Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


quarta-feira, 10 de julho de 2013

Palavras que emocionam.

Amigos e amigas.
Encontrei no blog "Guerra Silenciosa"(marecinza.blogspot.com) o discurso do embaixador mexicano Guaicaipuro Cuatemoc em 08/02/2002 (tristemente, só tomei conhecimento dele agora), no qual ele mostra sua indignação sobre a cobrança que a Europa faz da dívida do 3º mundo. Típico discurso que deveria constar nos livros de História e ser ensinado às crianças terceiro-mundistas para que elas crescessem sem o estigma de inferioridade e débito com o "1º mundo".

Palavras dessa estirpe não necessitam de nenhum comentário, adendo ou observação. Apenas leiam. Que tais palavras calem fundo.
FAB29

Guaicaipuro Cuatemoc
"Aqui estou eu, descendente dos que povoaram a América há 40 mil anos, para encontrar os que a "descobriram" há 500... O irmão europeu da alfândega pediu-me um papel escrito, um visto, para poder descobrir os que me descobriram. O irmão financeiro europeu pede ao meu país o pagamento, com juros, de uma dívida contraída por Judas, a quem nunca autorizei que me vendesse. Outro irmão europeu explica-me que toda a dívida se paga com juros, mesmo que para isso sejam vendidos seres humanos e países inteiros, sem lhes pedir consentimento. Eu também posso reclamar pagamento e juros.
Consta no "Arquivo da Companhia das Índias Ocidentais" que, somente entre os anos de 1503 a 1660, chegaram a São Lucas de Barrameda 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata provenientes da América.

Teria aquilo sido um saque? Não acredito, porque seria pensar que os irmãos cristãos faltaram ao sétimo mandamento!

Teria sido espoliação? Guarda-me Tanatzin de me convencer que os europeus, como Caim, matam e negam o sangue do irmão.

Teria sido genocídio? Isso seria dar crédito aos caluniadores, Bartolomeu de Las Casas ou Arturo Uslar Pietri, que afirmam que a arrancada do capitalismo e a atual civilização europeia se devem à inundação dos metais preciosos tirados das Américas.

Não! Esses 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata foram o primeiro de tantos empréstimos amigáveis da América, destinados ao desenvolvimento da Europa. O contrário disso seria presumir a existência de crimes de guerra, o que daria direito a exigir não apenas a devolução, mas uma indenização por perdas e danos.

Prefiro pensar na hipótese menos ofensiva. (...)

Este quadro corrobora a afirmação de Milton Friedman, segundo a qual uma economia subsidiada jamais pode funcionar, o que nos obriga a reclamar-lhes, para seu próprio bem, o pagamento do capital e dos juros que, tão generosamente, temos demorado todos estes séculos para cobrar. Ao dizer isto, esclarecemos que não nos rebaixaremos a cobrar de nossos irmãos europeus, as mesmas vis e sanguinárias taxas de 20% e até 30% de juros ao ano que os irmãos europeus cobram dos povos do Terceiro Mundo.

Limitar-nos-emos a exigir a devolução dos metais preciosos, acrescida de um módico juro de 10%, acumulado apenas durante os últimos 300 anos, concedendo-lhes 200 anos de bônus. Feitas as contas a partir desta base e aplicando a fórmula europeia de juros compostos, concluímos, e disso informamos os nossos descobridores, que nos devem não os 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata, mas aqueles valores elevados à potência de 300, número para cuja expressão total será necessário expandir o planeta Terra.

Muito peso em ouro e prata... quanto pesariam se calculados em sangue?

Admitir que a Europa, em meio milênio, não conseguiu gerar riquezas suficientes para estes módicos juros, seria admitir o seu absoluto fracasso financeiro e a demência e irracionalidade dos conceitos capitalistas.

Tais questões metafísicas, desde já, não nos inquietam a nós, índios da América. Porém, exigimos a assinatura de uma carta de intenções que enquadre os povos devedores do Velho Continente na obrigação do pagamento da dívida, sob pena de privatização ou conversão da Europa, de forma tal, que seja possível um processo de entrega de terras, como primeira prestação de dívida histórica." 

