Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

E dá-lhe Ficção!

Amigos e amigas.
De fato, a historiografia do holocausto é um vale tudo! O que não falta nela são safados, espertalhões, pilantras, mentirosos de todo tipo que fazem qualquer negócio para se darem bem e, de quebra, manter o status quo sobre o assunto. É a 'indústria do holocausto' do intelectual judeu Norman Finkelstein sem pudores e reservas.
Finkelstein e seu odiado best seller

Além dos testemunhos fraudulentos (Vrba, Nyiszli, Wilkomirski, etc) que levaram centenas de pessoas inocentes à execução sumária (puras vingança e covardia), temos livros que chamo de "BESTAS-SELLERS" de autores como Wiesel, Rosenblat, DaFonseca e uma infinidade de outros que fazem dessa indústria uma das mais lucrativas.

Nyilszli e seu "besta-seller"
Hollywood se esbalda e se refestela com tanta criatividade mórbida e imoral. Milhares de clássicos (o primeiro foi "Casablanca", creio) se referem ao assunto "anjos (aliados) contra demônios (nazistas)" sem peias à imaginação, transbordando sordidez, hipocrisia, dissimulações, abusos de toda sorte, sem nunca se esquecerem de criar uma aura em que o espectador não tenha chance de ponderar uma vírgula sequer contra os 'mocinhos'. A tão decantada crudelidade nazista é maximizada à décima potência.

Para mim, um dos mais inomináveis exemplos de tudo isso chama-se "A lista de Schindler", uma "besta-seller" que Spielberg fez ganhar sete "oscars" (sem surpresas, sabendo quem manda em "roliúdi") dando um tratamento visual impecável. O roteiro é o mesmo lixo com que estamos acostumados. O filme foi eleito o 3ª mais inspirador (neste quesito, Spielberg tem mais dois filmes entre os 10 primeiros) e 8º melhor da História de "roliúdi" e seu protagonista, o 13º entre os heróis! Mas há um detalhe. Vejam neste excerto deste artigo de 2009:
Mais uma ficção 'spielbergiana'
se passando por verdade histórica
"O livro 'A Lista de Schindler', de autoria de Thomas Keneally, está catalogado originalmente (1982) como FICÇÃO. Na primeira edição de março de 1994, constava a advertência:
'ESTE LIVRO É UMA OBRA DE FICÇÃO. NOMES, PERSONAGENS, LOCAIS E ACONTECIMENTOS SÃO IGUALMENTE PRODUTOS DA IMAGINAÇÃO DO AUTOR OU USADOS DE FORMA FICCIONAL. QUALQUER SEMELHANÇA COM ACONTECIMENTOS REAIS, LOCAIS OU PESSOAS VIVAS OU MORTAS, É TOTAL COINCIDÊNCIA'.
Na contracapa daquela edição, consta ainda a referência FICÇÃO/JUDAICA, além de uma pequena sinopse de apresentação da própria editora, que inicia com a frase: “A stunning novel…” (Uma atordoante NOVELA…). Também na ficha catalográfica da Livraria do Congresso, aparece três vezes a designação FICÇÃO:
1- Schindler, Oskar – FICÇÃO;
2- Holocausto Judeu – FICÇÃO;
3- GUERRA MUNDIAL – FICÇÃO.
Já na 2ª edição, de abril, RETIRARAM a primeira ADVERTÊNCIA, aquela que explica que se trata de uma obra de FICÇÃO resultante da IMAGINAÇÃO DO AUTOR…
E, finalmente, na 3ª edição, de maio, toda e qualquer referência ao fato de se tratar de pura FICÇÃO foi removida, com a ressalva de que a ficha catalográfica (que cita a obra três vezes como FICÇÃO) está disponível… lá na Livraria do Congresso!"
Adendo: A esposa de Schindler acabou com o infeliz, contando um bocado de safadezas do marido. Mais um ponto crucial contra o 'heroísmo' do preclaro.
FAB29

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Informações pertinentes - 1

Amigos e amigas.
Seguem abaixo algumas informações esparsas que acredito ser pertinente juntá-las num post.
FAB29

1ª - A execução de Walter Bernhard LaGrand por gás [pelo assassinato de um gerente de banco em 1982 - NT] em 3 de março de 1999 foi provavelmente a última execução por gás em qualquer parte do mundo. LaGrand tinha deliberadamente prolongado a agonia de sua própria morte para protestar contra a desumanidade da pena de morte e, especialmente, as execuções a gás. LaGrand se recusou a ajudar seus algozes, tomando uma respiração profunda e definitiva sobre um sinal do diretor, a fim de ingerir rapidamente uma dose letal de cianeto. Em seu processo de agonia cheia de heroica resistência [que durou longos e torturantes 18 minutos. NT], no entanto, LaGrand também minou a farsa do holocausto, em que cerca de 2.000 pessoas ao mesmo tempo (6.000 por dia) tinham supostamente sido gaseadas até à morte, também com cianeto, em apenas três minutos de gaseamento. Essa afirmação foi feita pelas auto-proclamadas "testemunhas oculares" Rudolf Vrba e Alfred Wetzler e amplamente divulgada no famigerado Relatório dos Refugiados de Guerra, de meados de 1944, mesmo no NY Times.
Essa afirmação era simplesmente uma grande mentira e tecnicamente impossível. Um simples telefonema, em 1944, para qualquer número de guardas prisionais nos EUA com experiência em câmaras de gás teria contado a todos que o dito era um lixo absoluto. Mas, sem se preocuparem com pequenos detalhes, após a guerra, testemunhas devidamente preparadas e torturadas foram encontradas para apoiar a GRANDE MENTIRA! E, continua e continua ainda hoje.

