Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


quarta-feira, 31 de julho de 2013

Pontos Nevrálgicos - 1

Amigos e amigas.
Os Protocolos dos Sábios do Sião (ditos "apócrifos") são a síntese do obscurantismo da moral humana. É o famoso "Livro sem Pai" ou, pra quem preferir, um "Livro Filho-da-P..."! (Afinal, ninguém assume a paternidade.) Porém, muita coisa ali escrita faz toda alusão aos judeus, como sendo estes seus autores.
Independente de qualquer coisa (especialmente da sordidez), o fato é que há muita coisa nele que tem todo o sentido. Exemplos: a incapacidade das massas de se autogerirem e a inexistência das verdadeiras liberdade e igualdade.
Penso que esse livro é o mais polêmico da História. Mesmo eu, avesso a tudo o que ele prega visando a dominação, também admito que é o livro mais marcante que existe. Por isto, resolvi expor, capítulo por capítulo, os pontos mais rascantes dele, destacando trechos e dando minha opinião a cada um.

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Capítulo I:

“É preciso ter em vista que os homens de maus instintos são mais numerosos que os de bons instintos. Por isso se obtém melhores resultados governando os homens pela violência e o terror do que com discussões acadêmicas.” (Eu creio que há mais os de bons instintos, mas como o ser humano é corruptível,...)

A liberdade política é uma ideia, e não uma realidade. É preciso saber aplicar essa ideia, Quando for necessário atrair as massas populares ao seu partido com a isca duma ideia, se esse partido formou o desígnio de esmagar o partido que se acha no poder. Esse problema torna-se fácil, se o adversário recebeu esse poder da ideia de liberdade, do que se chama liberalismo, e sacrifica um pouco de sua força a essa ideia. E eis onde aparecerá o triunfo de nossa teoria: as rédeas frouxas do poder serão logo tomadas, em virtude da lei da natureza, por outras mãos porque a força cega do povo não pode ficar um dia só sem guia, e o novo poder não faz mais do que tomar o lugar do antigo, enfraquecido pelo liberalismo.” (Isto faz a democracia ser um regime perfeito para esses sórdidos.)

A liberdade é irrealizável porque ninguém sabe usar dela dentro de justa medida. Basta deixar algum tempo o povo governar-se a si mesmo para que logo essa autonomia se transforme em licença. Então, surgem dissensões que, em breve, se transformam em batalhas sociais, nas quais os Estados se consomem e em que sua grandeza se reduz a cinzas.” (Ovelhas não são líderes. Jamais evoluem sem um pastor.)

A política nada tem de comum com a moral. O governo que se deixa guiar pela moral não é político, e, portanto, seu poder é frágil. Aquele que quer reinar deve recorrer à astúcia e à hipocrisia. As grandes qualidades populares - franqueza e honestidade - são vícios na política, porque derrubam mais os reis dos tronos do que o mais poderoso inimigo. Essas qualidades devem ser os atributos dos reinos cristãos e não nos devemos deixar absolutamente guiar por elas.” (O último trecho destacado é uma doída verdade.)

“Para achar os meios que levam a esse fim, é preciso ter em conta a covardia, a instabilidade, a inconstância da multidão, sua incapacidade em compreender e discernir as condições de sua própria vida e de sua prosperidade. É necessário compreender que a força da multidão é cega, insensata, sem raciocínio, indo para a direita ou para a esquerda. (...) Concluamos, pois, que um governo útil ao país e capaz de atingir o fim a que se propõe, deve ser entregue às mãos dum só indivíduo responsável. Sem o despotismo absoluto, a civilização não pode existir; ela não é obra das massas, mas de seu guia, seja qual for.” (O mais recente exemplo cabal foi Hitler.)

“Vede esses animais embriagados com aguardente, imbecilizados pelo álcool, a quem o direito de beber sem limites foi dado ao mesmo tempo que a liberdade. Não podemos permitir que os nossos se degradem a esse ponto... Os povos cristãos estão sendo embrutecidos pelas bebidas alcoólicas; sua juventude está embrutecida pelos estudos clássicos e pela devassidão precoce a que a impelem nossos agentes, professores, criados, governantes de casas ricas, caixeiros, mulheres públicas nos lugares onde os cristãos se divertem.” ("Eles o machucam em casa e lhe batem na escola" John Lennon.)

“Nossa palavra de ordem é: Força e Hipocrisia. Somente a força pode triunfar na política, sobretudo se estiver escondida nos talentos necessários aos homens de Estado. A violência deve ser um princípio; a astúcia e a hipocrisia, uma regra para os governos que não queiram entregar sua coroa aos agentes de uma nova força.” ("Eles dizem que ainda há um lugar no topo. Mas, primeiro, você precisa aprender a matar sorrindo." De novo, Lennon.)

“Fomos nós os primeiros que, já na Antiguidade [1], lançamos ao povo as palavras “Liberdade, Igualdade, Fraternidade”, palavras repetidas tantas vezes pelos papagaios inconscientes que, atraídos de toda a parte por essa isca, dela somente tem usado para destruir a prosperidade do mundo, a verdadeira liberdade individual, outrora tão bem garantida dos constrangimentos da multidão. (...) não há igualdade na natureza.” (E tanto já se matou e ainda se matará por essa ilusão!...)

