Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


quarta-feira, 17 de julho de 2013

Israel Shahak 8

Amigos e amigas.
Nos trechos seguintes do livro "História Judaica, Religião Judaica", de Israel Shahak, o autor comenta várias coisas: o não entendimento entre judeus; a hierarquia judaica; bizarrices; protecionismo; "ixquemas" para driblar a lei.
De fato, muito interessantes. Confiram.
FAB29



“Muitos judeus em Israel (e em outros locais), que não são Ortodoxos e têm pouco conhecimento detalhado da religião Judaica, tentaram envergonhar os Israelitas Ortodoxos (ou direitistas que são influenciados fortemente pela religião) pela sua atitude inumana para com os Palestinos, citando-lhes versos da Bíblia no seu simples sentido humano. Todavia, descobriu-se sempre que tais argumentos não têm o menor efeito nos que seguem o Judaísmo clássico; simplesmente não compreendem o que lhes é dito, porquanto para eles o texto bíblico significa algo de completamente diferente que para as outras pessoas.

Se existe um abismo na comunicação em Israel, onde as pessoas leem Hebraico e podem obter rapidamente informação correta se o desejarem, podemos imaginar quão profunda a concepção errada no estrangeiro, digamos entre as pessoas educadas na tradição Cristã. De fato, quanto mais uma pessoa lê a Bíblia, menos ele ou ela sabe sobre o Judaísmo Ortodoxo. Pois o último encara o Antigo Testamento como um texto de fórmulas sagradas imutáveis, cuja recitação é um ato de grande mérito, mas cujo significado é determinado totalmente em outro lado. E, como Humpty Dumpty disse a Alice, atrás do problema de quem determina o significado das palavras, está a verdadeira questão: 'Quem vai ser o mestre?'” (pág. 56)

“O próprio Talmude define as várias categorias de judeus, por ordem ascendente, como se segue. Os mais inferiores eram os totalmente ignorantes; depois, vêm os que só conhecem a Bíblia; depois, os que estão familiarizados com o Mishnah ou a Aggadah; e a classe superior é daqueles que estudaram e são capazes de discutir a parte legal do Gemarah. Só os últimos é que estão habilitados a conduzir os seus companheiros judeus em todas as coisas.” (Pág. 57)



“Durante a existência do Templo, o Sumo Sacerdote só era autorizado a casar com uma virgem. Embora virtualmente durante a totalidade do período talmúdico não existisse Templo ou Sumo Sacerdote, o Talmude devotou uma das suas discussões mais acesas (e bizarras) sobre a definição exata do termo 'virgem' qualificada para desposar um Sumo Sacerdote. E se a mulher tiver tido o hímen rasgado por acidente? Fará alguma diferença se o acidente ocorrer antes ou depois dos três anos de idade? Pelo impacto de metal ou madeira? Estava a trepar a uma árvore? E neste caso, estava a subir ou a descer? Aconteceu de uma forma natural ou não? Tudo isto e muito mais ainda foi discutido em enorme pormenor. E cada estudioso do Judaísmo clássico tem de dominar centenas de tais problemas. Os grandes estudiosos são medidos pela sua capacidade em desenvolver estes problemas ainda mais pois, como mostram os exemplos, existe sempre campo para mais desenvolvimento — se bem que só numa direção — e tal desenvolvimento prosseguiu efetivamente depois da redação final do Talmude.” (Pág. 59)


"1 - Cobrar juros: O Talmude proíbe rigorosamente que um judeu, sob pena de castigo severo, cobre juros de um empréstimo feito a outro judeu. (De acordo com a maioria das autoridades talmúdicas, é um dever religioso levar tanto juro quanto possível num empréstimo feito a um Gentio.) Regras muito pormenorizadas proíbem mesmo as formas mais imaginativas pelas quais um prestamista judaico possa lucrar com um devedor judaico. Todos os cúmplices judaicos de tal transação ilícita, incluindo o tabelião e as testemunhas, são acoimados pelo Talmude de pessoas infames, desqualificadas de testemunhar em tribunal porque, ao participarem em tal ato, o judeu como que declarava que 'não era parte do deus de Israel'. É evidente que esta lei era bem adequada às necessidades dos camponeses ou artesãos judaicos, ou das pequenas comunidades judaicas que usavam o seu dinheiro para fazer empréstimos a não-judeus. Mas a situação era muito diferente na Europa Oriental (mormente na Polônia) no século XVI. Existia uma comunidade judaica relativamente grande, a qual constituía a maioria de muitas cidades." (Pág. 60/61)



