Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Ano novo e tudo de novo!

Amigos e amigas.
Inicio com palavras de um Gênio do Sentimento: Drummond.

“Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de 'ano', foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. 


Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí, entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para adiante vai ser diferente.

Para você, desejo o sonho realizado. O amor esperado. 
A esperança renovada. 


Para você, desejo todas as cores desta vida. Todas as alegrias que puder sorrir, todas as músicas que puder emocionar. 


Para você neste novo ano, desejo que os amigos sejam mais cúmplices, que sua família esteja mais unida, que sua vida seja mais bem vivida.
Gostaria de lhe desejar tantas coisas. Mas nada seria suficiente para repassar o que realmente desejo a você. Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos. Desejos grandes e que eles possam te mover a cada minuto, rumo à sua felicidade!” 


E é basicamente isto que todas as pessoas de bem desejam aos seus semelhantes, sem olhar idade, gênero, classe social, credo, raça, nacionalidade,... Ao mesmo tempo, tais desejos são tão simples de se sentir e quase impossíveis de serem postos em prática. Digo isto por causa da maledicência dos parasitas que vivem de se apropriar sub-repticiamente do fruto do trabalho alheio; da hipocrisia dos aspones que são conscientes da podridão de seus donos e vivem a cevá-la para se manterem no limbo do conforto de não precisarem suar para produzir ou serem massacrados pelos seus superiores; e, principalmente, da corrupção desses seres imorais, nefastos, ímpios, covardes, assassinos, que comandam os cordames que subjugam a humanidade a seu bel prazer e necessidade.

Todo esse azar de acontecimentos e atitudes mantém o ser humano refém da desesperança, do medo, da dor, da miséria, da destruição, não permitindo seu desenvolvimento mental e espiritual. O máximo permitido é sua manutenção física mal e porcamente. Povo unido, sadio, inteligente e feliz é impossível de ser dominado; só destruído.

Agora, um povo como os favelados (não só eles, mas principalmente) do Rio de Janeiro, equilibrados nos morros ou enfurnados nas baixadas: os primeiros, açulados pelo pavor de desbarrancar e serem soterrados; os outros, à mercê das enchentes anuais. E a cada fim de ano, como estamos revendo neste, as chuvas de verão surgem e esse povo de "um país de esquecidos, humilhados, ofendidos e sem direito ao porvir" é afogado, soterrado e destituído do tão pouco que possuem (às vezes, da própria vida). Tudo tragédia anunciada pelo total descaso do poder público e todo ano, os mesmos desesperos, perdas, revoltas, lamentos,... Não posso crer quando essas pessoas dizem que não tem pra onde ir. Os povos do Japão e da Alemanha se reergueram das cinzas da guerra. Sempre existe um caminho, um lugar, uma condição de melhorar. Como se desenvolver e manter a união, a saúde e a felicidade nessas situações que incluem a violência, as drogas, o desemprego,...? Livrando-se dos grilhões do comodismo.

Vê-se pelo mundo todo situações tão ou mais terríveis de miséria, sujeição, escravidão, etc. Mas isso só ocorre porque a massa não sabe a força que tem. Se um búfalo que pesa quase mil quilos fosse consciente de seu poder, um leão não o amedrontaria. É revoltante saber que os bons seres humanos (imensa maioria, portanto, plena de poder) se submetem tão passivamente aos desmandos e parasitismo dessa corja de malditos que os mantém alienados e anestesiados com festas e entretenimentos. Juntamente, é claro, os priva ao máximo de corretas informação, educação e cultura, além de emprego, habitação,... Nunca pregarei uma revolta armada (exceto em caso de defender a própria vida e a dos seus), mas sempre conclamo as pessoas ao meu redor à desobediência civil (a qual expus aqui: http://fab29-palavralivre.blogspot.com.br/2013/06/desobediencia-civil.html). O quanto antes e mais "dermos um pé na bunda" desse status quo, mais cedo começaremos a trilhar um caminho com mais possibilidades, mais esperança, mais progresso.

Então, seguindo as palavras do mestre Drummond, desejarei muito: que cada um de nós passe a ter um "egoísmo altruísta", ou seja, querer o melhor possível para si visando estar pleno e seguir uma máxima do islamismo: "Quanto mais fazemos pelos outros, mais temos para nós mesmos". Eu procuro ser sempre assim: não consigo me sentir em paz sabendo que pessoas queridas que merecem e valem muito estão passando apuros, mas se não estiver em condições, me frustro em não conseguir ser de mais valia a elas. Daí, o egoísmo de procurar estar sempre bem, o melhor possível, se faz necessário. Afinal, estando bem, você proporciona o melhor que seu coração e alma desejam ao próximo.

Que o Mestre Maior sempre ilumine e acalente nossas ações mais benignas aos semelhantes.
FAB29