Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Wiesel e "A noite".



Amigos e amigas.
Sabe-se que o mais notório sobrevivente do holocausto da 2ª guerra é Elie Wiesel. Ele contou sua história em um livro chamado “A noite”, publicado em 1958. Lendo-o, percebe-se que muito do que se diz dos campos de concentração nazistas é incorreto, exagerado ou inverídico.

Eu reuni os trechos que achei mais marcantes desse livro (Ediouro – 2ª ed. com tradução de Irene Ernest Dias) e coloco-os logo abaixo, junto com alguns comentários. Nunca esqueçam que todos os acontecimentos nele abrangem os últimos oito meses de Auschwitz. (Os grifos, sublinhados e caixas-altas são meus).
FAB29

“Auschwitz! (...) Aqui, havia um campo de trabalho. Boas condições. As famílias não seriam separadas. Apenas os jovens iriam trabalhar nas fábricas. Os velhos e os doentes se ocupariam dos campos.” Pág. 45 [Já bate de frente com 99% dos relatos dos sobreviventes, que sempre juraram que havia separações na chegada a esses campos.]

“Não longe de nós, de uma fossa, subiam chamas, chamas gigantescas! Alguma coisa estava sendo queimada ali. Um caminhão se aproximou do buraco e despejou sua carga: eram criancinhas. Bebês! Sim, eu vi, vi com meus olhos... Crianças nas chamas (É de se admirar então que, desde aquela época, o sono fuja de meus olhos?)” Pág. 52 [É a ÚNICA cena verdadeiramente dantesca que ele relata, “digna” de constar em qualquer relato do holocausto.]

“Alguns oficiais SS circulavam lá dentro, procurando homens fortes. (...) Os escolhidos naquele dia foram incorporados ao Sonder-Kommando, o comando que trabalhava nos crematórios. (...) Segurando o cinto e os sapatos, deixei-me conduzir até os barbeiros. Suas máquinas arrancavam os cabelos, raspavam todos os pelos do corpo. (...) Um barril na porta. Desinfecção. Cada um é mergulhado lá dentro. Uma ducha quente em seguida. (...) Montanhas de roupas de presidiários. Corremos. Na passagem, nos jogam calças, blusão, camisa e meias.” Pág. 55, 56 e 57 [Alguma coisa diferente dos filmes de Hollywood sobre penitenciárias e colônias penais, como Alcatraz e Caiena?]

“Um oficial SS havia entrado (...) – ‘Vocês estão em Auschwitz. E Auschwitz não é uma casa de repouso! É um CAMPO DE CONCENTRAÇÃO! Aqui, vocês têm que TRABALHAR! Senão, irão direto para a chaminé, para o crematório! Trabalhar ou o crematório! A ESCOLHA ESTÁ EM SUAS MÃOS’!” Pág. 59 [Eles podiam escolher? Num dito campo de “extermínio”?]


Banho quente nos campos alemães
“Auschwitz. Primeira impressão: era melhor que Birkenau. Construções em cimento, de dois andares, em lugar dos galpões de madeira. Jardinzinhos aqui e ali. (...) Eram as duchas, formalidade obrigatória na entrada de TODOS AQUELES CAMPOS. Mesmo que fôssemos de um para outro várias vezes por dia, seria preciso passar, a cada vez, pelos banhos de ÁGUA QUENTE.” Pág. 61 [Quase um tratamento VIP!...]

“No dia seguinte de manhã, os ‘antigos’ nos trataram sem brutalidade. Fomos aos lavabos. Deram-nos roupas novas. Trouxeram café preto. Deixamos o bloco por volta das dez horas PARA QUE O LIMPASSEM. Lá fora, o sol nos aqueceu. Nosso moral estava bem melhor. Sentíamos os bons efeitos do sono da noite. Amigos se encontravam, trocavam algumas frases. (...) Perto do meio dia, trouxeram-nos sopa, um prato de sopa grossa para cada um. (...) Em seguida, fizemos uma pequena sesta na sombra do bloco. O oficial da SS do galpão lamacento devia ter mentido. Auschwitz era mesmo uma casa de repouso. (...) Perto da porta, a orquestra tocava marchas militares.” Pág. 62 e 63 [Tudo isso num “campo de extermínio”?!...]

“Passavam-se os dias. De manhã, café preto. Meio dia, sopa. Seis da tarde, chamada. Em seguida, pão e alguma outra coisa. Nove horas, cama. Já estávamos em Auschwitz há oito dias. (...) FICAMOS TRÊS SEMANAS EM AUSCHWITZ. NÃO TÍNHAMOS NADA PRA FAZER LÁ. DORMÍAMOS MUITO. À TARDE E À NOITE. A única preocupação era evitar as partidas, ficar aqui o maior tempo possível. Não era difícil: bastava nunca se inscrever como operário qualificado. Os serventes eram deixados para o final.” Pág. 63 e 65 [Preferiam ficar num “campo de extermínio”?!?]