“O êxito de nossa obra aumentou. Todavia, no mundo, as palavras “Liberdade, Igualdade e Fraternidade” puseram em nossas fileiras, por intermédio de nossos agentes cegos, legiões inteiras de homens que arvoraram com entusiasmo nossos estandartes. Contudo, tais palavras eram os vermes que roíam a prosperidade dos não-judeus, destruindo por toda a parte a paz, a tranquilidade, a solidariedade, minando todos os alicerces de seus Estados.” (As pequeninas, deliciosas e imprescindíveis boas coisas da vida são solapadas pela luxúria desenfreada que eles patrocinam.)

Nota:
[1] Cf. Kadmi-Cohen,”Nômades”, pág. 72: “Assim, nos corações semitas, para falar como Ibn Kaldun, floresciam como realidades vivas a Liberdade e a Igualdade, esses dois princípios gêmeos que, depois não passaram de letras maiúsculas inscritas nos preâmbulos das constituições e na fachada dos edifícios públicos

terça-feira, 30 de julho de 2013

A treta da Greta

Amigos e amigas.
O caso abaixo foi uma reviravolta no processo que a filha de uma 'vítima do holocausto' havia movido contra os bancos suíços, afirmando que estes estavam escondendo uma conta de seu pai.
Após um 'teatro-dramalhão' que fez quando estava para perder o processo, ela "ganhou" 100 mil dólares sem que nada tivesse sido provado.
Vejam o que ocorreu mais tarde, segundo este texto de David Irwing  de 2005 que traduzi.
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Inversão dramática no caso de Greta Beer
"Foi sua performance que deu aos banqueiros suíços dores de cabeça. Como o senador Alfonse D'Amato levou à tribuna em 23 de abril de 1996, no âmbito das primeiras audiências sobre os ativos não reclamados e deixou claro para o público com algumas frases curtas qual era o certo e qual era o lado errado da justiça no caso. Greta descreveu, com uma voz embargada pelas lágrimas, o tratamento humilhante que ela teve que aturar em sua busca por contas de seu pai nos bancos suíços e como essa dura magnanimidade destruiu suas chances de uma vida confortável.

A partir de então, o "Caso Suíço" tinha um rosto: em Greta Beer, que repetiu as acusações contra "os frios, arrogantes e poderosos" bancos suíços. Ela nunca foi capaz de se recuperar deste ataque. Mesmo Paul Volcker, o presidente da comissão que foi nomeado após ele, mais tarde, observou que suas acusações foram "decisivas".

Hans Bär, o representante do setor bancário que também estava presente nessas audiências, convidou a principal testemunha no mesmo dia para vir à Suíça e ajudá-la com a sua pesquisa com as contas que desapareceram. Ela voou para a Suíça algumas semanas mais tarde, mas, apesar de uma intensa busca, não houve resultados positivos. E assim se manteve: apesar de toda a investigação pela Comissão Volcker, não havia nenhum sinal das contas de Siegfried Deligdisch - pai romeno de Greta Beer.

Pesquisa israelense
Em suas memórias, Hans Bär assumiu que essa conta já não existia; após a morte do pai de causas naturais durante a guerra, seu irmão assumiu a sua empresa e, assim, também o poder de representação em relação às contas - com a qual Bär implica sutilmente o destino delas. Como resultado, Greta Beer estava prestes a deixar o processo Volcker de mãos vazias. Por esta razão, o juiz novaiorquino Edward Korman concedeu-lhe 100.000 dólares "como remuneração por sua ajuda em tornar a solução possível" dos fundos de liquidação.

Mas a história não tinha acabado com isso. Há poucos dias, Greta Beer recebeu uma notícia através do NZZ am Sonntag (um jornal suíço), o que ela estava esperando há anos: uma conta tinha aparecido, mas em vez de um banco suíço, no Banco Leumi, em Israel. Lá, depois de uma pesquisa de quatro anos nos "Ativos do Holocausto" em bancos israelenses, uma lista de 3595 contas  foi publicada no final de janeiro, entre as quais uma está sob o nome Siegfried Deligdisch.

Greta Beer, que mora em Boston, e seu irmão Otto Deligdisch estão convencidos de que não há dúvida de que este foi o relato de seu pai. Ele havia construído uma das maiores empresas têxteis do Leste da Europa entre as duas guerras. Suas relações de negócios chegaram do Egito até a Europa Ocidental, incluindo a Suíça, onde ele havia comprado máquinas para suas fábricas, que tinha o nome de "Hercules". Em suas viagens de negócios, muitas vezes ele viajou pela Palestina, e até comprou uma casa em Jerusalém, em 1934. Essa conta está provavelmente relacionada com a transação.

Precedente ameaçador
Apesar desse surpreendente achado, Greta Beer e seu irmão ainda estão convencidos de que uma grande parte dos fundos de seu pai está na Suíça. Beer também contradiz o relato de Hans Bär pelo qual seu pai lhe deu a procuração. Burt Neuborne, o representante dos advogados de acusação no processo Korman, que o CRT (Tribunal de pedidos de restituição) está fazendo uma nova tentativa de encontrar contas de Deligdisch na Suíça. As chances de sucesso não são boas.

