Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


sábado, 11 de maio de 2013

Pequenas meias verdades.

Amigos e amigas.
Nunca negarei que a Segunda Guerra foi recheada de covardias. Nada pode repor as perdas advindas dela. Mas pensem! Merecemos saber como tudo ocorreu de verdade. Meias verdades precisam ser recontadas de maneira correta ou eliminadas de vez.
Vejam essa logo abaixo. Principalmente como reagiram os 'especialistas'. Triste e irritante!
FAB29

Amplamente considerada como uma das imagens mais emocionalmente poderosas do século, a fotografia abaixo está, de fato, contada como evidência do trágico destino dos judeus da Europa durante a Segunda Guerra Mundial, mas de uma forma muito diferente do que muitas pessoas acreditam.

Ela é provavelmente a imagem do holocausto mais amplamente reconhecida e memorável de todas: um assustado e aparentemente condenado jovem garoto, seus braços levantados, junto com outros judeus do gueto de Varsóvia sobre o olhar de um soldado alemão armado. Esta fotografia, talvez a imagem mais familiar do holocausto, mostra Tsvi Nussbaum, de sete anos. Ele ergue suas mãos em Varsóvia em 1943. Após a guerra, Nussbaum se mudou para Israel, e então para os Estados Unidos, onde ele trabalhou como médico na cidade de Nova York.



Em um recente ensaio, Erwin Knoll, editor do influente periódico mensal The Progressive, apropriadamente sintetiza a visão popular desta foto : 

Esta é a fotografia que veio a simbolizar o Holocausto: um pequeno garoto judeu, olhos baixos assustados, mãos erguidas sobre seus ombros, rodeado por tropas nazistas. Esta é a rodada final de judeus programada para execução durante o levante do gueto de Varsóvia de 1943. Mais judeus, mãos erguidas, podem ser vistos ao fundo. Nós sabemos, enquanto observamos a foto, que em breve eles todos estarão mortos. A foto aparece em arquivos e exibições, em revistas e artigos de jornais sobre o Holocausto, em documentários de televisão e livros de história. Até agora, eu devo tê-la visto centenas de vezes…

A fotografia é uma de várias dezenas incluídas no relatório oficial da SS sobre uma Aktion da polícia alemã contra o gueto de Varsóvia. Nas décadas desde o fim da guerra, ela foi reproduzida milhões de vezes em incontáveis livros, revistas e filmes, servindo como uma espécie ilustração “para todos os fins” do holocausto. Ampliações dela aparecem em exibições e amostras do holocausto em países ao redor do mundo.

Milhões de pessoas foram levadas a crer que o desorientado garoto nesta áspera foto foi morto pouco após esta memorável imagem ser preservada em filme. “A fotografia aperta o coração,” comentou o The Washington Post, “porque parece que o garoto, como milhões de judeus e outros, está para morrer nas mãos dos nazistas.”

Em 1979, em uma propaganda para uma coleção de livros sensacionalistas de histórias do holocausto publicados em um importante jornal semanal americano, esta foto aparece com a seguinte legenda:

Tsvi Nussbaum em 1982
Seu nome era Arthur Chmiotak. Ele faria 42 anos em maio, mas ele morreu gaseado em um campo de concentração nazista antes mesmo que ele tivesse dez anos. Por quê? Porque ele era um ‘indesejado’, uma erva daninha no jardim de perfeitas flores arianas de Hitler. Apenas um de mais de seis milhões que tinham de ser eliminados…

Na Alemanha, um livro escolar amplamente usado descreve esta foto para seus jovens leitores com estas palavras: “Varsóvia, Maio 1943: Destruição do gueto judaico e deportação de seus residentes para gaseamento no campo de Treblinka.”

Entretanto, contrário à legenda, o “garoto do gueto” não foi assassinado. Ele sobreviveu ao internamento no tempo de guerra em Varsóvia e em um campo de concentração alemão.

Várias décadas após isso acontecer, um médico de Nova York, Tsvi C. Nussbaum, revelou que ele era o rapaz na famosa fotografia. Eu lembro que havia um soldado em minha frente, e ele me ordenou que levantasse minhas mãos, Nussbaum lembrou mais tarde. Após seu tio intervir, foi permitido ao garoto de sete anos se juntar ao resto de sua família. Junto com parentes, o jovem Nussbaum foi deportado de Varsóvia em 1943 para o campo de Bergen-Belsen na Alemanha ocidental. Após a liberação no fim da guerra, ele se mudou para Israel, de onde migrou para os Estados Unidos em 1953. Em 1990 ele estava vivendo em Rockland County, Nova York.

A história de Nussbaum se realizou sob exame crítico, e mesmo décadas depois, ele ainda trazia uma impressionante semelhança ao garoto da foto.

Historiadores do holocausto judeu “que há muito tempo consideram a fotografia como uma espécie de documento sagrado” não ficaram satisfeitos pela revelação de Nussbaum, reportou o The New York Times, porque eles estavam “convencidos que o poder simbólico da foto seria diminuído caso provado que o garoto em questão sobreviveu”. O próprio Nussbaum ficou surpreso por tais preocupações. Eu nunca imaginei que alguém colocasse o peso inteiro de seis milhões de judeus sobre esta fotografia, ele disse. Para mim, isto pareceu como um incidente no qual eu estava envolvido, e foi isso.

Dr. Lucjan Dobroszycki, do Yivo Institute, um centro de história judaica em Nova York, alertou que esta grande fotografia do mais dramático evento do Holocausto requer um nível maior de responsabilidade de historiadores do que qualquer outra. Ela é muito sagrada para deixar as pessoas fazerem com ela o que quiserem.  Em outras palavras, Dobroszycki sugeriu, não deve ser permitido diminuir a utilidade e o impacto emocional da foto por causa da verdade histórica.