Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


quarta-feira, 27 de março de 2013

Ariel Sharon

Amigos e amigas.
Falar deste senhor é particularmente espinhoso. Não há tons de cinza. Enquanto os fundamentalistas sionistas e seus aspones o veem com brilho nos olhos, eu só vejo trevas. Nada do que já li sobre ele me causou um mínimo de simpatia. Fiz uma pesquisa e constatei que não tenho motivo algum para simpatizar. Sua frieza, fanatismo, crueza, violência, impiedade,... cada atitude me desalentava ou me enojava. Não deixa nada a dever às atitudes delegadas aos piores criminosos da História.
Desde 2006, o 'desinfeliz' está em coma. Há quem fale o famoso "Aqui se faz, aqui se paga!" ou em "Justiça Divina". Há muito tempo, venho me desapegando desse espírito revanchista. Afinal, quem disse que ele agiu sozinho, por pura vontade própria ou que era ele que mandava em tudo? Corruptor é o que não falta na geopolítica do mundo. Meu único e maior desejo é que todo esse estado de coisas nunca mais ocorra.
Tenham uma ideia de sua personalidade nefasta nesses excertos abaixo. Alguns são de seus compatriotas.
FAB29

"A história de Sharon nos oferece um arquivo de corrupção moral, com documentos provando crimes de guerra no início dos anos 50. (...) A primeira ação militar de Sharon foi em agosto de 1953 no Campo de Refugiados de El-Bureig, ao sul de Gaza. Um arquivo israelense da Unidade 101 registra que 50 refugiados foram assasinados; outras fontes alegam terem sido 15 ou 20. O Major-General Vagn Bennike, comandante das Nações Unidas, relatou que “bombas foram lançadas pelos homens de Sharon “através de janelas das cabanas nas quais os refugiados estavam dormindo e, assim que alguns destes saíam, eram atacados por armas de pequeno porte e automáticas”.

Em outubro de 1953, ocorreu o ataque da Unidade 101, comandada por Sharon, a vila jordaniana de Qibya, cuja “mancha” segundo o Ministro de Relações Exteriores de Israel à época confidenciou ao seu diário, “estará grudada em nós e impossível de ser lavada por muitos anos”. Ele estava errado. Posto que vários comentários ainda mais fortemente pró-israelenses no ocidente o compararam com Lidice (cidade da Tcheco Eslováquia que dizem ter sido destruída pelos nazistas na 2ª Guerra. N.A.). Qibya e o papel de Sharon são dificilmente evocados no ocidente hoje, a não ser por jornalistas como Deborah Sontag, do New York Times, que escreveu recentemente uma nota 'chapa branca', descrevendo-o como 'corajoso', ou o representante do Washington Post em Jerusalém, que ternamente o invocou, após sua fatal excursão aos locais sagrados em Jerusalém, como o 'grandioso guerreiro'.

O historiador israelense Avi Shlaim descreve assim o massacre: “A ordem de Sharon era para penetrar Qibya, explodir casas e causar grandes danos aos habitantes. O sucesso obtido pro suas ordens superou todas as expectativas. A completa e macabra história do que aconteceu em Qibya foi revelada somente durante a manhã posterior ao ataque. A vila foi reduzida a ruínas: quarenta e cinco casas foram explodidas e sessenta e nove civis, dois terços mulheres e crianças, foram mortos. Sharon e seus homens afirmaram que acreditavam que todos os habitantes haviam fugido e de que não imaginavam que havia pessoas se escondendo dentro das casas”. (...)