A surpreendente virada do processo Greta Beer é o resultado de uma clarificação em Israel, que tem sido controversa. membro do Knesset Colette Avital obteve, contra uma grande dose de resistência, através de um projeto de lei dizendo que os bancos israelenses também devem olhar para as contas não reclamadas do Holocausto. Após os resultados, que foram publicados em janeiro de 2005, uma série de bancos se opuseram, dizendo que as contas não pertenciam às vítimas do Holocausto. Trata-se de "o princípio", disse Ha'aretz.

Nenhum banco israelense quer admitir abertamente, e ser visto em livros de História, como tendo fundos acumulados pertencentes às vítimas do Holocausto durante tantos anos.

Greta Beer foi, entretanto, contatada por Colette Avital e o Conselho de Inquérito sobre os próximos passos para receber a posse da conta. Segundo informações do Yona Fogel, vice-presidente do Banco Leumi, o processo de restituição ainda não foi esclarecido. Entre outras coisas, o montante de juros sobre essas contas está em discussão. No momento, uma taxa de 3 ou 4%, está a ser considerada. De acordo com o Ha'aretz, é possível que esta taxa será reduzida, uma vez que é provável que seja um precedente para o retorno dos fundos palestinos.

A História não necessariamente favorece Greta Beer."

[PS- Só para reforçar, já foram encontradas perto de 3600 "holo-contas" em Israel.]

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Israel Shahak 9

Amigos e amigas.
Neste post, destaco as "dispensas" que os líderes judaicos (rabinos) permitem aos seus discípulos para burlarem leis talmúdicas milenares. De fato, chega a ser até hilário saber que eles executam tais 'esquemas' contra suas leis e se esquivam da responsabilidade de as tê-las aviltado.
"Dura Lex, sed Lex". Não para eles.
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Sabbath-Goy:- (...) dado as regras talmúdicas proibirem a judeus pedir a gentios para fazerem no sabbath qualquer trabalho que a si mesmos seja vedado fazer. Descreverei dois dos muitos tipos de dispensas usados para tais fins.

Primeiro, existe o método de 'sugerir', que depende da lógica casuística segundo a qual um pedido pecaminoso torna-se imaculado se for expresso de uma forma ardilosa. Por regra, a sugestão deve ser 'obscura', mas em casos de extrema necessidade, é permissível uma sugestão 'clara'. Por exemplo, num recente folheto sobre a observância religiosa para uso dos soldados israelitas, estes eram ensinados como falar com os trabalhadores árabes empregues pelo exército como 'sabbath-Goyim'. Em casos urgentes, tais como quando está muito frio e é preciso acender um fogo, ou quando é necessária luz para um serviço religioso, um soldado judaico piedoso pode usar uma sugestão 'clara' e dizer ao árabe: 'Está frio (ou escuro) aqui'. Mas normalmente uma sugestão 'obscura' pode bastar, por exemplo: 'Seria mais agradável se aqui estivesse mais quente'. Este método de 'sugerir' é particularmente repulsivo e degradante na medida que é usado normalmente em não-judeus que, devido à sua pobreza e posição social subordinada, estão completamente nas mãos do seu empregador judaico. Um trabalhador gentio (ou empregado do exército israelita) que não se treine para interpretar as 'sugestões obscuras' como ordens será impiedosamente despedido.

O segundo método é usado em casos em que o que é requerido ao gentio para fazer durante o sábado não é uma tarefa ou serviço pessoal (os quais podem ser 'sugeridos' quando surge a necessidade deles), mas um trabalho de rotina ou regular sem supervisão judaica constante. De acordo com este método  chamado 'inclusão implícita' (havla'ah) do sabbath entre os dias úteis  o gentio é contratado 'para toda a semana (ou ano)', sem que o sabbath seja mencionado no contrato. Mas, na verdade, o trabalho só é desempenhado ao sabbath. Este método foi usado no passado para contratar um gentio para apagar as velas depois da oração da véspera do sabbath (em vez de deixá-las continuar acesas com desperdício). Os exemplos israelitas modernos são: regular o abastecimento de água ou vigiar reservatórios de água aos sábados.


Uma ideia semelhante foi usada também no caso de judeus, mas para um fim diferente. Os judeus estão proibidos de receber qualquer pagamento por trabalho feito ao sabbath, mesmo se o próprio trabalho é permitido. Aqui, o exemplo principal diz respeito às profissões sagradas: o rabino ou estudioso talmúdico que prega ou ensina no sabbath, o cantor que canta só aos sábados e outros dias santos (aos quais são aplicáveis proibições semelhantes), o sacristão e funcionários semelhantes. Nos tempos talmúdicos, e em alguns países mesmo vários séculos depois, tais trabalhos não eram remunerados. Mas posteriormente, quando estes se tornaram profissões assalariadas, a dispensa da 'inclusão implícita' foi utilizada e eram contratados numa base 'mensal' ou 'anual'. No caso dos rabinos e dos estudiosos talmúdicos, o problema era particularmente complicado, uma vez que o Talmude os proíbe de receber qualquer pagamento por pregar, ensinar ou estudar assuntos talmúdicos, mesmo em dias úteis. Uma dispensa especial para eles estipula que o seu salário não é realmente um salário mas uma ‘compensação pela ociosidade’ (dmey batalah). Como resultado combinado dessas duas ficções, o que é em verdade pagamento por trabalho feito principalmente, ou mesmo unicamente, ao sabbath é transformado em pagamento por estar ocioso nos dias úteis.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Simon "Fraude" Wiesenthal

Amigos e amigas.
Sei que o personagem do título é um ser pra lá de batido e abatido na História, mas até hoje, uma grande parte das pessoas (em sua alienação, comodismo e estupidez) o vê como um paradigma de moralidade e justiça (aquelas pessoas que têm Hollywood como paradigma de credibilidade). Por isso, vale um eventual 'chute-na-bunda' pra reforçar o contrário.