2ª - Sempre é dito que as fotos daqueles infelizes mortos esqueléticos encontrados aos montes nos campos alemães após a 2ª guerra são provas cabais do holocausto e da monstruosidade chamada 3º Reich. Afinal, só seres demoníacos deixariam deliberadamente seres humanos naquele estado. Talvez porque seria impossível que isso ocorresse naturalmente. Então, logo abaixo, temos mais dois exemplos de pobres vítimas dos Nacional Socialistas ou similares:

Steve Jobs depois que ele renuncia como CEO da Apple
Steve Jobs
Robin Gibb, dos Bee Gees
Robin Gibb

3ª- Ao invés de "concentrar" os judeus em alguns locais-chave antes de exterminá-los em apenas seis chamados "campos de extermínio", parece que agora - ao contrário de um dos grandes temas de Raul Hilberg - os nazistas foram diabólicos ao "dispersar" os judeus o mais amplamente possível para tornar quase impossível exterminá-los! Vejam! Isso é tão incrível!


4ª- Raízes judaicas profundamente escondidas de Rupert Murdoch

Murdoch "se tornou um cidadão americano por razões de negócios", de acordo com Richard H. Curtiss, editor do Relatório de Washington em assuntos do Oriente Médio. Keith Rupert nasceu em Melbourne, Austrália, em 11 de Março de 1931. "O pai de Rupert, Sir Keith Murdoch, era um editor de jornal e sua mãe, uma judia ortodoxa". Curtiss escreveu: "embora Murdoch nunca ofereça essa informação em suas biografias."
O pai de Murdoch se casou com Elisabeth Joy Greene, filha de Rupert Greene em 1928. Eles tiveram um filho, Keith Rupert e três filhas. Mais tarde na vida, Keith Rupert escolheu usar "Rupert", o primeiro nome judaico de seu avô materno.
O jovem Keith Rupert foi educado na elegante escola particular Geelong, da Austrália, e foi para a elitista e aristocrática Universidade de Oxford, na Inglaterra, de acordo com a revista Candour (UK).

"O pai de Rupert Murdoch, Sir Keith, atingiu sua posição de destaque na sociedade australiana através de um casamento fortuito com a filha de uma rica família judia, nascida Elisabeth Joy Greene. Através de conexões de sua esposa, Keith Murdoch foi posteriormente promovido de repórter para presidente do jornal de propriedade britânica onde ele trabalhava. Havia dinheiro suficiente para comprar para si o título de Cavaleiro do Reino Britânico, dois jornais em Adelaide, Austrália do Sul e uma estação de rádio em uma cidade mineira distante" A Candour escreveu em 1984. "Por alguma razão, Murdoch sempre tentou esconder o fato de que sua piedosa mãe o trouxe à luz como um judeu".

Enquanto Murdoch pode ter "tentado esconder" suas raízes judaicas, ele tem sido bastante franco sobre seu apoio à extrema-direita sionista, como Benjamin Netanyahu e Ariel Sharon.

5ª- No vídeo abaixo, Zelda Gordon (dos 6 aos 12 minutos no vídeo) descreve como ela se afastou da câmara de gás de Treblinka:


É mais um conto fantástico, reminiscência do pacote de mentiras de Irene Zisblatt sobre Auschwitz e seus cinco diamantes preciosos ingeridos e expulsos muitas vezes por vários anosMas o conto de Zelda tem alguma verdade importante em si, no entanto. Obviamente, todos os judeus e judias que foram para Treblinka não foram todos mortos. Pelo menos 100 judeus, de acordo com o relato da própria Zelda, reembarcaram em um trem e passaram a outros campos. Alguns até mesmo passaram a viver uma vida muito confortável na década de 1990 em lugares encantadores como Beverly Hills, Califórnia.
Esses judeus "historiadores do Holocausto" foram pegos mentindo de novo. Será que os judeus devolverão todo esse dinheiro? Este vídeo e muitos outros como ele  provam que Treblinka era de fato um "campo de trânsito", como revisionistas sempre afirmaram, e não um "campo de extermínio".
Muitas pessoas, incluindo judeus, chegaram de vários lugares e, depois de uma breve estadia - que incluiu uma ducha, um exame médico, uma mudança em roupas limpas, livre de piolhos, e uma refeição - partiram para outros lugares como Lublin e Majdanek ao sul, onde eles trabalhavam como pessoas normais costumam fazer, mesmo em tempo de guerra. Os fraudadores do holocausto estão comprovadamente errados, mais uma vez. Se o motivo nazista tinha sido simplesmente matar ou torturar os judeus, os trens pararem em Treblinka e outros campos Aktion Reinhardt teria sido inútil! Aqueles malvados nazistas poderiam ter simplesmente contornado os campos de trânsito e que os judeus sofressem e morressem nos trens - sem paradas de descanso, como eles continuaram com as suas longas viagens para o leste, ou além.

sábado, 25 de janeiro de 2014

Com licença, Raulzito!

