Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Israel Shahak - 7ª parte



Amigos e amigas,
Neste trecho, Shahak analisa frases bíblicas, demonstrando seu verdadeiro significado segundo o Talmud.
FAB29

"1- Comecemos com o próprio Decálogo. O Oitavo Mandamento, 'Não roubarás' (Êxodo, 20:15), é considerado ser uma proibição contra 'roubar' (isto é, raptar) uma pessoa judia. A razão é que, de acordo com o Talmud, todos os atos proibidos pelo Decálogo são crimes capitais (enquanto o rapto de gentios por judeus é permitido pela lei talmúdica); daí a interpretação. Todavia, a uma frase virtualmente idêntica — ‘Não roubarás' (Levítico, 19:11) — é-lhe permitido ter o seu significado literal.

2- O famoso verso 'Olho por olho, dente por dente' etc. (Êxodo, 21:24) significa 'dinheiro-do-olho por olho', isto é, o pagamento de uma multa em vez de um castigo físico.

3- Temos agora um caso muito conhecido de transformação do significado literal exatamente no seu oposto. O texto bíblico adverte claramente contra seguir a multidão numa causa injusta: 'Não seguirás uma multidão para fazer mal; nem falarás numa causa para recusares depois de muitos para obteres julgamento' (Êxodo, 23:2). As últimas palavras desta frase — 'recusares depois de muitos para obteres julgamento' — são retiradas do contexto e interpretadas como uma recomendação para seguir a maioria!

4- O verso 'Não cozerás um cabrito no leite da sua mãe' (Êxodo, 23:19) é interpretado como uma proibição em misturar qualquer tipo de carne com qualquer leite ou produto lácteo. Como o mesmo verso é repetido em outros dois lugares no Pentateuco, a mera repetição é tida como uma proibição tripla, proibindo um judeu de comer tal mistura, cozinhar tal mistura e gozar ou tirar proveito dela de alguma outra maneira .

5- Em numerosos casos, termos gerais como 'o teu próximo', 'estranho' ou mesmo 'homem' são tidos como tendo um sentido exclusivamente ‘patriotista’. O famoso verso 'amarás o próximo como a ti mesmo' (Levítico, 19:18) é entendido pelo Judaísmo clássico (e pelo Ortodoxo de hoje) como uma determinação para amar o próximo Judeu, não qualquer próximo humano. Igualmente, o verso 'não te erguerás contra o sangue do próximo' admite-se que signifique que não devemos ficar indiferentes quando a vida ('sangue’) do próximo judeu está em perigo; mas, como veremos no Capítulo 5, é vedado a um judeu na generalidade salvar a vida a um Gentio, porque 'ele não é o teu próximo'. A recomendação generosa de deixar os produtos do campo e vinhedo 'para os pobres e os estranhos' {ibid., 9-10) é interpretado exclusivamente como referindo-se aos pobres Judaicos e a convertidos ao Judaísmo. As leis de tabus relativas a cadáveres começam com o verso 'Esta é a lei: quando um homem morrer numa tenda, todos que entrarem na tenda ficarão impuros durante sete dias' (Números, 19:14). Mas a palavra 'homem' ('adam') é considerada como significando 'Judeu'; logo só um corpo Judaico é tabu (isto é, simultaneamente 'impuro' e sagrado). Baseados nessa interpretação, os Judeus piedosos têm uma reverência tremendamente mágica para com cadáveres Judaicos e cemitérios Judaicos, mas não têm qualquer respeito para com cadáveres não-Judaicos e cemitérios não-Judaicos. Assim centenas de cemitérios Muçulmanos foram destruídos completamente em Israel (num caso para dar lugar ao Hilton Hotel, de Tel Aviv), mas houve uma grande agitação quando o cemitério Judaico no Monte das Oliveiras foi danificado durante a soberania Jordaniana.

6- Finalmente, consideremos uma das passagens proféticas mais belas: a magnífica condenação por Isaías da hipocrisia e do ritual vazio e a exortação à decência comum. Um verso (Isaías, 1:15) nessa passagem é: 'E quando abrires tuas as mãos, não esconderei os meus olhos dos teus; sim, quando fizeres muitas preces, não ouvirei: as tuas mãos estão cheias de sangue.' Como os sacerdotes Judaicos "abrem as mãos" quando abençoam as pessoas durante um serviço, supõe-se que este verso signifique que um sacerdote que cometa um homicídio acidental seja desqualificado de 'abrir as mãos' na bênção (mesmo que arrependido) porque estão 'cheias de sangue'. Pág. 54-55

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