Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


quarta-feira, 19 de junho de 2013

Desobediência civil

Amigos e amigas.
Os recentes protestos da população brasileira, marchando pelas capitais estaduais contra os aumentos das tarifas de transportes e várias outras coisas, são muito corretos, mas precisam ser analisados sob alguns prismas. Afinal, é mais do que conhecido que o povo é usado o tempo todo pelos donos do poder (com o auxílio dos seus vermes adestrados) como massa de manobra, além de ser alijado dos mais básicos direitos, fato que represa seus anseios, gerando frustração e exasperação. Quando algum agente estressor faz abrir essas comportas, dificilmente coisa boa acontece.

Henry David Thoreau
O conceito de  desobediência civil vem de longe. Henry David Thoreau escreveu muito bem sobre isso em 1848, influenciando Gandhi, Tolstoi, Luther King, etc. Um excerto:

"Aceito com entusiasmo o lema "O melhor governo é o que menos governa"; e gostaria que ele fosse aplicado mais rápida e sistematicamente. Leva­do às últimas conseqüências, este lema significa o seguinte, no que também creio: "O melhor governo é o que não governa de modo algum"; e, quando os homens estiverem preparados, será esse o tipo de governo que terão."

A Anarquia (que os "democratas" execram ao extremo e fazem a ela uma campanha difamatória constante) é essencialmente o segundo lema em destaque. Ela se baseia na natureza, que não tem governantes; apenas líderes que, por se mostrarem os melhores e mais aptos, são seguidos e obedecidos sem imposição ou opressão.

Voltando aos protestos, vejo três lados:
1º- O daqueles que realmente são conscientes do que fazem e racionalizam ao fazê-lo. Penso serem uma boa parte que, saturados com tanto massacre e espoliação a que são submetidos, não aceitam mais a passividade. Eles usam da razão e do direito de se manifestarem, questionando, contestando e brigando sem violência pelas suas boas condições de vida;

2º- O daqueles pobres coitados que são tão massacrados e espoliados quanto os primeiros, mas não passam da já referida massa de manobra. Por serem sub-repticiamente alienados pelos donos do poder, estão naquela situação de "Aonde a vaca vai,...". Este fato não diminui seus direitos, nem importância; apenas os transformam em "glúten social". Estes são, infelizmente, a grande maioria;

3º- O dos "ixpertos", pilantras, arruaceiros, marginais, vândalos, ladrões, etc. Apesar de minoria, são esses parasitas sociais (naturais ou financiados) que apodrecem qualquer tentativa sadia de se protestar, mudar o status quo, progredir, etc. Eles se aproveitam da agitação da multidão e sorrateiramente se esgueiram aonde não devem e tentam "se dar bem". Houve centenas de casos assim durante essas marchas em diversas capitais. Destruição, prejuízos, medo, indignação,...

Levando-se em conta que não adianta limpar um ferimento infeccionado e não destruir a bactéria que se instalou nele, esse tipo de movimento, por mais salutar que seja, nunca surtirá um efeito rascante e permanente se o cerne do problema, os fomentadores das iniquidades, os financiadores das misérias, os 'Grandes Corruptores' permanecerem belos, saudáveis e formosos nos bastidores, quase desconhecidos e intocáveis, prosseguindo em sua "missão".


A verdadeira revolução virá quando a sociedade sair da sua estagnação e comodismo, concentrando sua desobediência na não aceitação do ensino subversivo que os sórdidos governantes 'disponibilizam' (impositivamente) desde a tenra idade, seja via mídia ou na própria escola. Esta brutalidade insidiosa polui a inocência, desvirtua os bons valores e desencaminha o senso de respeito através da banalização das violências (física, mental, moral, espiritual) e da planificação da escala de valores. Trabalhar a mente e a emoção das crianças desde o berço, em família, é uma atitude (diria um sacerdócio) que demanda uma dedicação incessante e filigrânica. É exaustiva, mas é a que mais dividendos proporciona à sociedade.


Conseguindo um ambiente saudável para um crescimento virtuoso de nossas crianças, em duas gerações, a humanidade seria desempestada de toda podridão e maledicência que a adoece. Bem disse Pitágoras: "Eduquemos as crianças; assim, não teremos de punir os adultos".

FAB29

PS:- FORA, TEMER!!