E o que dizer sobre a conduta de Sharon quando esteve na direção do Comando do Sul das Forças de Defesa de Israel no inicio dos anos de 1970? A “passagem” de Gaza foi vivamente descrita por Phil Reeves em um artigo no The London Independent em 21 de janeiro desse ano:

Eles (soldados de Sharon) vieram pela noite e começaram marcando as casas que queriam demolir com tinta vermelha, disse Ibrahim Ghanim, 70, um trabalhador aposentado: “Pela manhã eles voltaram e ordenaram que todos saíssem. Eu me lembro de todos dos soldados gritando para as pessoas, Yalla, yalla, yalla, yalla! Eles atiravam os pertences das pessoas na rua. Então Sharon trouxe tratores e começaram a pavimentar a rua. Eles fizeram todo o trabalho praticamente em um dia. E os soldados batiam nas pessoas, você pode imaginar? Soldados com armas batendo em pequenas crianças!” Assim que o trabalho do exercito israelense terminou, centenas de casas estavam destruídas, não somente na Rua Wreckage, mas por todo o campo, com cancelas de “segurança” instaladas por Sharon nas suas vias de segurança. Muitos refugiados se abrigaram em escolas ou se apertaram nas já lotadas casas de parentes. Outras famílias, geralmente aquelas com um ativista político palestino, foram colocadas em caminhões e levadas ao exílio em uma cidade no coração do Deserto de Sinai, controlada por Israel”. (...)

Em agosto de 1971 sozinhas, tropas sob o comando do Sr. Sharon destruíram cerca de 2000 casas na Faixa de Gaza desalojando 16.000 pessoas pela segunda vez em suas vidas. Centenas de jovens palestinos foram presos e deportados para a Jordânia e o Líbano. Seiscentos parentes de guerrilheiros suspeitos foram exilados no Sinai. Na segunda metade de 1971, 104 guerrilheiros foram assassinados. 'A polícia naquele tempo não prendia os suspeitos, mas os assassinava', disse Raji Sourani, diretor do Centro Palestino de Direitos Humanos na Cidade de Gaza”. (...)

Como ministro da defesa do segundo governo de Menachem Begin, Sharon foi o comandante que liderou plenamente o assalto ao Libano de 1982, com a ordem expressa de destruir a OLP, levando tantos palestinos quanto fosse possível para a Jordânia e fazendo do Líbano um estado “cliente” de Israel. Este foi um plano de guerra que custou um sofrimento incontável (cerca de 20.000 vidas Palestinas e Libanesas), e também a morte de aproximadamente 1000 soldados israelenses. Os israelenses bombardearam populações civis à vontade. Sharon também comandou os terríveis massacres dos campos de refugiados de Sabra e Shatilla. O governo do Líbano contou 762 corpos descobertos e, mais tarde, 1200 enterrados privadamente pelos parentes. (...)

O massacre dos dois campos contíguos de Sabra e Shatilla ocorreu das 18:00h. de 16 de setembro de 1982 até às 08:00h de 18 de setembro de 1982, em uma área sob o controle das Forças de Defesa de Israel. Os assassinos eram membros da Milícia Phalange, a força Libanesa que foi armada e intimamente aliada a Israel desde o primeiro ataque da guerra civil Libanesa em 1975. As vitimas do ataque de 62 horas incluiam bebês, crianças, mulheres (inclusive grávidas) e idosos, alguns dos quais foram mutilados e decapitados antes ou depois de serem mortos.

Uma comissão oficial israelense de inquérito – liderada por Yitzhak Kahan, presidente da Suprema Corte de Israel – investigou o massacre e, em fevereiro de 1983, publicou suas conclusões (sem o Apêndice B, que permanece secreto até hoje). (...)

Sharon sempre foi contra qualquer acordo de paz, a menos que em termos inteiramente impossíveis de aceitação pelos Palestinos. Assim como Nehemia Strasler assinalou em Ha’aretz em 18 de janeiro deste ano, em 1979, como membro do gabinete de Begin, ele votou contra o tratado de paz com o Egito. Em 1985, ele votou contra a retirada das tropas de Israel da, assim chamada, zona de segurança no Sul do Líbano. Em 1991, ele se opôs à participação de Israel na Conferencia de Paz de Madri. Em 1993, ele votou “não” em Knesset no Acordo de Oslo. No ano seguinte, ele se absteve no Knesset em uma votação sobre o tratado de paz com a Jordânia. Ele votou contra o acordo de Hebron em 1997 e se opôs ao meio pelo qual a retirada do sul do Líbano estava sendo conduzida. Como Ministro da Agricultura de Begin no final dos anos de 1970, ele estabeleceu muitos dos acordos da Cisjordânia que são hoje a maior obstrução para qualquer negociação de paz."

