Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


domingo, 16 de fevereiro de 2014

Ezra Pound, um herói.

Amigos e amigas
Na História, é muito comum classificarem de "herói" muitos que nada fizeram para realmente o merecer (Vale para outros adjetivos: gênio, ditador, estadista,...). Ao mesmo tempo em que verdadeiros heróis são relegados ao limbo da História, quando não são tratados como lixo ou coisa pior.

Sobre o homem do título, já escrevi um post incluindo um dos seus majestosos poemas (http://fab29-palavralivre.blogspot.com.br/2012/05/mestre-ezra.html). Segue agora uma micro biografia sua como uma tímida reverência ao gênio que merece, também, o adjetivo HERÓI.
FAB29

"Poucos souberam denunciar os malefícios da usura e a hipocrisia do sistema democrático-liberal de forma tão contundente e clara como Ezra Pound.

Ezra Weston Loomis Pound nasceu em 1885 em Idaho, EUA. Aos vinte e três anos, decidiu mudar-se para a Europa. Fixou-se em Londres, onde começou a travar contato com os círculos intelectuais ingleses. Conheceu William B. Yeats, poeta já consagrado, tendo-se estabelecido entre ambos uma forte relação de amizade e uma produtiva troca de idéias que se prolongou por vários anos. Em 1912, Pound foi convidado a ser correspondente da revista “Poetry”, de Chicago. Ele usou essa relação com a revista para promover jovens escritores hoje famosos – T.S. Elliot, James Joyce e Ernest Hemingway, entre outros – os quais talvez nunca tivessem conseguido seu lugar ao sol de outra maneira. Chegou inclusive a financiá-los com recursos do próprio bolso, embora vivesse em condições relativamente precárias, e foi essa uma das inúmeras mostras de idealismo que deu ao longo da vida. Numa determinada ocasião, declarou que sua meta principal era manter vivo um certo número de poetas vanguardistas a fim de que as artes fossem colocadas “no lugar que merecem como guia reconhecido e como lâmpada da civilização”, e lutou com todas as suas forças para que esse objetivo pudesse ser alcançado.

A obra de Pound é pontuada de severas críticas ao sistema capitalista. Durante a Segunda Guerra Mundial, as convicções do poeta levaram-no a apoiar o Fascismo, que considerava como a única possibilidade de vencer o sistema financeiro internacional, identificado por ele como a causa principal dos problemas do mundo. Ele atribuía a culpa pelos conflitos à finança internacional, e acusou o Judaísmo norte-americano de haver criado o Bolchevismo: “Esta guerra não nasceu de um capricho de Hitler ou Mussolini”, afirmou certa vez: “Esta guerra é parte da luta milenar entre usurários e trabalhadores, entre a 'usurocracia' e todos os que fazem uma jornada de trabalho honrado com o braço ou com o intelecto”

Em Rapallo, Itália, onde viveu de 1925 a 1945, Pound obtém durante a guerra uma autorização da rádio Roma para nela se pronunciar regularmente. De janeiro de 1941 a julho de 1943, falou através dela duas vezes por semana, quando então expôs suas idéias contra a guerra, contra o presidente Roosevelt e o sistema de usura. Ele costumava dizer que somente com o rádio a liberdade de expressão se tornava viável, uma vez que, por mais que se alegasse o contrário, a imprensa estava controlada.

Mas, como é fácil imaginar, as idéias do poeta incomodavam muita gente e, em 5 de maio de 1945, ele acabou sendo detido por soldados americanos e levado ao centro disciplinar de treinamento de Pisa, onde durante três semanas permaneceu encerrado numa jaula de ferro (a “jaula do gorila” referida por ele em seu livro “Os Cantos”), a qual compunha uma fileira de outras tantas jaulas contendo condenados à morte. Exposto ao sol e à chuva e à permanente claridade de fortes holofotes, que o impediam de conciliar o sono, acabou adoecendo e sendo transferido para a assistência médica.

