Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


terça-feira, 14 de outubro de 2014

Só comprovando...

Amigos e amigas.
Só para rapidamente comprovar, reforçando o que me disseram certa vez. Vejam isto. Os vermelhos sublinhados em caixa alta são meus:

"SCHINDLER'S ARK: Schindler's Ark (released in America as Schindler's List) is a Booker Prize-winning novel published in 1982 by Australian novelist Thomas Keneally, which was later adapted into the highly successful movie Schindler's List directed by Steven Spielberg. The United States version of the book was called Schindler's List from the beginning; it was later re-issued in Commonwealth countries under that name as well. The novel was also awarded the Los Angeles Times Book Prize for Fiction in 1983.
The book tells the story of Oskar Schindler, a Nazi Party member who turns into an unlikely hero by saving 1,200 Jews from concentration camps all over Poland and Germany. It is a Historical fiction which describes actual people and places with fictional events, dialogue and scenes added by the author. Keneally wrote a number of well received novels before and after Schindler's Ark, however it has since gone on to become his most well-known and celebrated work"
Tradução minha:
"A ARCA DE SCHINDLER: A arca de Schindler (lançada nos EUA como "A lista de Schindler") é  um romance vencedor do Booker Prize [N.T.- um prêmio literário concedido anualmente para um romance publicado por um cidadão britânico, irlandês ou da Commonwealth] publicado em 1982 pelo romancista australiano Thomas Keneally, que mais tarde foi adaptado para o filme de grande sucesso "A lista de Schindler", dirigido por Steven Spielberg. A versão estadunidense do livro foi chamada "A lista de Schindler" desde o início e mais tarde foi reeditada nos países da Commonwealth sob o mesmo nome. O romance também foi premiado com o Los Angeles Times Book Prize por FICÇÃO em 1983.
O livro conta a história de Oskar Schindler, um membro do Partido Nazista que se tornou um herói improvável por ter salvo 1200 judeus de campos de concentração por toda a Polônia e Alemanha. Ele é uma FICÇÃO HISTÓRICA que descreve pessoas e lugares reais com acontecimentos, diálogos e cenas ficcionais acrescentadas pelo autor. Keneally escreveu uma série de romances bem recebidos antes e depois de "Schindler's ark"; no entanto, desde então, passou a ser seu mais conhecido e celebrado trabalho".

Ou seja: milhões de pessoas continuam até hoje a crer que o hollywoodiano "A lista de Schindler" é um retrato fidedigno da II Guerra, a História, exatamente como ela ocorreu. Assim, se enternecem, recomendam e passam a todos os que não o assistiram (especialmente seus filhos) essa ideia distorcida dos fatos.

A jogada mais genial de tudo isso é o fato que destaquei no texto. Por ter sido registrado como FICÇÃO, não pode ser processado por deturpar a verdade dos fatos, visto que este tipo de edição é totalmente livre para extrapolar todos os limites da imaginação. E, para coroar,... SILÊNCIO TOTAL sobre o fato dele ser uma ficção, mantendo a ideia na oligofrenia coletiva do livro ser um registro histórico. Até a viúva do infeliz herói o desancava (http://fab29-palavralivre.blogspot.com.br/2014/03/dumb-schindler.html)

Casos semelhantes, vemos em outras excrescências hollywoodianas sobre o tema: "A vida é bela!", do 'ixperto' Roberto Benigni; "Bastardos inglórios", do grotesco Tarantino, com o queridinho Brad Pitt; "Operação Valquíria", do domesticado Bryan Singer, com o "facinho, facinho" Tom Cruise; e por aí se vai. Esses dois últimos utilizaram dois atores-chamarizes bem fortes para chamar a juventude e a mulherada ao assunto, direcionando-os aos interesses escusos do status quo nefasto.

Juntam-se a esses exemplos filmográficos, obras literárias do mesmo desnível sobre o tema: "O anjo na cerca", do desinfeliz Hermann Rosenblat; "Sobrevivendo com lobos", da pilantra Misha DeFonseca; "Fragmentos", do charlatão (também não era judeu, como Misha) Benjamin Wilkomirski; e dezenas de outras pérolas. Sobre o falsário Wilkomirski, vejam o afago que fizeram nele, apesar de tudo (Fonte: http://citadino.blogspot.com.br/2014/10/embustes-literarios-sobre-o-holocausto.html):

Arthur Samuelson (editor): Fragments «é um belo livro.(...) Só seria uma fraude se fosse classificado como ensaioEu não hesitaria em republicá-lo, na categoria de ficção. Talvez não relate a verdade – e nesse caso, o escritor ainda é melhor!» 

Carol Brown Janeway (organizadora e tradutora do livro): «Se se concluir (...) que as acusações se confirmam, então o que está em questão não são fatos empíricos e verificáveis, mas fatos espirituais sobre os quais há que meditar. Haveria que fazer uma verificação da alma, mas isso não é possível.» 

E há mais. Israel Gutman é diretor do Yad Vashem, o museu israelita do Holocausto, e titular da cadeira do Holocausto na Universidade Hebraica. Também esteve em Auschwitz. 

Segundo ele, «não é assim tão importante» saber se 'Fragments' é uma falsificação. Wilkomirski escreveu uma história que vivenciou profundamente; a verdade é essa (...) Não é um impostor. É alguém que vive essa história com grande profundidade de alma. A dor é autêntica.» 

Ofensivo e asqueroso! E nunca nos esqueçamos da pobre arrastadora de correntes Anne Frank, condenada, com seu insosso diário insidiosamente adulterado, a ser um baluarte de tanta podridão (http://fab29-palavralivre.blogspot.com.br/2013/08/deixem-anne-frank-em-paz.html).

No frigir dos ovos, resta-nos o mau cheiro.
FAB29

4 comentários:

  1. 15 dia outubro deveria ser comemorado com feriado, desfiles, família reunida e bandas.

    Parabéns, meu caro colega e professor Fabiano.

    Uma sincera e singela homenagem prestada no meu blog:

    http://desatracado.blogspot.com.br/2014/10/poder-educativo.html

    Abraços, Cobalto

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Muito grato, caro amigo.

      Felizmente, sabemos que viver é aprender. Por isto, sou muito mais aluno que professor. E adoro este fato.

      Abraços.

      Excluir
  2. Felizmente não sou o único a pensar fora da caixa! ótimo texto FAB!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Se você viajar pelo meu blog e blogs à direita da página, verá que muitos pensam e agem fora dessa caixa. Alguns, com toda a propriedade.

      Bem vindo, caro Poeta.

      Excluir