Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Automedicação: um direito.

Amigos e amigas.
Saliento, de cara, que sou contra a automedicação. Remédio não passa de veneno em doses microscópicas para estimular o corpo a combater determinado mal ou envenenar o micro-organismo invasor sem acarretar tantos males ao corpo. Quem se arrisca a tomar esses venenos sem a supervisão de um especialista é um sério candidato a sofrer muito mais.
Pequenos perigos...
Por outro lado, é um crime que se proíba uma pessoa de procurar a cura para uma doença por conta própria. Afinal, não lhe é permitido procurar a própria destruição? Refiro-me ao cigarro e ao álcool, especificamente. Estes dois venenos são vendidos livremente e, até onde sei, não trazem nenhum benefício ao ser humano.

Há muito tempo, a ANVISA proíbe por aqui que sejam aplicadas quaisquer tipos de injeções em farmácias sem uma receita. Recentemente, a proibição estendeu-se aos antibióticos, inclusive em pomadas. Se, por um lado, isso salvaguarda a saúde da população, por outro, a faz refém de um sistema de saúde precário, ineficiente e, até, criminoso. Quem não conhece uma história onde se tenha um exemplo da ineficiência do SUS, na qual o sofrimento foi longo, o quadro se agravou, deixando graves sequelas ou até casos de morte?
"Esperando, esperando, esperando,..."
Vejam este meu: uma vez, eu estava com mal estar, a garganta bem inflamada e um início de infecção que ameaçava passar para o ouvido. Como não podia comprar o antibiótico, fui ao pronto socorro no fim da tarde, onde uma médica me atendeu e me disse que não era prudente já começar com antibiótico pesado e me receitou apenas um outro mais suave e analgésico e anti-inflamatório. Caso o quadro não melhorasse, era para eu voltar no dia seguinte. Fui, como já esperava, piorando até acordar de madrugada com uma dor incrível e meu tímpano latejando, até se romper e vazar. Fiquei surdo desse ouvido por um mês.

Mas eu pergunto: quais os motivos para tanta proibição com relação a medicamentos e apenas avisos que só alertam (sem eficácia) para as nocividades do álcool e cigarro? Estes não deveriam ser proibidos ao invés de controlados? O livre arbítrio para decidir se automedicar não deveria ser o mesmo que dão aos que querem se destruir em fumo e bebida?
Cada um tenta livrar o seu.
Se começarmos a conjecturar, vamos trombar em mais uma ‘Teoria da Conspiração’, na qual muitos interesses escusos vêm à baila. As máfias dessas drogas (cigarro e álcool), por motivos óbvios: LUCROS E PREDOMINÂNCIA. A das drogas (medicamentos), por motivos inconfessáveis: LUCROS E PREDOMINÂNCIA.

Pensam que estou sendo irônico? Analisem e reflitam:

- as autoridades se mostram incapazes (ou coisa pior) em coibir o comércio de cigarro e álcool; logo, isso gera cada vez mais e mais doentes e dependentes dos medicamentos propositadamente pouco eficazes que a indústria farmacêutica joga aos montes no mercado.

- e já que elas proíbem o livre acesso das pessoas aos medicamentos que as pessoas querem ou mesmo acreditem precisar, o povo fica à mercê de erros médicos que são bem mais comuns e nocivos que os problemas gerados pela automedicação.

Vejam estes números:

CAUSA MORTIS
Automedicação:   20.000/ano (Brasil)
Álcool:           2,5 milhões/ano (Mundo)
                             35.000/ano (Brasil)
Drogas:              260.000/ano (Mundo)
Erro médico:      225.000/ano (EUA)
                             78.000/ano (Austrália)
Suicídio:            1 milhão/ano (Mundo)
Cigarro:      3 a 5 milhões/ano (Mundo)

E observem que eu não incluí mortes por dengue e malária, que estão na casa do milhão (e já poderiam ter sido erradicadas ou postas sob rígido controle) e também não citei os sequelados pelos erros médicos. Bastaria boa vontade dos “donos do mundo”, coisa que nunca terão com o povinho. Este precisa ser bovinamente conduzido e explorado para mantê-los no topo.

Tanto há para se dizer e debater, mas só consigo finalizar desta forma: o único direito que os grandes corruptores, parasitas do mundo, nos permitem é sobreviver dentro dos parâmetros por eles criados: parâmetros escravagistas. A vida que nos é permitida se resume na frase que Dante Alighieri disse estar na entrada do inferno: DEIXAI, Ó, VÓS QUE AQUI ENTRAIS, TODA A ESPERANÇA!”.

FAB29

2 comentários:

  1. Falta de médicos e imperícia, falta de leitos, diagnósticos errados, demoras de atendimento etc também matam. E agora?!

    Cobalto

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    1. Se depender deles, nem agora, nem nunca.
      Afinal, eles batalharam tanto (e continuam) para a coisa chegar a este ponto.

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