Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Quê Is & Quê Is.

Amigos e amigas.
Essa aparentemente eterna briga entre gêneros e raças sobre quem é mais inteligente é irritante.
Já me cansei de ver e escutar entojos de todos os lados, se achando o supra sumo, o bom, o eleito, o gostosão, o cara, o "rei da cocada", etc. Vazios,  patéticos, deploráveis, aversivos,... Qualquer adjetivo dessa estirpe pode servir para defini-los.
Encontrei a entrevista abaixo com um cientista político chamado Charles Murray, autor do livro "A curva do sino", juntamente com o psicólogo e professor de Harvard, Richard Herrnstein. De maneira clara, proficiente e sucinta, ele mostra suas opiniões advindas de profundas e extensas pesquisas sobre o assunto "inteligência humana".
Por tê-la achado admirável e me identificado com sua idiossincrasia, compartilho-a com vocês.
FAB29


ENTREVISTA: CHARLES MURRAY
Istoé - Se as escolas públicas americanas são ruins, como o sr. diz, que soluções existem para a educação em países do Terceiro Mundo como o Brasil?
Charles Murray - Não conheço as escolas brasileiras, mas posso falar em linhas gerais: se ainda há muitas escolas brasileiras que são fracas nas coisas óbvias (instalações ruins, poucos professores, poucos equipamentos), é fácil fazer melhorias importantes e ver os indicadores brasileiros de educação melhorar também. Em um país como os Estados Unidos, os problemas são menos óbvios e mais difíceis de se resolver. Por exemplo, a burocracia educacional em muitas de nossas grandes cidades é incompetente. Como se dá um jeito em uma burocracia incompetente?

Istoé - O sr. já foi acusado de racismo. Os brancos são mesmo mais inteligentes que os negros?
Charles Murray - Fui acusado de racismo porque mostrei um indiscutível fato empírico: quando amostras representativas de brancos e negros são submetidas a testes que medem a habilidade cognitiva, os resultados médios são diferentes. Isto não é uma opinião.
É um fato, da mesma forma que medidas de altura mostram um resultado médio diferente entre japoneses e alemães. Eu não tirei conclusões racistas deste fato, não advoguei políticas racistas e tenho escrito explicitamente que a lei deve tratar pessoas como indivíduos e não como membros de grupos raciais. Então, por que me chamar de racista? Porque alguns fatos não podem ser discutidos e os indivíduos que os discutem devem ser pessoas terríveis.


Istoé - O Brasil é um país onde a miscigenação é a regra. Isso significa que o QI médio do brasileiro é inferior ao dos nórdicos, por exemplo?
Charles Murray - É uma questão de aritmética. Se em testes, o QI é sempre maior com amostras de nórdicos do que com amostras de negros, então, um país com uma significativa proporção de negros terá um QI médio inferior ao de um país que consiste exclusivamente de nórdicos. Isso é verdade, por exemplo, quando comparamos os Estados Unidos com a Suécia, da mesma forma que é verdade quando comparamos o Brasil e a Suécia. A única questão é empírica: as médias são sempre diferentes? Se são, a questão está respondida por si mesma.

Istoé - Especialistas defendem o QI para medir algumas habilidades, mas não como prova de inteligência para a vida. Qual a sua opinião? 
Charles Murray - Concordo. Habilidades cognitivas medidas pelos testes de QI são importantes, mas para qualquer indivíduo, é apenas uma das muitas habilidades e características que determinam como a vida será.

Istoé - Estar tão focado no resultado do QI não é muito determinista?
Charles Murray - Sem dúvida. Por isso sempre escrevi que as pessoas tendem a colocar muita ênfase no QI. Saber o QI de uma pessoa diz muito pouco sobre se você a achará admirável, gostável, um bom colega de trabalho ou um bom cônjuge. O valor dos testes de QI, para um cientista social, é usá-los para prever resultados em grupos grandes. Por exemplo, se você me mostrar duas crianças de seis anos, uma com 110 de QI e outra com 90, não tenho idéia de quem estará ganhando mais quando elas estiverem com 30 anos. Mas, se você me mostrar mil crianças de seis anos com 90 de QI e mil com 110, posso dizer com muita confiança que a renda do grupo de 110 de QI aos 30 anos será mais alta na média - essa é palavra-chave: na média - do que a do grupo de 90.