19 comentários:

  1. Um Sábio índio descreveu certa vez os
    seus conflitos internos: "Dentro de mim
    existem dois cachorros, um deles é cruel
    e mau, o outro é muito bom e dócil.
    Eles estão sempre a brigar".
    Quando então lhe perguntaram qual dos
    cachorros ganharia a briga, o sábio indio
    parou, refletiu e respondeu:
    "Aquele que eu alimentar"

    (PROVÉRBIO INDIO AMERICANO)

    cuidado com os blogs que vc. anda visitando pois estão alimentando vosso cão mau e cruel

    abraços

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    1. Vindo de um parasita, tal conselho é risível.
      Eu já disse, repito e friso: não odeio ninguém! Meu máximo é o que eu delego a tipos da sua estirpe: desprezo.
      E os combato da melhor maneira que conheço: expondo-os como for possível..

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  2. Boa tarde amigo Ludy,
    Isso que narra o nobre Guaicaipuro Cuatemoc corrobora a fala de outro representante que também teve suas TERRAS tomadas na MÃO GRANDE pelos “valorosos” DESCOBRIDORES como bem disse Jomo Kenyatta:-
    -“Quando os DESCOBRIDORES vieram às nossas terras pela primeira vez NÓS éramos os DONOS da TERRA, trouxeram com eles MISSIONÁRIOS e estes tinham a FÁBULA judaica para nos ensinar, nos ensinaram essas FÁBULAS e as RECITÁVAMOS com os olhos fechados, quando ABRIMOS os OLHOS eles TINHAM nossas TERRAS e a nós sobrou a FÁBULAS”.
    Um provérbio árabe diz o seguinte:-
    - “Se teu cão passa fome, qualquer pessoa que oferecer um pedaço de comida consegue afastá-lo de ti”.
    Talvez o tal índio americano esteja falando isso.

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    1. Bom dia, amigo Ragi.
      Tem também a majestosa carta do índio chefe Seattle, o "Manifesto da Terra-Mãe".
      É até mais emocionante que o desabafo do Cuatemoc. É tão perfeita que até hoje não consegui pegar as melhores partes.
      Penso em republicá-la aqui e reverenciá-la parte por parte.
      Abraço.

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  3. É verdade, para se livrar do ódio a melhor coisa é ler livros sagrados como o Talmud por exemplo. Quanta paz transmite este livro.

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    1. Cara, não falo isso nem por ironia. Eu tenho o Talmud Babilônico (não sei se completo) em inglês e já li quase um décimo dele.
      Parei porque é outro universo. Aquela realidade não serve pra minha.

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  4. Fabiano,
    Francamente. Deixe de onda! Você sabe quantos livros formam o Talmud? Estou falando do verdadeiro, e não essa falsificação tosca do babilônico, que "roda" pela internet.

    Jorge Luiz - RS

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    1. Parece que só a Mishná tem 63 volumes.
      Pesquise em sítios estadunidenses judaicos e encontrará o Talmud que baixei.
      Se é uma "falsificação tosca", brigue com quem traduziu e publicou seu livro de cabeceira desse jeito.

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  5. como podem se levar por contos indígenas,onde estão as provas das conferências?

    Terra Mother - SP

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    1. Índios são seres humanos como quaisquer outros.
      Não serem civilizados não diminui a capacidade e muito menos a dignidade deles. Diferentemente dos "civilizados", o verdadeiro índio desconhece a sordidez, a hipocrisia, a cobiça. Eles vivem numa anarquia (sem governo): o cacique é um líder que todos seguem por sua capacidade adquirida pela experiência e sabedoria. Diferente dos "civilizados", que se submetem a sufrágios que colocam nas lideranças seres da pior espécie.
      As "provas" estão pela internet. Não tenha preguiça de procurar.

      Em tempo: você não faz jus à sua alcunha.

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  6. A preguiça não existe em meu vocabulário.Não quis menosprezar o Índio em si,mas um suposto descendente índío venezuelano ou americano,esta carta circula desde 80.Perceba que essa carta circula em sua maioria em sites comunistas de onde você extraiu,fica minha dúvida quanto á você.Eu faço acunha a meu apelido,defendendo os europeus que á seculos são perseguidos,se você é indígena não tenho culpa.

