Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Quanta "justissa"!

Amigos e amigas.
Assisti certa vez no canal BAND NEWS uma reportagem onde gerentes de hotéis em Ouro Preto, Minas Gerais, entraram na justiça contra as repúblicas por estas fazerem promoções "desleais" em épocas chaves como o carnaval e, com isto, reduzirem seus lucros. Um gerente disse que a sua taxa de ocupação chega a cair para 40% por conta dessas promoções e se diz que a rede hoteleira deixa de ganhar cerca de R$ 1 milhão de reais.

E eu pergunto: E DAÍ?! Desde quando república é fora da lei?! Desde quando a disputa por clientes através de promoções é crime?! Desde quando o "Quem pode mais, chora menos" virou caso de justiça?! Se fosse assim, ouvi dizer há muito tempo que existia no Rio de Janeiro um guaraná criado por um microempresário em uma pequenina fábrica "fundo-de-quintal" que fazia um sucesso tão grande que, naquela região, ele concorria "pau a pau" com a Coca-Cola. O que esta fez? Comprou a marca e extinguiu sua produção. Ela cometeu algum crime? Pra mim, não! Acho que é, sim, uma covardia, uma deslealdade, uma sem vergonhice, etc, por parte da gigante, mas é o "Quem pode mais, chora menos" em plena ação! Já ouvi dizer que o "Vick Vaporub" faz a mesma coisa para manter sua supremacia. Se for verdade, fazer o quê? Seria possível criminalizar tal ato? Pode ser interessante, mas acho dificílimo.

Mas voltando ao caso inicial, essas repúblicas precisam demais desse dinheiro que essas épocas especiais geram porque é com ele que elas conseguem reformar suas dependências que, nessa região de Minas, são patrimônios históricos e precisam constante e urgentemente de preservação. Algumas já conseguiram inclusive arrumar seus telhados, encanamento e pintar suas fachadas. Mas muitas delas precisam de bem mais para outras melhorias (fiação, geladeira, azulejos, etc). E isso tudo me enoja por dois motivos:

1º- Quem devia arcar com a preservação do patrimônio histórico de um país é o governo. E, neste ponto, o brasileiro é asquerosamente omisso, na melhor das hipóteses;

2º- Se a rede hoteleira vencer a queda de braço, mais uma vez o povo sairá perdendo pois será impedido da livre escolha por melhores preços e condições, sendo obrigado a se submeter ao cartel de hotéis.

E além do mais, aquele "um milhão de reais" que dizem que a rede hoteleira está DEIXANDO DE GANHAR está, por acaso, indo para as repúblicas? Duvido! Se for a metade, será muito. Afinal, se elas cobrassem o mesmo preço, não teriam nenhuma chance contra os hotéis. E novamente, pergunto, mesmo se ganhassem um milhão: E DAÍ?! O mais justo seria a rede hoteleira entrar na concorrência oferecendo preços melhores, facilidades e opções de alimentação, entretenimento, etc. Mas por que o "elefante" se rebaixaria à "formiga"?

Finalizando: mais uma faceta injusta da "justissa" prestes a se mostrar. E isso acontece em TODO O MUNDO quando se trata de uma disputa desse nível, onde o lado mais fraco sempre é obrigado a "se reduzir à sua insignificância". Só me resta torcer para que a JUSTIÇA prevaleça.
FAB29