O suplício apenas começava. Seis meses depois, ainda preso, Pound foi transferido para Washington acusado de haver se aliado aos inimigos dos EUA. E, tendo-se declarado da forma mais arbitrária possível que ele não se encontrava de posse de seu juízo nem tampouco em condições de testemunhar, foi trancado num hospital em Washington, de onde somente saiu em 1958. “E agora me chamam louco, porque me despedi de toda loucura...”, escreveria o poeta em seu “Personae”.

Em várias ocasiões, enquanto esteve no hospício, Pound afirmou estar encerrado num manicômio dentro de outro, pois considerava a sociedade americana como uma imensa casa de loucos. Durante todo o período em que permaneceu preso, ele nunca abriu mão de suas convicções. Mostrou-se assim digno autor daquela sua declaração: “Se um homem não está preparado para correr riscos por suas opiniões, ou suas opiniões não valem nada, ou então ele não vale nada”.

Uma vez libertado, o poeta continuou a sofrer perseguições até o fim de seus dias. A Academia de Artes e Ciências dos EUA não aceitou seu nome para a concessão da medalha Emerson, recusando-se, numa atitude sem precedentes, a aceitar o informe de seu próprio comitê. E, ano após ano, foi-lhe negada a concessão do prêmio Nobel, mesmo depois que este havia sido concedido a vários daqueles autores que ele próprio influenciara, os quais não cessavam de proclamar-lhe a superioridade. A seu respeito, Elliot declararia: “Nenhum homem vivo pode escrever como ele, e eu me pergunto quantos terão a metade de seu talento”. E quando, em 1954, Hemingway recebeu o prêmio Nobel de literatura, disse que teria preferido que, ao invés dele, Pound é que o tivesse ganho. Em 1948, Pound chegou a ser homenageado através do prêmio Bollingen de poesia, outorgado pela biblioteca do Congresso. Mas, sem demora, a mídia atacou-o brutalmente e o Congresso retirou esse prêmio da biblioteca e o transferiu para a universidade de Yale.

E assim é que os Estados Unidos da América, esses auto-intitulados ‘paladinos da democracia e dos direitos humanos’, boicotaram seu maior poeta do século XX a ponto de declará-lo louco e trancá-lo num hospício durante treze anos, sem qualquer julgamento, advogado ou direito à defesa, pelo simples fato de ele haver se dignado a propagar aos quatro ventos as grandes verdades que se ocultam sob os véus do liberalismo econômico e político do sistema capitalista. E, depois de haverem lhe restituído o sagrado direito de andar à luz do sol, negaram-lhe o justo reconhecimento, mantendo-o num forçado anonimato a fim de que suas idéias não fossem divulgadas.

A teoria econômica de Ezra Pound parece estranha aos economistas de hoje, com seus cérebros e corações poluídos por séculos de usura. Sua raiz mais profunda pode ser encontrada no Deuteronômio 23, 19-20. O poeta também foi influenciado pelas idéias de Sílvio Gesell, que rebate brilhantemente a justificativa lógica do juro em sua obra “A ordem econômica natural”, na qual demonstra que os juros compostos, com seu crescimento exponencial, tornam-se rapidamente impagáveis.

O nascimento da usura


“E tê-lo-iam envenenado, não fora a forma do punho de sua espada.”
Ezra Pound


Essa grande fraude à qual nos referimos teve início quando alguns dos mais perspicazes banqueiros observaram, em seus muitos anos de experiência bancária, que, em média, os depositantes nunca sacavam mais que dez por cento dos depósitos. Já no século XIV, os bancos haviam se apercebido desse fato. E então, aquilo que para qualquer outro mortal não teria significado senão um simples dado estatístico, para esses adoradores do materialismo representou uma descoberta importante. Eles raciocinaram da seguinte forma: “Tenho depósitos de 100 denários e emiti recibos para a mesma quantia, mas sei que os depositantes, em total, nunca sacam mais do que 10%. O que aconteceria se eu emitisse recibos para 1000 denários, mantendo em meus cofres os mesmos 100 denários? Isso me permite cobrir os 10% que a experiência indica que em média são retirados”. E, então, começaram a emprestar recibos equivalentes a 900 denários e faziam esses empréstimos cobrando juros.


