Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Poesias Tridimensionais 4

Amigos e amigas.
Nesta última leva das minhas poesias 3D, está "NUME DE AMOR", a primeira delas, a mãe de todas, que eu mais aprecio.
Porém, o poema "NÓS E OS DEUSES" ainda hoje me toca mais porque tem um fundo psicológico que mostra a dicotomia entre a adoração cega do homem e o distanciamento assoberbado dos deuses. Nele, eu me vejo buscando uma liberdade que não sei ser possível.
Espero que apreciem.
FAB29


Nume de Amor

Teus olhos azuis...Lindas estrelas do céu
Que brilham além...norteiam meu coração
Me fazem tão bem...e brotam numa canção
Anjo que seduz...num canto feliz, ao léu

A dor que me vem...por sentir a solidão
É não ver a luz...que emana de além do véu
Esta é minha cruz...é este o gosto de fel
Que agora me tem...amargando esta prisão

Meu nume de amor...a distância me corrói
Ouve o meu clamor...o teu silêncio me dói
Surge para mim...vem no brilho do luar

Tocar tua tez...encontrar a minha paz
Amar-te uma vez...como nunca outra vez mais
Amar-te sem fim...como sempre quis te amar


Nós e os Deuses

Na dor que vai aflorar...antes da partida
No mar que perdeu a cor...após o poente
Na flor se despetalar...pelo chão, vencida,
O par esquece o amor...desgraçadamente

Começar um esplendor...coração candente
No candor chamado amar...beco sem saída
Terminar em dissabor...a morte silente
No horror de não mais se dar...abraçando a vida

Deuses debocham de nós...mortais infelizes
Não ligam que estamos sós...esses seus matizes
Acinzentam nosso lar...são puros venenos

Enquanto estamos reféns...de ideais sofríveis
De seus caprichos, desdéns...e morais falíveis
Não saímos do lugar...Como são pequenos!...


Dicotomia

Sorrir é, também,...deixar o pranto rolar
Um beijo de amor...permitindo a remissão
Doce e multicor...de pecados; uma ação
Que nos faz tão bem...pra poder nos consolar

Quando o choro vem...como se pode evitar?
Sem um amargor...eu sinto que a permissão
Vence o desamor...oferecendo a redenção
Ecoando além...num sorriso ao aflorar

Chorar e sorrir...faces da mesma moeda
Tudo que há de vir...seja ascensão, seja queda,
Vai tornar-se azul...quando chegar sua hora

Sem nada a temer...encara tudo de frente
Aprende a viver...cada segundo é urgente
Dentro do paul...ouve esse bebê que chora

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