Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Pureza e miscigenação

Afirmar que este país grandemente miscigenado, globalizado e ‘multiculturalizado’ é livre e nessas características reside sua força e pujança, afirmando, em contrapartida, que pureza racial é sinônimo de racismo ou coisa pior não me parece verdade. Vejam cada ser vivo da Terra. Quanta miscigenação existe entre os insetos, pássaros, mamíferos, répteis, etc.? Cada tipo de aranha só copula com um semelhante. O mesmo vale para cada espécie de formiga, minhoca, lagartixa, colibri, sapo, mangusto,... A pureza genética se mantém e nem por isso, existe fraqueza ou qualquer outra degradação entre eles. Muito pelo contrário! A Mãe-Natureza prima por isso!

A miscigenação humana pode trazer coisas boas (maior imunidade, mais força, maior longevidade) ou coisas ruins (incompatibilidade sanguínea, defeitos estruturais, doenças genéticas). Ser radical ao afirmar uma coisa ou outra é típico de pessoas malsãs (mental, moral e espiritual). Só existe, de fato, uma raça: a HUMANA. As variações nas tonalidades de pele só são interessantes para marcar a identidade de um povo, em nada impedindo aqueles que queiram se misturar.

Tanto quanto NUNCA se deve execrar aqueles que não querem se misturar. Cada ‘tonalidade’ tem absoluto direito de manter sua identidade ancestral, não sendo de maneira nenhuma obrigada a aceitar a incursão de qualquer um que seja em seu grupo ou povo. Podem chamar de preconceito, racismo ou qualquer outra excrescência! O fato inatacável é que, se algum grupo ou povo preferir o isolamento genético (como a Mãe-Natureza faz instintivamente com seus filhos), ou cultural, ou religioso, ou geográfico, etc, é totalmente lícito.

Somente aqueles que desejam fomentar a discórdia, o mal estar, a desunião, o rancor e tudo aquilo que corrói a humanidade no que ela tem de melhor (sua idiossincrasia) é que tacham e estigmatizam aqueles que desejam a distinção entre os povos (tentando manter ao máximo a pureza genética de seus ancestrais) de todo tipo de adjetivos pejorativos, fazendo uma campanha sórdida, hipócrita e inescrupulosa contra eles.

Com a miscigenação, vêm as misturas de culturas, religiosidades e costumes de cada povo. Você já parou para pensar a imensidão que é isto? Assemelharia timidamente a você pegar tudo o que tem num imenso self-service e colocar num caldeirão. É óbvio que dei um exemplo extremo, mas vejam estes exemplos: um baiano adepto do candomblé com uma polonesa protestante; um cigano com uma chinesa ateia; um judeu ortodoxo com uma japonesa xintoísta; um árabe com uma índia. Os filhos de cada casal seriam criados sob ideais, ideias e culturas bem díspares, necessitando de muita compreensão dos dois lados para não haver desarmonia. Mas creio que a maior questão seria a comunidade em que cada casal estaria inserido. As influências do ambiente na formação de alguém são cruciais. Se a criança não cresce num ambiente unificado e harmonioso em todos os sentidos, o risco dela sofrer muitas agruras, se desajustar e se perder nos vagalhões que nos assolam a todo momento é enorme. Numa comunidade, cidade ou país, unificados numa cultura, religiosidade e costumes, o desenvolvimento, progresso e harmonia entre seus habitantes têm totais condições de acontecer.

Mas existe uma ‘patrulha ideológica’ mundial que transforma qualquer ato politicamente incorreto (sob o prisma DELA) em crime moral, passível de execração pública. No Brasil, país de rebanho vacum, mas, principalmente, cordeiros, isso não acontece muito. A extrema capacidade que este povo tem de ser passivo e comodista, priorizando as maiores superfluidades (futebol, novela, shopping center,...) no lugar de brigar por saúde, educação, moradia, justiça, etc, é digna de asco e piedade (no pior sentido). Um bom exemplo foi quando o goleiro Rogério Ceni comentou mais ou menos isto de uma atitude rascante, opressiva e agressiva da torcida são-paulina, exigindo “raça, dedicação e amor à camisa”: Se o povo brasileiro exigisse de seus políticos metade do que exige dos jogadores, este país seria muito melhor.