Apresento-lhes um artigo que traduzi do escritor Guy Walters, publicado no Daily Mail de 10/09/2010, sobre Simon Wiesenthal. Os sublinhados, negritos e algumas aspas são meus.

É meio longo (apesar de tê-lo reduzido), mas achei que valia para completar as impressões sionistas acerca dele, dadas num programa da tv alemã ARD intitulado "Panorama", apresentado no dia 08/02/2008, às 21:00 h, e que reproduzi AQUI.

Triste figura!...
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O preclaro infeliz Wiesenthal
"Para milhões de pessoas ao redor do mundo, Simon Wiesenthal é visto como um herói. 
Muitas vezes creditado por trazer à justiça cerca de 1100 criminosos de guerra, o 'caçador de nazistas' e 'sobrevivente do Holocausto' é considerado quase como um santo, um homem que fez mais do que qualquer governo para prender os autores de alguns dos piores crimes que o mundo tem testemunhado.
Indicado para o Prêmio Nobel da Paz, para a Ordem dos Cavaleiros e mais de 50 outras honras, Wiesenthal é particularmente lembrado por seu papel em rastrear o famoso 'arquiteto do Holocausto', Adolf Eichmann.

Depois que ele morreu com a idade de 96, em setembro de 2005, os elogios choveram de todo o mundo. Wiesenthal foi elogiado como o "representante permanente das vítimas", um homem que não apenas havia procurado a justiça, mas se orgulhava de nunca ter esquecido os seus seis milhões de "clientes", como ele chamou aqueles que 'morreram no Holocausto'.

Aqueles que leram suas memórias só podiam se maravilhar com seu heroísmo durante a guerra e as incríveis fugas da morte nas mãos dos nazistas. Era como se a missão de Wiesenthal fosse quase dada por Deus, os deuses poupando a sua vida por algum propósito maior.

Os relatos de suas caçadas a fugitivos não eram menos sensacionais, como Wiesenthal contou como ele se envolveu em uma batalha de inteligência contra as redes de nazistas do pós-guerra e seus sinistros simpatizantes. Era a última história de "vingança do bem estar" e o mundo a abraçou.

Foram feitos programas de TV e filmes, e logo Wiesenthal tornou-se um nome familiar, um símbolo para o triunfo da esperança sobre o Mal. Aqueles que se emocionaram com sua história de vida agora podem fazê-lo mais uma vez, graças a uma nova biografia escrita pelo historiador israelense Tom Segev.

A figura que emerge do livro é muito mais complexa do que se poderia esperar. Dr. Segev demonstra que o relato de Wiesenthal sobre sua vida foi o produto de exageros e auto-mitologia. Aparecendo no programa Today, da Radio 4 esta semana, o autor disse que Wiesenthal era "um contador de histórias, um homem que viveu entre a realidade e a fantasia.Desculpou a inclinação de Wiesenthal para fabricar histórias sobre o seu passado, dizendo que era sua maneira de tornar mais fácil lidar com as atrocidades reais que havia experimentado nos campos de concentração.

Sinto muito, mas esta abordagem compassiva simplesmente não me comove. Pois a verdade é que o grande caçador de nazistas é muito, muito pior do que o Dr. Segev apresenta. No meu ponto de vista, Simon Wiesenthal era um mentiroso e uma fraude. Na verdade, eu iria tão longe a ponto de dizer que ele foi um dos maiores vigaristas do século 20.

Passei quatro anos trabalhando em uma história do nazi-caçador, que foi publicada no ano passado, e o material que reuni sobre Wiesenthal foi o suficiente para me fazer gritar muito alto. Quando eu comecei meu livro, eu também acreditava que o grande homem era apenas isso - grande.

Mas quando eu olhei para todas as suas memórias, biografias e material de arquivo original, eu percebi que, como tantos outros, a imagem que eu tinha construído de Simon Wiesenthal era irremediavelmente incorreta. Havia muitas distorções e incongruências, muitas mentiras deslavadas - nenhuma das quais podia ser explicada pelo simpático psico-balbuciar oferecido por nomes como Dr. Segev. O fato é que Wiesenthal mentiu sobre quase tudo em sua vida.

