Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Votar pra quê?

Amigos e amigas.
Por ter me tornado totalmente desiludido com a democracia que está sendo imposta ao mundo, questiono o ato (obrigatório) de votar. Tantas definições (prós e contras) existem para esse tipo de regime que quem não consegue raciocinar e racionalizar um mínimo que seja, demonstrando personalidade e opinião, fatalmente será engambelado pelos aproveitadores que pervertem seu significado básico ("governo do povo") para "se dar bem".

Começa que a liberdade é um fio de lâmina; quanto maior a liberdade que você se concede ou lhe é concedida, mais afiada é a lâmina, aumentando o risco de se ferir ou se condenar à prisão. "Para cada ação, uma reação": se você se arvora em fazer o que bem entende, a reverberação o atingirá e você deverá estar pronto para suportá-la. A democracia concede ampla liberdade a todos para "eleger seus representantes e governantes". No caso deste país de 200 milhões de habitantes (sendo cerca de 50 milhões de alfabetizados, 15 milhões de analfabetos e quase 80 milhões de semi-analfabetos), os vermes entronizados na cúpula deitam e rolam na manipulação. Os analfabetos obedecem sem questionar; os semi-analfabetos se deixam levar pelas ondas de quem é mais falado, fala melhor, oferece mais ou está na frente nas "pesquisas de opinião" (afinal, não querem votar em quem vai perder). Os poucos alfabetizados que sobram (já que uma parte está no poder de alguma forma) praticamente não tem um poder de decisão. Some-se a tudo a sombra do voto eletrônico, que qualquer especialista poderia adulterar, talvez colocando um comando que altere votos, ou que garanta ao candidato A ou B uma quantidade X de votos, ou ainda, que tenha o resultado final já "pré-homologado". Vai se saber?

Mas, essencialmente, a decisão de quem governará e legislará o país fica à mercê da "vontade" da grande maioria: os alienados, iletrados, ignorantes, excluídos, etc. Este é um dos maiores motivos por que os governos quase não investem na otimização do ensino. As aulas se resumem em ensinar o bê-a-bá, adição e subtração. Aulas críticas que desenvolvam o senso de análise e opinião, a racionalização, a interpretação e compreensão de textos, o conhecimento dos meandros da História e da geopolítica, a espiritualidade, o deslinde sem peias e pejos dos mistérios da Ciência, etc, só são permitidas a uma casta pra lá de restrita, sendo a maioria dela formada de "iniciados". À esmagadora maioria, o ensino banal, subversivo, corrompido, desvirtuado,...

E a "cereja do bolo" é a democrática obrigatoriedade do voto! Estamos chegando a 25 anos de eleições diretas e o básico direito de irmos ou não votar não existe. Quem não exercer esse "sagrado dever cívico", sofre um monte de sanções. E com a exasperação crescente tanto da massa de desvalidos quanto da sociedade dita pensante, muitos "protestam" votando em fantoches (os Tiriricas da vida), fato que desacredita a lisura da "vontade popular" e faz a alegria dos vermes que se locupletam no poder. Outros tantos fazem apologia ao voto nulo, pensando: "Votei em fulano, me arrependi; em beltrano, me arrependi; em sicrano, me arrependi. Votei nulo, não me arrependi!" Então, pra quê democracia?!

Concluindo: a democracia só beneficia os espertalhões e imorais; o povinho se deixa levar pelo laudatório palavreado hipócrita que afirma ser o seu voto a sua maior arma; e o voto obrigatório é o epítome da sordidez por atar a pouca consciência à imensurável ignorância. Nesta toada, o cerco se fecha e os grilhões da escravatura consentida e avalizada (preconizada por Aldous Huxley) são aceitos bovinamente. Triste humanidade!...

FAB29