Amigos e amigas.
Já que meio mundo (porque a outra metade parece gostar) já criticou o BBB de N formas, pedirei licença a Raul Seixas para parodiar sua letra "Eu também vou reclamar" e tentar expressar o que penso dessa mancha podre na nossa cultura.
Para quem quiser conferir a música e a letra original:
http://www.cifraclub.com.br/raul-seixas/eu-tambem-vou-reclamar/
FAB29

Detesto Big Brother (que é "sucesso")! Então, registro meu protesto.
Todo mundo tem que reclamar!
Não vá "tirar o seu da reta"! Você precisa ter a sua meta
ou eu lhe afirmo que nem você vai se aguentar!
Seja sempre o primeiro contra todo esse mau cheiro!
Precisamos, sim, nos revoltar!

Nossa vida é tão sofrida, massacrada e as perspectivas não são nada boas
mas, nem por isso, não vou pular meu carnaval.
Tanta coisa tá surgindo, pra aprender se divertindo,
mas, no entanto, no meio, tem "Pedro Bial"
num riso falsificado pra esconder sua vergonha.
Só de imaginar, já passo mal!

E essa turma de bizarros, anencéfalos, chamados (dizem!) pra nos "entreter"
com suas carcaças produzidas, pervertidas, e sem nada de útil pra se dizer.
Você gasta o seu tempo e também a sua grana pra, no fim, ficar tudo a dever.

Ouço as frases, vejo as cenas e tudo o que sinto é apenas
um vazio tão desolador!
E a cambada não tem vergonha que seus donos sempre mais a exponha,
acabando com o que resta de pudor.
Falam que isso é liberdade, mas sabemos que a verdade
é um bicho mais assustador!

Apesar de tanto aviso renitente, o povinho quer se rebaixar.
Quem sou eu, amigo, pra me opor?
Eu só consigo, com meu asco, acertar o pé na bunda (Vai, meu!!)
pra ver se as bestas saem do torpor.
A minha paciência não aguenta mais o tranco
pois não quer ter mais dissabor.

E o problema disso tudo é, bem verdade, a nojeira que procuram sempre esconder
A fachada é toda chique,  toda luminosa, pois sabemos que isso é "Tudo a ver!"
Meu estômago embrulhado já tá me pedindo arrego, implorando pra sobreviver.

Meus amigos, é dureza debelar essas baixarias quando a coisa tá baseada
num esquema podre de arrepiar!
Mas se você tiver decência, vai mandar essa excrescência
prum lugar pr'ela não mais voltar!

E fim de papo!

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Mas, e a Lua?!

Amigos e amigas.


Telescópio registra imagens inéditas e incríveis da atividade solarTelescópio registra imagens inéditas e incríveis da atividade solar

"Astrônomos do Observatório Solar de Big Bear, no estado da Califórnia, nos Estados Unidos, esperaram quatro anos para conseguir essas incríveis fotos do Sol. Em detalhes impressionantes, os registros mostram a intensa atividade magnética da superfície solar e a direção de movimento das ondas de plasma superaquecidas.
Essas imagens foram obtidas através do “novo telescópio solar”, construído especialmente pelo Instituto de Tecnologia de New Jersey (NJIT) para estudar o Sol. O equipamento tem um diafragma de mais de um metro e meio de abertura e o mais moderno sensor de imagem para capturar fotos em detalhes e em tempo real.
A pesquisa com o New Solar Telescope (NST) começou ainda em 2009, mas as melhores imagens do Sol foram capturadas recentemente, em maio desse ano, quando o Observatório pôde registrar um momento de alta atividade magnética na superfície do astro, com boa exposição à luz visível.
Nas duas imagens abaixo, divulgadas pelo centro de pesquisa, podemos ver o quanto é intensa a atividade do Sol, com a movimentação de plasma, além de explosões e manchas solares. A primeira foto, à esquerda, é um registro em detalhes de uma mancha solar, enquanto a segunda imagem revela a chamada fotosfera do Sol, a região da superfície que emite luz.
Fonte da imagem: Reprodução/NJIT
A observação monitorada do Sol e a criação de telescópios cada vez mais potentes ajudam a comunidade científica a entender o astro. Há ainda muitas dúvidas sobre o funcionamento das forças magnéticas do Sol e de como ele pode influenciar a vida na Terra ou a atividade de outros planetas. Quem sabe alguns mistérios do universo podem ser decifrados com o olhar atento aos céus e ao nosso astro central."
Considerações: o Sol encontra-se a uns 150 milhões de quilômetros da Terra. A Lua, a cerca de 380 mil quilômetros. Então, pergunto: Por que não conseguem tirar fotos detalhadas assim da superfície lunar? Fotografar os ditos módulos lunares, o buggy, as bandeirinhas USA, até as pegadas dos astronautas com a mesma nitidez e proximidade que fazem do Sol?!? As melhores fotos que eles dizem ser possíveis de mostrar da Lua são assim: 
Foto distante e um tanto embaçada. Por que?
Resultado de imagem para foto apolo 11 e apollo 15
Alguém distingue algo de alguma coisa?
http://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/noticias/novas-imagens-desmentem-teorias-de-que-o-homem-nunca-pisou-na-lua-20110907.html
O link desta foto é de 2011 e o artigo é tão rasteiro, obediente e superficial que causa ânsias!
Incluo este link com algumas fotos mais distantes ainda. A nº 35, por exemplo:
http://noticias.uol.com.br/ciencia/album/2014/03/14/imagens-do-espaco-2014.htm#fotoNavId=pr11943406