"O ano sabático: De acordo com a lei talmúdica (baseada no Levítico, 25), a terra de propriedade judaica na Palestina deve permanecer em pouso de sete em sete anos (o ano 'sabático'), quando todos os trabalhos agrícolas (incluindo as colheitas) em tal terra são proibidos. Existem provas abundantes que esta lei foi rigorosamente observada durante cerca de mil anos, do século V a. C. até ao desaparecimento da agricultura judaica na Palestina. Depois, quando não havia ocasião para aplicar a lei na prática, foi mantida teoricamente intacta. Todavia, nos anos seguintes a 1880, com o estabelecimento de colônias agrícolas judaicas na Palestina, tornou-se um assunto de preocupação prática. Os rabinos simpatizantes dos colonos conceberam uma dispensa para ajudar, que foi aperfeiçoada mais tarde pelos seus sucessores nos partidos sionistas religiosos e que se tornou uma prática Israelita admitida. Eis como isto trabalha:

Pouco antes do ano sabático, o Ministro do Interior israelita dá ao Rabino-Chefe um documento que o torna o dono legal de toda a terra israelita, tanto privada como pública. Armado com esse papel, o Rabino-Chefe dirige-se a um não-judeu e vende-lhe toda a terra de Israel (e, desde 1967, os Territórios Ocupados) por uma soma nominal. Um documento separado estipula que o 'comprador' 'revenderá' de volta a terra quando o ano acabar. E esta transação é repetida de sete em sete anos, normalmente com o mesmo 'comprador'. Os rabinos não-sionistas não reconhecem a validade desta dispensa, argumentando corretamente que, dado a lei religiosa proibir que os judeus vendam terra na Palestina a gentios, toda a transação é baseada num pecado e, daí, nulo e sem efeito. Os rabinos sionistas respondem, no entanto, que o que é vedado é uma venda real e não uma fictícia! (Pág. 61/62)

6 comentários:

  1. Bom dia Ludy,

    A FICÇÃO pode TUDO...

    Seguindo essa MÁXIMA, eles vão levando a VIDA de ROLDÃO.

    E tem GENTIO que ACREDITA nessa CORJA.

    Tem GENTIO que acha que de fato essa CAMBADA seja de FATO "ELEITA".

    Você viu o documentário sobre os 101 objetos que mudaram o mundo?

    Abraços.

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    1. É por aí, caro Ragi. Bom dia.
      Ainda não vi, mas vindo do History Channel, posso imaginar alguns critérios utilizados. Você saberia dizer por que o número 101? Parece que há também "os 101 fast foods", "as 101 inovações" e outras.
      Será que farão as "101 crueldades" ou "as 101 piedades"?
      Abraço.

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  2. Sobre o documentário do 101 objetos que mudaram o mundo do Fake Channel: o primeiro e mais importante é a...Biblia. Cúmulo da manipulação.

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    1. Bem, não podemos negar que a Bíblia realmente foi um fator extremamente marcante nas mudanças na humanidade. É claro que foi 99% imposta (como todo livro sagrado, é na base do "Siga ou...!") mas é inegável sua extrema influência.
      Eu estou no 1%.

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  3. Bom dia Ludy e demais participantes, o que dizer sobre a garrafa de coca cola ter mudado o mundo?

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    1. Bom dia, Ragi.
      A mudança que ela causou foi que se tornou uma raridade alguém pedir num restaurante: "Me dá um guaraná." ou "Me traz um refrigerante." Mais de 90% das vezes, ouvimos "Me dá uma coca."
      Mas não vejo relevância nisso. Ela deve ter patrocinado o documentário.
      Abraço.

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