Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Chelmno sob a lupa.

Amigos e amigas.
A historiografia do "campo de extermínio" de Chelmno se mostrou para mim a mais desencontrada de todas até agora sobre campos alemães da 2ª Guerra. Como ele teve duas fases (após a 1ª, ele foi destruído) onde é dito ter sido necessário reconstruir o crematório, os historiadores oficiais se perdem bisonhamente nas datas. Nem preciso citar os números absurdos de mortes diárias da maneira que os "sobreviventes" afirmam.

Leiam abaixo trechos de três wikipedias sobre Chelmno, atestem esses desencontros e tirem suas conclusões.
FAB29

"Foi o primeiro campo de extermínio, inaugurado em 1941, para matar os judeus do gueto de Lodz e Warthegau, e, pela primeira vez na história do holocausto, em usar gás venenoso. Pelo menos 152 mil pessoas foram mortas neste campo (...) O campo da morte foi estabelecido em 7 de dezembro de 1941 e iniciou suas operações no dia seguinte até abril de 1943, quando foi fechado e o crematório, destruído. Na primavera de 1944, foi restaurado e novamente fechado em 17 de janeiro de 1945 [Funcionou por cerca de 8 meses]. (...) Um SS Sonderkommando especial chamado Sonderkommando Kulmhof  asfixiava as pessoas com gases de escape e, em seguida, as queimava. (..) Operou-se com três vagões que usavam monóxido de carbono.
Os primeiros contingentes de deportados (cerca de 10 mil judeus e 5 mil ciganos, todos do gueto de Lodz) foram mortos entre 16 e 29 de janeiro de 1942 [Mais de mil por dia]. Cerca de 34.000 foram "processados" entre 22 de março e 2 de abril de 1942 [Mais de 3 mil por dia!]. Outros 11.000 foram deportados e gaseados entre 4 e 15 de maio de 1942 [Mil por dia]. 16.000 judeus, entre 5 e 12 de setembro de 1942 [Mais de 2 mil por dia!] e um total de 15.200 trabalhadores forçados judeus da região Lodz também foram gaseados. (...) Himmler ordenou que o campo fosse desmontado em 07/04/1943 (...) As operações continuaram em 23 de junho de 1944. (...) Neste segundo período, um contingente de mais de 25.000 judeus de Lodz foi assassinado em Chelmno."


“Chelmno foi utilizado de dezembro de 1941 a setembro de 1942 [EIN?! Mas não foi até abril de 1943?!] e, novamente, em junho e julho de 1944 [Não foi até janeiro de 1945?!], matando mais de 150.000 vítimas, em sua maioria, judeus da Warthegau. Caracterizou-se pelo uso de caminhões a gás e se distingue de outros campos de extermínio pela ausência de câmaras de gás e sua independência do WVHA e da Aktion Reinhard. (...) A primeira seção estava localizada no castelo da vila, onde as vítimas eram mortas; a segunda, na floresta, onde os corpos eram enterrados e, no verão de 1942, foram incinerados. (...) A área dentro da floresta era composta de três clareiras: uma, de 80 x 80m; outra, de 70 x 20m; e outra, de 50 x 15m. Nelas, estavam escavadas as sepulturas em massa e tinham os fornos crematórios. (...) Gaseamento em Chelmno começou em 8 de dezembro de 1941. Em uma primeira etapa, foi usado um caminhão modelo associado a garrafas com monóxido de carbono. (...) Uma de suas execuções foi medida com um cronômetro; o tempo exato de matar as vítimas em uma caminhonete de gás.
Durante janeiro, dois caminhões de gás adicionais, usando tanto garrafas de monóxido de carbono como o escape adaptado para este fim (...) completando o dispositivo de extermínio e permitindo aumentar sua capacidade. Entre 12 e 29 de Janeiro de 1942, 10.103 judeus do gueto de Lodz foram deportados para Chelmno, onde foram gaseados. (...)
Quando trinta a quarenta pessoas entravam no caminhão, as portas eram fechadas e um trabalhador polonês ligava o escape dentro do caminhão através de uma mangueira. O SS motorista, então, colocava o motor ligado por dez a quinze minutos O caminhão permanecia estacionário [Ver modelo abaixo]:
Em setembro de 1942, caminhões efetuaram uma dúzia de viagens diárias entre o castelo e a floresta e a capacidade de abate era de 1.000 pessoas por dia. 145.500 vítimas pereceram durante esta primeira fase da atividade. (...)
A partir do outono de 1942, um comando especial liderado pelo SS - Standartenführer Paul Blobel se tornou responsável por exumar e destruir os corpos em Chelmno, no âmbito do 1005 Sonderaktion.
Blobel foi para Chelmno para destruir os cadáveres através de fogueiras de crematórios primitivos. Chelmo também tinha um moinho para moer os ossos. (...)
Crematórios com cerca de dez metros de comprimento e cinco a seis metros de largura foram cavados no chão. Tinham basicamente uma grade feita por trilhos de trem, na qual foram alternadamente empilhadas camadas de cadáveres e de toras, antes de se atear fogo. (...) Em março de 1943, havia mais comboios para Chelmno: todos os habitantes dos guetos de Warthegau foram exterminados; restou apenas um, de Lodz. (...)
07 abril: os últimos membros do Sonderkommando foram baleados e os crematórios, destruídos com explosivos; o muro da rampa foi derrubado e a SS explodiu o castelo esvaziado de seu móveis na floresta; capim foi semeado sobre as valas comuns. O trabalho de destruição das provas do massacre continuou até novembro de 1943. (...) Em fevereiro de 1944 [Três meses depois do desmonte!], instalações de extermínio foram reconstruídas na floresta. Duas cabanas para as vítimas se despirem e dois crematórios. De junho a julho de 1944, pelo menos, mais de 7.000 pessoas foram assassinadas em Chelmno [Vimos mais atrás que foram mais de 25 mil judeus de Lodz nesta segunda etapa]. (...) Em 17 e 18 de janeiro de 1945, o campo foi destruído pelos homens de Hans Bothmann por sua própria iniciativa e as poucas instalações restantes foram queimadas. 40-45 membros do Sonderkommando foram mortos com uma bala no pescoço.
http://fr.wikipedia.org/wiki/Camp_d'extermination_de_Che%C5%82mno