Que tal esta de Marte, a mais de 70 milhões de quilômetros?


Marte aparece iluminado em fotografia tirada pelo Hubble
Detalhes AQUI.
E a turma 'afirmacionista' vem dizer que essas fotos da lua detonam as "teorias da conspiração" que contestam as idas do homem à Lua. Por que não mostram uma foto aproximada do lugar onde estariam os módulos espaciais com esta aproximação abaixo?

Terreno da Lua é recheado de crateras, como pode ser visto nesta imagem de 1968

Só rindo!
FAB29

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Heróis malditos - Adendo

Amigos e amigas.
O texto abaixo é um complemento ao depoimento de Martin Brech que postei aqui (http://fab29-palavralivre.blogspot.com.br/2014/01/herois-malditos.html). Impressiona saber a quantidade de prisioneiros que os aliados fizeram após a 2ª Guerra. Só na foto abaixo, podemos ter uma pequena ideia do horror.
FAB29

Allied POW acampamento
Um soldado do Exército dos EUA fica de guarda ao longo de milhares de prisioneiros de guerra alemães
em Sinzig-Remagen, primavera de 1945

Nunca tantas pessoas foram colocadas na prisão. O tamanho das capturas aliadas foi sem precedentes em toda a História. Os soviéticos fizeram prisioneiros cerca de 3,5 milhões de europeus; os norte-americanos, cerca de 6,1 milhões; os britânicos, cerca de 2,4 milhões; os canadenses, cerca de 300.000; os franceses, em torno de 200.000. Incontável número de japoneses entrou em cativeiro americano em 1945, além de cerca de 640 mil entraram em cativeiro soviético.

Assim que a Alemanha se rendeu no dia 8 de maio de 1945, o governador militar americano, o general Eisenhower, enviou um "correio urgente" a toda a grande área que ele comandou, tornando-se um crime punível com a morte alimentar os presos civis alemães. Foi mesmo um crime de pena de morte recolher alimentos em um só lugar para levá-los aos presos. A ordem foi enviada em alemão para os governos provinciais, ordenando-lhes que a distribuíssem imediatamente aos governos locais. Cópias da ordem foram descobertas recentemente em várias aldeias perto do Reno. A mensagem [que reproduz Bacque] diz, em parte: "...sob nenhuma circunstância pode o abastecimento de alimentos ser realizado entre os habitantes locais, a fim de entregá-los aos prisioneiros de guerra. Aqueles que violarem este comando e, assim, tentarem contornar esse bloqueio para permitir que algo chegue aos prisioneiros irá colocar-se em perigo de levar um tiro."

A ordem de Eisenhower também foi publicada em inglês, alemão e polonês no quadro de avisos da Sede do Governo Militar, na Baviera, assinado pelo Chefe de Gabinete do Governador Militar da Baviera. Mais tarde, foi publicada em polonês em Straubing e Regensburg, onde havia muitas empresas de guarda poloneses em campos próximos. Um oficial do Exército dos EUA que leu a ordem postada em maio de 1945 escreveu que era "a intenção do comando do Exército em relação aos campos de prisioneiros alemães na Zona EUA a partir de maio 1945 até o final de 1947 era exterminar o maior número de prisioneiros de guerra quanto o tráfego comportasse sem o conhecimento internacional. 

...A política do exército [americano] era a fome dos prisioneiros [alemães], de acordo com vários soldados americanos que estavam lá. Martin Brech, professor aposentado de filosofia na faculdade Misericórdia, em Nova York, que foi um guarda em Andernach, em 1945, disse que ele foi informado por um funcionário que "é nossa política que estes homens não sejam alimentados.Os 50.000 a 60.000 homens em Andernach estavam morrendo de fome, vivendo sem abrigo em buracos no chão, tentando se alimentar de grama. Quando Brech contrabandeou pão para eles através do arame farpado, ele foi obrigado a parar por um oficial. Mais tarde, Brech furtivamente levou mais comida para eles, foi pego e ouviu do mesmo diretor: "Se você fizer isso de novo, você vai levar um tiro." Brech viu corpos levados para fora do acampamento "pelo caminhão", mas a ele nunca foi dito quantos eram, onde eles foram enterrados, ou como.