Em outras palavras, o banqueiro emitia recibos no total de 1000 denários e mantinha disponíveis em seus cofres moedas de ouro no valor de 100 denários, pois sua experiência lhe indicava que nunca os saques conjuntos ultrapassavam os 10%, que era a quantidade de que ele efetivamente dispunha em moedas de ouro. A Reforma Protestante havia enfraquecido a proibição eclesiástica de emprestar a juros, de forma que essas operações haviam deixado de ser ilegais, e logo os sistemas jurídicos começaram a proteger cada vez mais os direitos dos banqueiros, especialmente depois da Revolução Francesa.


Os banqueiros realizaram assim, em proveito próprio, o sonho dos alquimistas de fabricar ouro a partir do nada. E, inclusive, aperfeiçoaram a ideia, já que a substância básica utilizada sequer era o chumbo, mas simplesmente papel, muito mais barato. Os leitores dirão que tudo o que eles fizeram foi emprestar esses recibos equivalentes a 900 denários e que esses recibos continuam sendo simples papéis. Certo, mas aqueles que faziam um empréstimo tinham de saldá-lo com ouro ou com outros bens, que eram entregues como garantia da operação em questão.


Os financistas não criaram ouro novo, mas criaram uma poderosa maneira de tosquiar os cristãos incautos daquela época e também os de hoje, com dívidas gravosas unidas à pesada carga dos juros usurários. O setor financeiro, aos poucos, viu seus patrimônios crescerem de forma exponencial. Surgiram em cena as inconcebíveis fortunas dos Papas das finanças, como os Rothschild, Rockefeller, Lazard, Morgan, Khun, Loeb e Soros, entre tantos outros."

6 comentários:

  1. "os depositantes nunca sacavam mais que 10% dos depósitos. Já no século XIV, os bancos haviam se apercebido desse fato."

    E hoje ? É possível vc deixar 90% dos teus rendimentos mensais no banco e viver só com os outros 10% ?!

    Estamos ou não mais pobres que as pessoas do período que costumam pejorativamente chamar de Idade Média ?!

    "A Reforma Protestante havia enfraquecido a proibição eclesiástica de emprestar a juros, de forma que essas operações haviam deixado de ser ilegais," consegue entender porque o ódio judeu à igreja católica ?! E de porque fomentaram a divisão do catolicismo através dos judeus Calvino, etc ?! (http://speminaliumnunquam.blogspot.com.br/2013/04/o-calvinismo-e-de-origem-judaica.html)

    E naquele período onde não existia inflação, a Igreja corretamente não concordava em se cobrar juros e ainda sobre algo que não possuia. Como estamos desviados da verdade. Percebe ?!

    A Igreja corretamente (esse é um dos grandes segredos do ódio talmudista contra ela) não concordava que se lucrasse encima da desgraça alheia. Pois que se, por exemplo, algum campônio perdendo tudo em alguma tragédia com chuvas ou incêndio, não tendo capital pra reconstruir sua casa para que humanamente pudesse ter de novo abrigo para si e sua família e filhos, se cobrassem juros, se lucrasse sobre a desgraça alheia. Muito justo.

    Hitler e o NS tinham semelhante raciocínio. O capital é para o ser humano e não o ser humano para o capital.

    Pescasse peixe grande. Parabéns.

    Cobalto

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    1. Grato. Ezra é dos maiores da História.

      Os usurários contam com 90% dos nossos investimentos (poupança. p. ex.).
      Abraço.

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  2. Os antissemitas não se definem se condenam o capitalismo ou comunismo...se tiver a sombra de um judeu por detrás de qualquer sistema, ele não vale.

    Rsrsrsrsr!

    MFF

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  3. Já há "algum tempo" eles não precisam de um depósito para "decuplicarem" seus "empréstimos"!

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