Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Nas mãos deles.

Amigos e amigas.
A rede de iniquidades que os grandes corruptores criaram para deixar o povo totalmente dependente de seus caprichos e desmandos precisa ser, no mínimo, propalada aos quatro ventos para tentar conscientizar o povinho e fazê-lo sair do marasmo mental, moral e espiritual em que foi atirado. O sucateamento de nossas vidas é de uma impiedade ímpar.

Vai ser uma senhora batalha, pois a prisão é muito bem engendrada. Por exemplo: mesmo quando um setor da sociedade se rebela justamente, procurando ao menos amenizar suas carências e receber o que lhe é minimamente devido, as metástases dos 'donos da carne podre' no organismo social se mostram. Os únicos que verdadeiramente sofrem são o próprio povo. Analisem comigo:

- Se os policiais param suas atividades, a criminalidade toma conta de vez: assaltantes, traficantes, pedófilos, sequestradores, etc, nadam de braçada. Se isto se tornasse uma constante, uma das possíveis sequelas seria chegarmos ao ponto de apoiarmos, desejarmos ou, o pior de tudo, nos tornarmos justiceiros para proteger nossos entes queridos. Desta maneira, a sociedade chegaria célere ao fundo do poço;

- Se os motoristas de ônibus entram em greve, os milhões de trabalhadores que dependem desse transporte diariamente são prejudicados, além de sobrecarregar o metrô e os lotações ou aumentar de sobremaneira a quantidade de carros particulares, fato que trava o trânsito, piorando a poluição;

- Se os agricultores se revoltam e deixam de vender o que produzem, os preços desses produtos de primeiríssima necessidade (já tão "pilantramente" majorados pelos atravessadores) aumentam, fomentando revolta e desespero nas cidades, afetando cada detalhe de nossas vidas;

- Se enfermeiros cruzam os braços, a tão debilitada saúde pública vira um caos elevado ao cubo. O "Deus-nos-acuda" vira uma espiral ascendente e um pânico se instala em pouco tempo, convulsionando tal qual um epiléptico;

- Professores em greve significa crianças e adolescentes em casa, a mercê da virulência da TV, das redes sociais ou dos videogames; e nas ruas, ainda mais vulneráveis a toda a sorte (ou azar) de violências: assédios, drogas, agressões, perversões, sequestros,... É o famoso "Se correr, o bicho pega...";

- Se lixeiros, garis e serventes não cumprirem seus deveres, preciso explicitar o desastre? Falar das toneladas de lixo que se acumulariam à nossa volta? Da quantidade de detritos que haveria em todos os logradouros públicos e lotes particulares? Sobre a multiplicação exponencial de animais peçonhentos e parasitas, além do tremendo mau cheiro? (Se bem que a falta de aterros sanitários só transfere o problema para regiões desprivilegiadas, o que já é outro problema).

Só nestes exemplos, vemos o quanto estamos atados à vontade deles. É líquido e certo que os 'grandes' nunca são afetados por essas justas revoltas. Afinal, tendo dinheiro de sobra, possuem segurança particular, vários meios de locomoção com motoristas próprios, alimentos de alto padrão, médicos, hospitais e remédios a qualquer momento, ensino de primeiríssima qualidade aos filhos e dezenas de serventes ao seu dispor. A classe média, a muito custo, possui algumas dessas coisas, mas sempre com o fantasma da perda a assombrá-la. A classe baixa (e a miserável) só pode sonhar com um décimo disso tudo.

A solução disso está longe do passe de mágica. É necessário fazermos o que os grandes corruptores fizeram (e fazem) para ter essa supremacia sub-reptícia: sermos unidos, pacientes e obstinados. Para colocarmos nossa vida nos eixos, urge usarmos, junto com a vontade, de extrema disciplina, dedicação e perseverança constantes e incansáveis diuturnamente. Abandonarmos de vez a passividade, o marasmo, o comodismo. Repudiarmos as torpes "facilidades" e "alegrias" que os supremacistas proporcionam via grandes mídia e comércio. Desprezarmos o luxo desenfreado que seus 'agentes' (artistas, esportistas, socialites, empresários, etc) ostentam e nos concentrarmos nas pequenas e sadias coisas do nosso cotidiano, dentro da nossa realidade e (momentânea) condição. Criarmos laços Em pouco tempo, evoluiríamos a olhos vistos e obteríamos condições de galgar degraus em nosso nível de vida.

Sei que é esperar muito de um povinho massacrado em suas necessidades básicas, mas me recuso a esmorecer ou aliviar.  É preciso lutar, mas com amor, respeito, bem querer, honestidade, sem ódio ou, sequer, raiva. Como bem disseram os grandes João Bosco e Aldir Blanc:

"A raiva dá pra parar, pra interromper.
A fome não dá pra interromper.
A raiva e a fome... é coisa dos 'homi'.
A fome, tem que ter raiva pra interromper.
A raiva é a fome de interromper.
A fome e a raiva... é coisa dos 'homi'"

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