Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Doenças ashkenazis

Amigos e amigas.
Entre as tantas coisas que leio dos mais variados assuntos, encontrei um tópico sobre doenças hereditárias. São muitas, mas com o avanço da medicina preventiva, podem ser evitadas. Ou poderiam.

Sim, porque há alguns 'senões'. Os dois principais são a desinformação (natural ou forçada) e o peso das tradições culturais e religiosas. A desinformação forçada tem o intuito de elitizar tanto o conhecimento quanto o acesso às curas, reservando a quintessência dos medicamentos a uma casta e relegando o resto ao povinho (uns 95% da humanidade). Já no segundo caso, a complicação é maior: dogmas ancestrais são quase impossíveis de se suplantar. A maioria prefere morrer ou perder um ente querido, em respeito às suas tradições.

Peguei o caso da cultura e religião judaica e vi um exemplo dessa verdade. O desejo cultural e religioso de não se misturar, de não ser assimilado, fez (e ainda faz) com que a comunidade judaica só se relacionasse com os seus e desenvolvesse uma série de doenças hereditárias. Houvesse interesse dos dominantes de garantir completo bem estar a todos, milhões seriam poupados de uma vida dificultosa, sofrida e limitada.

Enumerei abaixo as principais doenças que afetam os judeus:

1- DOENÇA DE TAY-SACHS
Segundo um artigo da biomédica geneticista Lygia da Veiga Pereira, publicado no São Paulo Medical Journal (2001):
"Na população judaica Ashkenazita, a incidência da doença é de um para cada 3.500 nascimentos, e a freqüência de portadores é de um para cada 29 indivíduos."

A síndrome é caracterizada por um retardo no desenvolvimento neuro-psíquico-motor cujo início pode ocorrer por volta dos 3 a 5 meses de vida, como uma leve fraqueza motora e uma reação exagerada ao som, geralmente na extensão súbita dos membros. Logo, são acrescentados a esses fenômenos a paralisia, a demência e a cegueira com a morte ocorrendo geralmente aos dois ou três anos de idade.

2- DOENÇA DE GAUCHER
A herança é autossômica recessiva e sua incidência global é desconhecida, porém se estima que seja de 1:7.000 ou 1:10.000 judeus Ashkenazi.
Segundo Jovino Ferreira, em um artigo publicado na Revista Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (2008): "Tal deficiência induz ao acúmulo deste glicolipídio, levando às alterações histológicas, que são especialmente evidenciadas nos órgãos ricos em elementos do sistema imunológico monocítico-fagocitário (fígado, baço, linfonodos e medula óssea)."

3- SÍNDROME DE BLOOM
É uma doença rara, autossômica recessiva, que caracteriza-se por um retardo grave do crescimento pré ou pós-natal, associado a lesões cutâneas faciais causadas pelas luz do sol, além de face característica, infertilidade, predisposição ao câncer, instabilidade cromossômica e imunodeficiência.

4- DISAUTONOMIA FAMILIAR (Síndrome de Riley-Day)
É uma desordem do sistema nervoso autônomo que afeta o desenvolvimento e a sobrevivência dos neurônios sensoriais, simpáticos e parassimpático no sistema nervoso autônomo sensorial, resultando variáveis sintomas incluindo: insensibilidade à dor (a principal), incapacidade de produzir lágrimas, fraco crescimento e pressão arterial lábil (hipertensão episódica e hipotensão postural). É uma doença hereditária autossômica recessiva incurável, relacionada com uma mutação num gene do cromossomo 9. A incidência em judeus ashkenazis é 1:3700.

5- DEFICIÊNCIA DE 21-HIDROXILASE
Doença hereditária de transmissão autossômica recessiva que é responsável por cerca de 90 a 95% dos casos de HCSR (Hiperplasia Congênita da Supra Renal). A gravidade da doença correlaciona-se com o grau de atividade enzimática da 21-OH, que, por sua vez, depende do tipo de mutação que ocorre no gene específico. A clínica é variável: pubarca precoce, hirsutismo, oligoamenorreia, acne, ovários policísticos e infertilidade.

6- DISTONIA DE TORÇÃO IDIOPÁTICA
Distonia é uma síndrome caracterizada por movimentos involuntários provocados por uma contração muscular sustentada, levando à torção, a movimentos repetitivos ou a posturas anormais.
Existem pelo menos sete categorias diferentes de distonias em que um gene específico já está sendo procurado ou já foi mapeado em nosso genoma. Ainda não se conhece a localização ou o tipo de defeito protéico produzido pelo gene defeituoso na maioria dos casos de distonia, que sejam de transmissão genética.

7- SÍNDROME DE LA TOURETTE
É um distúrbio neuropsiquiátrico que caracteriza-se por múltiplos tiques, motores ou vocais, que perdura por mais de um ano e normalmente instala-se na infância. Normalmente, a síndrome inicia-se durante a infância ou juventude de um indivíduo, ocasionalmente tornando-se crônica. No entanto, habitualmente durante a vida adulta, os sintomas tendem a amenizar.
Na grande maioria dos casos (80%), a manifestação clínica inicial da doença são os tiques motores. Estes englobam piscar, franzir a testa, contrair a musculatura da face, balançar a cabeça, contrair em trancos os músculos do abdômen ou outros grupos musculares, bem como outros movimentos mais elaborados, como tocar ou bater em objetos que se encontram próximos.

8- DOENÇA DE NIEMANN-PICK
É uma doença autossômica recessiva e apresenta cinco fenótipos:
TIPO A: doença neuro-degenerativa infantil. Fatal aos 3 e 4 anos;
TIPO B: acomete o Sistema Retículo-Endotelial, com pouco ou nenhum envolvimento do Sistema Nervoso Central. Os pacientes costumam chegar à idade adulta em boa saúde;
TIPO C: inicia-se no primeiro ou segundo ano de vida com alterações neurológicas lentas. A hepatoesplenomegalia é menor que a que ocorre nas formas anteriores. A sobrevida é variável; porém, é fatal antes dos 20 anos;
TIPO D: descrita em apenas uma família na Nova Escócia. Inicia-se aos cinco anos, assemelha-se ao tipo C e tem evolução protraída;
TIPO E: é raro; causa uma hepatoesplenomegalia e não há envolvimento do Sistema Nervoso Central.
Os sintomas mais comuns são: perda da capacidade de falar, de andar, dificuldade na atividade celular, dificuldade ao comer, insuficiência respiratória e desconexão do meio. O tratamento é: atividades fisioterapêuticas, melhoramentos nutricionais e tratamento das crises epiléticas.

Daí, fico pensando: um povo dito tão cioso de sua educação, cultura, tradição, saúde, tecnologia, bem estar,... um povo abastado, unido, corporativista, auto-protetor,...! Mesmo assim, vulnerável a tantas iniquidades por culpa de uma "viseira" que aceita que lhe ponham. Nem me é aceitável imaginar as centenas de outros povos que vivem à margem do progresso, da evolução, da tecnologia, em situação (in)digna da Idade Média.

E a máfia da indústria farmacêutica, com seus remédios só para alívio de sintomas, somada às ordens cada vez mais abrangentes de se vigiar a venda de remédios apenas com apresentação de receita (fato que nos torna ainda mais reféns de um sistema de saúde entupido, caquético e ineficiente) nos distanciam mais e mais de uma garantia de vida tranquila e feliz. E essa mesma vigilância quase nada afeta a venda livre de cigarros, bebidas alcoólicas,... Parece que se destruir é plenamente livre; tentar uma cura, mais ou menos.

Sinal dos tempos? Amaldiçoados tempos de absolutismo, até da alma.
FAB29