Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Albino Luciani

Amigos e amigas.
As odiosas e obscuras circunstâncias que precederam e sucederam a morte do Papa João Paulo I nunca deixarão de causar espécie, visto que a tergiversação vaticana é imperiosa. Por exemplo: a wikipedia mostra quase nada da história do principal personagem dessa excrescência, o Cardeal Villot (http://pt.wikipedia.org/wiki/Jean-Marie_Villot)
A pressa em "limpar a cena do crime" assemelha-se à do assassinato de PC Farias, braço direito do ex-presidente Collor, e à do 11 de setembro. Ou seja, é praxe em situações assim.
Para re-esquentar o assunto,  mostro um trecho da investigação de David Yallop sobre ele.
FAB29

"Depois de quase três anos de investigação, David Yallop escreveu em seu livro In God’s Name (Em nome de Deus, 1984) que as circunstâncias precisas relacionadas ao descobrimento do corpo de João Paulo I ‘expressivamente demonstram que o Vaticano praticou uma campanha de desinformação’. O Vaticano disse uma mentira atrás da outra: ‘Mentiras acerca de pequenas coisas, mentiras acerca de grandes coisas. Todas estas mentiras tinham um único propósito: disfarçar o fato de que Albino Luciani, o Papa João Paulo I, havia sido assassinado.’ O Papa Luciani recebeu a pétala de uma palma do martírio devido a suas convicções.”
A Irmã Vicenza.
 A Irmã Vicenza encontrou o Papa João Paulo I morto aproximadamente às 4h45min, em 29 de setembro de 1978, e o Secretário de Estado, Cardeal Villot, obrigou-a a manter-se em silêncio, impondo-lhe um juramento de silêncio para encobrir todo o assunto. Do mesmo modo, os secretários foram proibidos de falar sobre os eventos sem a autorização do Cardeal Villot. Uma pessoa fidedigna comunicou pessoalmente ao Padre Sáez que a Irmã Vicenza havia dito: “Mas o mundo inteiro tem que saber a verdade.
A Irmã Vicenza disse duas informações contraditórias sobre o estado em que ela encontrou primeiro o Papa João Paulo I. Segundo suas estupefatas palavras a um grupo de sacerdotes franceses, naquela manhã ela o havia encontrado morto em seu banheiro. Em outro informe (sem dúvida, arranjado pelo Cardeal Villot) a Irmã Vicenza disse que entrou no quarto e encontrou o Papa sentado em sua cama “com uma expressão de agonia” antes de sua morte. Esta discrepância é muito importante. Se for determinado que a Irmã Vicenza encontrou o Santo Padre morto no banheiro, ainda em suas vestimentas papais, isto indicaria que o Papa João Paulo I morreu pouco tempo depois de seu ‘brinde’ com o Cardeal Villot na noite de 28 de setembro de 1978.

