo, pois há outras condenações que levariam sua pena a mais de 30 anos).

Mas de TODAS AS PENAS a que Léo Pinheiro foi condenado (mais de 30 anos) ele deve cumprir apenas dois anos de cadeia (já descontado o período de prisão preventiva) porque “colaborou informalmente” (ou seja, falou o que queriam ouvir) mesmo SEM TER FEITO DELAÇÃO PREMIADA OFICIALMENTE.

Ou seja, em um INÉDITO acordo de “delação premiada informal”, ganhou o benefício de não reparar o dano e ficar em regime fechado somente dois anos (independentemente das demais condenações).

Detalhes da sentença:

O problema maior em reconhecer a colaboração é a FALTA DE ACORDO de colaboração com o MPF. A celebração de um acordo de colaboração envolve um aspecto discricionário que compete ao MPF, pois não serve à persecução realizar acordos com todos os envolvidos no crime, o que seria sinônimo de impunidade.” –> delação informal

Ainda que tardia e SEM O ACORDO DE COLABORAÇÃO, é forçoso reconhecer que o condenado José Adelmário Pinheiro Filho contribuiu, nesta ação penal, para o esclarecimento da verdade, prestando depoimento e fornecendo documentos” –> benefícios informais

é o caso de não impor ao condenado, como condição para progressão de regime, a completa reparação dos danos decorrentes do crime, e admitir a progressão de regime de cumprimento de pena depois do cumprimento de dois anos e seis meses de reclusão no regime fechado, isso independentemente do total de pena somada, o que exigiria mais tempo de cumprimento de pena” –> vai cumprir apenas dois anos

O período de pena cumprido em prisão cautelar deverá ser considerado para detração” –> desses dois anos vai subtrair o tempo de prisão preventiva

O benefício deverá ser estendido, pelo Juízo de Execução, às penas unificadas nos demais processos julgados por este Juízo” –> ou seja, de todas as penas (mais de 30 anos), ele irá cumprir apenas dois anos em regime fechado…

9. TRAUMAS E PRUDÊNCIA

Cereja do bolo: o juiz diz que “até caberia cogitar a decretação da prisão preventiva do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, mas “considerando que a prisão cautelar de um ex-Presidente da República não deixa de envolver certos traumas, a prudência recomenda que se aguarde o julgamento pela Corte de Apelação antes de se extrair as consequências próprias da condenação”.

É a prova (agora sim, uma prova!) de que não se julga mais de acordo com a lei, mas pensando nos traumas e na (im)prudência…
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Independentemente da sua simpatia ideológico-partidária, pense bem antes de aplaudir condenações dessa natureza.

Eis o processo penal de exceção: tem a forma de processo judicial, mas o conteúdo é de uma indisfarçável perseguição ao inimigo!

Muito cuidado para que não se cumpra na pele a profecia de Bertolt Brecht e apenas se dê conta quando estiverem lhe levando, mas já seja tarde e como não se importou com ninguém…

*Fernando Hideo é advogado e professor da PUC-SP