Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


domingo, 23 de fevereiro de 2014

Sui generis

Amigos e amigas.

Certamente, todos conhecem casos cotidianos sui generis onde a mais simples solução, aquela que salta aos olhos, é relegada a segundo plano por N motivos, gerando situações engraçadas, estranhas, assustadoras, imbecis ou, até, catastróficas.

Nos idos dos anos de 1980, durante minhas aulas de Datilografia, Redação e Técnicas Comerciais, li um curto texto que muito me marcou. Remexendo meus alfarrábios, encontrei um pequeno trecho dele e me relembrei do todo. Não ipsis litteris, mas essencialmente. Ei-lo, só para variar um pouco:

Havia um feirante nos EUA cuja especialidade era laranjas. De dezenas de tipos. Era conhecido como "The OranJew" (No Brasil, seria algo como "O Laranjudeu"). Como era muito conhecido e querido e sua barraca, muito visitada (quase ponto de encontro), dezenas de seus clientes pediam para que ele descascasse muitas delas para comerem ali mesmo. Isso se tornou tão trabalhoso que ele resolveu comprar (bem a contragosto, óbvio) um descascador movido a pedal. Aliviou no começo, mas logo mostrou-se insuficiente pro enorme fluxo de pessoas.

Daí, resolveu deixar descascadas algumas dezenas de laranjas para não atrapalhar as vendas comuns. Mas isso atraía moscas e formigas, o que repelia os clientes. E a época do frio (que não é pequeno por lá) não ajudava em nada. Então, decidiu colocá-las em sacos de papel. Resolveu por um lado, mas as frutas logo murchavam pelo abafamento e tinham seu gosto alterado.

Vendo-se numa sinuca, pediu a um amigo para lhe arrumar saquinhos especiais que evitassem essa 'estufa', permitindo às frutas respirarem. Encontrou-os e, sem dúvida, resolveu também esse problema. Mas, obviamente, por ser um invólucro de alta tecnologia, o preço final do produto foi sensivelmente majorado e praticamente não vendia.

Após muito matutar, chegou à brilhante conclusão: "A melhor proteção para a laranja é a sua casca!" E contratou alguém para descascá-las na hora da venda.

Isso me remete a alguns "velhos deitados" sui generis:
'O pior cego é aquele... sem bengala';
'Em terra de cego, quem tem um olho... é ciclope';
'Há algo muito errado que não está nada certo'
'A fé remove montanhas, mas dinamite é mais eficiente'

E por aí vai. Afinal, o que é, é, não é?
FAB29