Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

FRAGMENTÁRIO


Tudo o que existe é um agregado de mínimas coisas que formam um todo. Cada todo tem sua função e vai formando algo maior, que vai se montando até seu respectivo limite. Caso haja algum exagero ou perda de função, determinada parte é gradativamente eliminada até que a estrutura atinja sua melhor performance.

Assim age a natureza em sua constante procura por aperfeiçoamento e otimização. Com isso, ela é o que vemos e admiramos.

Daí, vem o ser humano com sua nefasta capacidade de desagregação. Em qualquer sentido! Suas instabilidades mental e psicológica desestabilizam constantemente o delicado equilíbrio que a Mãe Terra tão minuciosamente cria para o bem da vida.

Pode-se usar vários nomes: poluição, inconseqüência, corrupção, comodismo, egocentrismo, etc. Ao fazer uma destas coisas ou se deixar levar por alguma delas, o ser humano se degrada e leva consigo o que houver de bom. Exemplos:

A alimentação. Uma necessidade absoluta que é constantemente vilipendiada. Tanto vemos, ouvimos e já sabemos que não se deve comer isto e aquilo, que devemos priorizar a ingestão de alimentos X e Y, que o correto é comer devagar, etc. No entanto, junto a tanta informação, há a desinformação, a omissão, a carência. Tudo se faz pelo consumismo, principalmente de lanches, enlatados e bebidas, alimentos cheios de conservantes, corantes, acidulantes, etc. Tudo sem horário, nem comedimento. Mas por outro lado (e o pior de tudo), tanta gente vive numa miséria (em todos os sentidos) tão opressiva que qualquer migalha é vista e tida como uma bênção. E nessa miséria, apenas sobrevivem. Mal conseguem se desenvolver, progredir, evoluir. Nesta dicotomia impiedosa, a sociedade se fragmenta.

A educação. A mãe do desenvolvimento, do progresso e da evolução. Quanto maior e melhor a educação, diretamente proporcional é a grandeza de alguém. Portanto, havendo estabilidade, coerência e universalização do conhecimento e da cultura, a humanidade chegaria a um nível de vida física e espiritual digno de seu potencial. Porém, o que vemos? A cruel e cruenta massificação de um ensino subversivo e alienante, associada a uma propagação sórdida de uma incultura poluidora de mentes, corações e almas. A grande mídia não faz nada além disto! E os governos (em geral, fantoches do “Poder nas sombras”) se esmeram em deixar o povo na mais obscura ignorância do real e desvirtuam a lucidez, a análise e a interpretação. Nesta realidade dantesca, a sociedade se fragmenta.

As drogas. Porta de entrada para um depressivo calvário. Quem as usa, vive num eterno “AINDA”: ‘ainda não roubei’; ‘ainda não me prostituí’; ‘ainda não matei’; ‘ainda não me matei’; etc. Nada é mais separatista do que elas! Separa seu usuário de tudo o que é bom: amigos, família, saúde,...! É PRIORITÁRIA a sua extirpação das nossas vidas! No entanto, sua produção e consumo só aumentam. Novamente, o ‘Poder nas sombras’ se vale da sua influência e camuflagem para financiar essa excrescência, com o ‘beneplácito’ e a conivência dos governos-fantoche do mundo. Nesta atitude covarde, a sociedade se fragmenta.

Com tudo isso e muito mais, a humanidade perde sua coesão, sua união, sua confiança mútua. Tudo isso esfacela a vida presente e futura; fomenta a desesperança e o individualismo; apregoa a ‘lei de Gérson’; alimenta a metástase da destruição dos valores básicos; desvirtua a vida no seu brotar.

O desenho que abre este artigo é a externação da visão que tenho de toda essa carga massacrante de atitudes sórdidas que oprimem nossa percepção, atravancam nosso desenvolvimento e dissociam nosso bem querer de tudo o que mais necessitamos e temos que lutar para manter. O corpo está neste universo (o que nos mantém vivos), mas os membros estão presos ou na beirada de abismos ou constantemente acossados; e a cabeça fica perdida numa confusão de formas indistintas e idéias amorfas.

Equilibrar isso tudo é uma tarefa tão divina e gloriosa quanto desgastante e eterna. Mas é nessa vitória diária que encontramos os maiores prazeres da vida.

FAB29

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