Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


terça-feira, 4 de junho de 2013

Pena de morte resolve?

Amigos e amigas.
Vamos racionalizar: suponhamos que a Justiça e a polícia conheçam 100 tipos dos mais hediondos criminosos (latrocidas, estupradores, corruptores, etc) e os prendam. Então, há duas opções:

- Pelas leis vigentes, todos cumprirão penas de acordo com o peso de seus crimes, que variariam de 10 a 30 anos, com redução por bom comportamento. Enquanto estivessem presos, os espaços deixados por eles na sociedade seriam disputados por outros facínoras, além do fato de vários desses bam-bam-bans conseguirem emitir ordens da prisão, controlando muitos de seus "negócios" e comandados. Se não ocorrer uma fuga, mais hora, menos hora, estarão de volta às ruas, somando-se aos que estavam tentando tomar seus lugares. Resumindo, o crime apenas 'se ajeita' às contigências do momento, não deixando de "crescer e evoluir".

- Imaginemos uma sociedade onde a pena de morte para crimes hediondos é praticada imediatamente após a comprovação do crime merecedor dela. Neste caso, esses 100 criminosos deixariam imediatamente de onerar o bolso dos contribuintes. Obviamente, os espaços deixados por eles na sociedade também seriam ocupados por outros da mesma estirpe, só que com um decisivo detalhe: esses novos comandantes e praticantes de crimes hediondos e todos os outros tipos de ladrões ficariam com medo da própria sombra, realmente temerosos em serem presos, sabedores que não teriam uma segunda chance.

Assim sendo, penso que, com o tempo, o bom aparelhamento da polícia e a conscientização da sociedade, não estaríamos reféns como estamos hoje de todo tipo de violência, tendo que tomar cuidado com toda a sorte de situações de risco que invadem nosso cotidiano: assaltos à mão armada na rua e restaurantes, balas perdidas, arrastões, invasões, etc. Com essa maior tranquilidade e confiança, as famílias ficariam mais unidas e livres para viver, sair às ruas, parques, cinemas, crescer e progredir.

Evidentemente, a pena de morte não soluciona a violência (se bem que não existe solução definitiva para ela). O que se consegue é inibi-la, constrangendo, isolando ou mesmo eliminando seus fomentadores e executores. É mais do que comprovado que as penitenciárias  próximas às cidades ou no meio delas não solucionam nada. Ao contrário! Do jeito que são administradas, não passam de 'escolas do crime', 'depósitos de escória da sociedade' ou qualquer outra definição tão ou mais merecidamente deletéria. Some-se a esse estado de coisas a inimputabilidade dos menores de 18 anos e o "circo de horrores" se completa.

Acredito que a pena de prisão em COLÔNIAS PENAIS longe das cidades deveria ser proporcionalmente para todos, de acordo com seus crimes, independente da idade. Apenas tomar-se-ia o cuidado de não misturar faixas etárias e os gêneros. Os adolescentes poderiam aprender trabalhos manuais ou agricultura separadamente dos adultos, produzindo para se sustentarem. E a pena de morte também se aplicaria a todo e qualquer indivíduo que cometesse um crime hediondo prescrito em lei. Nem os adolescentes se livrariam dela se ousassem ultrapassar os limites da criminalidade comum.

A passagem bíblica do Pentateuco (a Torá) que diz: "A pena será vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, queimadura por queimadura, ferida por ferida, contusão por contusão" é radical e posso concordar que os tempos e a mentalidade eram muito distintos dos atuais, mas a brutalidade e a covardia dos crimes não eram menores. Então, se bem ajustada para cada situação, é a mais justa, considerando tudo o que ponderei.

Não é mais admissível que famílias percam entes queridos devido a atitudes de marginais, loucos e degenerados, carregando o fardo da solidão e o trauma da perda (exemplo atual são as famílias dos dois dentistas que morreram queimados por criminosos). Se não sairmos de nossa passividade, esses vermes predadores tomarão conta de toda a nossa vida, se locupletando com nosso trabalho, sangue e alma. Jamais permitirei isso para minha vida.

FAB29