Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


segunda-feira, 21 de abril de 2014

Crime contra a Arte

Amigos e amigas.
Imagino que vocês nunca ouviram falar de Arno Breker.
Ele foi, talvez, o maior artista alemão (escultor por excelência) do século XX. Sua obra foi tão extensa quanto impressionantemente bela. Sua maior infelicidade foi ter sido o artista preferido de Hitler.
Assim como aconteceu com o músico clássico Richard Wagner (autor da magistral ópera "O Anel dos Nibelungos" e outro preferido do Führer), Brekker foi 'excomungado' da história pelos vencedores da guerra apenas por ter sido o artista mais identificado com o 3º Reich.
Logo após a 2ª guerra, como em tantos outros casos, a derrota de 1945 trouxe a Breker o começo de uma larga etapa de terrível repressão. Seu atelier foi assaltado, poucos meses depois de acabada a guerra, por tropas americanas.
Suas esculturas e suas enormes instalações (que estavam intactas) junto à enorme quantidade de obras armazenadas ou em construção, foram apanhadas em grandes montes para fora do atelier e totalmente destruídas.
Desde então, passaram-se 35 anos (A entrevista abaixo é de 1990). Há 35 anos, o boicote a Breker tem sido total, durante os quais o Estado alemão impediu qualquer cargo que pudesse exercer, durante os quais recebeu ataques da imprensa e televisão e durante os quais o silêncio sobre sua obra foi interrompido.
Para se fazer um pouco de justiça, peço-lhes que leiam uma entrevista dada pelo artista pouco tempo antes de falecer. Nela, vocês verão muitas coisas que a "história oficial" esconde. Como sempre.
Boa leitura.
FAB29

Entrevista

"Javier Nicolás: Você manteve contato com Adolf Hitler?
Arno Breker: Sim, eu o conheci pessoalmente.

Javier Nicolás: Por que ele decidiu visitar a Paris junto consigo?
Arno Breker: Eu lhe explico o motivo, conforme suas próprias palavras: "Quero visitar Paris consigo, porque você é o único, entre todos os que me rodeiam, que viveu vários anos nela". Sua visita a Paris teve como meta principal trazer idéias de novas construções e todo seu urbanismo, porque Hitler desejava transformar Berlim por completo.

Javier Nicolás: É verdade que Hitler sentia profunda admiração pela arquitetura francesa?
Arno Breker: Certamente. Escute: não tenho idéia alguma de suas opiniões acerca da arte, porque nossas relações pessoais não eram muito próximas e ele devia pensar mais na guerra e em toda espécie de dificuldades políticas. Mas, depois de sua visita a Paris e inclusive durante ela, me sentei atrás de si e o vi observar a Paris, como se a conhecesse minuciosamente. Graças aos livros e aos mapas, conhecia Paris melhor do que eu. Eu havia me equivocado e ele me dizia: "Escute, você está se equivocando...""Eu não sou parisiense, mas não posso me equivocar", eu lhe respondia. E paramos diante de um edifício que havia escrito na parte de cima: Câmara de Comércio. Como ele havia dito que se tratava da Cúpula da Câmara de Comércio, este título me indicou: "Leia isto!".

Javier Nicolás: Qual foi a impressão de Hitler sobre o urbanismo da grande cidade de Paris?
Arno Breker: Ele se emocionou bastante diante da beleza da arquitetura parisiense e do urbanismo dos Campos Elíseos, do Arco do Triunfo, da Torre Eiffel, etc. Duas horas depois, Paris despertava; não podíamos atravessar Les Halles, quando vieram as primeiras pessoas ao nosso encontro. O primeiro homem que vimos foi um vendedor de jornais. Ele os levava sob os braços e gritava, dirigindo-se a nós: "Le Matin! Le Matin!". Quando reconheceu Hitler ao lado do chofer, ficou em pânico: tirou todos os periódicos ao chão e se escondeu em uma casa. Instantes depois, vimos três mulheres que falavam juntas e pelo fato do carro andar lentamente, voltaram-se para nós exclamando: "Olha, veja! É ele! O pai Adolf!". 

