Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


quinta-feira, 22 de março de 2012

Poemas a mais...

Amigos e amigas.
Só pra uma pequena pausa, quero apresentar-lhes alguns poemas que escrevi há poucos dias.
De vez em quando, bate uma inspiração, associada a uma vontade de me expressar com mais suavidade e organização. Daí, saem coisinhas de que gosto.
Espero que lhes agradem.
FAB29


SILÊNCIO

O silêncio que deseja meu coração
Nada tem a ver com distância ou ausência.
É apenas um tempo preu tomar ciência;
Apenas poucos minutos de reflexão

O silêncio é a antítese da paixão;
É o melhor companheiro da consciência.
Permite-nos sentir e encontrar a essência
De tudo o que permeia a nossa percepção.

Para muitos, o silêncio é uma prisão,
Um labirinto que nos conduz à demência.
Escutá-lo pode ser uma penitência
Ou a forma mais pura de religião.

Mas não há silêncio mais ensurdecedor
Que o da solidão da perda de um grande amor.


PARA MIM,...

Não se compra a amizade.
Não se afronta a felicidade.
Não se planta a ternura.
Não se desdenha o carinho.
Não se acalenta a mágoa.

Não se ignora a preocupação.
Não se pede a gratidão.
Não se pune a esperança.
Não se molda o sorriso.
Não se sufoca o desejo.

Não se abandona a alegria.
Não se perdoa a covardia.
Não se perverte a inocência.
Não se cultiva o ódio.
Não se inventa o prazer.

Não se esconde o perdão.
Não se releva a corrupção.
Não se abraça a inveja.
Não se desengana a fé.
Não se engana a vida.

Não se execra a ignorância.
Não se lamenta a distância.
Não se falseia o abraço.
Não se oferece o beijo.
Não se ostenta a beleza.

Não se fere a sanidade
Não se pranteia a saudade.
Não se implora o olhar
Não se arrefece a paixão.
E, principalmente, não se elogia o amor.


HAI-CAIS SAZONAIS

A rosa nasceu
Quando o inverno começou
Em meu coração.

Quero o meu amar
Encontrando o seu querer.
É primaveril!...

As horas estão
Como as folhas outonais:
Esvaindo-se...!

Eu contemplo a luz
Do sorriso do verão
Em meu renascer.

Meu sonho de amor...
Meu outono que ora vem...
Minha vida em vão?

Escuto o trovão
Pelas noites invernais...
Sinto o teu calor...

Sons primaveris
Brotam, brilhando no ar!
Lindo de se ouvir!...

Meu sonho pensou
Que podia ser real!...


Sonho de verão...!


MINHA MENTE

Minha mente é um castelo medieval
Em cujas sombras, espreitam imensas feras.
Nos calabouços, mantenho minhas quimeras
Babando fel, rancores e ódio abissal.

Mas há muito espaço à pureza angelical
E para o amor que exala das almas sinceras.
Vindo das montanhas, o odor das primaveras
A areja, trazido pela brisa outonal.

Faço da minha mente um farol perenal
Mostrando caminhos para as futuras eras.
Nunca penses que ela se prestará às meras
Nulidades que há neste mundo irracional.

Caro incauto, te pergunto: O que quererás?
Meu sorriso de guerra ou meu canto de paz?


REALEJO

As manhãs de calmaria me embriagam de alegria
com seu singelo bafejo.
Eu aproveito o ensejo e degusto a melodia
me embevecendo em seu beijo.

Meu coração se trespassa de Dor, de Amor e de Graça
num inaudito desejo
e tudo aquilo que almejo, antes que o tempo o desfaça,
é desvendar o seu pejo.

No limiar da ternura, eu encontro toda cura
e, em sua luz, me protejo.
Em seu olhar, um gracejo traz a risada mais pura
de um êxtase benfazejo.

Num impossível instante, os delírios de um amante
são tão somente um solfejo
soprando de um realejo em um horizonte distante
onde se ama de sobejo.

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