Vamos, por exemplo, começar no início e olhar para o seu registro educacional. Se você visitar o site do Simon Wiesenthal Center, vai saber que ele foi indicado para a admissão ao Instituto Politécnico de Lvov, mas foi recusado "por causa de restrições de quotas de estudantes judeus". O site, em seguida, afirma que ele foi para a Universidade Técnica de Praga, na qual recebeu seu diploma em engenharia arquitetônica em 1932. Outras biografias - publicadas durante a vida de Wiesenthal - afirmam que ele tinha, de fato, ido para Lvov (entre 1934 ou 1935) e ganhou um diploma de engenheiro arquitetônico em 1939. Todos esses relatos são lixos.

O Arquivo do Estado de Lvov não tem nem um registro de Simon Wiesenthal ter estudado na Universidade Técnica de Lvov. Os arquivos tem registros de outros alunos desse período, mas não de Wiesenthal - e não havia restrições de quotas de estudantes judeus naquela épocaNem dele ter se graduado em Praga. Embora ele tenha se matriculado em 21 de fevereiro de 1929, Wiesenthal nunca completou a sua licenciatura. Ele passou em seu primeiro exame do estado em 15 de fevereiro de 1932, e, em seguida, saiu no mesmo ano.

Apesar da falta de credenciais acadêmicas, ele iria usar de forma fraudulenta sua suposta diplomação de engenharia em sua carta de apresentação para o resto de sua vida.  Durante a guerra, Wiesenthal afirmava ter passado anos dentro e fora de uma sucessão de campos de concentração. Embora ele certamente tenha passado um tempo em campos como Mauthausen, ele também disse que esteve em Auschwitz - uma afirmação para a qual não há nenhum registro.

Depois, há sua suposta carreira como um bravo partizan. Em duas das suas memórias, ele afirma ter se juntado a um grupo de partizans depois de escapar de um campo em outubro de 1943. De acordo com uma entrevista que ele deu ao exército norte-americano em 1948, ele alegou que foi imediatamente feito um tenente "na base do meu intelecto." Ele logo foi promovido a major e ele foi fundamental na 'construção de bunkers e linhas de fortificação.' "Nós tivemos construções de bunkers fabulosas", disse ele. "Minha posição não era tanto como um especialista estratégico, mas como um técnico especializado."

Só precisamos de uma compreensão básica da história militar da Segunda Guerra Mundial para saber que as alegações de Wiesenthal são altamente duvidosasGrupos partizans não construíam ' fabulosos bunkers'. Eles, ao invés disso, confiavam em mobilidade para despistar o inimigo. Como judeu, também é altamente improvável que ele tenha sido feito um oficial de tal grupo, que normalmente era antissemita.
(...)
Uma vez que existem pelo menos quatro relatos descontroladamente diferentes das atividades de Wiesenthal entre outubro de 1943 e meados de 1944, sérias dúvidas sobre o que ele realmente foi devem certamente ser levantadas. Alguns daqueles que duvidaram de sua versão dos fatos - como o antigo chanceler austríaco Bruno Kreisky - foram tão longe como acusar Wiesenthal repetidamente nos anos 1970 e 1980 de ser um colaborador com a Gestapo. 
(...)
Dois depoimentos feitos por ex-membros do exército alemão também afirmaram que o caçador de nazistas era um colaborador, mas tais alegações devem ser tratadas com extrema cautela. 
(...)
No entanto, eu não tenho pudores em afirmar que a maior mentira que ele propalou foi sobre o seu envolvimento na caça e eventual captura de Adolf Eichmann, um suposto golpe de Estado com o qual ele estará sempre associado - e bastante injustificadamente. De acordo com o mito, Simon Wiesenthal iniciou sua caçada a  Eichmann tão logo a guerra acabou.

No início da década de 1950, ele tinha tudo, mas desistiu, até que ele teve um encontro casual, supostamente com um nobre austríaco chamado Baron Mast, no final do outono de 1953. Baron Mast mostrou a Wiesenthal uma carta que havia recebido em maio daquele ano de um antigo companheiro do exército que agora vivia na Argentina, onde o escritor tinha cruzado com o 'porco Eichmann ", que estava morando em Buenos Aires e trabalhando nas proximidades. 
(...)
Poucos meses depois, em 30 de março de 1954, Wiesenthal finalmente enviou um dossiê sobre Eichmann para o Congresso Mundial Judaico e ao cônsul israelense em Viena, em que ele compartilhou o conteúdo da carta do Barão e revelou que o criminoso estava trabalhando na construção local de uma estação de energia a 65 milhas de Buenos Aires. Infelizmente, a inteligência de Wiesenthal era inútil. Não só ele foi incapaz de fornecer o pseudônimo de Eichmann - Riccardo Klement - mas no momento da carta do Barão, Eichmann estava, na verdade, trabalhando a mais de 800 quilômetros de Buenos Aires e, em março de 1954, ele estava morando na capital argentina tentando estabelecer seu próprio negócio. No entanto, o pior estava por vir.

Em 1959, quando a busca por Eichmann estava esquentando, o serviço de inteligência israelense, Mossad, perguntou a Wiesenthal se tinha mais alguma informação sobre o criminoso. Em 23 de setembro, ele escreveu para os israelenses e disse-lhes que suspeitava que Eichmann estava no 'norte da Alemanha' e que ele "fazia visitas à Áustria ao longo do tempo". Mais uma vez, ele estava fornecendo informações inúteis.