Istoé - Até que ponto da vida é possível aumentar o QI?
Charles Murray - É muito difícil aumentá-lo. Nos Estados Unidos temos muitos programas experimentais com o objetivo de enriquecer o ambiente de aprendizado para crianças pequenas.
Eles mostram alguns ganhos a curto prazo, mas esses ganhos sempre desaparecem quando as crianças são testadas novamente anos mais tarde. Não temos nenhum programa que demonstre aumento de QI entre crianças maiores que sete ou oito anos.

Istoé - Há pesquisas que mostram que é possível aumentar a inteligência. O que o sr. pensa sobre isso?
Charles Murray - Estou sempre disposto a examinar novas evidências. Os trabalhos que conheço não dizem isso.

Istoé - O que o sr. pensa sobre outros tipos de inteligência, como inteligência emocional?
Charles Murray - Características pessoais como autodisciplina, perseverança, empatia e bom humor são muito importantes. Também há uma qualidade essencial, que Aristóteles chamou de "sabedoria prática", que está relacionada ao QI, mas engloba uma capacidade de avaliação muito mais ampla do que a detectada em um teste.

Istoé - Existem diferenças no QI de homens e mulheres?
Charles Murray - O consenso entre especialistas é que o QI médio de homens e mulheres é igual, mas o perfil de habilidades cognitivas específicas varia de acordo com o gênero. Uma minoria sustenta que existe uma diferença na média também, mas isso é uma questão extremamente técnica. Fico com a maioria até que surjam novos dados que provem o contrário.

Istoé - As ações afirmativas podem consertar erros históricos?
Charles Murray - Nos Estados Unidos, a ação afirmativa tem sido destrutiva para brancos e negros. Por que não focar toda a nossa atenção em fazer um trabalho melhor tratando indivíduos de acordo com as qualidades que eles têm enquanto indivíduos? Para mim, isso é justiça. Tratar pessoas como membros de grupos, isso é racismo na minha visão.

Istoé - Dados americanos mostram que, nos últimos 30 anos, a diferença entre o QI de brancos de 12 anos e negros de 12 anos diminuiu de 15 pontos para 9,5 pontos. Isto não prova que políticas inclusivas que estimulam os jovens funcionam?
Charles Murray - Na verdade, dados mostram que a diferença está diminuindo e dados, tão convincentes quanto, mostram que não houve nenhuma redução nos últimos 30 anos.

Istoé - O que pensa sobre cotas para mulheres, na política, e para deficientes em empresas e serviço público?
Charles Murray - Odeio cotas!

Istoé - A habilidade intelectual tem a ver com a geografia: um negro americano é diferente de um negro brasileiro que é diferente de um africano?
Charles Murray - Há muita verdade nisso. Por exemplo, nós sabemos que o QI dos negros americanos é muito maior do que o dos negros africanos e uma grande parte desta diferença tem de ser atribuída às diferenças de ambiente onde eles cresceram.

Istoé - Qual o peso do ambiente na inteligência?
Charles Murray - As estimativas são de que o QI é entre 40% e 60% produzido pelo ambiente e o resto é genético.

Istoé - Existem gênios que não têm QI excepcional?
Charles Murray - Claro. Qual era o QI de Rembrandt? E de Mozart? Tenho certeza de que eles tinham um QI mais alto que a média, mas não há indícios de que era excepcional. A genialidade deles está em outras coisas. Newton e Gauss tinham habilidades matemáticas que, provavelmente, eram tão grandes que nenhum teste de QI poderia medir, assim como Shakespeare e Goethe tinham habilidades verbais excepcionais.

Istoé - Há gênios no esporte?
Charles Murray -  Existem, claramente, gênios no esporte. Mas evito a palavra inteligência nesses casos; prefiro habilidade. Existe alta habilidade cognitiva e alta habilidade esportiva e elas têm muito pouca conexão entre elas.

Istoé - Sem levar em conta sua opção política, quem é mais inteligente: Barack Obama ou John McCain?
Charles Murray - Quem tem o QI mais alto, certamente, é Barack Obama.

Istoé - O sr. deve angariar inimigos por causa de suas opiniões controversas. Como lida com isso?
Charles Murray - Quando "The bell curve" foi publicado, fiquei deprimido com as críticas e preocupado em como fazer as pessoas entenderem o que eu tinha dito de fato, em vez de o que os meus inimigos disseram que eu disse. Agora, aos 65 anos, não ligo mais para o que as pessoas pensam.