O Cardeal Villot, nas horas que se seguiram ao assassinato de João Paulo I
David Yallop reconstruiu as ações do Cardeal Villot e pinta um quadro muito assombroso. Foi informado que às 5h da manhã, o Cardeal Villot confirmou a morte do Santo Padre. Os óculos do Papa, suas pantufas e testamento desapareceram; ‘nenhum destes objetos jamais foi visto de novo’. Houve especulação de que pudesse ter havido vômito sobre as pantufas, o qual, ao ser examinado, pudesse identificar que um veneno foi a causa de sua morte.
O Cardeal Villot (ou um ajudante) telefonou aos embalsamadores e foi enviado um carro do Vaticano para trazê-los. Incrivelmente, o carro estava na porta dos embalsamadores às 5 horas da manhã! Entretanto, o que aconteceu na hora seguinte é um mistério.
Cardeal Jean-Marie Villot
Não foi senão às 6h da manhã que o Dr. Buzzonati (não o Professor Fontana, chefe do serviço médico do Vaticano) chegou e confirmou a morte, sem fornecer um atestado de óbito. O Dr. Buzzonati atribuiu a morte a um infarto agudo do miocárdio (ataque de coração).
Por volta das 6:30h, Villot começou a informar a notícia aos cardeais, uma hora e meia depois que os embalsamadores haviam chegado! Yallop nota que, para o Cardeal Villot, os embalsamadores tiveram prioridade antes dos cardeais e do chefe do serviço médico do Vaticano.
Após as 18:00h dessa noite, os apartamentos papais haviam sido lavados, limpos e polidos totalmente. Yallop escreve que os secretários empacotaram e levaram toda a roupa do Papa, incluindo suas cartas, anotações, livros e um pequeno punhado de recordações pessoais.
Às 6 horas da manhã, todos os quartos dos apartamentos papais haviam sido completamente esvaziados de qualquer coisa remotamente associada ao Papado de Luciani.
Villot fez os acertos para que o embalsamamento se fizesse naquela noite, um procedimento tão pouco usual como ilegal. Por que a pressa? Também foi informado que, durante o embalsamamento, se insistiu que nada de sangue fosse drenado do corpo, e nenhum dos órgãos, tampouco, deveria ser removido. Yallop nota que ‘uma pequena quantidade de sangue haveria sido mais que suficiente para que um perito médico estabelecesse a presença de qualquer substância venenosa.
Um álibi para o Cardeal Villot.
Como o livro “Em nome de Deus” (mais de 5 milhões de cópias vendidas) atraiu a atenção mundial, surgiu uma campanha de desinformação em 1984, para desacreditar as conclusões de David Yallop. Em um artigo noticioso que cita o Padre Giovanni Gennari (na tentativa de defender a Cúria contra as acusações da investigação jornalística de David Yallop), o Padre Gennari declarou: “O predecessor de João Paulo II equivocadamente tomou uma overdose de tranquilizantes... Depois de sua conversação com o Cardeal Villot, o Papa (João Paulo I) se equivocou com a dose que deveria tomar.” (Ouest-France, recorte de notícia sem data, Julho de 1984). O mesmo artigo repete uma declaração feita pelo Cardeal Villot em 1978, seu álibi:          
 Villot: “O que ocorreu foi um trágico acidente. O Papa inadvertidamente tomou uma overdose de seu medicamento. Se fosse feita uma autópsia, obviamente seria indicada esta fatal overdose. Ninguém acreditou que sua santidade não o havia feito acidentalmente. Alguns alegaram suicídio, outros, assassinato. Foi concordado que não haveria uma autópsia.
Assim o álibi do Cardeal Villot foi que o Papa João Paulo I tomou uma overdose de seu próprio medicamento para pressão arterial baixa (Effortil). Este álibi intencionalmente deu lugar à especulação de suicídio, tirando a atenção da verdadeira causa da morte de João Paulo I: haver sido envenenado por um membro da Secretaria de Estado (departamento do Cardeal Villot).

O Papa João Paulo I tinha boa saúde.
Segundo o Dr. Buzzonati, a causa da morte do Papa João Paulo I foi um ataque de coração. Quanto a esta suposição ‘ataque de coração’ a sobrinha de João Paulo I afirmou:
Em minha família, quase ninguém acredita que foi um ataque de coração que matou meu tio. Ele nunca teve problemas cardíacos nem uma doença deste tipo.
(San Juan Star, 3 de outubro de 1978.)

Do irmão do Papa João Paulo I:
 O irmão de João Paulo, Eduardo, em uma atividade comercial na Austrália, informou que o Papa havia recebido um relatório de boa saúde há três semanas atrás. Desde criança até jovem sacerdote, ele teve uma saúde frágil, mas não havia notícia alguma sobre problemas cardíacos.
 (San Juan Star, 9 de outubro de 1978.)
 Da Revista Time (9 de outubro de 1978):
 Para uma idade mais prematura, uma morte tão súbita teria provocado suspeitas profundas: “Se este fosse o tempo dos Bórgias” - disse um jovem professor em Roma – “haveria histórias de que João Paulo foi envenenado.
 Mas o Vaticano contestou que tais alegações eram “irresponsáveis".
(San Juan Star, 18 de outubro de 1978.)
Evidência suficiente para qualquer corte no mundo.

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