Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


terça-feira, 30 de setembro de 2014

De impressionar!...

Amigos e amigas.
Ouvimos o tempo todo sobre os heróis de guerra (em especial, da II GG). Relatos sumamente hiperbolizados de feitos comuns, evidentemente quando se tratam dos vencedores. Alguns totalmente maquiados, como a "gloriosa retirada de Dunquerque" em 1940, quando mais de 300 mil soldados ingleses e franceses escaparam da morte certa ao serem cercados por uma divisão panzer alemã. A verdade é que foram poupados num ato de piedade, boa vontade e bem querer de Hitler mandando parar a ofensiva, tencionando, assim, retomar um diálogo com os Aliados para acabar com a guerra. Não fosse tal gesto, teria sido uma hecatombe.

Após essa humilhação estrondosa (até hoje ocultada e tergiversada a todo custo pela propaganda oficial), o bêbado antigermânico Churchill proferiu a famosa frase: "Nada tenho a oferecer, além de sangue, suor e lágrimas!" A mídia sionista a pegou e a transformou no combustível moral para exortar o engajamento sem peias na guerra contra os alemães.

Some-se a esses fatos os relatos muitas vezes adulterados dos 'heroicos sobreviventes do holocausto', que afirmam ter passado por todas as mais inumanas provações e privações, mas resistiram e se prestam a nos 'brindar' com suas dantescas peripécias. Ainda que algumas grotescamente fantasiosas!...

Quero lhes mostrar o exemplo de um verdadeiro guerreiro que combateu na II Guerra, mostrando coragem e absoluta dedicação. Vejam o que ele conseguiu fazer com apenas 19 anos:

Gerardes Mooyman (em neerlandês: Gerardus Mooyman) (* 23 de setembro de 1923, em Apeldoorn, nos Países Baixos; + 21 de junho de 1987 em junho em Anloo, ibidem) foi um militar da SS nos Países Baixos durante a II Guerra Mundial, com a patente de SS-Untersturmführer (equivalente a Primeiro Tenente), condecorado com a Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro (Ritterkreuz des Eisernen Kreuzes)


O primeiro militar neerlandês condecorado com a Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro.




Formação

Gerardes Mooyman, filho de comerciante da cidade de Apeldoorn, nos Países Baixos, estudou mecânica e trabalhou como auxiliar de farmácia.

Segunda Guerra Mundial

Gerardes Mooyman apresentou-se voluntariamente ao serviço militar em abril de 1941Em janeiro de 1943, uma ofensiva inimiga atingiu a Heeresgruppe Nord (Grupo de Exércitos Norte). Nova ofensiva em torno de Leningrado e Wolchow em fevereiro de 1943 objetivava o cerco das Divisões alemãs, e atingiu também a SS-Freiwilligen-Legion “Nederland”, cujos integrantes neerlandeses resistiram de forma decisiva às investidas inimigas.
Nestes combates, o líder de uma artilharia anti-blindados era Gerardes Mooyman, que conseguiu com o abate de 4 blindados T-34, estancar a ofensiva inimiga. Em 13 de fevereiro de 1943, ao se defender contra uma mega-ofensiva soviética, abateu 7 blindados inimigos. Após seu artilheiro ter sido vitimado pelos ataques, operou pessoalmente a artilharia e abateu outros 6 blindados. Conseguiu repelir o ataque soviético, e como primeiro soldado não-alemão foi condecorado em 20 de fevereiro de 1943 com a Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro. Ruas e praças públicas foram nomeadas em sua homenagem, e Gerardes Mooyman passou a representar um exemplo para a juventude neerlandesa.
Fonte: http://pt.metapedia.org/m/index.php?title=Gerardes_Mooyman&diff=21195&oldid=prev

Há dezenas de outras histórias de verdadeiros combatentes devidamente suprimidas do conhecimento geral para não suscitarem desconfortos e questionamentos a respeito das sórdidas atitudes que os "heróis aliados" cometeram a torto e a direito na 2ª Guerra, como este exemplo:
http://fab29-palavralivre.blogspot.com.br/2014/01/herois-malditos.html

Procurarei resgatá-las para fazer um pouco de justiça e contrapor as muitas fantasias aliadas.
FAB29

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Automedicação: um direito.

Amigos e amigas.
Saliento, de cara, que sou contra a automedicação. Remédio não passa de veneno em doses microscópicas para estimular o corpo a combater determinado mal ou envenenar o micro-organismo invasor sem acarretar tantos males ao corpo. Quem se arrisca a tomar esses venenos sem a supervisão de um especialista é um sério candidato a sofrer muito mais.
Pequenos perigos...
Por outro lado, é um crime que se proíba uma pessoa de procurar a cura para uma doença por conta própria. Afinal, não lhe é permitido procurar a própria destruição? Refiro-me ao cigarro e ao álcool, especificamente. Estes dois venenos são vendidos livremente e, até onde sei, não trazem nenhum benefício ao ser humano.

Há muito tempo, a ANVISA proíbe por aqui que sejam aplicadas quaisquer tipos de injeções em farmácias sem uma receita. Recentemente, a proibição estendeu-se aos antibióticos, inclusive em pomadas. Se, por um lado, isso salvaguarda a saúde da população, por outro, a faz refém de um sistema de saúde precário, ineficiente e, até, criminoso. Quem não conhece uma história onde se tenha um exemplo da ineficiência do SUS, na qual o sofrimento foi longo, o quadro se agravou, deixando graves sequelas ou até casos de morte?
"Esperando, esperando, esperando,..."
Vejam este meu: uma vez, eu estava com mal estar, a garganta bem inflamada e um início de infecção que ameaçava passar para o ouvido. Como não podia comprar o antibiótico, fui ao pronto socorro no fim da tarde, onde uma médica me atendeu e me disse que não era prudente já começar com antibiótico pesado e me receitou apenas um outro mais suave e analgésico e anti-inflamatório. Caso o quadro não melhorasse, era para eu voltar no dia seguinte. Fui, como já esperava, piorando até acordar de madrugada com uma dor incrível e meu tímpano latejando, até se romper e vazar. Fiquei surdo desse ouvido por um mês.

Mas eu pergunto: quais os motivos para tanta proibição com relação a medicamentos e apenas avisos que só alertam (sem eficácia) para as nocividades do álcool e cigarro? Estes não deveriam ser proibidos ao invés de controlados? O livre arbítrio para decidir se automedicar não deveria ser o mesmo que dão aos que querem se destruir em fumo e bebida?
Cada um tenta livrar o seu.
Se começarmos a conjecturar, vamos trombar em mais uma ‘Teoria da Conspiração’, na qual muitos interesses escusos vêm à baila. As máfias dessas drogas (cigarro e álcool), por motivos óbvios: LUCROS E PREDOMINÂNCIA. A das drogas (medicamentos), por motivos inconfessáveis: LUCROS E PREDOMINÂNCIA.

