Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Segregação e livre arbítrio

Amigos e amigas.
Quem diz que segregação é sinônimo de preconceito está parcialmente certo. Penso que o primeiro pode ser uma faceta do segundo, mas depende do ponto de vista, da moralidade e do espírito livre de cada um.

Certamente, a maioria vai citar o regime do Apartheid (que significa "segregação", em africâner) que vigorou na África do Sul por décadas e lá, os dois (segregação e preconceito) viraram unha e carne. Tantos crimes e injustiças foram cometidos, criando uma aura nefasta de desconfiança e rancor que deixará cicatrizes possivelmente ad eternum.

Mas segregar em si não pode ser crime, sequer um delito. Qualquer povo ou indivíduo tem o direito de se isolar, de não querer miscigenar ou "poluir" suas tradições, cultura e crença. As atitudes do "politicamente correto", que detrata e criminaliza o livre arbítrio de não querer se misturar, de preferir A ou B ou C e, até, de se orgulhar de sua pureza racial ou qualquer outra, são nefastas.

Afinal, quando os gays fazem suas apoteóticas paradas pelo mundo, eles recebem toda a atenção e respeito da mídia; quando rappers, funkeiros, axés e sertanejos lançam músicas grosseiras e/ou ofensivas, a mídia não deixa de veiculá-las; quando alguém ostenta uma camisa escrito "100% negro!", isto é visto como um ato de orgulho digno de admiração (se estiver escrito "100% branco!", o infeliz, fatalmente, será mal visto e taxado até de 'nazista').

Porém, quem quiser passar longe das paradas gays, repudiar e deletar as canções grosseiras ou ostentar seu orgulho racial estará segregando sem cometer nenhum delitoQuando japoneses, judeus, árabes, nórdicos e qualquer outro povo segregam suas genéticas, cultura e tradições de todos aqueles que não fazem parte de seus mundos, eles estão apenas e tão somente exercendo seu livre arbítrio de manterem a pureza de tudo aquilo que vem desde seus ancestrais e que são inerentes a cada um deles desde o berço.

A única miscigenação digna de respeito é aquela baseada também no livre arbítrio das duas partes que a desejam; nunca aquela imposta pela "torcida" como "o correto", porque "assim, você será bem visto", etc. Ambas deverão estar cientes de que suas culturas e tradições são díspares e terão de se conscientizar de que precisarão aceitar e assimilar algumas coisas de cultura e tradição que lhe serão estranhas para, assim, minimizar possíveis dissensões e, principalmente, passar a seus descendentes uma aura e mentalidade pluralistas, capazes de filtrar ou bloquear atitudes preconceituosas.

Em resumo: todos nós segregamos. A intensidade, a maneira e a finalidade da segregação é que precisam ser medidas para evitar de se prejudicar os outros. É obrigação de cada um se auto analisar, percebendo e aceitando suas normais atitudes segregacionistas. Se algumas delas forem nocivas, urge uma lapidação, uma depuração para melhorar a convivência. Nunca se sentir culpado por não querer se misturar. Você é um indivíduo. Nasceu assim e morrerá assim. Finalizo com palavras de Mário Quintana:

"Quando desejamos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que só estamos juntos porque queremos, gostamos e nos sentimos bem."

FAB29