Parte da população mostrava grande admiração, mesmo que a outra sentisse calafrios ao vê-lo. O povo francês estava dividido.
A última visita foi ao Sacre Coeur, para contemplar o panorama. Depois desta visita, voltamos ao avião e ele retornou ao seu trabalho. Pela tarde, antes de jantar, saiu de seu refúgio, de seu Bunker. Todos os generais estavam ali, mas ele me viu entre eles todos. Fez um sinal para mim. Fui até ele e dirigimo-nos juntos para um bosque vizinho. Quando nos encontramos suficientemente próximos, parou e colocou minha mão direita entre as suas, dizendo-me: "Breker, queira me desculpar, porque durante vários anos eu não o vi com bons olhos, devido à falsa informação que tinha de sua pessoa. Agora sei quem você é".

Javier Nicolás: Qual foi a impressão geral de Hitler em relação à sua visita a Paris?
Arno Breker: Ficou muito impressionado. Depois me disse: "Disse a Bormann que todos os arquitetos tenham recebido pedidos de Berlim, Munique, etc., e que devem voltar a se empenhar em seus trabalhos, porque sua arquitetura é demasiado pesada - sem graça. Hoje aprendi muito em Paris". E completou: "Teria podido baixar pelos Campos Elíseios em frente de minhas tropas, mas não quis ferir a alma do povo francês. Eu a vi com meus artistas, tal como uma incógnita". Sua conduta foi sensacional e isto mostra a nobreza de um homem. Em relação aos mortos, permaneceu comovido diante da tumba de Napoleão, e se lhe ocorreu a idéia de colocar a seu filho, que descansa em Viena, ao lado do pai. Você não acha isto formidável? Mas nunca recebeu uma só palavra de agradecimento por parte da França.

Paris, 1940, tomada pelos "bárbaros" alemães


Berlim, 1945, "libertada" pelos "anjos democráticos"

Javier Nicolás: Ele não voltou a Paris?
Arno Breker: Não. Foi a única vez que a visitou. E você sabe por que? Não creio no que dizem, que Hitler desejava queimá-la. Isto jamais ocorreria. Nunca teria admirado-a desta forma. São apenas invenções dos vencedores, com o intuito de destruir sua imagem.

Javier Nicolás: Fez algum comentário sobre o resultado de uma guerra no próprio coração de Paris?
Arno Breker: Certamente. Ele disse: “Está morta para sempre”. Para ele, Paris representava o símbolo e o apogeu da cultura. Seu sonho era alcançar a mesma qualidade nas cidades alemãs. Por isso, devia estudar a arquitetura e o urbanismo parisiense, tal como Haussman o fez.

Javier Nicolás: Havia algum plano similar para Berlim?
Arno Breker: Sim. Mas seu plano para Berlim, pelo que eu conhecia, era bastante baseado em Paris. E estou certo de que antes de sua visita a Paris, ele já o tinha em mente.

Javier Nicolás: Depois da visita a Paris, você continuou em contato com ele?
Arno Breker: Sim, freqüentemente na Chancelaria. Ali, eu almoçava. Comia com ele. Assim foi sempre, durante a guerra, e os generais tratavam do papel principal: vinham da Frente e lhe explicavam a situação do momento.

Javier Nicolás: Você acredita que ele desejava a guerra?
Arno Breker: Não. A guerra destruiu seus planos. Ele não queria declarar guerra à França. Seus exércitos não marcharam contra a França, até que não houve mais remédio. Permaneceram quase um ano retidos, de agosto de 1939 até quando teve de avançar, com a declaração de guerra do governo francês. Hitler sempre acreditou que uma guerra seria inútil, justamente porque ele não queria absolutamente nada da França. Havia renunciado a Alsácia e Lorena, solenemente. Mas hoje, toda interpretação história se encontra às avessas.