Pensam que estou sendo irônico? Analisem e reflitam:

- as autoridades se mostram incapazes (ou coisa pior) em coibir o comércio de cigarro e álcool; logo, isso gera cada vez mais e mais doentes e dependentes dos medicamentos propositadamente pouco eficazes que a indústria farmacêutica joga aos montes no mercado.

- e já que elas proíbem o livre acesso das pessoas aos medicamentos que as pessoas querem ou mesmo acreditem precisar, o povo fica à mercê de erros médicos que são bem mais comuns e nocivos que os problemas gerados pela automedicação.

Vejam estes números:

CAUSA MORTIS
Automedicação:   20.000/ano (Brasil)
Álcool:           2,5 milhões/ano (Mundo)
                             35.000/ano (Brasil)
Drogas:              260.000/ano (Mundo)
Erro médico:      225.000/ano (EUA)
                             78.000/ano (Austrália)
Suicídio:            1 milhão/ano (Mundo)
Cigarro:      3 a 5 milhões/ano (Mundo)

E observem que eu não incluí mortes por dengue e malária, que estão na casa do milhão (e já poderiam ter sido erradicadas ou postas sob rígido controle) e também não citei os sequelados pelos erros médicos. Bastaria boa vontade dos “donos do mundo”, coisa que nunca terão com o povinho. Este precisa ser bovinamente conduzido e explorado para mantê-los no topo.

Tanto há para se dizer e debater, mas só consigo finalizar desta forma: o único direito que os grandes corruptores, parasitas do mundo, nos permitem é sobreviver dentro dos parâmetros por eles criados: parâmetros escravagistas. A vida que nos é permitida se resume na frase que Dante Alighieri disse estar na entrada do inferno: DEIXAI, Ó, VÓS QUE AQUI ENTRAIS, TODA A ESPERANÇA!”.

FAB29

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Descentralizar o poder

Amigos e amigas.
Já muito falei e não me cansarei: poder central, mesmo em uma dita democracia, é o suicídio ou a homologação da escravidão de uma nação. Por isso é que afirmo que as eleições majoritárias (de deputado a presidente) deveriam ser abolidas. Seguem abaixo os meus motivos:

"Por minha família e minhas amantes!"
1- Os "representantes do povo" não o representam na prática, pois precisam representar prioritariamente aqueles que os financiaram. Já foi dito que o montante "investido" pelo candidato em suas campanhas muitas vezes chega a superar a soma de seus subsídios no mandato inteiro! Então, o povinho vira segundo plano. Se tanto...;

2- Eles se encastelam e o acesso a eles é imensamente dificultado pela distância ou pela quantidade de assessores, seguranças e aspones os blindando;

3- Cada região elege apenas alguns candidatos, o que torna a representatividade deles mínima. Eles não têm força para decidir nada em prol da sua região. Sendo minoria absoluta, suas ideias e intenções, por melhores que sejam, trombam em interesses escusos e "outras prioridades" determinadas pelos seus financiadores de campanha. Então, precisam criar alianças, ceder alguns pontos, aceitar outros, enfim, subverter seus ideais, chegando a perverter sua moral ao se ver obrigado a silenciar para certos aspectos imorais de bastidores;

4- Somando-se a tudo isso, há tempos, temos a malfadada e famigerada URNA ELETRÔNICA, o Santo Graal dos corruptores no quesito eleição. Quando era urna comum e voto de papel, fraudar as eleições já era possível, mas dava um trabalhinho razoável, não surtia muito efeito e os resultados não eram todos os desejados. Mas agora?! Qualquer especialista em informática burla tal "inviolável e 100% segura" urna eletrônica dançando xaxado! Ou seja, toda a mise-en-scène das campanhas, as pesquisas, o sobe-e-desce, show da democracia, expectativa para o resultado final,... tudo virou o Circo do Cobalto, onde o palhaço está na plateia, pagando.

Em suma: cargos majoritários são apenas para institucionalizar o escoamento de recursos públicos, cabide de empregos e supremacismo torpe.

Já as eleições para vereadores e prefeito são corretas e devem continuar a existir. Esses políticos são moradores da cidade, trabalham nela, são razoavelmente conhecidos, muito mais acessíveis e podem ser cobrados quase diariamente nas ruas. E se cada bairro formar com seriedade sua associação, com presidente, vice, secretário, etc, para anotar os problemas dele e encaminhá-los à prefeitura e câmara, cobrando-os diuturnamente, tudo melhoraria exponencialmente em um único mandato, bastando manter o ritmo para o progresso engatar uma terceira e deslanchar.

Minha ideia para essas eleições municipais:

1- Votação às antigas: papel e urna comum;

2- O voto teria código de barras que seria lido e registrado com o número do candidato, exatamente como ocorre com os volantes de loteria. Vejam o exemplo: vamos supor que a cidade de São Paulo tivesse 7 mil candidatos e você quisesse votar no número 6452. Então, você marcaria assim:


Se você quisesse votar no candidato número 5, o voto seria assim:


E assim por diante. Qualquer rasura, igual em gabarito de vestibular, o voto seria anulado. Bastariam algumas aulas e treinos para que todos, incluindo analfabetos, aprendessem a votar sem problemas. Portadores de deficiências teriam dia e locais especiais para votar.

3- Os votos ficariam à disposição do TME (Tribunal Municipal Eleitoral) para uma possível necessária recontagem manual.

Aposto que a votação não precisaria ser obrigatória (como é na "democratura" brasileira). A esmagadora maioria iria votar de bom grado e aprenderia a importância de se participar da vida política ao ver que suas cobranças surtiriam muito mais efeito em suas vidas sem os inoperantes, custosos e cheios de vícios congresso nacional e câmaras estaduais. Evidente que a cobrança seria bilateral: o povinho seria educado a cumprir todas as suas obrigações para poder usufruir de todas as benesses inerentes à sua condição de cidadão.

Ideia posta. Opiniões lúcidas e construtivas, à vontade.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Brincam conosco.