...O prisioneiro Paul Schmitt foi baleado no acampamento americano em Bretzenheim depois de se aproximar do arame farpado para ver sua esposa e filho, que estavam trazendo-lhe uma cesta de alimentos. Os franceses seguiram o exemplo: Agnes Spira foi baleada por guardas franceses em Dietersheim em julho de 1945 por levar comida aos presos. O memorial a ela próximo a Buedesheim, escrito por um de seus filhos, lê-se: "No dia 31 de julho de 1945, minha mãe foi de repente e inesperadamente arrancada de mim por causa de sua boa ação na direção dos soldados presos." A inscrição no registro da Igreja católica diz simplesmente: "Uma morte trágica, ocorrida em Dietersheim em 31/07/1945. Enterrada em 03/08/1945". Martin Brech com espanto, diz que um oficial em Andernach ficava numa encosta disparando tiros para mulheres alemãs fugirem dele no vale abaixo.

O prisioneiro Hans Scharf... estava assistindo como uma alemã com seus dois filhos vieram em direção a um guarda-americano no acampamento em Bad Kreuznach, carregando uma garrafa de vinho. Ela perguntou ao guarda para dar de beber para seu marido, que estava apenas dentro do cercado. O guarda virou a garrafa em sua boca e, quando ela estava vazia, jogou-a no chão e matou o prisioneiro com cinco tiros.

Muitos prisioneiros e civis alemães viram os guardas americanos queimarem a comida trazida por mulheres civis. Um ex-prisioneiro descreveu recentemente:. "No começo, as mulheres da cidade vizinha trouxeram comida para o acampamento. Os soldados americanos levaram tudo longe das mulheres, jogou-o em uma pilha e derramou gasolina [benzina] sobre ele e queimaram. " O próprio Eisenhower ordenou que a comida fosse destruída, de acordo com o escritor Karl Vogel, que era o comandante do campo alemão nomeado pelos americanos em Camp 8, em Garmisch-Partenkirchen. Embora os prisioneiros estivessem recebendo apenas 800 calorias por dia, os americanos estavam destruindo alimentos fora do portão do acampamento.

James Bacque, "Crimes e Misericórdias: o destino dos civis alemães sob ocupação aliada, 1944-1950", pp 41-45, 94-95. "Crimes e Misericórdias" pode ser comprado a partir do Instituto de Revisão Histórica, PO Box 2739, Newport Beach,. CA 92659. $ 18,95 pós-pago (CA imposto sobre vendas $ 1,31).

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Quanta "justissa"!

Amigos e amigas.
Assisti certa vez no canal BAND NEWS uma reportagem onde gerentes de hotéis em Ouro Preto, Minas Gerais, entraram na justiça contra as repúblicas por estas fazerem promoções "desleais" em épocas chaves como o carnaval e, com isto, reduzirem seus lucros. Um gerente disse que a sua taxa de ocupação chega a cair para 40% por conta dessas promoções e se diz que a rede hoteleira deixa de ganhar cerca de R$ 1 milhão de reais.

E eu pergunto: E DAÍ?! Desde quando república é fora da lei?! Desde quando a disputa por clientes através de promoções é crime?! Desde quando o "Quem pode mais, chora menos" virou caso de justiça?! Se fosse assim, ouvi dizer há muito tempo que existia no Rio de Janeiro um guaraná criado por um microempresário em uma pequenina fábrica "fundo-de-quintal" que fazia um sucesso tão grande que, naquela região, ele concorria "pau a pau" com a Coca-Cola. O que esta fez? Comprou a marca e extinguiu sua produção. Ela cometeu algum crime? Pra mim, não! Acho que é, sim, uma covardia, uma deslealdade, uma sem vergonhice, etc, por parte da gigante, mas é o "Quem pode mais, chora menos" em plena ação! Já ouvi dizer que o "Vick Vaporub" faz a mesma coisa para manter sua supremacia. Se for verdade, fazer o quê? Seria possível criminalizar tal ato? Pode ser interessante, mas acho dificílimo.

Mas voltando ao caso inicial, essas repúblicas precisam demais desse dinheiro que essas épocas especiais geram porque é com ele que elas conseguem reformar suas dependências que, nessa região de Minas, são patrimônios históricos e precisam constante e urgentemente de preservação. Algumas já conseguiram inclusive arrumar seus telhados, encanamento e pintar suas fachadas. Mas muitas delas precisam de bem mais para outras melhorias (fiação, geladeira, azulejos, etc). E isso tudo me enoja por dois motivos:

1º- Quem devia arcar com a preservação do patrimônio histórico de um país é o governo. E, neste ponto, o brasileiro é asquerosamente omisso, na melhor das hipóteses;

2º- Se a rede hoteleira vencer a queda de braço, mais uma vez o povo sairá perdendo pois será impedido da livre escolha por melhores preços e condições, sendo obrigado a se submeter ao cartel de hotéis.

