Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Que doce mulher!...

Amigos e amigas.
Não penso que o artigo abaixo da psicopedagoga Laura Gutman seja polêmico. Ele é puramente DEGENERADO! Abrandar as atitudes de pedófilos e pederastas significa avalizar toda e qualquer vilania! Qual será a origem de tal deturpação moral dessa senhora?
Para mim, roubar alguém ou uma casa é algo imensamente menor que abusar de crianças. Logo, quem aliviar para os malditos supracitados, não reprovará assaltos.
Deem uma lida e expressem-se.
FAB29

A sistematização do abuso sexual em crianças
Abusos não são cometidos por pessoas de mente atormentada. Não. Nós somos como a maioria das pessoas, um pouco mais famintos e um pouco estranhos porque, afinal de contas, tudo o que fazemos é tentar nos nutrir, mas de um modo desajeitado e estúpido.

Adultos se apaixonam por uma criança carente, sozinha, desamparada e que inspira ternura. Por quê? Porque essa criança faz lembrar a criança que fui: tímida, carente e à deriva. Essa criança tem sobre nós uma atração automática. Queremos protegê-la e amá-la de alguma forma. Qual é o problema? O problema é que estamos totalmente imaturos. Por quê? Porque não fomos amados durante nossa infância, nem cuidados, nem protegidos, nem amparados. Nós crescemos esperando obter amor alguma vez. Então nós crescemos. Mas a nossa capacidade emocional estagnou naquela espera. Vivemos em um corpo adulto, mas temos as emoções organizadas como se fôssemos crianças famintas.

O que acontece conosco quando interagimos com uma criança doce? Queremos devorá-la! Como a devoramos? Nós a tocamos, a acariciamos, a abraçamos, nos esfregamos nela. Compramos presentes. A confidencialidade partilhada, um segredo guardado entre ambos como um grande tesouro e os pequenos momentos de encontro são vividos - na nossa emotividade infantil - como um momento sublime.

Mas talvez não percebamos que estamos fazendo algo de errado? Depende. Podemos ver que é uma relação socialmente reprovável. Mas, honestamente, é reprovável que nossa infância tenha sido horrível, ninguém ter cuidado de nós, ou até mesmo que a única pessoa que cuidou de nós tenha nos dado a mesma forma de abuso. Então? O que é certo e o que é errado? Do nosso ponto de vista de adultos com emocional de criança... apenas tentamos satisfazer nosso vazio.

Mas como estamos a discutir algo tão alegremente, sem levar em conta as repercussões terríveis do abuso sistemático em uma criança? É claro que as consequências são terríveis. Mas precisamos entender a dinâmica completa com a lógica que a sustenta, se nos interessa deixarmos as instâncias cotidianas de dominação. Porque rasgar nossas vestes proclamando que o abuso sexual é horrível e inumano e todos os estupradores têm que ir para a cadeia é certo, mas é inútil. Vamos olhar para a realidade.

Muito mais assustador é o desamparo cotidiano e invisível em que vivemos com crianças abusadas e que nos obriga a entrarmos em qualquer alcova que encontramos, à procura de amor. Então, quando nos tornamos maiores, podemos recordar o abuso sexual como uma experiência terrível, mas não teremos consciência da entrega de nossa mãe ou quem tinha que nos cuidar. Pelo contrário, nos tornaremos os maiores defensores daqueles que nos jogaram na cova do leão.
Laura Gutman