Amigos e amigas.
Cada vez mais me ojerizo com tanta hipocrisia. Isto porque considero a entrevista abaixo VERDADEIRA, fato que só pode revoltar pessoas minimamente sãs.
Leiam e reflitam sobre o que pode ser feito para a verdade aparecer.
FAB29

Trecho de uma entrevista do jornal Karachi Unmat com Bin Laden, datada de 28 de setembro de 2001:

“Você foi acusado de ter participação nos ataques a Nova York e Washington”, perguntou o correspondente da Unmat a Bin Laden. “O que você gostaria de dizer? Se você não participou, quem poderia ter sido?”

Resposta de Osama:
 “Eu já disse que eu não estou envolvido nos atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos. Como muçulmano, eu tento fazer meu melhor para não mentir. Não sabia algo sobre os atentados, nem veria com bons olhos a morte de mulheres e crianças inocentes e outras pessoas. O Islã proíbe veementemente que façamos sofrer mulheres e crianças inocentes e outras pessoas. [...] Seja quem for que tenha feito os atentados de 11 de setembro não é um amigo do povo americano. Eu já falei que somos contra o sistema americano, não contra o povo americano, enquanto nestes atentados pessoas comuns foram mortas. [...] Os Estados unidos deveriam tentar encontrar os terroristas no próprio país; pessoas que fazem parte do sistema, mas atuam contra ele. Ou aquelas que trabalham para um outro sistema. Pessoas que querem tornar o século atual em um século do conflito entre o Islã e o Cristianismo, para que sua própria nação, país ou ideologia possa sobreviver.[...]Pode ter sido qualquer um, da Rússia até Israel, e da Índia até a Sérvia. No próprio EUA, existem dúzias de grupos bem organizados e equipados, os quais podem provocar uma grande destruição. Além disso, você não deve esquecer os judeus norte-americanos, os quais estavam cheios de Bush desde as eleições na Flórida [N.A.- a falcatrua que elegeu o Bushinho em 2000] e queriam se vingar dele. Fora disso, existem os serviços secretos nos EUA, os quais recebem anualmente bilhões de dólares do Congresso e do governo. Na época da União Soviética, não havia problema algum em angariar este dinheiro, mas posteriormente este orçamento corria sério perigo. Por isso, eles precisavam de um inimigo”.

PS.- A seguir, o relato sobre  o enterro de Bin Laden, publicado a 26 de dezembro de 2001 em um jornal egípcio. Aqui a tradução:


“al-Wafs, quarta-feira, 26 de dezembro de 2001, Vol 15 Nº 4633, notícia sobre a morte de Bin Laden e enterro há 10 dias. Islamabad-Paquistão. Um importante oficial do movimento afegão Talibã anunciou ontem a morte de Osama Bin Laden, o líder da organização Al-Qaeda. Ele disse, Bin Laden sofria graves complicações no pulmão e faleceu serenamente de morte natural. O oficial, que exigiu o anonimato, disse ao jornal ´The Observer of Pakistan`, que ele próprio estava presente ao enterro e ele tinha olhado sua face antes do enterro em Tora Borá, há 10 dias. Ele disse que 30 companheiros de sua Al-Qaeda estavam no enterro, assim como membros de sua família e alguns amigos do Talibã. Na cerimônia de encerramento para o descanso final, foi realizada uma salva de tiros. O oficial ainda disse que seria difícil achar o local exato da cova, pois de acordo com a tradição wahhabista nenhuma marcação indica o local. Ele salienta, seria improvável que os militares americanos encontrassem um dia apenas uma única pista de Bin Laden.
Artigo sobre a morte de Bin Laden 

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Saúde virtual

Amigos e amigas.
Ouvi no rádio uma entrevista de um professor reformado da USP, o engenheiro eletrônico Valdemar Setzer e fiquei maravilhado ao ver seu posicionamento com relação à permissividade da educação moderna, se referindo aos computadores.

Ele se posiciona frontalmente contra a criança e o adolescente terem suas vidas incluídas nesse mundo virtual, que nubla a essência humana e atrapalha de sobremaneira o real desenvolvimento social em todos os sentidos.

Inspirado em sua entrevista, escrevi o artigo a seguir sobre esse assunto. Ele é bastante afinado com o pensamento desse professor.


EDUCAÇÃO ROBÓTICA

Muito se discute a respeito da inclusão digital. Como tudo na vida, há, no mínimo, dois lados.

É bem sabido que o mundo moderno necessita imensamente da informática. Não preciso evidenciar todas as facilidades que ela proporciona. Mas tudo na vida tem seu lado nefasto. Até o amor e o oxigênio. Vejamos: os pais precisam dar eventuais duras lições a seus filhos para que eles se doutrinem a respeitar hierarquias e a se precaver com o dito “mundo cão”, que nunca alivia com ninguém. Amor em excesso desvirtua. No caso do oxigênio, ele é imprescindível à vida, mas é ele a causa dos radicais livres que “enferrujam” o corpo, caso este não esteja bem ajustado.

O problema da informática me parece óbvio: ela é “MUNDO VIRTUAL”! Quando damos às nossas crianças o livre acesso a esse mundo, ela “deixa de viver”. Viver é ter contato FÍSICO com pessoas: olhar, conversar, brincar, discutir, abraçar, trocar idéias, aprender, etc. Pelo mundo virtual, é muito fácil enganar, dissimular, esconder-se, corromper, “ter coragem pra tudo”, etc. Ao vivo, frente a frente, é extremamente mais difícil.  Quase impossível! Exatamente por isto, as pessoas não “queimam etapas”, ou seja, podem amadurecer gradualmente, como a natureza manda!

Além de quê, cada um de nós é um universo! Quem tem contato ao vivo com 10 pessoas aprende muito mais da vida do que alguém que tenha contato com 10 mil pessoas via Facebook ou qualquer outra rede virtual. É evidente: com esses amigos, você desenvolve várias coisas:

- AUTOCRÍTICA, quando eles mostram que você está extrapolando em alguma atitude;

- HUMILDADE, quando você vê que vários deles tem conhecimentos e qualidades superiores;
- BEM QUERER, quando você se preocupa em encontrar soluções para diversos problemas deles;
- ESPERTEZA, quando eles o tentam “sacanear”, no bom sentido;
- TOLERÂNCIA, quando seus amigos estão naqueles dias de “pé-no-saco”;
- PRAZER EM VIVER, quando eles demonstram com gestos e/ou palavras o quanto você é querido e importante;
- SAÚDE EM TODOS OS SENTIDOS, quando vocês se exercitam em todos os níveis e situações possíveis. E muitas coisas mais!