E além do mais, aquele "um milhão de reais" que dizem que a rede hoteleira está DEIXANDO DE GANHAR está, por acaso, indo para as repúblicas? Duvido! Se for a metade, será muito. Afinal, se elas cobrassem o mesmo preço, não teriam nenhuma chance contra os hotéis. E novamente, pergunto, mesmo se ganhassem um milhão: E DAÍ?! O mais justo seria a rede hoteleira entrar na concorrência oferecendo preços melhores, facilidades e opções de alimentação, entretenimento, etc. Mas por que o "elefante" se rebaixaria à "formiga"?

Finalizando: mais uma faceta injusta da "justissa" prestes a se mostrar. E isso acontece em TODO O MUNDO quando se trata de uma disputa desse nível, onde o lado mais fraco sempre é obrigado a "se reduzir à sua insignificância". Só me resta torcer para que a JUSTIÇA prevaleça.
FAB29

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Heróis malditos!

Amigos e amigas.
Traduzi esse texto abaixo de um soldado aliado chamado Martin Brech. Ele era responsável por vigiar os prisioneiros alemães após a 2ª guerra. É sabido que os "campos de Eisenhower" foram odiosos depósitos onde mais de um milhão de alemães morreram de inanição.
(veja aqui: http://fab29-palavralivre.blogspot.com.br/2011/08/covardia_09.html).

Seu depoimento assustador mostra a extrema covardia desses supostos "heróis" que tentam a todo custo ocultar suas podridões, jogando toda a culpa no inimigo.

Leiam e se conscientizem mais um pouco sobre esses malditos.
FAB29

MORTE DOS PRISIONEIROS DE GUERRA
DE EISENHOWER
A HISTÓRIA DE UM SOLDADO AMERICANO
Por Martin Brech

[...] No final de março ou início de abril de 1945, fui enviado para proteger um campo de prisioneiros perto de Andernach ao longo do Reno. Eu tinha quatro anos do ensino médio alemão, então eu era capaz de falar com os prisioneiros, embora isso fosse proibido. Aos poucos, porém, eu estava acostumado como intérprete e me pediram para desentocar os membros da SS (não os achei.)

Em Andernach, cerca de 50.000 prisioneiros de todas as idades foram deixados em terreno aberto cercado de arame farpado. As mulheres foram mantidas em um recinto separado que não vi até ser tarde. Os homens que vigiava não tinham abrigo e cobertores, muitos não tinham casacos. Eles dormiam na lama úmida e fria, com inadequadas trincheiras para excrementos. Era uma primavera fria e molhada e suas angústias de estarem expostos eram evidentes.
Ainda mais chocante foi ver os prisioneiros jogando grama e ervas daninhas em uma lata contendo uma sopa rala. Eles me disseram que fizeram isso para ajudar a aliviar as suas dores da fome. Rapidamente, eles emagreceram. Disenteria assolou, e logo eles estavam dormindo em seus próprios excrementos, muito fracos e lotados para chegarem às fendas das trincheiras. Muitos estavam implorando por comida, adoecendo e morrendo diante de nossos olhos. Tínhamos bastante comida e suprimentos, mas não fizemos nada para ajudá-los, inclusive sem assistência médica.

Indignado, eu protestei aos meus oficiais e fui recebido com hostilidade ou indiferença branda. Quando pressionados, eles explicaram que estavam sob ordens estritas de "superiores”. Nenhum oficial ousaria fazer isso com 50.000 homens se ele sentisse que era "fora de linha", deixando-o vulnerável a acusações. Percebendo que meus protestos eram inúteis, perguntei a um amigo que trabalhava na cozinha, se ele poderia me passar um pouco de comida extra para os prisioneiros. Ele também disse que estava sob ordens estritas de contenção da comida aos presos e que essas ordens vieram de "superiores." Mas me disse que eles tinham mais comida do que sabiam o que fazer com ela e me arrumaria alguma.

Quando eu joguei esse alimento sobre o arame farpado para os prisioneiros, eu fui pego e ameaçado de prisão. Repeti a "ofensa" e um oficial com raiva ameaçou atirar em mim. Presumi que era um blefe, até que eu encontrei um capitão em uma colina acima do Reno atirando para baixo em um grupo de mulheres civis alemãs com sua pistola calibre 45. Quando eu perguntei por que, ele murmurou: "Tiro ao alvo", e disparou até que a pistola se esvaziasse. Eu vi as mulheres correndo para se esconder, mas, àquela distância, não poderia dizer se alguma tinha sido atingida.

