Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Descentralizar o poder

Amigos e amigas.
Já muito falei e não me cansarei: poder central, mesmo em uma dita democracia, é o suicídio ou a homologação da escravidão de uma nação. Por isso é que afirmo que as eleições majoritárias (de deputado a presidente) deveriam ser abolidas. Seguem abaixo os meus motivos:

"Por minha família e minhas amantes!"
1- Os "representantes do povo" não o representam na prática, pois precisam representar prioritariamente aqueles que os financiaram. Já foi dito que o montante "investido" pelo candidato em suas campanhas muitas vezes chega a superar a soma de seus subsídios no mandato inteiro! Então, o povinho vira segundo plano. Se tanto...;

2- Eles se encastelam e o acesso a eles é imensamente dificultado pela distância ou pela quantidade de assessores, seguranças e aspones os blindando;

3- Cada região elege apenas alguns candidatos, o que torna a representatividade deles mínima. Eles não têm força para decidir nada em prol da sua região. Sendo minoria absoluta, suas ideias e intenções, por melhores que sejam, trombam em interesses escusos e "outras prioridades" determinadas pelos seus financiadores de campanha. Então, precisam criar alianças, ceder alguns pontos, aceitar outros, enfim, subverter seus ideais, chegando a perverter sua moral ao se ver obrigado a silenciar para certos aspectos imorais de bastidores;

4- Somando-se a tudo isso, há tempos, temos a malfadada e famigerada URNA ELETRÔNICA, o Santo Graal dos corruptores no quesito eleição. Quando era urna comum e voto de papel, fraudar as eleições já era possível, mas dava um trabalhinho razoável, não surtia muito efeito e os resultados não eram todos os desejados. Mas agora?! Qualquer especialista em informática burla tal "inviolável e 100% segura" urna eletrônica dançando xaxado! Ou seja, toda a mise-en-scène das campanhas, as pesquisas, o sobe-e-desce, show da democracia, expectativa para o resultado final,... tudo virou o Circo do Cobalto, onde o palhaço está na plateia, pagando.

Em suma: cargos majoritários são apenas para institucionalizar o escoamento de recursos públicos, cabide de empregos e supremacismo torpe.

Já as eleições para vereadores e prefeito são corretas e devem continuar a existir. Esses políticos são moradores da cidade, trabalham nela, são razoavelmente conhecidos, muito mais acessíveis e podem ser cobrados quase diariamente nas ruas. E se cada bairro formar com seriedade sua associação, com presidente, vice, secretário, etc, para anotar os problemas dele e encaminhá-los à prefeitura e câmara, cobrando-os diuturnamente, tudo melhoraria exponencialmente em um único mandato, bastando manter o ritmo para o progresso engatar uma terceira e deslanchar.

Minha ideia para essas eleições municipais:

1- Votação às antigas: papel e urna comum;

2- O voto teria código de barras que seria lido e registrado com o número do candidato, exatamente como ocorre com os volantes de loteria. Vejam o exemplo: vamos supor que a cidade de São Paulo tivesse 7 mil candidatos e você quisesse votar no número 6452. Então, você marcaria assim:


Se você quisesse votar no candidato número 5, o voto seria assim:


E assim por diante. Qualquer rasura, igual em gabarito de vestibular, o voto seria anulado. Bastariam algumas aulas e treinos para que todos, incluindo analfabetos, aprendessem a votar sem problemas. Portadores de deficiências teriam dia e locais especiais para votar.

3- Os votos ficariam à disposição do TME (Tribunal Municipal Eleitoral) para uma possível necessária recontagem manual.

Aposto que a votação não precisaria ser obrigatória (como é na "democratura" brasileira). A esmagadora maioria iria votar de bom grado e aprenderia a importância de se participar da vida política ao ver que suas cobranças surtiriam muito mais efeito em suas vidas sem os inoperantes, custosos e cheios de vícios congresso nacional e câmaras estaduais. Evidente que a cobrança seria bilateral: o povinho seria educado a cumprir todas as suas obrigações para poder usufruir de todas as benesses inerentes à sua condição de cidadão.

Ideia posta. Opiniões lúcidas e construtivas, à vontade.