Sou a favor da inclusão digital e de se ter salas de informática nas escolas. Mas as classes à moda antiga são intocáveis! Crianças e adolescentes NÃO PODEM ser tolhidos disto!! Tão importante para o ser humano quanto o aprendizado intelectual, o conhecimento, o raciocínio e a interpretação é a SOCIALIZAÇÃO! Como “ninguém é uma ilha”, TODOS NÓS precisamos aprender a viver em sociedade, a ter limites, a ocupar nosso espaço sem invadir o de ninguém, a nos posicionar de acordo com a situação, etc. E como a escola precisa ser uma extensão de nossa casa, o contato ao vivo e in loco com outras mentalidades e personalidades é essencial e crucial nesse desenvolvimento.

Em tempo: vocês sabiam que os grandes executivos do Vale do Silício, berço e quartel general da Microsoft, colocam seus filhos em escolas que NÃO POSSUEM computadores como parte do material didático? Isso, até a HIGH SCHOOL, o nosso 2º grau! Portanto, eles só terão contato constante com computadores a partir dos 16 ou 17 anos, quando já terão uma formação mental, moral e psicológica já bem estabilizada.

Não é interessante?!
FAB29

domingo, 14 de setembro de 2014

Cruz Gamada pelo mundo

Amigos e amigas.
Vários já fizeram parecido; resolvi fazê-lo também.
Fiz um rápido apanhado do símbolo chamado Cruz Gamada para ver como ele é visto e utilizado pelas mais diversas sociedades. Vejam só:

Seu significado original é místico...
...mas a estupidez faz estragos. Leia no link:
http://www.jb.com.br/rio/noticias/2010/02/12/icone-budista-e-apreendido-por-apologia-ao-nazismo/

Algumas sutis ironias...!
Seu uso pela História do mundo (reparem no hindu)...
...bem variadas, como vemos. Até a Coca...!
O símbolo alemão simbolizaria isso pela sua rotação anti-horária.
Aqui diz que rotação anti-horária é doação de energia.
Resultado de imagem para suástica árvores floresta
Floresta de Brandenburgo
O símbolo nazista só pode ser visto do alto – esse é o motivo de ninguém ter notado sua presença até a década de 1990. Ele é formado por um grupo de 140 larícios (um pinheiro típico da Europa) que se mistura à vegetação densa da floresta. No outono, essa árvore se torna amarelada, o que faz o desenho se destacar em meio ao restante da flora.

Base Naval em San Diego - Califórnia
(Pensaram que ninguém ia ver!...)
Suástica da fertilidade na parede da casa velha em Jaisalmer, Índia, Rajasthan

Suástica Rupestre: O achado é datado entre 1300 e 600 a.c.,
situado na chamada Idade do Ferro.
Até na Lua?! Fotografia da sonda Cassiopéia, em 2012, da cratera Schroedinger.
E esta última foto só aumenta minha crença nisto:
http://fab29-palavralivre.blogspot.com.br/2014/01/mas-e-lua.html

De tudo isso, o que extraímos? As histeria e maledicência que o império talmúdico sionista faz desse símbolo, associando-o ao "Mal personificado" e causando o desserviço (consciente) de destruir a paz, o progresso e o bem estar da humanidade.

Esse vale-tudo sórdido, onde a mentira e a hipocrisia são a tônica, precisa urgentemente ser denunciado, repudiado e obliterado de nossas vidas. Seria verdadeiramente o início de uma nova era.

FAB29

Leia bastante disso aqui: http://www.sofadasala.com/misterios/misteriodasuastica.htm

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Nancy Scheper-Hughes

Amigos e amigas.
A antropóloga do título é uma feroz defensora dos direitos humanos e há mais de duas décadas combate o tráfico ilegal de órgãos.
No artigo abaixo, vocês verão um pouco da sua luta gloriosa e alguns detalhes dantescos do que essa máfia maldita faz à humanidade que ela não considera humana.
FAB29

No acompanhamento do comércio de órgãos, a antropóloga Nancy Scheper-Hughes visitou unidades africanas e sul-americanas de diálise, bancos de órgãos, necrotérios da polícia e hospitais. Ela entrevistou cirurgiões, ativistas de direitos do paciente, patologistas, nefrologistas e enfermeiros. Então, por que as pessoas não a ouvem mais?
Quando ouviu pela primeira vez sobre os ladrões de órgãos, a antropóloga Nancy Scheper-Hughes estava fazendo trabalho de campo no nordeste do Brasil. Era 1987, e um rumor que circulava em torno da favela de Alto do Cruzeiro, com vista para a cidade de Timbaúba, em uma região agrícola de cana de Pernambuco, disse de estrangeiros que viajavam pelas estradas de terra em vans amarelas, olhando para as crianças sozinhas para abocanhar e matar por seus órgãos para transplante. Mais tarde, foi dito, os corpos das crianças iriam parar em valas de beira de estrada ou em lixeiras hospitalares.