Javier Nicolás: Uma vez superadas as dificuldades econômicas e sociais, o que ele desejou para seu país?
Arno Breker: Este homem, segundo escutei em diversos discursos e ocasiões, temia e desconfiava do comunismo. Para ele, a fronteira do Leste estava demasiado próxima de Berlim. Se a União Soviética empenhasse um ataque que tivesse lugar ali, como se demonstrou mais tarde, seria impossível barrá-los e Berlim tombaria. Por isto, ele preparava a Frente.

Javier Nicolás: Você acredita que a guerra com a Polônia foi dirigida pelos governos da França e da Inglaterra?
Arno Breker: Certamente. Não quero dizer que seja necessariamente assim, mas Hitler esperava ter a Polônia como uma nação amiga, que deixaria passar as tropas alemãs até a fronteira da União Soviética. Nesta época, de todas as formas, o plano de destruir a Alemanha já se encontrava nos dossiês.

Javier Nicolás: Você poderia nos dar sua opinião sobre as intenções de Hitler na Alemanha, se a guerra não tivesse sido desencadeada?
Arno Breker: Hitler encontrou uma nação completamente arruinada por causa da situação econômica mundial - esta era a situação mais terrível da Alemanha. Por exemplo, quando atravessei ao Ruhr, centro da grande Indústria, a principios dos anos 30, recordo que nenhuma indústria funcionava. Em uma situação que voltei a ver depois da guerra, com a derrota alemã em 1945. Logo, o que este homem fez constitui-se de um verdadeiro milagre, conseguindo fazer com que o povo se fortalecesse e voltasse a viver alegre e de modo ordenado.

Javier Nicolás: Hitler era popular?
Arno Breker: Completamente. Se hoje uma mulher passa pela calada da noite, se encontra em perigo, mas naquela época, todos os criminosos se ocupavam trabalhandoTodos foram corrigidos e a Alemanha se converteu em um paraíso. Uma mulher podia andar completamente só pelos passeios e bosques, sem nenhum risco de ser atacada.

Javier Nicolás: Professor Breker, quando a guerra acabou, soubemos que o General Franco lhe chamou para que fosse à Espanha, provavelmente para fazer "O Vale dos Caídos", que Juan de Avalos realizaria. O que há de correto nisto? E por que você não foi?
Arno Breker: Correto. O General Franco me chamou para fazer uma série de esculturas, por mais que não tivesse especificado sobre o que se tratava o Vale dos Caídos. Mesmo assim, eu deveria realizar obras em escultura.

Não fui à Espanha porque os americanos não permitiram, deixando-me retiro na Alemanha. Se não fosse por isto, eu teria estado.

Javier Nicolás: É verdade que os russos lhe fizeram uma oferta similar?
Arno Breker: Sim. Pouco depois que Franco o fez. Stalin pessoalmente enviou um avião de Moscou para realizar trabalhos de escultura. Naturalmente, eu neguei. Ademais, isto coincidiu com uma enfermidade que me obrigou a permanecer em um hospital. Nesta ocasião, os americanos permitiram, mas eu não o quis. 

Em outra ocasião, também recebi uma proposta de fazer trabalhos ao General Perón, mas desta vez, do mesmo modo ocorrido com Franco, fui vetado pelos americanos que não me deixaram ir."

Fonte: http://inacreditavel.com.br/wp/entrevista-com-arno-breker/
(Depoimentos como este deveriam ser mais divulgados. Não as tantas falcatruas que vemos, lemos e ouvimos por aí.)

11 comentários:

  1. Se Hitler não queria ferir o povo francês, por quê ele mandou tirar o vagão da assinatura da paz da Primeira Guerra do museu? Pura retaliação....

    Estranho que agora não falam mais do "resgate" dos alemães na Polônia, mas sim de planos arquitetados pela França e a Inglaterra para o início do conflito...

    rsrsrsrsrsrsrsrsrsr...."A história do mundo muito doida escrita pelos negacionistas, breve, nas bancas dos melhores manicômios"

    MFF

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    1. Você e seus pares vivem defendendo as milhares de "testemunhas" do holocausto, mesmo algumas "istórias" impossíveis.

