Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


quarta-feira, 7 de novembro de 2012

"Ortograficando"...

Amigos e amigas.
Mudança é algo absolutamente necessário à vida. Ela evita a estagnação, nos faz melhorar, evoluir, criar, 'sacudir a poeira e o mofo', abre horizontes,... Enfim, sem ela, sem vida!

Essencialmente, a mudança nos beneficia, visto que só a fazemos quando temos uma certeza de que será de mais valia ou vai nos livrar de uma situação ruim. As mudanças que acontecem sem aviso podem abalar nossa estrutura em qualquer sentido; são o que se chama de 'acidentes', 'imprevistos', 'tragédias', etc. Mesmo assim, em geral, nos arvoramos naquele ditado popular: "Se a vida lhe deu um limão, faça uma limonada!" Há quem faça uma caipirinha! 

Nesta postagem, quero me referir às mudanças nas regras ortográficas que estão em vigor desde 01/01/09, que são uma triste exceção ao que escrevi acima. Elas foram planejadas para melhorar o entendimento do idioma e se adequar às ortografias de outros países que usam o idioma lusitano. Porém, o que vemos é uma quantidade enorme de problemas que creio estarem dando nós nas cabecinhas da maioria dos alunos e das pessoas comuns. Vejam:

- Hífen: 'para-brisa', 'para-raio', para-choque', 'paraquedas' (???) Explicam que "'paraquedas' perdeu a noção de composição, por ter deixado de ser entendida em seu sentido literal". Fácil de se compreender, não?! Uma explicação menos complicada seria: "'paraquedas' apresenta derivativos como paraquedista e paraquedismo, ao contrário de para-lama, para-raio, etc." Mesmo assim, gravar este detalhe não é mole! Além destas: 'pé de moleque', 'dia a dia' e 'queda de braço' perderam o hífen porque "são palavras compostas ligadas por preposição". Mas há exceções: 'água-de-colonia', 'arco-da-velha', pé-de-meia',... Sabem por quê?! Nem eu...! Há tantos outros casos que paro por aqui.

- 'Benfeito', 'Bem-feito' e 'Bem feito': O primeiro é substantivo (como 'benefício'): "O aposentado recebeu seu benfeito integralmente."; o segundo, adjetivo: "Que trabalho bem-feito!"; o terceiro, interjeição: "Bem feito pra ela!". Ciente de que muita gente sequer reconhece o verbo numa frase, fico tentando imaginar como estes exemplos explicativos poderiam ajudar, principalmente as crianças até dez anos, que baseiam seu aprendizado na oralidade. Quando forem escrever,...

- Acentuação: Você se lembra o que são ditongos crescentes e decrescentes? Se não, vai ficar difícil entender por que 'feiura' e ' baiuca' perderam seus acentos e 'Guaíra', não. E os acentos diferenciais que caíram? 'Pelo' pode ser substantivo, verbo ou uma contração (per + o); 'Para' pode ser verbo ou preposição; 'Polo' pode ser uma contração (por + o), um elemento de composição ou três substantivos diferentes. Socorro!!

- Trema: A extinção deste sinal foi o maior crime que cometeram! A partir dessa mudança, como explicar a uma criança que 'linguiça' e 'preguiça' não se pronunciam do mesmo jeito? Assim como 'aguenta' e 'ninguém'; 'frequência' e 'querência'; 'tranquilo' e 'aquilo' e por aí vai? Será "simples": dirão 'Prestem atenção nas conversas dos adultos!' Como se todos fossem bons exemplos de eloquência e prosódia...

O que quero frisar é que as intenções das mudanças ortográficas foram interessantes, mas mais atrapalharam. Não é exclusividade desta reforma. Lá na reforma dos anos 40, por exemplo, ficou decidido que "dansa" passaria a ser escrita com "ç". Motivo? Arbitrário, porque a palavra original é a francesa "danser". Dois mestres (Antonio Houaiss e Guimarães Rosa) eram contra. Tanto que Rosa NUNCA escreveu "dança". E eu não me refiro a um simples escritor. Vejam esta declaração a uma prima que o entrevistou ainda adolescente:
"Eu falo: português, alemão, francês, inglês, espanhol, italiano, esperanto e um pouco de russo; leio: sueco, holandês, latim e grego (mas com o dicionário agarrado); entendo alguns dialetos alemães; estudei a gramática: do húngaro, do árabe, do sânscrito, do lituano, do polonês, do tupi, do hebraico, do japonês, do checo, do finlandês, do dinamarquês; bisbilhotei um pouco a respeito de outras. Mas tudo mal. E acho que estudar o espírito e o mecanismo de outras línguas ajuda muito à compreensão mais profunda do idioma nacional. Principalmente, porém, estudando-se por divertimento, gosto e distração." 
E aos 16 anos, começou a fazer medicina, formando-se aos 22. É pra respeitar, não?