órgãos-5
Scheper-Hughes, então uma professora em ascensão na Universidade da Califórnia-Berkeley, tinha boas razões para ser cética. Como parte de seu estudo sobre a pobreza e a maternidade na favela, ela tinha entrevistado funerários da região e os funcionários do governo que mantiveram os registros de morte. A taxa de mortalidade infantil lá era terrível, mas os corpos eviscerados cirurgicamente não foram encontrados. "Bah, essas são histórias inventadas pelos pobres e analfabetos", disse o gerente do cemitério municipal, ela contou.
E, no entanto, enquanto Scheper-Hughes duvidava da verdade literal dos contos, ela não estava disposta a eliminar os rumores. Ela subscreveu uma escola acadêmica de pensamento que jurou impor noções ocidentais de verdade absoluta ou objetiva. Por mais que ela quisesse mostrar solidariedade para com as crenças de suas fontes, ela lutava com a forma de apresentar os rumores em seu livro de 1992, A morte sem chorar: A violência da vida cotidiana no Brasil .
No final, ela argumentou que as histórias de roubo de órgãos só poderiam ser entendidas à luz de todas as ameaças corporais enfrentadas por essa população empobrecida. Além de fome generalizada e sede, os moradores também enfrentavam maus tratos nas mãos de empresários, militares e de aplicação da lei. A assistência médica disponível, sugeriu ela, muitas vezes, fez mais mal do que bem. Trabalhadores de saúde locais e farmacêuticos deram aos moradores desnutridos e doentes crônicos o diagnóstico geral de Nervos e prescreveram tranqüilizantes, pílulas para dormir, vitaminas e elixires. Os moradores estavam bem conscientes de que as pessoas mais ricas no seu país e no exterior tiveram acesso a melhores cuidados de saúde, incluindo os procedimentos exóticos, como tecidos e transplantes de órgãos.
"O povo do Alto pode facilmente imaginar que seus corpos podem ser vistos saudosamente como um reservatório de peças de reposição por aqueles com dinheiro", escreveu Scheper-Hughes em “A morte sem chorar”. As histórias de equipes de transplante assassinando crianças locais e colhendo seus órgãos persistiam, ela escreveu, "porque os moradores de favelas 'mal informados' estão no caminho certo. Eles estão no caminho certo e se recusam a desistir de seu senso intuitivo de que algo está seriamente errado." O livro, que foi muito elogiado e nomeado para o National Book Critics Circle Award, solidificou sua reputação como uma das principais antropólogas da sua geração.
Em 1995, Scheper-Hughes foi a única antropóloga convidada para falar em uma conferência médica sobre a prática do tráfico de órgãos, realizada em Bellagio, Itália. Embora não houvesse nenhuma evidência sólida de que as pessoas estavam sendo assassinadas por órgãos viáveis, rumores semelhantes aos que Scheper-Hughes tinha documentado no Brasil haviam se espalhado da América do Sul para a Suécia, Itália, Romênia e Albânia. Na França, uma história popular contada de crianças sendo raptadas na Euro Disney, pelos seus rins. Os organizadores da conferência pediram a Scheper-Hughes para explicar a persistência desse meme horrível.
O comércio de rins particularmente a fascinava. Ao contrário do comércio de válvulas cardíacas ou córneas, rins estavam sendo transportadas de país para país dentro dos corpos vivos de indivíduos conscientes.
Se os outros participantes na conferência, que eram principalmente cirurgiões de transplante, estavam esperando para aprender com Scheper-Hughes o que era factual e o que era falso entre esses rumores, eles ficaram provavelmente decepcionados. Disse-lhes que as histórias eram "verdadeiras nesse nível indeterminado entre o fato e a metáfora", como ela escreveria mais tarde. Olhando para trás, ela se sente certa que os cirurgiões - que ela imagina de tão brilhantes e habilidosos, como pilotos de caça, mas não muito intelectuais - realmente não entendem suas análises mais teóricas. "Nós estávamos falando línguas diferentes", ela me disse:
Ainda assim, Scheper-Hughes fez o melhor de seu tempo entre os doutores. Em Bellagio, ela decidiu fazer algumas rápidas pesquisas etnográficas sobre as práticas atuais de cirurgiões de transplantes. Enquanto ela falava com eles durante passeios de barco no Lago de Como, ou ao visitar os olivais da du Lac, os médicos responderam as perguntas com franqueza. Um cirurgião disse-lhe que ele sabia de pacientes que viajaram à Índia para comprar rins. Ela se lembra de um cirurgião israelense dizendo que trabalhadores palestinos foram "muito generosos" com os seus rins, e muitas vezes doados para estranhos em troca de "um pequeno honorário." Um cirurgião cardíaco do Leste Europeu admitiu sua preocupação de que o turismo médico iria incentivar os médicos de seu país para a colheita dos órgãos de doadores com morte encefálica, que "não eram tão mortos como gostaríamos que fossem." Nessas novas práticas, Scheper-Hughes começou a entender: órgãos e tecidos humanos, geralmente movidos de sul para norte, a partir dos pobres para os ricos e a partir dos de pele marrom para as pessoas de pele mais clara.
Embora nenhum dos relatos dos cirurgiões tenha confirmado os rumores de sequestro de órgãos, Scheper-Hughes chegou a acreditar que o tráfego "realmente real" em partes do corpo humano, como ela o chamava, estava maduro para um estudo mais aprofundado. "Havia tantas perguntas sem resposta", lembra ela. "Como pacientes descobririam sobre órgãos disponíveis em outros países? Quem eram as pessoas pobres que estavam vendendo suas partes do corpo? Ninguém tinha ido para as trincheiras para descobrir. "
A investigação de Scheper-Hughes sobre o comércio de órgãos seria um caso de teste para um novo tipo de antropologia. Este seria o estudo não de uma isolada cultura exótica, mas de um mundo globalizado, mercado negro interconectado e um que atravessou as classes, culturas e fronteiras, ligando os doadores empobrecidos pagos aos indivíduos e as instituições de maior status no mundo moderno. Para Scheper-Hughes, o projeto foi uma oportunidade para mostrar como um antropólogo pode ter um significado, em tempo real, e um impacto violento sobre uma injustiça em curso. "Há uma piada em nossa disciplina, que diz: 'Se você quiser manter algo em segredo, proclamai-o em uma revista de antropologia", ela me disse uma vez. "Somos vistos como, personagens divertidos benignos." Scheper-Hughes tinha ambições grandiosas. Ela decidiu que era hora, como ela diz, de parar de seguir os rumores e começar a seguir os corpos.