De outras fontes, os israelenses haviam estabelecido que o fugitivo estava, na verdade, em Buenos Aires e a informação de Wiesenthal foi outro beco sem saída. Depois que Eichmann foi sequestrado no ano seguinte por agentes do Mossad, Wiesenthal, pelo menos teve a graça de dizer que ele, "pessoalmente, não tinha algo a ver com a prisão de Eichmann", e que ele havia depositado todos os seus arquivos em Jerusalém.

No entanto, com os israelenses permanecendo calados sobre seu envolvimento, ele decidiu preencher o vácuo de informações e começou a colocar-se bem no coração da caçada. Ele escreveria que, embora tivesse dito que tinha enviado todos os seus arquivos para Israel, tinha realmente sempre mantido consigo o arquivo Eichmann. Isto era completamente falso.

Talvez a mentira mais chocante de Wiesenthal sobre o caso Eichmann foi a alegação de que ele disse aos israelenses em sua carta de setembro de 1959 que o nazista estava, na verdade, na Argentina. Como vimos, ele lhes disse que Eichmann estava possivelmente na Alemanha - uma pequena diferença de vários milhares de quilômetros. 

Curiosamente, o Dr. Segev viu tanto a carta de setembro de 1959 como a reclamação mais tarde, mas ele optou por ignorar as diferenças em seu livro.

Os fatos simples são que Wiesenthal mentiu sobre a sua licenciatura, suas experiências de guerra e sua "caçada" a Adolf Eichmann. Qualquer homem que profere tantas inverdades não merece ser reverenciado. Embora alguns desculpem Wiesenthal 'contador de histórias', há simplesmente muitas outras mentiras para levá-lo a sério.

Além disso, afirmar que Wiesenthal "viveu entre a realidade e a fantasia para lidar com suas experiências reais de guerra" é um insulto a todos os 'sobreviventes do Holocausto' que apenas disseram a verdade."

• Guy Walters é o autor de "Hunting Evil (Bantam)"

quarta-feira, 24 de julho de 2013

A miséria de sempre!

Amigos e amigas.
Este post é "só" para registrar por escrito uma reportagem do (PASMEM!) "Bom dia, Brasil", da Rede Globo, que divulgou números da organização "Transparência Brasil" a respeito dos democráticos políticos do "País das Alegrias" e seus "módicos" custos.
Apesar do vídeo ainda grassar via email por aí, vejo toda a necessidade de reforçar seus dados (apesar de já defasados). Vejam só:

- O minuto do "trabalho" dos parlamentares brasileiros custava R$ 11.545,00;
- Um senador custava R$ 33 milhões por ano;
- Um deputado, cerca de R$ 6,6 milhões anualmente;
- Na média entre senador e deputado, o custo chegava a R$ 10,2 milhões. Só para comparar: na Itália, chegava a R$ 3,9 milhões. Na França, R$ 2,8 milhões. Na Argentina, R$ 1,3 milhão. Na Espanha, R$ 850 mil.
- Em Brasília, há 24 deputados distritais, que custavam anualmente R$ 10 milhões;
- Os vereadores cariocas e paulistanos custavam R$ 5 milhões por ano.

Aí, vem a inevitável pergunta: Valem o custo-benefício? Resposta pra lá de óbvia: DE JEITO NENHUM! Os que verdadeiramente sustentam, mantêm e constroem o país ganham salários risíveis (até aviltantes) e não têm um décimo das benesses desses "simpáticos inoperantes". São professores, médicos, agricultores, policiais, bombeiros,... NUNCA esquecendo de uma "casta" tão desprezada quanto fundamental em nossas vidas: a que cuida das limpezas (faxineiros, lixeiros, etc). Estes são quase invisíveis (os piores aspones os tratam como estorvos), mas imensuravelmente mais importantes que os políticos.

Quem foi que disse que "Democracia é exercício: quanto mais a praticarmos, mais evoluiremos"? Estamos nos aproximando de 25 anos de eleições diretas e qual é a evolução que se destaca? O aumento das mordomias da classe política e o seu encastelamento. A miséria das massas populares e o abismo entre as classes não tiveram alívio real (não me venham com "vale-esmola"!), muito ao contrário.

Como bem disse certa vez o grande Quino (via sua maior criação, a Mafalda): "Nós, os bons, estamos ficando de saco cheio!" Essa represa não resistirá muito tempo.
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segunda-feira, 22 de julho de 2013

Cifra insistente.

Amigos e amigas.
Encontrei na Metapedia uma compilação de dezenas de citações a respeito do afamado número de "Seis milhões".
A sua história é pra lá de interessante. Tanto que resolvi publicar só uma parte dela aqui, devido à sua enorme extensão. Se quiserem (e eu aconselho), leiam o resto no link no final.
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A História dos Seis Milhões

a) Os Seis milhões no século II
Já durante a revolta de Bar-Kochba (Rebelião judaica sob liderança de Simon bar Kochba contra o império romano de 132 a 135 DC) reclama-se da matança de 6.000.000 de judeus.
"Ocorreu um terrível banho de sangue do qual se salvaram apenas algumas centenas de milhares (de pessoas); escondidas em cavernas e em profunda solidão, alimentavam-se de cadáveres e de sangue; apenas após alguns anos arriscaram-se novamente a abandonar seus esconderijos. Mais de 6.000.000 de judeus encontraram a morte naqueles tempos. No Talmud, lemos que o sangue jorrou qual ondas até ao mar, a uma milha de distância".

b) Os Seis Milhões no século XX

Já antes da Primeira Guerra Mundial, houve constantes menções às pretendidas 6.000.000 de vítimas. Em 11 de junho de 1900, foi publicado no New York Times uma reportagem sobre uma convenção sionista realizada sob patrocínio da Federation of American Zionists, na qual relacionou-se pela primeira vez (provavelmente), em público o número de 6.000.000 de judeus como vítimas de grande sofrimento:
"Existem 6.000.000 de argumentos vivos, sangrentos e sofredores a favor do sionismo".

