Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Apresentando Sobibor.

Amigos e amigas.
Começo agora a análise de três dos chamados "campos de extermínio" alemães menos propagandeados. Primeiro, Sobibor, que iniciou suas atividades em 16/05/1942 e encerrou em 17/10/1943, num total de 18 meses (com uma 'pausa' de um mês, pelo menos), sendo atribuídas mais de 200 mil mortes dentro de suas fronteiras.

A história de Sobibor é essencialmente a mesma dos outros "campos de extermínio": os trens chegavam abarrotados de judeus que eram despojados de seus pertences, despidos, levados às câmaras de gás (com monóxido de carbono), enterrados em valas comuns e, posteriormente, exumados e cremados em piras a céu aberto ou em fossos. Este ponto sempre me causa espécie! A Polônia é um país frio (até gelado) onde chove razoavelmente e não raramente neva. Mesmo assim, nesses campos, sempre são citadas as cremações a céu aberto de milhares de corpos. E cheios de terra!

Depois, aparecem aqueles que ficam indignados e horrorizados por eu não conseguir acreditar nos "sobreviventes" que "juram de pés juntos" que viram tudo isso. Confiram os detalhes abaixo e, se quiserem, discordem à vontade de mim.
FAB29

"Em 16 ou 18 de maio de 1942, Sobibor tornou-se plenamente operacional e iniciou suas operações de gaseamento em massa. (...)  Eles [judeus] eram conduzidos ao longo da "Road to Heaven" de 100 metros (330 pés) de comprimento (Himmelstraße) para as câmaras de gás, onde eram abatidos com monóxido de carbono liberado dos canos de escape dos motores de tanque. (...) Karl Frenzel, terceiro em comando de Sobibor, foi entrevistado pelo sobrevivente do campo Thomas 'Toivi' Blatt em 1983, que o gravou.
Frenzel, que esteve no acampamento do início até o seu encerramento, disse o seguinte sobre os prisioneiros mortos em Sobibor: 'Poloneses, ciganos e russos não foram mortos lá. Apenas judeus, judeus russos, judeus poloneses, judeus franceses, judeus holandeses'. Com esse depoimento, Blatt convenceu o governo polonês a mudar a placa comemorativa no local. Agora se lê: 'Neste lugar, entre os anos de 1942 e 1943, existiu um campo de extermínio nazista onde 250.000 judeus e cerca de 1.000 poloneses foram assassinados.' (...)
[Vejam aqui uma curiosidade sobre o julgamento de John Demjanjuk, um dos guardas de Sobibor, acusado de cumplicidade na morte de mais de 26 mil judeus] "Como resultado de sua morte [em 2012], antes que o Tribunal de Apelação alemão pudesse julgar o seu caso, o Tribunal Distrital Alemão de Munique declarou que Demjanjuk era "presumidamente inocente", que a condenação provisória anterior foi invalidada e que ele não tinha antecedentes criminais." [Precisou ele morrer pro circo se desfazer rapidinho. Tinha acabado a graça.]
http://en.wikipedia.org/wiki/Sobibor_extermination_camp


"A área de matança incluía câmaras de gás, valas comuns e quartéis para os presos designados para trabalho forçado. Um caminho fechado estreito chamado de "Tubo" ligava a recepção às áreas de matança. (...) Trens de 40 a 60 vagões chegavam à estação ferroviária de Sobibor. Vinte carros de uma vez entravam na área de recepção. (...) Uma vez que as portas da câmara de gás eram seladas, em um dos quartos adjacentes, os guardas ligavam um motor que introduzia monóxido de carbono nas câmaras de gás, matando todos os que estavam dentro. O processo era repetido com os vagões de carga seguintes. (...) Eles [Sonderkommando] removiam os corpos das câmaras de gás e enterravam as vítimas em valas comuns. (...) No outono de 1942, sob as ordens de Lublin, a SS alemã e o pessoal da polícia, usando trabalhadores forçados judeus selecionados dos transportes que chegavam, começaram a exumar as valas comuns de Sobibor e a queimar os corpos em "fornos" a céu aberto feitos de madeira de trilhos. Os alemães também utilizaram uma máquina para esmagar fragmentos de ossos em pó. Esses esforços visavam obliterar todos os rastros de assassinato em massa. [Neste trecho, quase nenhuma diferença com as histórias de outros campos] (...) Entre o final de julho e setembro de 1942, as deportações por trem para Sobibor de pontos ao sul foram suspensas enquanto os reparos eram feitos na estrada de ferro Chelm-Lublin. [Uns quarenta dias de 'descanso' nas matanças] (...) Ao todo, os alemães e os seus auxiliares mataram pelo menos 167 mil pessoas em Sobibor."