No seu texto, Scheper -Hughes descreveu seus anos de pesquisa sobre o mercado negro internacional de órgãos como uma desorientadora "descida ao Hades." Quando ela discute o tema em pessoa, ela é animada e cheia de energia. Aos 69 anos, Scheper-Hughes apresenta uma mistura estridente da avó e do moderno urbano. Num dia de inverno, quando visitei sua casa perto do campus da UC Berkeley, seu cabelo era curto, cravado, e destacado com estrias de magenta, e ela usava uma camisa de manga curta que revelava uma tatuagem estilizada de uma tartaruga - um presente, ela disse, de seu filho por seu aniversário de 60 anos. Enquanto ela falava sobre suas dezenas de viagens internacionais para entrevistar cirurgiões, doadores, receptores, bem como vários intermediários, ela me mostrou seu escritório, que tinha sido anteriormente garagem da casa. Dentro estavam milhares de arquivos, armazenados em dezenas de grandes caixas de plástico e armários pretos, juntamente com gavetas cheias de fitas cassete e cadernos de campo.
Desde meados da década de 1990, Scheper-Hughes publicou cerca de 50 artigos e capítulos de livros sobre o comércio de órgãos, e ela está atualmente no processo de síntese que o material em um livro, cujo título provisório é A Corte Mundial em dois. Ao longo dos anos, ela teve um impacto descomunal sobre as tendências intelectuais em seu campo, e seu estudo sobre o comércio de órgãos é provável que seja a sua última grande declaração sobre o sentido e o valor da disciplina para o qual ela tem dedicado sua vida. Se este corpo de trabalho representa um triunfo da pesquisa antropológica ou um conto de advertência sobre o vigilantismo acadêmico já é uma questão disputada entre seus colegas. (...)
Na época, havia apenas um punhado de trabalhos na literatura médica que tratavam da ascensão do mercado órgão global. Desde 1970, os transplantes de órgãos vivos tinham mudado de procedimentos experimentais para uma prática comum nos Estados Unidos, a maioria dos países europeus e asiáticos, meia dúzia de países sul-americanos, e quatro países da África. Em 1983, a introdução do medicamento imunossupressor ciclosporina aumentou dramaticamente o potencial conjunto de doações para um determinado paciente. Em meados da década de 1990, havia indícios na literatura médica do surgimento de um novo fenômeno: o turismo de transplante. Em 1989, um pequeno artigo apareceu na revista The Lancet relatando um inquérito sobre as alegações de que quatro turcos haviam sido trazidos para o Humana Hospital Wellington, em Londres, para vender seus rins. Outra pesquisa sugeriu que a venda de rins de doadores vivos estava crescendo rapidamente na Índia, e que na China, órgãos humanos estavam a ser colhidos a partir de corpos de prisioneiros executados.
Órgãos-1
Os recrutadores de órgãos: Scheper-Hughes descobriu que os brasileiros, muitas vezes homens tentando apoiar as famílias, estavam sendo traficados para a África do Sul para vender seus rins para pacientes provenientes de terceiros países. Alberto da Silva (foto) contribuiu com um órgão a uma mulher do Brooklyn. (Foto: Organs Watch)
Enquanto a maioria dos governos e associações médicas internacionais condenaram a venda de órgãos humanos, leis e orientações profissionais foram inconsistentes e muitas vezes mal aplicadas. O que ficou claro foi que a demanda por órgãos superou a oferta em quase todos os países. Nos Estados Unidos, apesar das significativas campanhas de sensibilização pública para incentivar doações, já havia mais de 37.000 pessoas em listas de espera de órgãos. A cada ano, 10 por cento dos pacientes à espera de um transplante de coração morrem antes que um órgão doado possa tornar-se disponível.
Pesquisa de Scheper-Hughes no comércio de órgãos começou de verdade não muito tempo depois da conferência de Bellagio, quando ela se juntou com o organizador do evento, um historiador médico da Universidade de Columbia chamado David Rothman, sua esposa, Sheila, professora de ciências médico-sociais em Columbia, e Lawrence Cohen, um antropólogo companheiro de UC Berkeley. Os quatro decidiram se espalhar por todo o mundo, dividindo-se nos crescentes pontos cruciais mundiais para o turismo de transplante. Os Rothmans focariam suas pesquisas sobre a China; Cohen iria investigar a Índia; e Scheper-Hughes iria viajar, principalmente, para o Brasil e África do Sul.
A pesquisa teve um início rápido. Durante os intervalos de ensino no final de 1990, Scheper-Hughes visitou unidades africanas e sul-americanas de diálise, bancos de órgãos, necrotérios policiais e hospitais para entrevistar cirurgiões, patologistas, nefrologistas, enfermeiros, ativistas dos direitos dos pacientes e funcionários públicos. "Tornou-se como um trabalho de detetive", ela me disse. "Eu usei uma técnica simples: bola de neve. Eu iria para um necrotério ou uma enfermaria de transplante e eu pegaria uma pessoa para me dizer alguma coisa e, em seguida, perguntar: 'Para onde eu vou a partir daqui?’ Eu achei muito satisfatório começar a juntar as peças."
Seus colaboradores, também, rapidamente avançaram. Embora as estimativas confiáveis ​​de quantos transplantes foram acontecendo no mercado negro eram difíceis de encontrar, evidências de que existiram neste mercado apareceram em quase tudo que os colaboradores viram. Na Índia, Cohen encontrou pessoas que venderam seus rins para transplante em clínicas particulares que atendiam aos pacientes em todo o mundo, apesar de uma lei de 1994 ter tornado essas transações ilegais. Vendas de rins, ele descobriu, tornou-se tão comum na Índia que alguns pais pobres ainda falaram de vender um órgão para levantar um dote para uma filha. David Rothman, por sua vez, havia se convencido de que uma campanha anti-crime chinesa foi associada a uma empresa em crescimento que vendia órgãos de prisioneiros executados.
Tanto no Brasil como na África do Sul, Scheper-Hughes descobriu que, dos corpos de muitas pessoas pobres, foram colhidas, sem permissão, as córneas úteis, pele, válvulas cardíacas a serem exportadas para países mais ricos. Em São Paulo, ela trabalhou com um membro do conselho da cidade que havia rastreado o comércio ilegal de tecidos humanos retirados dos cadáveres de indigentes e pacientes de enfermagem caseira. Ele mostrou os documentos provando que mais de 30.000 glândulas pituitárias tinham sido enviadas para os Estados Unidos ao longo de um período de três anos. Na África do Sul, o diretor da unidade de pesquisa em uma escola médica pública mostrou os documentos que aprovaram a venda de válvulas cardíacas para centros médicos na Áustria e na Alemanha. Ela também descobriu, em centros médicos privados no Brasil e na África do Sul, que rins de doadores vivos estavam sendo comprados e vendidos.
Em 1998, enquanto Scheper-Hughes ainda estava escrevendo seus primeiros grandes papéis de sua pesquisa de campo, ela e seus colaboradores se conheceram em um Starbucks em Tóquio, durante uma conferência de ética médica para comparar notas. O material que eles estavam compilando parecia tão notável que eles pensaram em iniciar uma organização chamada Organs Watch, que serviria como um repositório de informações sobre a atividade de transplantes mundial e um centro de pesquisas futuras. Em 1999, eles tinham garantido um subsídio de 230 mil dólares do Open Society Institute, juntamente com o compromisso da Universidade da Califórnia, para ajudar a criar a nova organização.