Foi quando percebi que estava lidando com assassinos de sangue frio cheios de ódio moralista. Eles consideravam os alemães subumanos e dignos de extermínio; outra expressão da espiral descendente de racismo. Artigos no jornal GI, Stars and Stripes, mostraram os campos de concentração alemães, completos, com fotos de corpos magros, o que amplificou a nossa crueldade hipócrita e tornou mais fácil de imitar o comportamento a que deveriam se opor. Além disso, acho, os soldados que não foram expostos ao combate tentavam provar o quão duros eles eram, descontando sobre os prisioneiros e civis.
rheinwiesenlager-frauen
Famílias alemãs inteiras à morte
Estes prisioneiros, eu descobri, eram em sua maioria agricultores e operários, tão simples e ignorantes como muitos de nossos próprios soldados. Conforme o tempo passava, mais deles entravam em estado de apatia, zumbis, enquanto outros tentavam escapar de uma forma demente ou suicida, correndo através de campos abertos em plena luz do dia em direção ao Reno para saciar sua sede. Eles eram abatidos. Alguns prisioneiros estavam tão ansiosos por cigarros quanto por alimento, dizendo que passaram o limite de sua fome. Assim, os "comerciantes ianques" GI empreendedores estavam adquirindo montes de relógios e anéis em troca de um punhado de cigarros ou menos. Quando comecei a jogar caixas de cigarros aos prisioneiros para arruinar este comércio, fui ameaçado por recrutas, também.

O único ponto positivo neste quadro sombrio veio uma noite quando fui colocado no "turno da noite", de 03:58h. Na verdade, havia um cemitério no lado de cima desse cercado, a não muitos metros de distância. Meus superiores tinham esquecido de me dar uma lanterna e não me preocupei em pedir uma, revoltado como eu estava com toda a situação por esse tempo. Foi uma noite bastante brilhante e logo me dei conta de um prisioneiro rastejando sob os fios em direção ao cemitério. Nós deveríamos atirar em fugitivos flagrados. Então, eu comecei a me levantar do chão para avisá-lo a voltar. De repente, notei outro prisioneiro rastejando do cemitério de volta ao gabinete. Eles estavam arriscando suas vidas para chegar ao cemitério por algo e eu tinha que investigar.

Quando entrei na escuridão do cemitério, à sombra de árvores arbustivas, senti-me completamente vulnerável, mas alguma curiosidade me manteve em movimento. Apesar da minha cautela, eu tropecei nas pernas de alguém em uma posição de bruços. Tirei meu rifle, tropeçando e tentando recompor mente e corpo, eu logo fiquei aliviado por não ter atirado por reflexo. A figura se sentou. Aos poucos, eu podia ver o bonito, mas aterrorizado rosto de uma mulher com uma cesta de piquenique nas proximidades. Civis alemães não tinham permissão para alimentar, nem sequer chegar perto dos prisioneiros. Então eu rapidamente assegurei a ela que eu aprovava o que ela estava fazendo, que não tivesse medo e que eu iria deixar o cemitério para sair do caminho.

Fiz isso imediatamente e sentei-me, inclinando-me contra uma árvore na beira do cemitério para ser discreto e não assustar os prisioneiros. Imaginei então, e ainda faço agora, o que seria encontrar uma mulher bonita, com uma cesta de piquenique, sob essas condições como prisioneiro. Eu nunca esqueci seu rosto.

Eventualmente, mais prisioneiros se arrastaram de volta ao cercado. Eu vi que eles estavam levando comida para seus companheiros e só podia admirar sua coragem e devoção.

Em 8 de maio, Dia da Vitória, eu decidi comemorar com alguns prisioneiros que eu estava vigiando, que estavam assando pão dos outros prisioneiros ocasionalmente recebido. Este grupo tinha todo o pão que poderia comer e dividiu o humor jovial gerado pelo fim da guerra. Todos nós pensamos que estaríamos indo para casa em breve, uma esperança patética de nossa parte. Estávamos no que viria a ser a zona francesa, onde eu logo iria testemunhar a brutalidade dos soldados franceses quando transferimos nossos prisioneiros a eles, para seus campos de trabalho escravo.

Neste dia, no entanto, ficamos felizes.

Como um gesto de simpatia, eu esvaziei meu rifle e o coloquei num canto, permitindo-lhes brincar com ele quando pedido! Isto completamente "quebrou o gelo", e logo estávamos cantando músicas que ensinavam uns aos outros ou que eu tinha aprendido na escola alemã ("Du, du liegst mir im Herzen"). Por gratidão, eles me fizeram um pequeno pão especial, de pão doce, o único presente possível que eles podiam oferecer. Enfiei-o na minha jaqueta "Eisenhower" e escapei de volta ao meu quartel, comer quando tivesse privacidade. Eu nunca provei pão mais delicioso, nem senti um sentido mais profundo de comunhão, enquanto o comia. Eu acredito que um sentido cósmico de Cristo (a Unidade de todo o Ser) revelou a sua presença normalmente escondida para mim naquela ocasião, influenciando a minha decisão mais tarde me formar em filosofia e religião.