Conforme a reportagem, tal declaração teria sido dada em palestra por Stephen S. Wise, destacado representante do American Jewish Congress.
Em 1902, novamente o número de 6.000.000 aparece na décima edição da Encyclopaedia Britannica, sob o verbete "Antissemitismo":
"Enquanto houver mais de 6.000.000 de judeus sendo aviltados na Romênia e na Rússia, que constantemente transbordam as fronteiras ocidentais, continuará a existir a questão judaica na Europa [...]"

Conforme fontes judaicas de 1869 e de 1889, existiram mundialmente 6.000.000 de judeus. Conforme a enciclopédia Meyers Grosses Konvesations-Lexikon, viviam na Russia e Romênia em 1905, 5.350.000 de judeus.

Na edição de 1911 da Encyclopaedia Britannica continuavam a constar 6.000.000 de judeus, porém na enciclopédia Brockhaus informava-se a existência global de 7.500.000 de judeus.
Outrossim, o jornal New York Times publicou em 27 de novembro de 1902 uma carta do leitor Samuel W. Goldstein, com o título Plea for Zionism (Intercessão para o sionismo). Em certo trecho da carta o leitor interpela um suposto crítico do sionismo:
"Possui o senhor Silverman procuração dos 6.000.000 de judeus na Rússia, 300.000 romenos e dos 1.000.000 na Galícia ?"

Em 29 de janeiro de 1905, o New York Times reportou uma pregação do rabino M.H. Harris no Israel Tempel, sob o título: End of Zionism, maybe. Harris esclarece que uma Rússia livre e feliz com seus 6.000.000 de judeus pode significar o fim do sionismo, pois o fim da autocracia praticamente eliminaria as causas que levaram à existência do sionismo.

Em 25 de março de 1906 o New York Times publicou uma palestra de Paul Nathan na Alemanha , novamente com menção dos 6.000.00 de judeus:
"Assombrosos relatos sobre as condições e o futuro de 6.000.000 de judeus na Rússia, foram prestados em Berlim no encontro anual do “Central Jewish Relief League of Germany” em 12 de março por Paul Nathan, um conhecido publicista, que retornou de uma ampla viagem pela Rússia [...] Ele deixou São Petersburgo com a firme convicção de que a estratégia analisada pelo governo Russo para a “solução “ da questão judaica consiste no assassinato e sistemático extermínio."

Como prova desta tese, Nathan leu para o público a afirmação do artigo de uma suposta circular enviada à guarnição em Odessa, convocando os soldados a "levantar-se e esmagar os traidores que conspiram contra o sagrado governo do Czar, intentando substituí-lo por um império judaico."

Nathan finalizou sua palestra exortando o sistema financeiro judaico internacional a ordenar ao governo russo a reversão destas ações. A intervenção judaica obteve sucesso, eis que os bolcheviques aniquilaram o czarismo e fundaram a União Soviética, da qual o primeiro Chefe de Estado foi o judeu Jakow Michailowitsch Swerdlow (de 21/11/17 a 16/03/19).

De 09 a 15 de agosto de 1911 realizou-se em Basileia o 10ª. Congresso Sionista. Neste congresso, Max Nordau, co-fundador da Organização Sionista Mundial e médico particular de Theodor Herzl, lamentava em sua palestra, publicada em 18 de agosto no Jewish Chronicle de Londres, em 01 de setembro no Jewish Criterion de Pittsburgh, e em 09 de setembro no Reform Advocate de Chicago:
"Em diversas grandes cidades, amplas bibliotecas são fundadas para a difusão da cultura. Ótimo! Belíssimo! Porém, virtuosos governos que se dedicam com tão nobre zelo à propagação da paz eterna, aquiesceram à ruína de 6.000.000 de seres vivos - aquiesceram e ninguém, exceto as vitimas, levantou uma voz contrária, embora isto seja um crime maior que qualquer guerra, pois ainda nenhuma guerra destruiu 6.000.000 de vidas humanas. A administração dos hero funds e os seus rendimentos são distribuídos nas mãos de autoridades que favoreceram o massacre de judeus, isto se não o provocaram diretamente, e nas grandes bibliotecas criadas por filantropos, estudantes leem com apaixonada energia as histórias sobre rituais assassinos, escritos por idiotas, lunáticos e biltres em tempos antigos e modernos".