No início da década de 2000, quando estava tentando juntar uma imagem mais completa dos corretores, caçadores de rins e as redes que compõem o comércio internacional de rim, Scheper-Hughes fez uma descoberta que apareceu para conectar o mercado órgão global a grandes hospitais norte-americanos. Informantes de pesquisa em Israel haviam dito a ela no final de 1990 que um homem chamado Levy Izhak Rosenbaum era um grande jogador no internacional "tráfico de rins". Então, alguns anos mais tarde, no verão de 2002, Scheper-Hughes começou a receber e-mails de um homem pedindo sua ajuda para desembaraçar-se de uma organização - chamada United Lifeline - e liderada por Rosenbaum, que ele descreveu como "a ligação entre Israel e os Estados Unidos no negócio de tráfico ilegal de rim".
Como ela recolheu mais informações sobre Rosenbaum e seus laços com vários hospitais norte-americanos em todo o país, Scheper-Hughes tomou as informações diretamente dos cirurgiões e dos hospitais envolvidos. Em 2002, ela marcou uma reunião com os cirurgiões no Hospital Albert Einstein, na Filadélfia, para que ela pudesse enfrentá-los em pessoa com o que ela estava descobrindo sobre transplantes de lá que tinham sido organizados por Rosenbaum. "Eu estava muito nervosa", lembra ela. "Eu estava pensando: o que estou fazendo de ser uma senhora promotora? Mas eu senti que, se eu ia publicar este material, eu precisava informá-los".
Na mesma época, Scheper-Hughes também tomou outra decisão incomum para um antropólogo: ela começou a compartilhar suas descobertas com a aplicação da lei dos Estados Unidos, incluindo funcionários do FBI, a Food and Drug Administration e a unidade do Departamento de Estado que fiscaliza fraudes. Sua informação pareceu despertar pouco interesse e menos ação. Ela se lembra de uma reunião particularmente frustrante com um agente do FBI em 2003: "Eu podia ver que a mente do homem estava em outro lugar", ela contou. "Ele não parece entender que se tratava de um crime grave." Frustrada, ela se viu pensando: ‘Olha, eu posso fazer isso. Dê-me um distintivo e eu vou fazer uma prisão’", ela me disse.
Scheper-Hughes reconhece que outros antropólogos consideram que dar informação para a aplicação da lei atravessa uma linha ética, mas contrapõe que, dado o que ela estava documentando, era mais do que justificada. "Eu não me importo se alguns antropólogos acham que temos uma promessa absoluta de sigilo aos nossos assuntos", ela me disse. "Eu acho que esse tipo de pureza cheira mal."
Para Scheper-Hughes, o aparente desinteresse de autoridades norte-americanas estava em nítido contraste com a sua recepção por agentes da lei em outros lugares. Em 2004, ela foi convidada para informar os investigadores de polícia e os procuradores de estado na África do Sul em relação à sua investigação sobre transplantes ilegais envolvendo doadores brasileiros em vários hospitais de destaque em Durban, Joanesburgo e Cidade do Cabo. Ela compartilhou com um capitão da polícia de bigode chamado Louis Helberg os nomes e informações de contato de corretores, cirurgiões, receptores de órgãos e doadores no Brasil e Israel, bem como os nomes dos hospitais que acreditava estarem envolvidos no comércio. Em troca, Helberg dava acesso a Scheper-Hughes para arquivos hospitalares apreendidos e registros de faturamento, que ela ajudou a peneirar e decifrar. Com a ajuda e conselhos de Scheper-Hughes, Helberg, eventualmente, refez os passos de sua investigação internacional, viajando para o Brasil e Israel, e reuniu-se com muitas de suas fontes. Como resultado da investigação, o maior grupo hospitalar da África do Sul, Netcare, admitiu mais de uma centena de transplantes ilegais e concordou em pagar multas substanciais. A história, quando emergiu, foi notícia de primeira página na África do Sul. Um nefrologista não se declarou culpado de 90 acusações de violar o “Human Tissue Act” do país. Quatro outros cirurgiões da Netcare e dois funcionários do hospital foram acusados ​​de vários crimes (embora as acusações tenham sido retiradas mais tarde).
Nos EUA, no entanto, não foi até o verão de 2009 - cerca de sete anos depois que ela começou a compartilhar suas informações com o FBI - que os procuradores federais chamaram Scheper-Hughes para dizer a ela que prenderam Rosenbaum. Ele havia sido varrido como um jogador menor no maior desbaratamento de corrupção e lavagem de dinheiro político de New Jersey, que incluiu a prisão de 44 pessoas. Agora que eles estavam construindo um caso contra Rosenbaum, o Ministério Público Federal ficou finalmente muito interessado na pesquisa de Scheper-Hughes, e eles se encontraram com ela em várias ocasiões. Ela se ofereceu para depor no julgamento, mas em outubro de 2011, Rosenbaum se declarou culpado de corretagem três transplantes de rim ilegais e de conspirar para intermediar um transplante ilegal.
Até agora, a sua acusação é a única bem sucedida contra o tráfico de órgãos no âmbito da Lei Nacional de Transplante de Órgãos de 1984. Scheper-Hughes tinha esperança de que o caso Rosenbaum anunciasse o início de muitas investigações e processos, mas não era para ser. "Por que ele está sozinho na sala de audiências Trenton?", ela me escreveu em um e-mail após Rosenbaum ter se declarado culpado de conspiração. "Onde estão os que conspiraram com ele?" Frustrada com a falta de vontade aparente os investigadores norte-americanos para levar esses crimes seriamente, novos processos abertos, ou perseguir os cirurgiões e hospitais sem os quais o comércio de órgãos não poderia funcionar, Scheper-Hughes continuou a sua própria investigação.(...)
Nos Estados Unidos, a lista de espera por um rim agora se estende próxima a 100.000 pessoas, enquanto a taxa de doações tem permanecido relativamente estável durante a última década ou assim. Dados recentes da Organização Mundial de Saúde sugerem que, em 2010, os 107.000 transplantes de órgãos realizados em 95 países membros da organização satisfizeram apenas 10 por cento da necessidade global. A OMS estima que um em cada 10 de todos os órgãos transplantados foi adquirido no mercado negro.
Qual o impacto que Scheper-Hughes teve sobre práticas de transplantes é uma questão em aberto. Organs Watch ainda existe. Embora ela não tenha um pessoal de escritório, Scheper-Hughes ainda treina estudantes de graduação e pós-doutorados a fazerem trabalho de campo internacional. O site da organização só contém a seguinte frase: "O Web Site Organs Watch está atualmente em reconstrução e será transferido para um novo endereço, em agosto de 2009" Scheper-Hughes diz que teve que fechar às pressas o local após ver que um corretor de órgãos estava usando informações de lá para localizar populações dos doadores mais baratos e mais dispostos. (...)
Nas Filipinas, os vendedores de rins que ela entrevistou muitas vezes puxaram a camisa, exibindo suas cicatrizes de nefrectomia com evidente orgulho. (...)
