Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


domingo, 11 de maio de 2014

Poder econômico x Natureza

Amigos e amigas.
Todo mundo se pergunta os motivos por que a Natureza é constantemente destruída. Tentando enxergar "razões", já foi dito que a maior parte dessa destruição é controlada e não há tanto perigo; ou que é puramente efeito colateral do progresso; ou, ainda, que não passa de mais uma teoria da conspiração. Afinal, quem não sabe que, sem a Natureza, a vida acaba? Logo, ninguém é louco e suicida de destruí-la.

Lendo diversos artigos em blogs e sítios, além de dezenas de reportagens pelo mundo de pérfidos exemplos contra a Mãe-Terra, concluo que algumas opiniões são muito coerentes. Resumidamente:
- A ascendência do poder econômico só existe se tiver seus escravos dentro de sua esfera de influência, totalmente dependentes de seus desmandos. E isto só ocorre dentro das cidades, com seus becos e celas, pois a Natureza é o oposto, imensamente ampla e generosa;

- Da Mãe-Terra é que vem tudo aquilo de que verdadeiramente necessitamos e DE GRAÇA. Basta não termos preguiça. Já via poder econômico (que tenta lotear a Terra), quase tudo não apenas é caro, mas de qualidade duvidosa e muitas coisas plenamente supérfluas e nocivas;

- A Natureza influencia sempre positivamente na energização emocional, na conscientização da vida, no fortalecimento da esperança, no prazer de viver, na alegria de compartilhar (visto que a abundância solapa a avareza e o egocentrismo), enfim, tudo aquilo que bate de frente com os planos dos grandes corruptores. O poder econômico subsiste pelo ambiente opressivo, repressivo e depressivo que promove aos seus dependentes e só lhes delega migalhas do seu banquete;

- O poder econômico ceva a desconfiança, a desunião e o individualismo, desgarrando ao máximo os elementos do conforto e segurança do grupo, cientes de que, desta maneira, aceitarão qualquer cabresto sem resistência. A Mãe-Terra força e incentiva exatamente o contrário do que ele ceva.

Portanto, fica simples de concluir que tudo não passa de mais um jogo sórdido de dominação, subjugação, supremacia, promovido pelos grandes parasitas. O povinho é sua fonte de sustento, trabalhando às cegas e vivendo num limbo, anestesiado e alienado, servindo de bode expiatório: capacho, saco de pancada, diversão, prostituição, sacrifício, cobaia,...

Penso que a maior expressão de sucesso desse plano covarde é quando vemos tantas milhares de pessoas que moram em locais degradantes ou de grande risco. Quando acontece alguma tragédia (enchente, incêndio) na qual (pela enésima vez) perdem o pouco que possuem, perguntam por que elas insistem em continuar ali. A até risível resposta: "Eu não tenho pra onde ir!".

O real problema chama-se comodismo, o famoso "mais vale pingar que faltar". Mesmo enfurnadas em favelas, as pessoas têm várias benesses com um mínimo de esforço: água, energia elétrica, televisão, telefone,... Elas fazem qualquer coisa (até sobreviver dos lixões) para não perdê-las. Na Natureza, tudo isso seria substituído pela força do trabalho que precisa ser diária, cansativa, exigente. Tal ideia, para essas pessoas seria, como se diz na gíria: "Aí, já é forçar a amizade!".

No frigir dos ovos, a Mãe-Terra paga pela empáfia, ingratidão e modorra de seus filhos.
FAB29

2 comentários:

  1. Meu querido FAB,
    Há um ditado de índios da América do Sul que diz que quando o homem começar a esventrar a Terra em busca das suas riquezas, este estará perdido.

    Vim também a saber, que as antigas civilizações megakíticas, cujas construções hoje em dia nos parecem impossíveis, tinham poderes mágicos e nada lhes faltava à sobrevivência, porque pura e simplesmente não eram capazes de escavar e rasgar a Deusa, a Mãe Terra e por isso sequer trabalhavam para subsistência. É sabido quea essas civilizações, nunca nada lhes faltou à sobrevivência. Maís misterioso ainda, é que todas essas civilizações "desapareceram" aos olhos dos homens posteriores, sem deixar rasto... todas elas. Mas os ignorantes de hoje apelidaram-nos de "bárbaros", exactamente porque não tinham nenhum "pacto cultural"... não precisavam. Povoaram o mundo inteiro, inclusive esta velha e decadente Europa.

    Um beijo, meu querido e força aí na sua missão.

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    1. De fato, querida Fada, essas incríveis civilizações tinham segredos fabulosos e assustadores à maioria.

      Suas superconstruções e cultura, dadas a eles pelos seus deuses, são os maiores exemplos de poder interativo com a Criação, com a Mãe-Terra.

      Há muito tempo, o maldito poder econômico vem suplantando na "desmentalidade" das massas a importância do contato com a Natureza, tornando-as insensíveis, anestesiadas ao afago e amor Dela. Quando a conta chegar, quantos conseguirão pagá-la?

      Beijo e felicidades a todos os seus.

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