Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


quarta-feira, 31 de julho de 2013

Pontos Nevrálgicos - 1

Amigos e amigas.
Os Protocolos dos Sábios do Sião (ditos "apócrifos") são a síntese do obscurantismo da moral humana. É o famoso "Livro sem Pai" ou, pra quem preferir, um "Livro Filho-da-P..."! (Afinal, ninguém assume a paternidade.) Porém, muita coisa ali escrita faz toda alusão aos judeus, como sendo estes seus autores.
Independente de qualquer coisa (especialmente da sordidez), o fato é que há muita coisa nele que tem todo o sentido. Exemplos: a incapacidade das massas de se autogerirem e a inexistência das verdadeiras liberdade e igualdade.
Penso que esse livro é o mais polêmico da História. Mesmo eu, avesso a tudo o que ele prega visando a dominação, também admito que é o livro mais marcante que existe. Por isto, resolvi expor, capítulo por capítulo, os pontos mais rascantes dele, destacando trechos e dando minha opinião a cada um.

FAB29

Capítulo I:

“É preciso ter em vista que os homens de maus instintos são mais numerosos que os de bons instintos. Por isso se obtém melhores resultados governando os homens pela violência e o terror do que com discussões acadêmicas.” (Eu creio que há mais os de bons instintos, mas como o ser humano é corruptível,...)

A liberdade política é uma ideia, e não uma realidade. É preciso saber aplicar essa ideia, Quando for necessário atrair as massas populares ao seu partido com a isca duma ideia, se esse partido formou o desígnio de esmagar o partido que se acha no poder. Esse problema torna-se fácil, se o adversário recebeu esse poder da ideia de liberdade, do que se chama liberalismo, e sacrifica um pouco de sua força a essa ideia. E eis onde aparecerá o triunfo de nossa teoria: as rédeas frouxas do poder serão logo tomadas, em virtude da lei da natureza, por outras mãos porque a força cega do povo não pode ficar um dia só sem guia, e o novo poder não faz mais do que tomar o lugar do antigo, enfraquecido pelo liberalismo.” (Isto faz a democracia ser um regime perfeito para esses sórdidos.)

A liberdade é irrealizável porque ninguém sabe usar dela dentro de justa medida. Basta deixar algum tempo o povo governar-se a si mesmo para que logo essa autonomia se transforme em licença. Então, surgem dissensões que, em breve, se transformam em batalhas sociais, nas quais os Estados se consomem e em que sua grandeza se reduz a cinzas.” (Ovelhas não são líderes. Jamais evoluem sem um pastor.)

A política nada tem de comum com a moral. O governo que se deixa guiar pela moral não é político, e, portanto, seu poder é frágil. Aquele que quer reinar deve recorrer à astúcia e à hipocrisia. As grandes qualidades populares - franqueza e honestidade - são vícios na política, porque derrubam mais os reis dos tronos do que o mais poderoso inimigo. Essas qualidades devem ser os atributos dos reinos cristãos e não nos devemos deixar absolutamente guiar por elas.” (O último trecho destacado é uma doída verdade.)

“Para achar os meios que levam a esse fim, é preciso ter em conta a covardia, a instabilidade, a inconstância da multidão, sua incapacidade em compreender e discernir as condições de sua própria vida e de sua prosperidade. É necessário compreender que a força da multidão é cega, insensata, sem raciocínio, indo para a direita ou para a esquerda. (...) Concluamos, pois, que um governo útil ao país e capaz de atingir o fim a que se propõe, deve ser entregue às mãos dum só indivíduo responsável. Sem o despotismo absoluto, a civilização não pode existir; ela não é obra das massas, mas de seu guia, seja qual for.” (O mais recente exemplo cabal foi Hitler.)

“Vede esses animais embriagados com aguardente, imbecilizados pelo álcool, a quem o direito de beber sem limites foi dado ao mesmo tempo que a liberdade. Não podemos permitir que os nossos se degradem a esse ponto... Os povos cristãos estão sendo embrutecidos pelas bebidas alcoólicas; sua juventude está embrutecida pelos estudos clássicos e pela devassidão precoce a que a impelem nossos agentes, professores, criados, governantes de casas ricas, caixeiros, mulheres públicas nos lugares onde os cristãos se divertem.” ("Eles o machucam em casa e lhe batem na escola" John Lennon.)

“Nossa palavra de ordem é: Força e Hipocrisia. Somente a força pode triunfar na política, sobretudo se estiver escondida nos talentos necessários aos homens de Estado. A violência deve ser um princípio; a astúcia e a hipocrisia, uma regra para os governos que não queiram entregar sua coroa aos agentes de uma nova força.” ("Eles dizem que ainda há um lugar no topo. Mas, primeiro, você precisa aprender a matar sorrindo." De novo, Lennon.)

“Fomos nós os primeiros que, já na Antiguidade [1], lançamos ao povo as palavras “Liberdade, Igualdade, Fraternidade”, palavras repetidas tantas vezes pelos papagaios inconscientes que, atraídos de toda a parte por essa isca, dela somente tem usado para destruir a prosperidade do mundo, a verdadeira liberdade individual, outrora tão bem garantida dos constrangimentos da multidão. (...) não há igualdade na natureza.” (E tanto já se matou e ainda se matará por essa ilusão!...)

“O êxito de nossa obra aumentou. Todavia, no mundo, as palavras “Liberdade, Igualdade e Fraternidade” puseram em nossas fileiras, por intermédio de nossos agentes cegos, legiões inteiras de homens que arvoraram com entusiasmo nossos estandartes. Contudo, tais palavras eram os vermes que roíam a prosperidade dos não-judeus, destruindo por toda a parte a paz, a tranquilidade, a solidariedade, minando todos os alicerces de seus Estados.” (As pequeninas, deliciosas e imprescindíveis boas coisas da vida são solapadas pela luxúria desenfreada que eles patrocinam.)

Nota:
[1] Cf. Kadmi-Cohen,”Nômades”, pág. 72: “Assim, nos corações semitas, para falar como Ibn Kaldun, floresciam como realidades vivas a Liberdade e a Igualdade, esses dois princípios gêmeos que, depois não passaram de letras maiúsculas inscritas nos preâmbulos das constituições e na fachada dos edifícios públicos

2 comentários:

  1. O título dos escritos está errado. Devemos trocar
    "Protocolos" por "Diretrizes".

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