Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Gulags estadunidenses

Amigos e amigas.
A "Terra das Liberdades" é pródiga em todo tipo de iniquidades e excrescências como qualquer "paisinho" ou republiqueta de quinta categoria. Como eles são quase donos da "Grande Podre Mídia", seus "excessos" não são propagandeados.

Mas é só chafurdarmos um pouco no seu lodo que muitas carcaças brotam. Lá dentro, existem milhares de críticos ferozes do próprio país, pessoas que se horrorizam com a impiedade e sordidez de seus governantes.

Tanto se diz de Auschwitz e congêneres, mas vejam abaixo um degenerado exemplo da imoralidade estadunidense que traduzi. Os sublinhados são meus.
FAB29

Campos de Concentração Infantil
de Horrores Estadunidense
Arquipélago Gulag da América
(Por Norman Fost, M.D., M.P.H.
Jornal de Medicina de New England
04 de Março de 2012)

"Se você fosse atender Fred Boyce hoje, você poderia pensar que ele é uma pessoa normal, além do fato dele ser mais bonito e mais encantador do que a maioria de nós. Ele tem sido um empresário bem sucedido na maioria de sua vida adulta. Ele era casado com - embora posteriormente divorciado - uma mulher com pós-graduação em Harvard e na Universidade de Massachusetts. Seu interesse por leitura varia de 'Cosmos', de Carl Sagan, a Isaac Asimov, até Somerset Maugham.

Escola Estadual Fernald
Mas Fred Boyce não é normal. De fato, em alguns aspectos, ele é extraordinário. Com a idade de oito anos, após anos de negligência envolvendo sete lares adotivos, ele foi rotulado como um 'idiota' e encarcerado por 11 anos na Escola Estadual Fernald para débeis mentais, em Waltham, Massachusetts, onde suas experiências foram mais uma reminiscência da prisão de Abu Ghraib do que de qualquer instituição de ensino que se preze. Na Fernald, Boyce e centenas de outras crianças - muitas delas de inteligência normal - foram submetidos a abusos sistemáticos físicos, sexuais, emocionais e tortura física, humilhação sexual, isolamento, ameaças de 'terapia' eletroconvulsiva  e lobotomia,  além da constante ameaça de encarceramento em um asilo de loucos, caso se comportassem mal. Havia pouca educação na 'Escola' Fernald. O 'treinamento' consistia em trabalho escravo, em que os presos eram usados para preparar a comida e roupas para a instituição, bem como outros produtos que eram úteis para o Estado. Quando ele teve 'liberdade condicional' (palavra da Fernald para o que poderíamos chamar de 'graduação'), em 1960, aos 19 anos de idade, Fred Boyce não sabia ler, nem escrever.

A notável história de Boyce, e de centenas de outras crianças na 'Escola' Fernald, é contada em detalhes no livro "A rebelião dos Meninos do Estado", pelo vencedor do prêmio Pulitzer, o escritor Michael D'Antonio. O título refere-se a uma breve e patética rebelião feita por um pequeno grupo de adolescentes da Fernald, o que resultou em punições mais severas, incluindo prisão no Hospital Estadual de Bridgewater para criminosos insanos.

O aprazível Hospital Bridgewater
Os 'meninos do estado' não tinham sido julgados por terem cometido qualquer crime. Seus pesadelos começaram quando eles foram vítimas de abuso e negligência em suas próprias casas ou em uma sucessão de lares adotivos. Por falta de vontade para prevenir ou tratar os seus sofrimentos, o estado achou mais fácil encarcerar as crianças. O objetivo não era apenas economizar dinheiro e tirá-los de vista. Eles foram arrastados nas paixões do movimento popular americano de eugenia, que considerou que a sociedade seria mais enfraquecida se 'idiotas' como Fred Boyce fossem autorizados a se reproduzir.