"No mínimo, 152 mil pessoas foram mortas no campo, embora a promotoria nos julgamentos de Chelmno na Alemanha Ocidental, citando dados nazistas, tenha dito que pelo menos 180 mil judeus foram assassinados lá, e provavelmente muito mais. As estimativas no período pós-guerra eram de que um total de 340.000 pessoas, a grande maioria dos quais eram judeus, foram assassinadas lá. (...) O campo matou a maioria das vítimas com o uso de caminhões a gás. (...) Para todos os efeitos práticos, o extermínio nesses caminhões a gás móveis se provou muito eficiente. (...) Um total de 3.830 judeus e cerca de 4.000 ciganos foram mortos por gás de 8 de dezembro de 1941 até fevereiro de 1942 [Mais modesto que os 15 mil vistos anteriormente para o mesmo período]. (...) A média diária para o campo estava entre 6-9 vans que comportavam 50-70 pessoas cada [Foi dito que era entre 30 e 40]. (...) Quando a van estava cheia, as portas eram fechadas e o motor, ligado para bombear vapores dentro do compartimento traseiro. Após cerca de 5-10 minutos, as vítimas estavam mortas por asfixia [Impossível!]. (...) Em março de 1943, os alemães fecharam a fábrica da morte de Chelmno. Para ocultar a evidência dos crimes de guerra cometidos pela SS, de 1943 em diante, os alemães ordenaram a exumação de todos os restos e a queima dos corpos em poços de cremação ao ar livre. [Em temperaturas baixíssimas ou debaixo de chuva, neve,... Lá ficava deste jeito, mais ou menos:] 
Pensilvânia, EUA, a 5°C negativos.
(...) Os ossos eram esmagados em cimento com marretas (...) e mais tarde, as autoridades do campo compraram uma máquina de esmagar ossos (Knochenmühle), de Schriever and Company, em Hamburgo, para acelerar o processo."

7 comentários:

  1. "Tantos mil por dia", aonde estão as documentações, os papéis, as provas forenses destas acusações ?

    Caminhões a gás ou de gazes do escape ? Está tudo muito confuso.

    Por que caminhões ? Em câmaras não caberiam mais pessoas por vez ? Não entendi nada.

    "Uma de suas execuções foi medida com um cronômetro; o tempo exato de matar as vítimas em uma caminhonete de gás.", cadê as planilhas, a papelada corresponde desta afirmação ?

    Acharam algum caminhão ?

    Fizeram exames laboratoriais nele ?

    O "modelo" mostrado na postagem é original ou feito pós-guerra ? Quem fez o "modelo" ? Como sabia fazer o modelo, caso foi algum "sobrevivente" ?

    Parece que sobrava gasolina e diesel aos alemães. Fala sério.

    E por que este fecha e abre, monta e desmonta de campos ? Parece que os alemães tinham tempo de sobra e gostavam de brincar de Lego.

    Cobalto

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Você pensa que eu também entendi alguma coisa dessa doideira?

      Pior: você pensa que os criadores dela se importam em deixar algo claro?

      Ainda pior: você pensa que o povinho comodista, alienado e estúpido deixará sua novela ou futebol de lado para raciocinar?

      Os aspones que vivem nos vigiando tentam garantir tal status quo.
      Abraço.

      Excluir
    2. E vamos ver se os trolleranonymous vão responder ... rsrs

      Cobalto.

      Excluir
    3. Não irão, Cobalto. Eles se ausentaram desde que segui a orientação deles de "parar de beber de fontes amargas".

      Desde que minhas pesquisas passaram a se concentrar na "palavra oficial", a "asponada" meio que debandou, se abstendo de comentar por não ter o que ofender, achincalhar, deturpar, enrolar,...

      Afinal, a "palavra oficial" já faz tudo isso.
      Abraço.

      Excluir
    4. Cheque-mate .. rsrs

      Cobalto

      Excluir
  2. Fabiano:

    Parabenizo-o pela decisão de limpar a seção de comentários das trollagens das criaturas deletérias que jamais acrescentaram nada às questões que você levantou neste seu modesto, mas incômodo, blog pessoal.

    Aproveito para deixar uma sugestão de pauta:

    A relevação do documento contendo o esboço do discurso do rei Jorge VI aos seus súditos anunciando a guerra contra a Alemanha.

    Seria apenas mais um documento de curiosidade histórica se não fosse um importante detalhe: a data de 25.08.39, conforme consta no cabeçalho desta versão não utilizada do discurso, ou seja: seis dias antes da invasão alemã a Polônia, até hoje apresentada como sendo a razão para esta declaração de guerra.

    Augusto Landini.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Grato pelas palavras.
      Quanto ao novo tema, assim que terminar sobre os "campos de extermínio" procurarei sobre o documento para postá-lo.

      Se quiser contribuir com alguns detalhes, links ou opiniões para enriquecer o futuro post, esteja à vontade e seja bem vindo, como sempre.

      Abraço.

      Excluir