"Dentro desse campo de extermínio, em operação por apenas 18 meses, pelo menos 250 mil homens, mulheres e crianças foram assassinados. (...) Em meados de abril de 1942, as câmaras de gás estavam prontas e um teste com 250 judeus do campo de trabalho Krychow provou-as operacionais. [Fico impressionado com a leviana imbecilidade alemã de destruir mão-de-obra 'gratuita'] (...) Os prisioneiros que trabalhavam em Lager III trabalharam no meio do processo de extermínio. Eles removiam os corpos das câmaras de gás, procuravam nos corpos valores, em seguida, os enterravam (de abril até ao final de 1942) ou os queimavam em piras (final de 1942 a outubro de 1943). (...) Cerca de 200 pessoas eram empurradas através de cada uma das três portas para o que pareciam ser chuveiros, mas que realmente eram câmaras de gás. As portas eram fechadas. Lá fora, em um galpão, um oficial da SS ou um guarda ucraniano ligava o motor de 8 cilindros com 200 cavalos de potência, que produzia o gás monóxido de carbono. (...) Desta forma, 600 pessoas podiam ser mortas de uma só vez. Mas isso não era rápido o suficiente para os nazistas. Por isso, durante o outono de 1942, três câmaras de gás adicionais de igual tamanho foram adicionadas. Então, 1200-1300 pessoas puderam ser mortas ao mesmo tempo.
Havia duas portas para cada câmara de gás; uma pela qual as vítimas entravam e outra, por onde as vítimas eram arrastadas para fora. Depois de um curto período de tempo para ventilar as câmaras, os trabalhadores judeus eram forçados a retirar os corpos das câmaras, jogá-los em carros e, em seguida despejá-los em covas. No final de 1942, os nazistas ordenaram que todos os cadáveres fossem exumados e queimados. Após esse período, os corpos de todas as outras vítimas foram queimados sobre piras construídas sobre madeira e alimentadas com a adição de gasolina."


"Criado em março de 1942, o campo da morte de Sobibor operou de maio de 1942 até outubro de 1943 para um único propósito: matar tantos judeus quanto mais rápido fosse possível. (...) As câmaras de gás de Sobibor mataram um total aproximado de 260 mil judeus. A maioria veio da Polônia e das áreas ocupadas da União Soviética e da Europa Ocidental. (...) Nos dois primeiros meses - do início de maio até o final de junho - 100.000 judeus foram assassinados em Sobibor. [Neste período, as câmaras de gás só tinham condições de matar 600 por vez] (...) A suspensão das operações de campo no verão foi usada para se construir mais três câmaras de gás, duplicando assim o ritmo de extermínio. [Então, a capacidade foi duplicada, mas só conseguiram matar mais 160 mil num período muito maior. Muito estranho. Fora dizer que um diz que as três câmaras de gás foram construídas no verão; outro, no outono. Não concordam nem na estação].
Além de matar os judeus pelo método sistemático, os SS também inventaram novas formas de assassinato [Estas são novidades para mim. Arrepiem!]: eles empurravam os judeus dos telhados com guarda-chuvas para armar pára-quedas; alguns trabalhadores foram esfaqueados nas costas com uma faca pequena, quando se abaixaram para pegar ramos; outros costuraram calças dos presos depois de jogarem ratos dentro; os bebês foram jogados diretamente em covas de lixo ou foram dilacerados pelo meio de suas pernas.


"Inicialmente, eram três câmaras de gás alojadas em um prédio de tijolos usando monóxido de carbono; três câmaras de gás foram adicionadas mais tarde. As operações começaram abril de 1942. Elas terminaram logo após a revolta dos detentos em 14 de outubro de 1943. Estimativa do número de mortes: 250.000, sendo a maioria, judeus. (...) Dentro do prédio de tijolos, estavam abrigadas três câmaras de gás, com cerca de 12 pés por 12 pés [4 x 4m], cada uma das quais poderia receber cerca de 160-180 pessoas. [No mínimo, dez pessoas por metro quadrado?!]  O monóxido de carbono gerado por um motor diesel montado do lado de fora era canalizado para as câmaras de gás. Os cadáveres eram removidos por uma segunda porta e enterrados em grandes covas, especialmente escavadas. Carrinhos e, depois, vagonetes sobre uma pequena via férrea, foram usados ​​para transportar os deportados que estavam muito doentes para caminhar até os fossos, onde eram fuzilados de modo a não se atrasar o processo de matança. (...) De maio de 1942 a julho de 1942 [De dois a três meses], cerca de 100.000 judeus foram assassinados em Sobibor. [Mais de mil por dia] (...) O processo real de abate levava cerca de 20-30 minutos. O processamento de um comboio de 20 vagões levava cerca de 2-3 horas.
Entre agosto e setembro de 1942, os assassinatos pararam enquanto reparos eram feitos na principal via férrea de chegada a Sobibor e o número de câmaras de gás foi aumentado para seis, três de cada lado do corredor central. Isso permitiu que os SS matassem cerca de 1.200 pessoas ao mesmo tempo. Os corpos eram queimados em antigos poços funerários. (...) As operações continuaram em outubro de 1942 e funcionaram até a primavera de 1943.
Neste período [cerca de 7 meses], cerca de 70-80.000 galegos judeus, 145-150.000 judeus do Governo Geral e 25.000 judeus eslovacos foram assassinados. Em março de 1943, o primeiro transporte de judeus franceses chegou. Entre março e julho de 1943, 19 transportes holandeses trouxeram 35.000 judeus da Holanda. Nos últimos meses de seu funcionamento, Sobibor foi utilizado para assassinar os judeus dos guetos de Vilna, Minsk e Lida. [Somando as mortes só deste trecho, por baixo, chegamos a 275 mil mortes, bem mais que as alegadas 250 mil vítimas de toda a existência do campo. O que devemos pensar?]
Mapa de Sobibor
http://www.jewishgen.org/forgottencamps/camps/sobiboreng.html