      Quando aparece uma na contramão do status quo, vocês fingem achar graça.

      Imparcialidade pura.

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    2. Ir na contramão de uma suposição, tudo bem - mas quando se trata de bater contra fatos registrados...

      MFF

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    3. Registrados sem comprovação científica.

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    4. "Ir na contramão de uma suposição, tudo bem - mas quando se trata de bater contra fatos registrados..."
      O talmude também está cheio de "fatos registrados".

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    5. O problema reside nas lisura e origens deles.

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    6. E não queria ferir o povo francês mesmo. Isso é fato. O que ele fez naquele vagão do trem foi contra o GOVERNO "francês", Marionete siono-maçônica e depois de assinado o tratado, não mandou ninguém pros gulags nem Guantânamo nem para Rimonim.

      Uma questão de justiça o cancelamento do Ditado de Versalhes, portanto não houve "pura retaliação" alguma, apenas JUSTIÇA.

      Vai estudar, fraquinho.

      Quem é "cia" ?

      Cobalto, chef do Restaurante Pavlov

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  2. Fabiano:

    Arno Breker foi considerado como o último expoente da arte clássica. O Michelangelo do século 20.

    Após a guerra trabalhou na reconstrução das cidades alemãs e no campo da escultura só pode realizar obras de pequeno porte em gesso.

    Nesta entrevista ele revela que se recusou a trabalhar para Stálin. Que apesar de carniceiro não era bobo e reconheceu o valor dele como artista. O que não ocorre nos meios das artes plásticas até hoje, a não ser num nível muito pequeno.

    Sobre a situação da França durante a ocupação nazista vala a pena rever as fotos de André Zucca (1897-1973); fotógrafo que documentou aquele período mostrando que, se Paris era uma festa, ela continuou sendo.

    Até hoje essas fotos causam polêmicas e desconcertam aqueles que têm uma visão estereotipada da ocupação alemã.

    Alguns fatos ainda pouco conhecidos a respeito da “libertação” trazida pelas forças anglo-americanas:

    - A destruição de vilas, aldeias e cidades inteiras pela força aérea aliada após o Dia D – como a cidade de Caem, por exemplo – que resultou na morte de 67 mil franceses. Um dado que os historiadores franceses mencionam o menos possível.

    - O estupro de mulheres francesas pelas tropas americanas. Um crime que pode ser considerado mais hediondo do que dos russos em relação às alemãs, uma vez que a França era, teoricamente, uma nação amiga dos EUA a ser libertada.

    Este link trata um pouco sobre esse assunto:

    http://epaubel.blogspot.com.br/2013/06/sgm-soldados-americanos-eram.html

    - O assassinato por justiçamento de 105 mil franceses após a Guerra, sob pretexto de terem colaborado com os alemães. Uma cifra que equivale à metade dos soldados franceses mortos em combate. Um crime hediondo praticado
    majoritariamente por comunistas.

    Augusto Landini

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    1. De fato, meu amigo, se formos compilar com detalhes as iniquidades aliadas durante e após a 2ª guerra, daria tranquilamente uma trilogia de mil páginas cada tomo.

      Daí, temos a plena confirmação do porquê o status quo investe tanto na demonização de Hitler e do 3º Reich. Se tais excrescências forem postas na berlinda e ensinada nas escolas, em uma geração, o império sionista estadunidense desaba.

      Grato pelo link e esclarecimentos. Abraço.

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    2. Sobre Andre Zucca
      http://desatracado.blogspot.com.br/2014/02/dormindo-com-wehrmacht-33.html

      Abraços, Cobalto
      __________________________________________

      https://www.youtube.com/watch?v=BtXfuwGMXI0

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    3. Bom retorno, Garimpador.
      Grato pelos links.
      Abraço.

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