Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


quinta-feira, 3 de julho de 2014

Prepúcio, sim!

Amigos e amigas.
Sempre me perguntei se a circuncisão tem algo de útil, necessário, producente. Como tradição religiosa ancestral, não há nenhuma dúvida: é uma "marca de Deus". Mas fora isto, nada corrobora com sua prática. Vejam abaixo as funções do prepúcio, pele que cobre a glande peniana:

- Impedir a glande de se tornar queratinizada (endurecida, seca e sem flexibilidade), sustentando-a úmida e macia (impossível sem o prepúcio) e mantendo-a sensível;

- Proteger a glande de se ferir por descamação, escoriação, queimadura ou qualquer outro tipo de atrito que causasse sua insensibilização;

- Impedir a dispareunia (intercurso doloroso) masculina;

- Armazenar feromônios (hormônios capazes de despertar o desejo sexual, atraindo o[a] parceiro[a]) e liberá-los durante o relacionamento íntimo;

- Proteger a glande de queimadura por frio. Por ser bem vascularizado, o prepúcio recebe sangue suficiente para sustentar o calor local a baixas temperaturas;

Também em várias culturas religiosas, a mulher sofre clitoridectomia (extirpação do clitóris, algo semelhante à circuncisão). Mas qual seria o "objetivo dos deuses" nessas mutilações? Obviamente, nunca iria aparecer para que se pudesse identificar o[a] crente (ou infeliz); não melhora a virilidade; não o[a] torna mais "potente" (muito ao contrário) ou mais fértil. Estava lendo Zecharia Sitchin sobre os sumérios e os Anunnakis e lá apareceu uma explicação bem plausível: controle demográfico.

O objetivo dos deuses em retirar o prepúcio ou o clitóris de seus criados nada mais seria (além de deixar uma 'marca divina') do que inibir a libido para a prática sexual pelo simples prazer ou excitação, evitando a multiplicação desenfreada da espécie humana. Segundo Sitchin, Enlil (ou Yaweh) não aceitava tanto a adoração a outros deuses quanto a promiscuidade que geraria superlotação. Assim, tal controle possibilitaria outro controle: o produtivo, visto que o ser humano teria sido criado para trabalhar para os deuses, principalmente em minas, extraindo o ouro necessário à sobrevivência de seu mundo, Nibiru. Então, Enlil preferia uma quantidade determinada de criados que "durassem pouco tempo" (ao contrário do irmão Enki) e fosse rápida e constantemente substituída.

É esse tipo de coisa que me faz torcer o nariz para a adoração cega a tradições milenares. A evolução mental, o desenvolvimento espiritual e o progresso científico fazem com que a humanidade melhore exponencialmente a cada geração, tornando-a plenamente capaz de questionar e/ou melhorar as  ancestrais "determinações dos deuses" que poderiam ter suas lógica e necessidade à época, mas, sem sombra de dúvidas, após tantos milênios, caducaram, revelando-se simplesmente um capricho. Muito me dói ver que tantos se deixam levar por tradições canhestras e obrigam seus filhos ao mesmo destino, mantendo uma viseira estreita que impede que se vislumbre um horizonte de belas possibilidades e oportunidades que levariam todos a felizes existências.

Respeito às tradições. Mas primeiro, respeite-se o livre arbítrio. Quem quer seguir outras trilhas para si e sua família não pode ser tolhido. Nossa vida tem de ser exclusivamente nossa para que a dividamos com quem bem quisermos. Nascemos e morremos sós, indivíduos.
FAB29