Sempre se culpa a escravidão e as desigualdades sociais pela grande defasagem cultural, intelectual e evolutiva entre as ‘tonalidades’ branca e amarela frente às negra e vermelha. O próprio ENEM, de 2012, apontou essa defasagem (http://br.noticias.yahoo.com/enem-aponta-diferen%C3%A7as-alunos-brancos-negros-110000418.html). Mas, na pré-história, tudo era nivelado por baixo (ignorância total, tecnologia zero) e eu sempre me perguntei por que é que as ‘tonalidades’ branca e amarela evoluíram tanto a mais que as outras, sendo as responsáveis por quase a totalidade da tecnologia que move o mundo. Os negros e vermelhos que nunca tiveram contato com brancos ou amarelos continuam praticamente iguais aos seus ancestrais, sobrevivendo toscamente em regimes tribais. Não estou afirmando que eles são inferiores! É só uma constatação. Se lhes derem as mesmas condições para evoluírem, podem atingir níveis elevados como qualquer outro. Se há essa defasagem atestada por muitos estudos, pesquisas e testes, ela deve servir como motivação para lutar e melhorar sempre. Nunca para "esmolar" compreensão, vantagens ou piedade. Isto é totalmente indigno!

Tudo o que escrevi, acreditem, é uma apologia à liberdade. Ninguém tem obrigação de ser o que os outros acham certo; de fazer as coisas do jeito que os outros querem; de agir como a sociedade determina como certo. Basta estar consciente de que sua liberdade termina quando começa a do outro. Certamente encontraremos pessoas menos e mais capazes do que nós, dependendo do ponto de vista. Respeitar as idiossincrasias é um dever de todos: você quer se misturar? Vá em frente! Não quer? Tudo certo! Que todos sejam felizes, sem serem tachados de qualquer adjetivo deletério; sem se forçar a barra; sem rancores; sem maledicências morais, psicológicas ou espirituais.

Impossível, não é. Mas o "Divide et Impera" é a tônica dos Grandes Corruptores, do "Poder das Sombras". A verdadeira guerra por um mundo melhor é mental e espiritual. Para iniciá-la, exige-se o expurgo do comodismo e a introjeção do bem querer. Tente! Vale a pena!

FAB29

3 comentários:

  1. Oi, Tiozão!
    Achei o texto muito bacana...porque se assemelha muito ao que costumo falar...só não concordo, como vc já deve saber, com essa "desigualdade" na evolução das "raças"...a bem da verdade a Europa foi a que evoluiu mais rápido no que concerne a industrialização, a ciência e etc., mas outros povos "brancos" não obtiveram o mesmo grau de sucesso (a não ser depois dos dedos europeus, veja a Austrália por exemplo, que foi chamada por Freud de selvagem em seu famoso "Totem e Tabu")... assim como nem todo povo de olhos puxados seguiu o mesmo nível de desenvolvimento(Vietnam/Mongólia)...creio que o que motivou a "evolução" desses povos em relação aos demais foi a necessidade... pense bem, na Europa a água, um bem essencial, é muito mais "pesada" em concentração de minerais do que a dos países Latino Americanos, tal fato obriga que as populações de lugares assim busquem uma maneira de remediar os prejuisos causados(dai vem o hábito de poucos banhos, além do frio, é claro), bem como o tempo mais agressivo/inóspito... agora imagine as maravilhas das matas desse "nosso lado de cá", riquesa tanto da flora quanto da fauna...um clima bem mais ameno e que garante boa produção de frutos(a carta de Pero Vaz de Caminha é incrível!!!)...as necessidades diferentes impulsionam, ou deixam de impulsionar, a busca por melhorias...o continente africano é bastante variado nesse quesito, já que possuia desde florestas maravilhosas a desertos...os povos que viviam em terras mais áridas tiveram uma ascensão bastante marcante: egípcios...o fato da sociedade ter sofrido um grande declínio não desmerece suas descobertas e invenções: até cirurgias no cérebro eles faziam, muitos crânios com marcas de cirurgia e que cicatrizaram foram encontrados!...mas as populações que viviam próximas de boa fonte de água e alimento mantiverm-se menos desenvolvidas...então, a meu ver tudo é uma questão de contexto...sócio-histórico...além, óbviamente do ambiente em si..

    Mas respeito sua opinião... rs...grande beijo.

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    1. Corrige o meu "riqueza" ai, please...rs

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    2. Realmente, minha querida, suas argumentações são precisas e preciosas.
      Tantas análises que fazemos, ponderações, conclusões, "desconclusões", erratas (o que mais tem), etc. De tudo isso, eu, há tempos, venho aceitando as teorias (tipo Däniken) que afirmam que os "deuses" são os responsáveis pela "invenção" da humanidade "à sua imagem e semelhança", ensinando-lhe tudo o que foi possível às épocas, construindo edificações extraordinárias (pirâmides, p. ex.) e tirando-a da pré-história.
      Em suma, eles são os responsáveis pelo "Elo Perdido".
      Assunto para semanas de debates e conjecturas, não?
      Beijos. Grato pelas visita e opinião.

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