    Terra Mother - SP

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    1. Não sou indígena. "Apenas" humanista.

      "esta carta circula desde 80" ?!? Onde você viu isso? Ela foi proferida diante de uma platéia de autoridades europeias, em comemoração aos 500 anos do "descobrimento" das Américas.

      E onde você queria que esse discurso demolidor fosse publicado? No New York Times? No Estadão? Ou transmitido na íntegra na CNN? Na CBS? Na Globo?

      E por fim, que diferença faz quem o proferiu? Sendo justo e verdadeiro, vale e pronto.

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  7. Estou de acordo com essa fonte; Lendas e folclore da Internet. As pulhas virtuais - http://www.quatrocantos.com/LENDAS/110_guaicaipuro_cuatemoc.htm

    Você me mostra uma pessoa limitada e confusa.Hora defente o Talmud,hora o escracha,Defende o Nazismo e de quebra pensa como comunista.

    Terra Mother - SP

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    1. 1º- Cada um crê no que bem entender;
      2º- Quem não é limitado? Você?
      3º- Só defendo o que acho correto e verdadeiro. Sem medo ou preconceito.
      4º- Só penso como ser humano.

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  8. Esqueça 1980.Vamos embasar no ano que você o descobriu.
    O discurso jamais poderia ter sido produzido pelo cacique Guatimozin, o último chefe dos Aztecas, pois ele morreu em 1525 nas mãos de Cortés ou Cortez.

    http://www.quatrocantos.com/LENDAS/110_guaicaipuro_cuatemoc.htm

    Fonte boa para você refletir sobre o assunto.

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    1. Esqueço 1980. Errar é humano.

      Eu já entrei nesse link e ratifico o 1º do comentário anterior: Cada um crê no que bem entender.

      Além do quê, eu especifiquei que é "o discurso do embaixador mexicano Guaicaipuro Cuatemoc" e ratifico também: que diferença faz quem o proferiu? Sendo justo e verdadeiro, vale e pronto. Veja neste link:

      https://sites.google.com/site/historiaparapensar/historia-da-america/america-colonial/america-colonial---referencia/autor-desconhecido-discurso-do-embaixador-mexicano-invencao-faz-tanta-diferenca-assim

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  9. Como o povo Brasileiro é limitado,me faz lembrar " O reino deste mundo."Alejo Carpentier Romance de Mentiras, que pertence ao cânone acadêmico.

    Terra Mother - Sp

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  10. Fabiano;

    Lendo as polêmicas na seção de comentários sobre a autenticidade do discurso do líder indígena mexicano e da carta do Chefe Seatle, gostaria de deixar algumas considerações sobre o tema:

    Existe uma distinção entre autenticidade e veracidade, embora elas sejam irmãs.

    Um texto sendo autêntico, ou seja, pertencendo de fato ao seu autor, é também verdadeiro.

    Não sendo da autoria de quem é atribuído ele pode ser verdadeiro conforme o conteúdo.

    É o caso desses dois documentos: embora não sejam autênticos quanto à autoria, são, contudo, verdadeiros nos seus conteúdos.

    Um outro exemplo bem marcante é a CARTA TESTAMENTO de Getúlio Vargas.

    Outro exemplo ainda é o poema de Mário Quintana publicado em uma de suas postagens. Apesar ser reproduzir o estilo e o pensamento do nosso grande poeta, não é uma obra dele; mas é verdadeiro quanto à mensagem que transmite. A poesia de Quintana serviu de inspiração para muitas outras que são, por descuido ou não, atribuídas a ele.

    E existem, finalmente, documentos que não são nem autênticos nem verdadeiros.

    Como um famoso diário que já é bem conhecido aqui por todos.

    José Augusto Landini.

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    1. Só pra variar, caro Landini, uma aula de ponderações lúcidas e bem colocadas.
      Vou pesquisar sobre o texto que postei, atribuído ao Quintana. Grato pelo aviso.
      Sobre o "famoso diário", estou terminando um post "definitivo" sobre ele e o publicarei em breve.
      Abraços.

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