Décadas depois, Ben Hecht, o chamado "Shakespeare de Hollywood", publicou em 1961 o seu livro Perfidy. Nele, lembrou da palestra de Max Nordau, de 1911, e a reproduziu levemente modificada, mas com o mesmo sentido, sem esquecer da cifra de 6.000.000 de judeus:
"No Congresso sionista de 1911, 22 anos antes de Hitler chegar ao poder, e três anos antes da Primeira Guerra Mundial, Nordau disse: Como se atrevem os tagarelas, os espertos fofoqueiros oficiais a abrir suas mãos para gabarem-se do progresso [...] Aqui fazem conferências sobre a paz, palestrando contra a guerra [...] Mas os mesmos governos presunçosos que nobres e diligentes mostram-se ativos para estabelecer a paz eterna, preparam conforme confissão própria, a total destruição de 6.000.000 de pessoas, e embora isto seja um crime pior que qualquer guerra, ninguém exceto os próprios amaldiçoados, levantam sua voz em protesto."

Em 31 de outubro de 1911, o New York Times publicou:
"Para uma sistemática opressão e perseguição, os 6.000.000 de judeus na Rússia são excluidos da lei".

Em 1912, o American Jewish Year Book 5672 do American Jewish Committee afirmou:
"A Rússia, desde 1890, adaptou um plano para expulsar ou destruir 6.000.000 de pessoas do seu povo pelo único motivo delas rejeitarem tornar-se membros da igreja grega-ortodoxa e preferirem continuarem judeus."

Os Seis Milhões durante a Primeira Guerra Mundial

Em 02 de dezembro de 1914, quatro meses após o inicio da Primeira Guerra Mundial, o New York Times publicou uma convocação do American Jewish Relief Committee à doação para os judeus:
"O American Jewish Relief Committee foi formado por mais de 100 organizações judaicas nacionais em 25 de outubro, no templo Emanu-El, para chamar a a atenção sobre a situação de penúria de mais de 6.000.000 de judeus que vivem nas áreas em guerra. [...] O desastre, que aflige o mundo todo recai em proporção maior sobre o povo judeu, do qual mais de 9.000.000 de pessoas vivem nos países em guerra e mais de 6.000.000 destes na específica área em guerra, na Polônia, Galícia e toda a fronteira russa. Durante o Progrom russo, os judeus deste país contribuíram com aproximadamente $ 1.500.000 para o auxilio às vítimas. A atual calamidade é maior e requer maiores ajudas. Solicitamos [...] enviar seus cheques diretamente ao tesoureiro do American Jewish Committee, Felix M. Wartburg, 53, William Street, New York")

Em 28 de fevereiro de 1916, o New York Times menciona novamente os 6.000.000 de judeus, sob o título de: - "Schiff doa $ 25.000 a associação de imigração". - Neste texto, o termo Schiff refere-se a Jacob H. Schiff, uma das mais influentes pessoas nas finanças judaicas internacionais. A associação de imigração é a Hebrew Sheltering and Immigrant Aid Society:
"Quase 6.000.000 de judeus estão arruinados na maior miséria moral e material[...] E o mundo silencia [...]"

Ainda o American Jewish Committee, sob a presidência de Jacob H. Schiff, mencionou os 6.000.000 de judeus em sua publicação The Jews in the Eastern War Zone, na qual consta à pag 19:
"A Russia recebeu a maioria de sua população judaica em decorrência da divisão da Polônia de 1773 a 1795. [...] tratava os judeus com excepcional rudeza [...] Tendo sido confinados às províncias nas quais ocorreram as partições, criou-se um ghetto[...] convertido praticamente em uma colônia penal, na qual 6.000.000 seres humanos, culpados unicamente pelo fato de manterem sua fé judaica são compelidos a viver em imundície e miséria, num constante pavor de um massacre, sujeitos aos caprichos da polícia e à corrupção administrativa – ou seja – obrigados a viver sem direitos e sem status social". 

Os 6.000.000 de judeus, novamente relacionados com Stephen S. WieseFelix M. Warburg e Jacob H. Schiff , são mencionados na edição de 18 de outubro de 1918 no New York Times. Neste artigo, que trata de um plano do Joint Distribution Committee para "reconstruir a unidade judaica" solicitando contribuições pecuniárias a judeus e a não-judeus, lê-se:
"6.000.000 de almas necessitarão de ajuda para retormar uma vida normal após o final da guerra[...] Comitê dos judeus americanos apresenta plano para a maior tarefa humanitária da História[...] 6.000.000 de judeus necessitam de ajuda.

A primeira utilização do termo "holocausto"

Em 31 de outubro de 1919 surgiu um artigo de Martin H. Glynn no The American Hebrew que pela primeira vez inovou na denominação da má sorte dos 6.000.000 de judeus. Neste artigou utilizou a palavra inglesa holocaust. Sob o titulo : “A crucificação dos judeus necessita findar”, (The Crucifixation of Jews Must Stop), escreve Martin H. Glynn:
"6.000.000 de homens e mulheres estão morrendo por falta do essencial para a vida[…] E este destino os acomete sem sua culpa, sem transgressão das leis de Deus ou dos homens, mas devido a [...] sectária cobiça por sangue judeu. Nesta ameaça do holocausto da vida humana[...]"


E confiram neste vídeo, dez dessas manchetes: