Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


segunda-feira, 15 de julho de 2013

"Copérnico errou" revisitado

Amigos e amigas.
Uma das teorias mais fascinantes é a Heliocêntrica, de Copérnico. Lá no início do século XVI, ele solapou a teoria Geocêntrica, de Ptolomeu, dando uma explicação melhor sobre a Terra em relação ao sol. Sua teoria é quase unanimemente aceita como fato notório. Seria, então, inquestionável.

Porém, dizem que a única "prova" que atesta essa teoria é a viagem à lua. O problema é que eu não creio que o ser humano tenha chegado à lua, como escrevi aqui:
http://fab29-palavralivre.blogspot.com.br/2011/12/voce-ja-foi-lua-o-homem-tambem-nao.html

Mas, peço que leiam atentamente esse texto abaixo sobre uma verdade (não teoria) que o ser humano conhece há milênios e conversarei com vocês em seguida:

“O planeta Vênus era muito observado pelos índios brasileiros por ser, depois do Sol e da Lua, o objeto mais brilhante do céu e ERA UTILIZADO PRINCIPALMENTE PARA ORIENTAÇÃO, por ser visto pouco antes do nascer ou logo após o pôr-do-sol, sempre próximo ao Sol. Eles pensavam que se tratava de duas estrelas que apareciam em períodos diferentes: a estrela matutina (que chamamos Dalva) e a estrela vespertina (que chamamos Vésper), cada uma delas ficando visível CERCA DE 263 DIAS.(...)
A cada dia Vênus se afasta um pouco mais do Sol até alcançar sua máxima altura no céu da madrugada quando é visto por mais tempo. Mesmo em sua máxima altura, Vênus é visto sempre próximo ao horizonte. Então, ele parece voltar, dia após dia, na direção do Sol, ficando visível ao amanhecer, cada vez por menos tempo. Finalmente ele faz sua última aparição matutina, desaparecendo mais uma vez no clarão do sol nascente. TODOS OS DIAS, DURANTE ESTE PERÍODO, Vênus parece anunciar fielmente a chegada do Sol. De sua primeira aparição à última como estrela matutina, o planeta Vênus leva, em média, 263 dias.
Depois de várias semanas desaparecido, em média 50 dias,ELE REPETE O PROCESSO surgindo, desta vez ao entardecer, próximo ao ponto do pôr-do-sol.
Desta vez Vênus age como uma estrela vespertina, se afastando a cada dia mais do Sol até atingir sua máxima elongação e depois retornando até desaparecer do lado oeste ao pôr-do-sol. Desde a sua primeira aparição até última, como estrela vespertina, ele leva em média 263 dias, o mesmo tempo que leva como estrela matutina

Adendo: Aqui, encontrei esta 'explicação': "O brilhante planeta Vênus pode aparecer-nos como Estrela da Manhã (surgindo no céu matinal antes do nascer do Sol) ou como estrela vespertina (junto do Sol quando este se põe). Após uma conjunção inferior (quando está entre a Terra e o Sol, em movimento aparentemente retrógrado), Vênus emerge como estrela matutina, voltando ao movimento direto durante 263 dias; depois, viaja por detrás do Sol durante 50 dias, executa uma conjunção superior (quando está escondida pelo Sol) e surge como estrela da tarde, permanecendo assim por outros 263 dias. Desaparece então durante cerca de uma semana, enquanto passa diante do Sol, cujo brilho a oculta, e repete todo o ciclo." Confesso que não me ajudou em nada.

A partir destes fatos, passei a ter dúvidas sobre as órbitas dos planetas. O período de translação de alguns planetas é o seguinte:
Vênus: 225 dias;
Terra: 365 dias;
Marte: 687 dias;
Júpiter: 4332 dias.

Vejam essa ilustração abaixo:


Tentarei expor mais claramente minha dúvida. O texto inicial sobre Vênus mostra que ele praticamente não altera sua posição no espaço junto ao horizonte. E isto, num período de 263 DIAS! Se existem as órbitas, baseando-se na ilustração acima, em MEIO ANO VENUSIANO (cerca de 112 dias),  a posição de Vênus já seria bem diferente. Ele já estaria sensivelmente mais deslocado da sua posição inicial, além de estar bem mais longe. Após um ano venusiano (225 dias, portanto, DENTRO DO SEU PERÍODO VISÍVEL), essa discrepância posicional seria bem mais acentuada. Até que distância ele ainda seria visível?

Mais ainda: quando ele retornasse do seu sumiço temporário de 50 dias (que, somados aos 263 dias como Estrela Matutina, seriam 313 dias), Vênus viraria a Estrela Vespertina. Aí, eu fico mais confuso ainda. Nesse momento, a Terra nem teria completado sua "órbita" e Vênus já estaria quase 90 dias dentro da sua segunda "órbita". Como seria possível Vênus ser visível?.

Vejam como ficariam suas posições após esse período:

Vejam esse modelo teórico das órbitas dos planetas:



Ouvi dizer que essa visibilidade tem a ver com o campo de visão, a refração e o ângulo de paralaxe, mas não consigo atinar como isso compensaria tanta discrepância. O fato é que eu continuo crendo que Copérnico errou, não por má fé, mas por não ter tido nenhum subsídio ou instrumentos adequados para provar suas observações muito pertinentes, porém, sem condições de serem reais, a meu ver.

Então, se a teoria Heliocêntrica não for possível, qual seria a correta? Passo essa dúvida aos mestres astrônomos, físicos e matemáticos. Eles têm como formular com bases mais sólidas uma nova teoria que viraria uma lei da Física, coisa que a teoria de Copérnico não se tornou até hoje.
FAB29.

Adendo (08/09/2015): "Quando Vênus está mais perto da Terra, ocasião em que apresenta fases parecidas com a Lua Crescente ou Minguante, o planeta fica sempre muito brilhante e pode ser visto até mesmo com o céu ainda escurecendo ou clareando", de acordo com Dulcidio Braz Jr. "Basta procurar um pouco acima do horizonte oeste, onde o Sol acabou de se esconder (se for no entardecer), ou pouco acima do horizonte leste, onde o Sol vai nascer em breve (se for ao amanhecer)", ensina." 
http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2015/09/08/clique-ciencia-por-que-e-comum-observarmos-venus-ao-lado-da-lua.htm


O problema é que ninguém diz a periodicidade e nem por quanto tempo o que destaquei acontece. Se as órbitas ocorrem como demonstrei nas imagens, seria uma vez a cada quase dois anos terrestres e por um período muito curto. Porém, no início do texto do link, é dito que Vênus e a Lua "podem ser vistos juntos com alguma frequência por quem costuma observar o céu."