Mas já que estou ponderando, pergunto: Por que a prosódia não é determinante na grafia? Por exemplo: toda palavra que tivesse som de "Z", se escreveria com "Z"; se tivesse som de "G" (com 'e' ou 'i',) se escreveria com "G"; se tivesse som de "X", se escreveria com "X", etc. Já pensaram? "MAXADO", "GEGUE", "GIBOIA', "CAZA",... Lógico que, para todos (como eu) desacostumados a isso, seria, no mínimo, esquisitíssimo, mas simplificaria enormemente o aprendizado, especialmente às crianças. Até os pais conseguiriam ajudar os filhos em casa antes de entrarem na escola.

Só sei, pessoal, é que uma coisa tão planejada e já executada outras vezes, sempre por centenas de pessoas de alto nível e capacidade, não tinha nem o direito de deixar tantas lacunas e dificuldades. Se tantos problemas assim fossem detectados numa casa, você moraria nela? Se fossem detectados num restaurante, pizzaria ou supermercado, você comeria ou compraria lá? Se fossem detectados num carro, navio ou avião, você viajaria nele? Por que, então, somos obrigados a aceitar sem pestanejar tantos problemas em nosso idioma? É com ele que nos comunicamos, nos socializamos, nos entendemos, nos divertimos, nos julgamos, negociamos, aprendemos, ensinamos,... Como fica a formação de uma criança que tem dificuldades de compreensão e, daí, de interpretação, análise e crítica? Se ela não souber escrever e se expressar corretamente, além de se expor a situações chatas ou vexatórias, dificilmente terá as portas dos grandes empregos abertas para si, tendo que se sujeitar a funções menores ou a favores para crescer e melhorar de vida.

Realmente me dói concluir que tais pequenas iniquidades ajudam a esmagar uma das coisas mais preciosas da vida: a consciência, que nos faz discernir o bom do ruim, o bem do mal, o prazer do sofrimento, o seguro da inconsequência, a justiça da ganância, etc. Desculpem, mas lá vou eu de novo crer piamente que isso tudo é mais uma faceta daquelas "teorias da conspiração" que assolam a mente de neuróticos, neurastênicos, esquizofrênicos,... Pois não posso crer que não consigamos chegar a um acordo para criarmos simples regras ortográficas para qualquer um aprender e nos comunicarmos com propriedade e fluidez.

É dito que "a fome cria escravos perfeitos". Eu acredito que a ignorância cria zumbis perfeitos. Portanto, o "investimento" que os Grandes Corruptores fazem nelas é sordidamente compreensível. Cada vez mais, as saídas desses labirintos são ocultadas de nós. Cada um deve fazer o possível para não se enredar nessas tramas insidiosamente urdidas e tentar o tempo todo e de todas as maneiras que puder avisar e ajudar o máximo número de pessoas possível.

É o que estou tentando aqui. Boa sorte a todos!

FAB29
 

2 comentários:

  1. Bom dia Fabiano,

    Sei que o que passo a RELATAR nada tem a ver com o TEXTO, aliás muito bem "explanado", por isso resolvi falar de HISTÓRIA para desmentir a ESTÓRIA criada pelo sionismo.

    Hoje é "SELEBLADA" por essa gente DIFERENCIADA como uma "ATLOSSIDADE" cometida pela Alemanha contra o "BOM" povo "ELEITO".

    9 de NOVEMBRO de 1938 o "Reichskristallnacht" será que foi do "JEITO ou GEITO" que os defensores do INDEFENSÁVEL contam?

    Como será que foi DIVULGADA essa "TRAGÉDIA ou TRAJÉDIA" judaica, PELOS JORNAIS BRASILEIROS?

    Será que foi algum REVIDE por parte dos alemães, ou apenas ocorreu um ATENTADO contra essa "gente indefesa"

    Quem poderá nos ajudar a SOLUCIONAR essa INCÓGNITA da HISTÓRIA ou ESTÓRIA?

    Abraços.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Boa tarde, Ragi.

      De fato, essa famigerada "Noite dos Cristais" ainda reverberará por um bom tempo em nossos ouvidos. Não tenho dúvidas de que é bem sabida a verdade dos fatos, mas mexe aqui, remexe ali, esconde isto, apimenta aquilo, acrescenta mais aquele outro,... e PLIM! Temos a "VREDADE"!!

      Você diz (com irônica propriedade) que "a etnia judaica não é boa com números", mas convenhamos: com palavras, eles vencem pelo cansaço e "POPRAGANDA". Nisto, passam de ano com louvor. Colando, mas...!

      Grato pelas palavras.
      Abraços.

      Excluir