Fernald não foi a única. Em 1967, cerca de 270 mil crianças nos Estados Unidos, muitas delas normais ou levemente retardadas, foram institucionalizadas. Por volta de 2002, como resultado do movimento de desinstitucionalização, o número era de 47 mil, apesar de um aumento de 100 milhões na população dos EUA. Não se sabe quantos sofreram, nas mãos dessas instituições, o tipo de abuso que castigou as crianças em Fernald.

Abu Ghraib: Diversão sionista
Como locais para o abuso e negligência de crianças, é claro, tais instituições patrocinadas pelo Estado nunca foram o foco principal de preocupação. Mais abuso infantil nos Estados Unidos, agora, ocorre no local onde as crianças devem se sentir mais seguras: em suas próprias casas, mais comumente, nas mãos de seus próprios pais. Os casos relatados - mais de um milhão a cada ano - são a ponta do iceberg, pois a maioria dos casos não são reconhecidos ou relatados. Ao contrário da prisão de Abu Ghraib, estas casas não estão sujeitas a visitas da Cruz Vermelha. Nem são rotineiramente visitadas pelos profissionais logo após o nascimento de um novo filho - em contraste com as casas em países mais desenvolvidos, onde essas visitas, às vezes, continuam por anos para prestar apoio e serviços para famílias necessitadas. A prevenção de abuso infantil é apenas um dos benefícios.

Quando 52 americanos foram mantidos reféns na embaixada dos EUA no Irã, em 1979 e 1980, a American Broadcasting Company pensou que a crise era importante o suficiente para criar um programa de televisão noturno da rede, "Nightline", para nos manter informados por 444 dias. Não existe tal programa para os milhões de crianças, em maior risco de morrer ou ter invalidez permanente, que são mantidas como reféns em suas próprias casas. Ao contrário da história dos captores iranianos, liderados por um aiatolá facilmente caricaturado, o abuso diário que ocorre em casas típicas americanas é um conto velho, muito velho para sustentar uma audiência diária.

A história de Fred Boyce nunca poderia ter chegado à luz se não tivesse sido por uma investigação sobre outro escândalo na Fernald - o uso das crianças encarceradas para experiências não-terapêuticas, patrocinadas pela Quaker Oats e pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts, envolvendo alimento radioativo.

Este abuso foi menos evidente, até mesmo para os próprios meninos e seus pais. Os rapazes disseram que eles estavam aderindo a um clube de ciência, com vantagens de dietas especiais e viagens para jogos do Red Sox como recompensa. É provável que os meninos não tenham sido fisicamente prejudicados por esses experimentos e, anos mais tarde, eles receberam pagamentos de reparação de 60.000 dólares cada. Para os 'meninos do estado', o valor principal da investigação sobre os experimentos de radiação foi o acesso aos meios de comunicação e a oportunidade de revelar os abusos mais graves que ocorreram em Fernald.

A boa notícia é que o progresso é possível. Temos, agora, um sistema de proteção para seres humanos em pesquisas que faria os experimentos de radiação na Fernald quase impossíveis de se realizar. Leis que exigem a notificação de abuso infantil interromperam o ciclo de violência em muitas famílias, programas de prevenção a recém-nascidos, que fazem uso de visitas domiciliares, estão se expandindo. A 'Escola' Fernald, por sua vez, está programada para ser desligada. Alguns observadores notaram que a Fernald, e outras instituições como ela, deram benefícios para a sociedade, servindo como um porto seguro para as pessoas que poderiam ter tido nenhuma estrutura de apoio. Infelizmente, esses benefícios foram 'compensados' ​​por uma série de problemas, que levaram ao fechamento das instituições. Hoje, as crianças que são rotuladas como retardadas, com precisão ou não, são educadas em escolas reais, não armazenadas em instituições com terríveis sentenças indeterminadas.

Fred Boyce e seus "colegas de classe" estão livres. Incrivelmente, Boyce não é amargo e ele tem empatia por seus carcereiros. Tudo o que ele quer do estado que o prendeu e castigou por 11 anos críticos de sua vida é um pedido de desculpas e uma correção do registro escrito, confirmando que ele não é um idiota."

Fonte: http://rense.com/general60/camps.htm