Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Owens e Louis.


Amigos e amigas.
A foto ao lado é, para mim, a mais emblemática da História da Olimpíada de Berlim de 1936: a expressão de altivez, orgulho e honra do alemão Lutz Long logo atrás do mito Jesse Owens, ao receber sua medalha de prata que valeu ouro (Afinal, ele fora derrotado por um dos invencíveis da História).

O que pouco (ou nada) é mostrado é o "Antes das provas", quando Owens e Long se mostravam inseparáveis, relaxados, sorridentes, posando alegres para as fotos como esta abaixo e também que o alemão ensinou o estadunidense a saltar durante a competição, fator determinante para sua derrota, mas que não o abalou (a história oficial agora quer afirmar que Long era contra o regime de Hitler). Owens declarou: "Você pode derreter todas as medalhas e troféus que possuo e isto não seria um revestimento suficiente para a amizade de 24 quilates que eu sentia por Lutz Long naquele momento.

Inquebrantável amizade
Também não é mostrado o "Após as provas". Pela primeira vez, vi um vídeo no especial do "Sportv Repórter" sobre o centenário de nascimento de Owens (“Rompendo barreiras”, se não me engano) mostrando os dois descendo do pódio acima abraçados e sorridentes. Assim como omitem a adoração do povo "racista" alemão ao mito negro. Também não falam que o governo alemão proporcionou a ele e outros atletas estadunidenses uma apresentação na cidade de Colônia. Muito menos dizem que foi o presidente da delegação estadunidense que suspendeu o "rebelde" Owens, proibindo-o de competir, deixando-o ao "Deus-dará" nos EUA. Só é propalado constantemente que ele é considerado "a maior afronta esportiva da História" ao fazer Hitler abandonar o estádio olímpico furioso por um "ser inferior" ter derrotado seus "super homens arianos".

Daí, aparece aquela "testemunha chata e inoportuna" para sacanear a "istorinha" montada com tanto zelo. O repórter chamado Siegfried Mischner afirmou que Owens carregava em sua carteira uma foto de Hitler cumprimentando-o, fato que fora registrado por vários colegas repórteres. Quando lhe mostrou a fotografia, Owens teria lhe dito: "Este foi um dos meus momentos mais bonitos." Mas a história "ofalsial" despreza olimpicamente (trocadilho proposital) isso.

Owens repetiu várias vezes a Mischner que não fora esnobado por Hitler. Pelo presidente Roosevelt, sim e várias vezes. E disse mais tarde que ele foi tratado melhor na Alemanha do que na América, onde os negros enfrentavam segregação, humilhações e real desprezo. Demorou décadas para ele poder lucrar um pouco com sua imagem.

"Owens estava decepcionado", disse Mischner. "Ele balançava a cabeça em desaprovação. A imprensa era muito obediente. Todos os meus colegas estão mortos, Owens está morto. Eu pensei que esta era a última chance de fazer a coisa certa. Mas não tenho nenhuma ideia de onde a foto está ou mesmo se ela existe ainda."

Louis e seu grande amigo Schmeling
Paralela a essa história, existe outra muito semelhante: a do estadunidense Joe Louis contra o alemão Max Schmeling na mesma década de 30. Louis, o "Bombardeiro Negro", era o campeão invicto de boxe dos pesados e foi desafiado por Schmeling, o "Ulano do Reno". Louis foi "amassado" a luta inteira, mas só nocauteado no 12º round. Dois anos depois, recuperou o título de forma contundente, nocauteando Schmeling no 1º round. As propagandas estadunidenses fizeram com Louis o mesmo que fizeram com Owens: "um herói, dito 'de raça inferior', que humilhou a 'crença de superioridade ariana' de Hitler", etc, tentando propagandear que, na "América Livre", a segregação era mito e que qualquer pessoa de qualquer raça ou nível social podia vencer na vida.

Mas, na prática, o racismo na América suplantou tudo e outro ícone negro do esporte foi massacrado pelo preconceito e desprezo em seu dia a dia (também sofreram isso o índio Jim Thorpe e Muhammad Ali), passando seus últimos 30 anos de vida em condições precárias. Seu melhor e fiel amigo foi justamente... Schmeling, que lhe enviou dinheiro sempre que possível e que pagou seu funeral. Novamente, os ditos "racistas" demonstrando respeito, consideração e amizade a "raças inferiores". Já na "Terra das Liberdades",...!
FAB29

"Joe Louis e eu fomos os primeiros ícones do moderno esporte nacional que eram negros.
Mas nenhum de nós poderia fazer publicidade nacional porque o sul não compraria.
Este era o estigma social sob o qual vivíamos."

Em tempo: quem encontrar este fantástico livro, sinta-se um privilegiado:
As histórias que o status quo não quer que se conte.