Pouco tempo depois, alguns de nossos prisioneiros fracos e doentes marcharam com soldados franceses para seu acampamento. Fomos andando em um caminhão atrás desta coluna. Temporariamente, ela diminuía a velocidade e estancava, talvez porque o motorista estava tão surpreso quanto eu. Sempre que um prisioneiro alemão cambaleava ou caía, ele era atingido na cabeça com coronhadas até morrer. Os corpos eram rolados para o lado da estrada para ser pego por um outro caminhão. Para muitos, esta morte rápida poderia ter sido preferível para diminuir a fome em nossos "campos de morte".

Quando finalmente vi as mulheres alemãs em um compartimento separado, eu perguntei por que estávamos mantendo-as prisioneiras. Foi-me dito que elas eram "seguidoras de acampamento", selecionadas como reprodutoras para a SS para criar uma super-raça. Eu falei com algumas e devo dizer que eu nunca conheci um grupo mais animado ou atraente de mulheres. Eu certamente não achava que elas mereciam prisão.

Eu estava sendo cada vez mais utilizado como um intérprete e fui capaz de impedir algumas prisões particularmente infelizes. Um incidente bastante divertido envolveu um velho fazendeiro que estava sendo arrastado por vários MPs. Disseram-me que ele tinha uma "extravagante medalha nazista", que eles me mostraram. Felizmente, eu tinha um gráfico identificando essas medalhas. Ele tinha sido premiado com ela por ter cinco filhos! Talvez sua esposa estivesse um pouco aliviada por "livrar-se dele", mas eu não acho que um dos nossos campos de morte era um castigo justo por sua contribuição para a Alemanha. Os MPs concordaram e o soltaram para continuar seu "trabalho sujo".

Fome começou a se espalhar entre os civis alemães também. Era uma visão comum ver mulheres alemãs até os cotovelos em nossas latas de lixo em busca de algo comestível - ou seja, se elas não fossem expulsas.
A síntese da benevolências dos grandes mocinhos aliados
Quando entrevistei prefeitos de pequenas cidades e aldeias, foi-me dito que a sua oferta de alimentos tinha sido levada por "pessoas deslocadas" (estrangeiros que haviam trabalhado na Alemanha), que lotaram a comida em caminhões e foram embora. Quando eu relatei isso, a resposta foi um encolher de ombros. Eu nunca vi ninguém da Cruz Vermelha no campo ou a ajudar os civis, embora seus estandes de café e de rosca estivessem disponíveis em qualquer outro lugar para nós. Nesse meio tempo, os alemães tiveram que contar com a partilha de estoques escondidos até a próxima colheita.

Fome fez mulheres alemãs mais "disponíveis", mas, apesar disso, o estupro prevalecia e, muitas vezes acompanhado de violência adicional. Em particular, eu me lembro de uma mulher de dezoito anos de idade que teve o lado do rosto esmagado pela coronha do rifle e, então, foi estuprada por dois soldados. Mesmo os franceses reclamaram que os estupros, saques e destruição dos bêbados por parte de nossas tropas eram excessivos. Em Le Havre, tinha sido dado folhetos nos advertindo que os soldados alemães tinham mantido um alto padrão de comportamento com civis franceses que estavam de paz, e que deveríamos fazer o mesmo. Nisto, falhamos miseravelmente.

"E daí?" diriam alguns. "Atrocidades do inimigo eram piores do que a nossa." É verdade que eu experimentei apenas o fim da guerra, quando já éramos vencedores. A oportunidade alemã para atrocidades havia desaparecido; a nossa, estava à mão. Mas dois erros não fazem um acerto. Em vez de copiar os crimes do nosso inimigo, devemos procurar de uma vez por todas quebrar o ciclo de ódio e vingança que tem atormentado e distorcido a história humana. É por isso que eu estou falando agora, 45 anos após o crime. Nunca podemos prevenir crimes de guerra individuais, mas podemos, se um número suficiente de nós falar, influenciar a política do governo. Podemos rejeitar a propaganda do governo, que retrata os nossos inimigos como subumanos e incentiva os tipos de atrocidades que testemunhei. Podemos protestar contra o bombardeio de alvos civis, o que ainda continua hoje. E nós podemos nos recusar sempre a perdoar nossos assassinos governamentais de prisioneiros de guerra desarmados e derrotados.

Sei que é difícil para o cidadão comum admitir testemunhar um crime desta magnitude, especialmente se comprometeu a si mesmo. Mesmo os GIs solidários com as vítimas tinham medo de reclamar e entrar em apuros, eles me disseram. E o perigo não cessou. Desde que falei há algumas semanas, tenho recebido telefonemas ameaçadores e tive minha caixa de correio esmagada. Mas tem valido a pena. Escrever sobre essas atrocidades foi uma catarse de sentimentos reprimidos por muito tempo, uma libertação e, talvez, vai lembrar outras testemunhas que "a verdade nos fará livres. Não tenha medo." Podemos até aprender uma lição suprema de tudo isso: só o amor pode conquistar tudo.