Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


terça-feira, 31 de julho de 2012

Israel Shahak - 2ª parte

Amigos e amigas.
Aqui, Shahak fala do imperialismo sionista, que faz o que for preciso e mais um pouco para tomar posse de uma terra.
FAB29

"De acordo com esta ideologia (Redenção da Terra), a terra que tinha sido 'redimida' era a terra que tinha passado de propriedade não-Judaica para Judaica. A propriedade pode ser ou privada, ou pertencer, quer ao FNJ, quer ao estado Judaico. A terra que pertence aos não-Judeus é, pelo contrário, considerada como 'não-redimida'. Assim, se um Judeu que tiver cometido o crime mais negro que se possa imaginar comprar um pedaço de terra a um não-Judeu virtuoso, a terra 'não-redimida' torna-se 'redimida' por tal transação.
Todavia, se um não-Judeu virtuoso comprar terra ao pior dos Judeus, a terra anteriormente "pura" e 'redimida' torna-se 'não-redimida' de novo. A conclusão lógica de tal ideologia é a expulsão, chamada ‘transferência', de todos os não-Judeus da área da terra que tem de ser 'redimida'. (Pág. 22)

Estão em circulação um número de versões discrepantes das fronteiras Bíblicas da Terra de Israel, que as autoridades rabínicas interpretam como pertencendo idealmente ao estado Judaico. As de maior alcance incluem as áreas seguintes dentro dessas fronteiras: no sul, todo o Sinai e uma parte do Egito setentrional até aos arredores do Cairo; no este, toda a Jordânia e um grande bocado da Arábia Saudita, todo o Kuwait e uma parte do Iraque a sul do Eufrates; no norte, todo o Líbano e toda a Síria juntamente com uma enorme parte da Turquia (até ao lago Van); no oeste, Chipre (...) Um dos rabinos mais influentes do Gush Emunim, Dov Lior, o rabino dos colonatos Judaicos de Kiryat-Arba e de Hebron, declarou repetidamente que o fracasso Israelita em conquistar o Líbano em 1982-5 foi um castigo divino bem merecido pelo seu pecado em 'dar uma parte da Terra de Israel', nomeadamente o Sinai, ao Egipto. (Pág. 24-25)

Uma descrição lúcida e autoritária dos princípios que regem tal estratégia foi feita pelo General (Reserva) Shlomo Gazit, um antigo comandante dos Serviços de Informação Militares. De acordo cora Gazit, A tarefa principal de Israel não mudou nada [desde a derrocada da URSS] e mantém-se de importância crucial. A situação geográfica de Israel no centro do Médio Oriente Árabe-Muçulmano predestina Israel a ser um guardião da estabilidade em todos os países que o rodeiam. O seu [papel] é proteger os regimes existentes: evitar ou parar os processos de radicalização e bloquear a expansão do zelotismo fundamentalista religioso.
Para este objetivo, Israel evitará que ocorram mudanças fora das fronteiras de Israel, [as quais] encarará como intoleráveis, ao ponto de se sentir obrigado a usar todo o seu poder militar a favor da sua prevenção ou erradicação. (Pág. 26)

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