Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


quinta-feira, 6 de março de 2014

Ora, Mr. Roger!...

Amigos e amigas.
É muito comum vermos declarações ou atitudes bisonhas de celebridades. Todas estas primam pelo egocentrismo, pelo desdém, pela ignorância ou simplesmente pela necessidade de aparecer, bem ao estilo "Falem mal, mas falem de mim!" Em geral, eu desprezo todas elas.

O caso mais recente a que vou me referir não foi rascante, brutal ou explosivo. Apenas serviu de "agente estressor" que saturou meu acúmulo diuturno de frases infelizes e me fez escrever este post. Ela veio do "Pelé do Tênis", Roger Federer, um chamado atleta-modelo dentro e fora das quadras, supercampeão, sempre acessível e simpático, ganhador várias vezes do troféu "Fair Play", etc. Sem dúvida, um notável.

Pois bem: alguém tão querido, vencedor, renomado, experiente, sem a necessidade de provar mais nada, exceto se assim o quiser, não teria o direito, creio eu, de pensar e dizer isto:

- Primeiro, eu quero ver se (a liga) decola ou não. Eu sei que um monte de pessoas investiu ou faz parte disso. Em qualquer lugar onde o tênis cresça é um bom negócio; então, espero que decole e se torne um grande sucesso. Na Ásia, há um potencial enorme, em lugares como China e Índia, devido ao número de pessoas que vivem lá e o entusiasmo que têm pelo tênis.

Isto se refere a um convite feito por um tenista indiano, Mahesh Bhupathi, para participar de um projeto social e de divulgação do tênis na Ásia. Ele conseguiu formar a "Liga Galáctica", confirmando nomes de Rafael Nadal, Novak Djokovic, Andy Murray, Serena Williams, Victoria Azarenka, Ana Ivanovic, Pete Sampras, André Agassi, Martina Hingis. etc. (Confira o super time aqui: http://globoesporte.globo.com/tenis/noticia/2014/03/liga-galatica-vai-reunir-astros-lendas-e-ate-bruno-soares-no-final-do-ano.html). Portanto, grandes tenistas do presente e do passado já confirmaram presença e Mr. Roger quer esperar que o projeto "decole"?!

Primeiro: afirmo que é IMPOSSÍVEL tal projeto não "decolar" com tantas celebridades;
Segundo: mesmo que não houvessem confirmado tantas mega estrelas, a presença de Federer ajudaria de sobremaneira no sucesso do projeto e fazê-lo ganhar notoriedade;
Terceiro: o que ele fará quando o projeto se mostrar o sucesso que parece destinado a ser? Vai ficar disponível? Estaria ele, um milionário, esperando "aumentar o cachê"? Ou ele acredita em algum momento que "não vale a pena arriscar logo de cara"? Ou que o projeto poderia vir a ser um fiasco e acarretar uma mancha em seu currículo?
Quarto: seus detratores acrescentarão mais essa escorregada a outras acusações, como aqueles que o acusam de ser um iluminatti.

Pessoas do naipe dele teriam a obrigação de fomentar todas as melhores iniciativas possíveis pelo desenvolvimento de coisas boas e sadias ao mundo. Nada mais seria do que uma forma de retribuir o tanto que essas pessoas lhe atribuem. Enfim, penso que nada justifica essa rejeição do "Pelé do Tênis". Acredito que, se ele não reconsiderar essa posição temerosa e temerária, aí sim, ele terá uma mancha em sua carreira, visto que frustrará milhares (diria milhões) de fãs asiáticos que até rezam pela chance de vê-lo de perto. Por enquanto, infelizmente, só posso afirmar que Mr. Roger pisou na bolinha e tropeçou na raquete, se enrolando na rede. Mas ainda há muito tempo para ele "levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima."

Tal ato de humildade e desprendimento seria um ace de Federer contra as anunciadas frustrações de uma atitude mal pensada.
FAB29

Atualização (25/03/16): Master 1000 de Miami; imensa expectativa pelo retorno de Federer após 7 semanas parado por uma artroscopia. ("Na maioria dos casos, em seis a oito semanas o paciente será capaz de realizar a maior parte das atividades físicas que está acostumado a fazer, desde que elas não envolvam demasiado impacto." Ver aqui). Três horas antes da partida, sua assessoria avisa que, devido a uma gastroenterite, ele não entrará em quadra. (Se bem que vocês podem notar na chamada do site que foi “devido a dores no joelho”. Mas enfim,...!)

Cá com meus botões, pondero: Há 15 dias, Federer se mostrou em "treinamento" com uma propaganda de si mesmo (uma camiseta com emoji). Há uma semana, a Nike lançou essas camisetas e elas, no Master de Miami, se tornaram uma febre de vendas. Seus treinamentos no torneio eram mais concorridos que muitos jogos oficiais. Resumindo: FEDERER VENDE! Será que os organizadores e Roger (entenda-se Nike, lógico) não acordaram em anunciar sua volta apenas como marketing? Não creio que o Federer tenha aceitado só para embolsar um troco a mais (não, mesmo!), mas para cumprir sua agenda com seus patrocinadores.

Afinal, como vimos mais acima, uma artroscopia só permite que alguém retorne à vida normal em 7 semanas para atividades que “não envolvam demasiado impacto”. Já não bastasse minha teoria da conspiração sobre ele, agora acrescento essa pulguinha na minha orelha. Mas tudo bem, deu tudo certo: o torneio ganhou com a expectativa da volta, seus fãs tiveram o gostinho de sua presença, a Nike fez o seu merchandising e Federer saiu pela tangente sem nódoas. Afinal, "Business is Business"!

3 comentários:

  1. Quando o sucesso sobe à cabeça....

    MFF

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  2. E se ele fosse judeu?

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    1. Judeu, muçulmano, budista, xintoísta, ateu, à toa,... O post seria o mesmo.

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