Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Após o "11 de setembro",...

Amigos e amigas.
Muito se diz que o famigerado "11 de Setembro" foi uma armação do governo norte americano para ele usar como desculpa quando fosse encetar uma fase mais aguda de seu imperialismo.

O artigo abaixo é de um ano após o "ataque terrorista". Vê-se nele que tal esquema foi levado a sério pela potência ianque. Para "inibir" o terrorismo, os EUA militarizaram o mundo e começaram a 'desalojar' ditadores. O primeiro "país-vítima" da sanha estadunidense foi o Afeganistão e os 'tenebrosos talibãs'! A "limpa" vem aumentando: passou pelo Iraque, Egito, Síria, Líbia,... Pelo jeito, o último na mira é o Irã, pátria do "nefasto" Ahmadinejad, o "Hitler do séc. 21".
Uma década de horrores e não se vislumbra um fim aceitável.
FAB29


Uma rede militar global
Juan Carlos Galindo – 02/07/2002

A presença militar dos EUA no mundo aumentou uns 20 por cento desde os atentados de 11 de Setembro. Cerca de 300 mil soldados presentes em mais de 140 países velam pelos interesses da única potência mundial.
Alemanha e Japão, sem perdão
Os EUA aproveitaram a cobertura da operação militar conhecida como "Liberdade duradoura" para instalar bases no Uzbequistão (1000 soldados), Tadjiquistão e Quirguistão (mais de 3 mil). Presença essa que se vê fortalecida pelos 5 mil soldados estacionados nas bases do Afeganistão. Deste modo, os EUA asseguram-se uma influência decisiva e certa capacidade de controle na zona do Mar Cáspio: a região com reservas de recursos naturais inexplorados mais rica do mundo. Acaso? Altruísmo dos Estados Unidos? Defesa mundial da democracia?

No Golfo Pérsico, os Estados Unidos, em conivência com as despóticas monarquias que governam a zona, mantêm mais de 20 mil soldados:
- Mais de mil entre Omã, Emirados Árabes Unidos e Qatar;
- Outros mil no Bahrein (que, além disso, abriga o Estado Maior da Quinta Frota da Marinha)
- 4800 no Kuwait;

Mas é, sem dúvida, a Arábia Saudita o caso mais significativo. Neste emirado, os EUA têm três bases militares e mais de 5 mil soldados, caças F-15 e F-16, aviões "invisíveis" F-117 e aviões de espionagem U-2 e Awacs. Se excetuarmos a base "Príncipe Sultan", que está próxima de Ryad, a capital, as duas restantes situam-se no início ou no fim dos dois gasodutos que cruzam o país. E mais: uma delas, a base militar de Al Khobar, está junto ao porto petrolífero de Ras Tanura.

O controle militar da zona completa-se com a base Diego Garcia. Estas instalações militares, situadas na pequena ilha do Oceano Índico que lhe dá o nome, abrigam 4 mil soldados norte-americanos, caças e super-bombardeiros B-52. Os habitantes originários da ilha, de propriedade britânica e explorada em conjunto pelos EUA e pela Grã-Bretanha a partir dos acordos confidenciais assinados em 1964 pelas duas potências, foram "transferidos" em 1971 para as ilhas Maurício, a 1500 quilômetros da ilha Diego Garcia.

As bases militares de Morón e Rota (Espanha) e Aviano (Itália) realizam um trabalho logístico indispensável às operações dos EUA no Médio Oriente e na Europa. O mesmo acontece com os 2 mil soldados que as forças armadas norte-americanas mantêm na Turquia, lugar de onde decolam os caças que bombardeiam o norte do Iraque.

Na América Latina e no Caribe, encontram-se as bases militares de Aruba - Curaçao (Antilhas Holandesas), Comalapsa (El Salvador) e Manta (Equador). Esta última, situada no noroeste do Equador, permite às forças armadas norte-americanas controlarem toda a região andina e realizar trabalhos de vigilância em colaboração com o exército colombiano, ao mesmo tempo que serve de apoio para o desenvolvimento norte-americano na Colômbia.

Pior ainda é o caso da ilha de Vieques, a sudoeste de Porto Rico, utilizada há 60 anos como polígono de tiro da Força Aérea norte-americana e como zona de ensaio para as operações anfíbias das forças especiais da Marinha. Por causa destas ações, a saúde e a qualidade de vida dos seus habitantes viu-se brutalmente deteriorada. O controle indireto do Canal do Panamá é o objetivo das instalações militares dos EUA neste país. Além disso, as forças armadas norte-americanas contam com bases no território cubano (Guantanamo), Honduras e Barbados.

Em suma, mais de 100 mil soldados repartidos por todo o continente europeu. Na África, os EUA mantêm tropas no Egito, sócio tradicional da superpotência, que, além disso, é, depois de Israel, o segundo beneficiário das ajudas financeiras norte-americanas. O mapa da presença de tropas dos EUA no mundo completa-se com aquelas deslocadas no sudeste asiático. O domínio das águas do Pacífico é um objetivo estratégico tradicional dos EUA, acentuado na atualidade pelo aumento da importância da China. O exército norte-americano mantém 37 mil homens e 100 aviões de combate da última geração na Coréia do Sul, 50 mil soldados no Japão (sobretudo na base de Okinawa) e 600 soldados, dentre eles 130 dos corpos de elite, deslocados recentemente para as Filipinas. Operações realizadas no sul das Filipinas repetiram-se no Iemen e na Geórgia, onde mais de 200 soldados norte-americanos instruem o exército nas luta contra os "extremistas islâmicos".

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