Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Uma versão juvenil

Amigos e amigas.
Dizem que ser "ixperto" virou "copirráiti" de brasileiro, com seu 'jeitinho' pra tudo. Pode até ser, mas a origem deve ser muuuuuito mais antiga. Pensando nisso, lembrei-me que, há muito tempo, escrevi uma redação que tocou um pouco nesse assunto. O tema era a 'eterna' desavença entre judeus e muçulmanos. Vou tentar reescrevê-la, incrementando alguns elementos que penso serem pertinentes para a atualidade.
FAB29

O nascer da esperteza

Em tempos avoengos, uma vila muito pobre estava com uma premente necessidade de novas sementes para iniciar as plantações. A comunidade mais próxima ficava a mais de três léguas dali e o acesso a ela era bem difícil. Os poucos capazes de executar essa tarefa, ou não tinham tempo por excesso de afazeres, ou simplesmente não queriam se arriscar. Foi quando um cidadão chamado Jacó se prontificou a fazer a viagem, mas pediu emprestado uma carroça com água e mantimentos para a viagem e 50 centavos de cada morador para pagar as sementes e qualquer outra emergência.

Todos concordaram com os termos. Com quase mil dinheiros no bolso, ele partiu, retornando no dia seguinte com todo o pedido. Foi uma alegria geral! A vila estava salva! Jacó foi festejado e se tornou muito bem quisto por todos. Uma semana depois, apareceu outra necessidade parecida e pediram a Jacó que fizesse outra viagem. Ele novamente pediu a carroça com mantimentos, mas disse que precisava de 70 centavos de cada morador, devido ao fato que o que iria comprar era mais caro. Novamente, todos concordaram e lá foi ele, voltando no dia seguinte, abastecendo novamente a vila.

E assim foi por algum tempo: sempre que a vila precisava de coisas, lá ia Jacó, sempre com carroça emprestada, cheia de mantimentos e um bom dinheiro. Até que alguns passaram a notar que Jacó estava muito bem de vida, apesar de não ostentar. Ele sempre se vestia humildemente, nunca fazia exageros, sempre comprava coisas em pequenas quantidades, etc. Foi quando um outro cidadão, Ahmed, se prontificou a fazer uma dessas viagens, pedindo menos mantimentos e dinheiro que Jacó. Imediatamente, Jacó retrucou, dizendo que ele não tinha sua experiência, que poderia ser enganado, até mesmo colocou sutilmente em dúvida seus motivos de, tão de repente, querer fazer o que Jacó já fazia havia quase um ano.

Após uma acalorada discussão, concordou-se que ambos iriam fazer essa compra. No caminho, Jacó tentou negociar várias coisas, como dividir tarefas: ele cuidaria dos negócios enquanto Ahmed, de carregar as mercadorias. Este não aceitou, afirmando que ambos fariam tudo juntos. Vendo que não haveria acordo, Jacó aparentemente desistiu e chegaram ao destino.

No dia seguinte, bem tarde e surpreendentemente, Jacó retornou à vila sozinho, todo machucado e só com uma parte das mercadorias encomendadas. Todos vieram perguntar o que havia ocorrido. Ele contou que, no retorno, foram atraiçoados por um bando de salteadores que levaram a maior parte dos mantimentos e mataram Ahmed quando este reagiu. Tristeza geral na vila, pois o jovem rapaz era grande candidato a se tornar o líder do lugar. Daí em diante, decidiram que Jacó não poderia ir mais sozinho e que ele deveria escolher dois guarda-costas para acompanhá-lo e proteger os negócios.

Na viagem seguinte, lá foi Jacó acompanhado de dois 'leões de chácara' escolhidos por ele: um era seu primo; o outro, seu tio. Foram e retornaram sem nenhum problema. O mesmo ocorreu nas duas outras viagens. Até que, na seguinte, Jacó retornou só com seu tio e parte das mercadorias. Contou uma tristíssima história de que aquele bando de salteadores sequestraram seu primo e exigiram um resgate para não matá-lo. A vila inteira se comoveu e fizeram um "catadão" de dinheiro e coisas para salvar o infeliz. Levantaram uma bela soma em dinheiro e uma grande quantidade de mercadorias. Jacó foi e, no dia seguinte, retornou com seu primo são e salvo. Foi um dia inteiro de comemorações e felicitações. Dali em diante, Jacó precisaria de mais proteção ainda. Ele, então, passou a viajar com três carroças emprestadas e cinco ajudantes escolhidos por ele. À guisa de confiança, eram seus sobrinhos e irmãos. E por um bom tempo, tudo correu às mil maravilhas.

Numa viagem algum tempo depois, só o tio de Jacó retornou, dizendo que o próprio Jacó fora sequestrado e todos os outros foram mortos. No meio da comoção geral, o irmão de Ahmed, que há muito desconfiava, resolveu tirar a limpo essa história. Assim que o tio de Jacó partiu com um monte de dinheiro e mantimentos para resgatar o sobrinho, Mohamed o seguiu a cavalo, a uma boa distância. Com enorme surpresa e indignação, viu o tio de Jacó e o próprio se abraçarem, junto aos sobrinhos e irmãos. Todos saudáveis. Então, retornou à vila.

Quando Jacó chegou triunfante à vila com seu tio, já esperando toda a festa e congratulações, foi surpreendido por uma horda de pessoas furiosas que os prenderam. Entre tantas coisas, descobriram que Jacó foi o responsável pelo sumiço de Ahmed e sempre pedia muito dinheiro a mais que o necessário e embolsava o "excesso". A primeira intenção era matá-los, mas, após muito debate, optou-se por degredá-los, junto com sua família. Dito e feito: Jacó e toda a família que ainda restava na vila se juntaram aos quatro que tinham sido "mortos" pelos 'salteadores' no exílio. Só puderam levar a roupa do corpo. Mohamed assumiu a liderança da vila. Enquanto partia, Jacó encarou Mohamed com um olhar de vingança.

Desse dia em diante, todas as descendências de Jacó e Mohamed se tornaram inimigas figadais, cujo ranço se reflete até hoje.

4 comentários:

  1. Bom dia Fabiano.
    É, eles, os judeus, tem a astúcia de uma serpente.
    EDUARDO-SP

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    1. Bom dia, Eduardo.
      Não é exclusividade deles, mas essa capacidade, somada à cumplicidade e união, fazem deles a potência dominante que conhecemos.
      Oxalá nós aprendêssemos a ser unidos dessa maneira para podermos ocupar nosso espaço de direito. É necessário muita dedicação e perseverança para vencer o comodismo que os "donos da carne podre" cultivam no povinho.
      Abraços.

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  2. Texto realmente interessante, os judeus só se aproveitaram de pessoas mais ''desligadas'', ou ingênuas, assim como nos dias presentes, mas quem dera se fosse tão fácil assim como no texto, ''investigar'' e derrubá=los tão facilmente.

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    1. Eu escrevi a essência desse texto aos 17 anos. À época, já escutava N histórias reais e "meias" reais sobre a 2ª guerra, terrorismo árabe, judeus vítimas e muçulmanos desumanos.
      Resolvi inverter, só pra variar. Fez sucesso.
      Abraços.

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