“Em Buna, todos os presos (antigos) foram unânimes: ‘Buna é um campo muito bomDá para aguentar. O importante é não ser designado para o comando da construção.’ (...) Os três primeiros dias passaram-se rapidamente. (...) - ‘Trabalhamos em um depósito de material elétrico não longe daqui. O trabalho não é nada difícil, nem perigoso.’ (...) Nossos camaradas tinham razão: o trabalho não era difícil. Sentados no chão, devíamos contar as cavilhas, as lâmpadas e peças elétricas miúdas. (...) Ás vezes, nos acontecia de ficarmos cantarolando suavemente árias que evocam as águas calmas do Jordão e a santidade majestosa de Jerusalém. E também, falávamos bastante da Palestina. (...) Tínhamos trocado as tendas pelo bloco dos músicos. Recebemos um cobertor, uma bacia e um pedaço de sabão. O chefe do bloco era um judeu alemão.” Pág. 71, 73, 74 e 75 [Necessariamente repetitivo: “NUM CAMPO DE EXTERMÍNIO”?!?!?]

“Franek (o contramestre do campo) voltou a ficar mais gentil. Chegava a me dar, de vez em quando, um prato a mais de sopa. (...) Era um domingo de manhã. Nosso comando não precisava trabalhar naquele dia. Pág. 81 e 82 [Um ‘weekend’ básico!...]

“Por que eu O bendiria (a Deus)? Por que ele tinha feito queimar milhares de crianças naquelas valas? Por que Ele fazia funcionar seis crematórios dia e noite, nos dias de Sabá e nos dias de festa? Por que em Seu grande poder, Ele havia criado Auschwitz, Birkenau, Buna e tantas usinas da morte?” Pág. 96 [A despeito de todas as benesses já relatadas, ele continuava nesse cultivo de ódio? Perceberam que não apareceu até agora nenhuma palavra sobre as famigeradas “câmaras de gás”? O holocausto ocorria em VALAS CREMATÓRIAS, segundo Wiesel. Lembremo-nos sempre que o complexo de Auschwitz estava em um terreno pantanoso.]

Agasalhados para o inverno.
“O inverno chegara. (...) Deram-nos roupas de inverno: camisas listradas um pouco mais grossas. (...) No Natal e Ano Novo, não trabalhamos. Pág. 108 [Além das 'roupas de estação', mais uma vez, de ‘papo pro ar’!]

“Em meados de janeiro (de 1945!), meu pé direito começou a inchar por causa do frio. Fui à visita médica. Um grande médico judeu, detento como nós, foi categórico: ‘- É preciso operar! Se esperarmos, será preciso amputar os dedos do pé e talvez, a perna.’ (...) O hospital (de Auschwitz) não era nada mau. Recebíamos o pão de cada dia e uma sopa grossa. Nada de sino, nada de chamada, nada de trabalho. De vez em quando, eu conseguia fazer chegar até meu pai um bom pedaço de pão. Perto de mim, estava deitado um judeu húngaro, acometido de disenteria.” Pág. 108 [Nos estertores da guerra, um adolescente judeu, no “campo de extermínio” de Auschwitz, recebe tratamento médico de um judeu e ainda consegue ajudar o pai", claro, judeu! É um prodígio ou “apenas” um milagre?!]

“Às dez horas da manhã, levaram-me para a sala de operação. (...) A operação durou uma hora. (...) ‘- Agora, você vai ficar aqui duas semanas, repousar convenientemente e tudo estará acabado. Vai comer bem, relaxar seu corpo e seus nervos.’” Pág. 110 [Verdadeiramente um abençoado!...]

“‘- O que faremos, pai?’ Ele estava perdido em suas meditações. A escolha estava em nossas mãos. Por uma única vez, podíamos decidir por nos mesmos o nosso destino. Ficamos os dois no hospital, onde eu podia fazê-lo entrar como doente ou como enfermeiro, graças ao meu doutor; ou então, seguir os demais (junto com os alemães, que iam fugir dos russos). (...) ‘- Vamos sair com os outros!’ – eu lhe disse.” Pág. 113 [Os russos bolchevistas estavam às portas de Auschwitz e os alemães se preparavam para a fuga. MILHARES de detentos – Wiesel e seu pai inclusos – preferiram seguir seus “cruéis, covardes, brutais, assassinos, nefastos carcereiros alemães” do que esperar os “libertadores”! Perguntado, Wiesel disse, muitos anos depois: "Foi um mistério religioso desconhecido e inexplicável!" Poético, sem responder nada!]

“O chefe do bloco distribuía rações redobradas de pão e de margarina para a viagem. Quanto às roupas e camisas, podíamos pegar quantas quiséssemos no almoxarifado. (...) De repente, o chefe do bloco lembrou-se de que tinham ESQUECIDO DE LIMPAR O BLOCO. Mandou quatro prisioneiros lavarem o piso... Uma hora antes de deixar o campo. Para quê? Para quem? ‘- Para o exército da libertação – bradou. – Para que saibam que aqui viviam homens, e não, porcos!’ (...) Os primeiros blocos puseram-se em marcha. Nós esperávamos. Tínhamos que esperar A SAÍDA DOS CINQUENTA E SETE BLOCOS que nos precediam.” Pág. 114 e 115 [A atitude do chefe do bloco é inefável! E saber que a quantidade de detentos dispostos a seguir seus carrascos perfaziam tantos blocos faz qualquer um perguntar “Por que?”]