Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


quinta-feira, 10 de julho de 2014

Ajudar, sim, mas...

Amigos e amigas.
Pegando uma dica do amigo Cobalto, aceitei expressar o que penso da celeuma criada por uma jornalista chamada Eliane Sinhasique ao responder às repetidas cartas enviadas por Renato Aragão, via UNICEF, pedindo sua doação ao Criança Esperança. Quem quiser lê-la ou relê-la na íntegra, postada pela própria autora, veja aqui:

A carta desabafo é de 2007 e continua atual, a despeito das mudanças nos valores. Nas dezenas de comentários no seu blog, a maioria a apoia das mais diversas formas e alguns a espinafram, chamando-a de oportunista e outras. Exceto por um tanto de notoriedade (bela bobagem!), não vejo o que mais ela ganhou para merecer ser detratada por aqueles poucos em seu blog. Penso que a coisa é simples: nós devemos, sim, fazer nossa parte e esta não consiste em apenas e tão somente votar, deixando para os 'nobres edis' decidirem e resolverem tudo.

A maioria do nosso povinho alienado, comodista, desdentado e apedeuta faz exatamente isso, ficando assim a reclamar, reclamar e reclamar, dizendo que nada neste país presta. Digo que realmente várias coisas não prestam por aqui, a começar desse povinho que se arvora no assistencialismo mais nefasto, barato, mesquinho, etc. Se ele exercitasse seu amor próprio, combatendo sua preguiça em todos os sentidos e dedicando-se à construção dos mais sublimes valores (família em primeiro lugar), deixaríamos para trás essa pecha de "Jeca-tatu", esse "Complexo de Vira-Latas", em apenas uma geração.

Sabedores que somos das atitudes ignóbeis, corporativistas, egocêntricas e tudo o mais contra a sociedade por parte dos mega empresários, super banqueiros e políticos, deveríamos desobedecer suas sutis ou não imposições, rechaçar suas ofertas diuturnas de entretenimento podre, ignorar suas convocações para ajudar o próximo (tipo Criança Esperança). Sim, eu também não apoio esse tipo de "iniciativa" pelo simples motivo que se arrecada muitos impostos para sanar gradativamente as mazelas da sociedade e há governantes de toda estirpe para aplicá-los onde se deveria. O grande porém está na honestidade dessa gente odiosamente corporativista e egocêntrica.

Além disto, eu pratico o "Pensar globalmente; Agir localmente". Na minha cidade (em todas, na verdade), não faltam problemas diários que necessitam de assistência. No máximo, podemos auxiliar uma cidade vizinha, caso a nossa esteja estabilizada (política da boa vizinhança). É a mesma coisa de cuidarmos da nossa própria casa, mantendo-a limpa e saudável e, conjuntamente, ficarmos atentos para que a vizinhança não destoe das normas de civilidade que seguimos.

Se isto fosse praticado sobejamente (em vários países o é, mas a brutal miscigenação os está desestabilizando), a base de uma vida digna seria solidificada e todos se agradariam dela, lutando para mantê-la e alastrá-la. No bojo dessas atitudes, incluiria-se a constante cobrança ao poder público para que este se prestasse às suas obrigações para com a sociedade. O parasitismo seria paulatinamente obliterado de nossa convivência. Tudo questão de boa educação e cultura desde os verdes anos.

Só para citar: uma vez, foi encontrado numa capital do Nordeste um enorme galpão lotado de doações de alimentos que políticos haviam desviado dessas campanhas de solidariedade. Tudo estava estragado e muito estava embalado tipo cesta básica para suas campanhas políticas. Naquelas enchentes há poucos anos em Santa Catarina, vários voluntários e até alguns profissionais da polícia e bombeiros foram pegos desviando vários donativos (roupas e comida) para si. Certamente, centenas de casos sórdidos como esses podem ser lembrados por cada um de nós relativos a essas campanhas que, essencialmente, são belíssimas e dignas de aplausos, mas não me dão nenhuma segurança.

Convido você a centrar seus esforços e seu bem querer naqueles necessitados que você vê na sua cidade, além de cobrar seus vereadores e prefeito para que invistam de fato nas melhorias dela. Associações de Moradores de Bairro são uma excelente opção para ações coordenadas e decisivas da sociedade. Invista nisto e propague tal ideia. Verá como as coisas evoluirão.

Boa sorte!
FAB29