Rumores sobre pessoas sendo assassinadas por causa de partes de seus corpos ainda circulam em algumas partes do mundo. Em 2009, um jornalista chamado Donald Boström escreveu um artigo no jornal sueco Aftonbladet com a manchete: "Nossos filhos são pilhados de seus órgãos." O artigo sugere que as vítimas palestinas em conflitos na Cisjordânia estavam sendo usadas ​​como doadores relutantes de órgãos. Em meio a estatísticas sobre intensa demanda israelense de rins e fígados, Boström contou que ele conheceu "os pais que contaram como seus filhos tinham sido privados de órgãos antes de estarem mortos." O artigo causou um racha internacional entre Suécia e Israel, e foi condenado como infundados "libelos de sangue" pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
Scheper-Hughes saiu em defesa de Boström em Counter-Punch, apresentando o que chamou de uma "arma fumegante" para respaldar as declarações em seu artigo. Sua prova foi uma entrevista que ela havia realizado com um patologista israelense chamado Yehuda Hiss, o diretor do Instituto Forense Abu Kabir, instalação da central de Israel para a realização de autópsias. Na entrevista, que Scheper-Hughes tinha gravado em 2000, mas ainda não tinha escrito sobre, Hiss fez a admissão notável que seu instituto teve, sem a permissão da família, tomadas as córneas, pele, ossos e outros tecidos dos cadáveres de palestinos, bem como a partir de cadáveres de soldados das Forças de Defesa de Israel e de outros cadáveres que vieram através de seu necrotério. Os órgãos e tecidos foram utilizados para formação e investigação médica, e as peles e córneas, para transplantes. (Depois que a fita foi lançada, Hiss negou qualquer irregularidade.)
A entrevista de Scheper-Hughes com Hiss foi uma prova de seu talento extraordinário para a obtenção de acesso a informações sensíveis e de impacto. Hiss já foi removido de seu posto em Abu Kabir. As repercussões da controvérsia, legais ou não, provavelmente serão sentidas por muitos anos.
Mas, dadas as tensões políticas extraordinárias que persistem entre israelenses e palestinos, este parece ser um caso em que é especialmente importante para delinear claramente rumores de fatos. Por mais horríveis que as admissões gravadas de Hiss fossem, elas não confirmaram as histórias que circulam entre famílias palestinas, e relatadas por Boström, que os órgãos de seus filhos estavam sendo colhidos, enquanto os jovens ainda estavam vivos. Em 2013, num ensaio sobre a polêmica que ela co-escreveu com Boström, Scheper-Hughes criticou os meios de comunicação internacionais por interpretarem a história do Aftonbladet como afirmando que "os soldados israelenses foram deliberadamente à caça de jovens palestinos, a fim de cortar os seus órgãos." Ela escreveu que esta era uma "distorção" do relato de Boström, para distrair da questão das práticas de transplantes. Embora seja verdade que o artigo original não chega a fazer precisamente essa afirmação sobre a "caça", ele não criticamente relata a percepção que as vítimas palestinas ainda estavam respirando quando desapareceram de suas aldeias. Não é surpreendente que o público internacional poderia encontrar este detalhe moralmente saliente.
Quando sugeri que parecia haver uma diferença importante entre as acusações repetidas no artigo Boström e as revelações de sua entrevista com Hiss sobre colheita de tecido cadavérico, Scheper-Hughes ficou frustrada que eu não estava vendo o grande retrato. "As distinções que você está fazendo estão apenas começando no ofuscamento", disse ela. "É verdade que os mortos não se importam com o que acontece com o seu corpo, mas os vivos se importam. Essas famílias palestinas importam. Não é que eu não entendo a diferença."
"Será que a minha entrevista com Hiss suporta o artigo Boström? Absolutamente. Não é tão diferente", disse ela. "Se você perder esse ponto, você está perdendo o que eu estou pensando. Eu me preocupo com o corpo, vivo ou morto. Isso é o que os antropólogos médicos são bons. Somos guardiões do corpo." (...)
O CORRETOR: Israelense Gadalya "Gaddy" Tauber descrito por Scheper-Hughes como facilitador de um esquema de tráfico que enviou brasileiros pobres para clínicas
na África do Sul para abastecer rins para transplante em turistas israelenses.
(Foto: Nancy Scheper-Hughes)
No verão de 2012, eu me encontrei com Scheper-Hughes nas etapas do tribunal federal em Trenton, New Jersey, para a audiência de sentença para Rosenbaum. No tribunal do quarto andar, Scheper-Hughes tomou um assento na primeira fila, onde ela podia ver o perfil barbudo e corpulento de Rosenbaum. Defendendo uma sentença dura, promotor McCarren chamou quatro testemunhas. Ele questionou um administrador do Hospital Albert Einstein e um cirurgião que trabalhava lá enquanto Rosenbaum estava na ativa com seu negócio de comércio de rim. Ele ligou para o suporte de uma mulher de meia idade chamado Beckie Cohen que, em lágrimas, descreveu como estava grata que sua família tinha sido capaz de pagar a Rosenbaum 150 mil dólares para organizar um transplante de rim em um hospital de Minneapolis para seu pai doente, Max Cohen. McCarren também questionou Elahn Quick, um jovem nascido em Israel de pais americanos, a quem foram pagos cerca de US$ 25.000 para doar um de seus rins para o Sr. Cohen.
Ao descrever suas relações com Rosenbaum, Quick falou de nenhuma pressão ostensiva ou ameaças. No final, ele disse que se sentiu usado e um pouco vitimado pela transação, mas ele não se arrependeu da operação. "Eu queria fazer algo significativo", disse Quick. "Eu ainda estou atinado para o fato de que eu salvei uma vida." Neste ponto Scheper-Hughes inclinou-se para mim e disse que esse refrão sobre "salvar uma vida", era um disparate: "Essas pessoas que recebem transplantes são na sua maioria apenas velhos."
Scheper-Hughes passou a maior parte da audiência rapidamente escrevendo em seu notebook, mas ela deixou claro, sussurrou em apartes, sua desaprovação do processo. Quando o juiz mencionou que tinha sido movido pelas cartas de apoio a Rosenbaum, enviadas pelos receptores de transplantes de órgãos que ele tinha organizado, Scheper-Hughes suspirou e disse: "Oh, Jesus Cristo!" Quando Beckie Cohen chorou, contando a angústia de sua família sobre a doença de seu pai, o que os levou a pagar a Rosenbaum para conseguir um doador de rim, Scheper-Hughes se inclinou para mim e disse: "Ela poderia ter-lhe dado seu rim." Quando um médico do Hospital Albert Einstein declarou que ele não tinha certo conhecimento no início de 2000 que os doadores estavam sendo pagos por Rosenbaum, Scheper-Hughes sussurrou: "McCarren não é um bom inquisidor. Eu poderia fazer melhor." Durante o curso da longa audiência, Scheper-Hughes teve um comentário afiado para cada jogador no tribunal: o médico, o doador, a filha do destinatário, McCarren, os advogados de defesa, e o juiz. Ela tinha se tornado, quase literalmente, o bobo da corte que ela descreve em sua escrita, uma zombadora, discordante voz da bancada.