Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Poesias Tridimensionais

Amigos e amigas.
Seguem abaixo algumas das minhas "Poesias Tridimensionais".
Assim as denominei porque são duas poesias (uma redondilha maior e outra, menor) independentes que, juntas, formam uma terceira, um soneto alexandrino.
Em geral, a pontuação deve ser marcada na entonação durante a leitura. Com isto, é possível que se possa dar outros sentidos a ela.
FAB29

O QUE SINTO


O amor que sinto por ti ... Não teve um começo,
Duvido que terá fim ... Mas não é eterno.
Tão grudado está em mim... Meu céu, meu inferno.
Só agora eu percebi! ... Solidão e apreço.

É desorientador! ... Tal dicotomia
É uma forma de prisão ... Brutal e opressora,
Coagindo o coração, ... Sutil, sedutora,
No limite do esplendor! ... É meu dia-a-dia.

Não fiques a perguntar ... Se sei o que sinto,
Se em mim ‘inda tens lugar! ... Este amor retinto
É claro em cada sinal! ... Brilha e revigora!

Preciso compreender ... Esse diamante,
O tamanho do poder! ... Um pequeno instante,
Lindo, sutil e brutal! ... O nunca e o agora!


REVOLTA

Difícil lidar...com essa onda de fastio
Com a ilusão...massacrando a juventude
Súbita visão...o monstro da incompletude
A nos massacrar...ruge seu hálito frio

Cega, a vagar...num estupor doentio
Vai a procissão...numa secura tão rude
Sem a confissão...se mata, se trai, se ilude
Sem se libertar...no turbilhão do vazio

Oh, amargo mel!...Que ser humano abjeto
Tão longe do Céu...transforma amor em objeto?
Tão perto do Horror...faz do bem querer, maldade?

Vivemos assim...corruptores parasitas!
Cientes do fim...nos afundam em desditas
Ausentes de amor...cultivando insanidade


SOLIDÃO E SONHO

(A MARIO QUINTANA)

As cidades são...amplidões da minha mente
Selvas para mim...tão densas que nem me atrevo
Mais que uma prisão...um monstro sempre presente
Um tipo de fim...que aflora um medo primevo

Sinto a solidão...em caudalosa corrente
Me arrastando assim...nas trevas do meu enlevo
Os maus passarão...na frustração iminente
Serei Passarim... acima do mal longevo

Quem dera viver...certo da felicidade
Pleno de poder...(não apenas um pochade!)
Ânsia natural...de estar certo do que sinto

A vida é um “mas”...no sentido mais concreto
Nas celas, em “paz”...vou sonhando seu afeto
O “não” é mortal...Tão imenso labirinto!

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