Istoé - Qual é o seu QI? O sr. está feliz com ele?
Charles Murray - O sistema escolar da cidade onde eu cresci aplicava testes de QI nos estudantes aos 13 anos e os resultados eram usados pelas escolas para guiá-las. Os estudantes nunca sabiam os resultados. Por isso, nunca soube qual é o meu QI. Sou feliz com minha habilidade verbal e gostaria de ter mais habilidade matemática.

7 comentários:

  1. BOA TARDE.
    É IRRITANTE CONCORDO, SE OS BRANCOS SÃO SUPERIORES EM ALGUMAS ATIVIDADES.QUE SEJAM E PONTO FINAL. .
    E OS NEGROS TAMBEM TEM TALENTO EM ALGUMAS COISAS, COMO POR EXEMPLO NO ESPORTE, VEJAM O ATLETA DO SECULO PELÉ.

    ÁTOMO
    RS/POA

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    1. Boa tarde.
      Eu creio que o sr. Charles Murray demonstrou, como a maioria dos cientistas, "frieza empresarial" ao demonstrar suas opiniões, que estão longe, muito longe da leviandade.
      Esses pesquisadores merecem meu respeito por sua coragem, ao não se importarem com o "politicamente correto" que 'exige' que haja igualdade em tudo, quando a única coisa que deve ser igual a todos é o RESPEITO. Tendo isto como premissa para a vida, haverá oportunidades para todos mostrarem suas capacidades e evoluirem.
      E os comodistas, parasitas e incompetentes, INDEPENDENTE de quem seja, que fiquem para trás.
      Abraços.

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  2. E ai tiozão?!
    Ainda não havia lido essa entrevista, adorei!
    Beijos

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    1. Pois é, querida sobrinha.
      Quando a li, também fiquei bem impressionado.
      Mas muitos veriam preconceito, racismo e outras excrescências. Aquilo que, "oportunisticamente", se usa chamar "politicamente correto".
      O fato é que há brancos imbecis, negros geniais, judeus ignorantes, índios sábios, japoneses alienados, caipiras criativos, etc. INDIVIDUALIDADES! Basta que se dê oportunidades que surgem belas surpresas onde menos se espera.
      Mas, NA MÉDIA, é tudo aquilo que o Murray falou.
      Beijos.

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  3. Verdade, tiozão!
    Pra bom entendedor...rs
    Mas tá aqui uma das minhas constantes afirmações...é bom ser corroborada pra variar: "As estimativas são de que o QI é entre 40% e 60% produzido pelo ambiente e o resto é genético."...e essa influência ambiental é coisa pra caramba! Até 60%!...tanto é que depois ele afirma: "Quem tem o QI mais alto, certamente, é Barack Obama.", o que deixa bem explícito que a 'raça' neste caso é o 'de menos'... os fatores ambientais (contexto sócio-cultural-histórico e economico) são totalmente relevantes!
    O problema é que as descobertas dele são interpretadas como 'motivo' de agir em prol da segregação, do tipo: uns melhores, mais promissores e outros piores.(UMA IDIOTICE)

    Por isso a alienação das massas tem sido tão bem aproveitada pelos 'coroner'.

    Manipulação é fo**.

    Beijos!

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  4. Sabe o que eu acho engraçado nessas pesquisas é que sempre são usadas pra dizer que os negros são inferiores e blábláblá.. Mas por que se omite que o qi dos asiaticos em média sempre é maior do que os do brancos? Ou seja, só se fala o que é favorável aos brancos, quando se mostra a inferioridade do qi dos brancos ante outras etnias isso é velado e omitido!?

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    1. Nunca vi essa "omissão" quando a pesquisa é ampla e geral. Sempre é dito que os orientais estão entre os "top de linha" no quesito inteligência. Tanto que na Coréia do Sul, o maior salário do funcionalismo é o do professor e o Japão sempre está no "pódio" nesse quesito.

      E eu sempre destaco que quase toda a tecnologia do mundo moderno em todas as áreas é devida aos caucasianos e orientais (brancos e amarelos), além do fato de todas as comunidades negras isoladas dos brancos e amarelos vivem em cultura tribal, com tecnologia das cavernas.

      Fatos devidamente evitados pelo politicamente correto.

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