6 comentários:

  1. Boa noite e boa Pascoa!
    Esse sr. é a semente do mal,deve ser da linhagem de um Barrabas ou Judas, nasceu no lugar certo, no país que vem desenvolvendo todas as guerra no mundo nos últimos 100 anos.
    Que bom que o verme está apodrecendo na cama

    EDUARDO-SP

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    1. É primeiro de abril, mas, verdadeiramente e atrasado, boa Páscoa a você e aos seus.
      Concordo que o sharon é apenas uma "semente do mal". O Mal em si é imensamente maior e metastizado em milhares de formas e níveis.
      Quanto ao "verme", sabemos que vários tentam empestar-se por aqui. Mas notou que meu local está limpo e arejado?
      Abraços.

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  2. Ricardo Mallamud3 de abril de 2013 07:50

    Fabiano,
    Lembra da postagem anterior que te mostrei a deproporcionalidade das guerras entre árabes e israelenses na proporção de 4 para 1 em favor dos árabes??.

    Lembra que você chegou a aventar que isto devia-se a diferenças em tecnologia??

    Lembra que te mostrei que as tecnologias entre árabes e israelenses eram semelhantes sendo que os árabes tinham tecnologia de ponta dos russos??

    Então afinal como se deu a vitória aos israelenses em todos os conflitos?

    há muitas explicações, entre elas :

    - Capacidade e inteligência de seus comandates..........

    Entre eles......

    Ariel Sharon

    Se você procurava razões para simpatizar, ai vai a principal.

    grato
    Ricardo Mallamud

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    1. Resumidamente, Ricardo, lembro que concordei com as disparidades numérica (pró-árabes) e tecnológica (pró-israel) e, baseado nisto, fiz um exercício mental: você, armado até os dentes com alta tecnologia, contra vinte inimigos armados com porretes, arco e flecha. Você só não venceria se fosse um retardado.

      Quanto à "tecnologia de ponta russa", ela 'ajudou muito' os árabes na Guerra dos Seis Dias, quando, sozinho, israel solapou os exércitos sírio, jordaniano e egípcio (apoiados por Iraque, Kuwait, Arábia Saudita, Argélia e Sudão). Isto há 45 ANOS!

      Por fim, dou a mão à palmatória no quesito "união judaica". É a maior qualidade do seu povo. Porém, não se faz, nem SE VENCE guerras sendo justo, honesto, decente e tantas outras qualidades. Exatamente o contrário! Guerra é o epítome da sordidez e hipocrisia humanas. Elas são financiadas pelas piores mentes e almas.

      Respeito sua admiração por Sharon. Mas ele está na minha lista (nada pequena!) de "desprezíveis".

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    2. Ricardo Mallamud3 de abril de 2013 13:43

      Fabiano,
      parabéns..............execrável é todo aquele que faz, instiga e mantém conflitos, e sem dúvida isto não se resume a Ariel Sharon, a lista é vasta e ampla, tenho que dizer que jamais votei no mesmo quando foi candidato, mas não sou cego nem hipócrita de perceber que foi muito importante nas campanhas militares........Fabiano, em todos os conflitos embrenhados pelos árabes,inclusive o de 1973 conhecido como guerra do yom kipur, a superioridade árabe era gritante, e não apenas como vc. escreveu na guerra de 6 dias, e a vitória não se deu pela superioridade tecnológica, financeira e/ou militar...........Ricardo Mallamud

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    3. "e a vitória não se deu pela superioridade tecnológica, financeira e/ou militar" (??)
      Perdão, mas então, só resta "intervenções divinas", como as que Javé tanto fez por seus protegidos.

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