Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Papa Leão XIII e a Liberdade de Expressão

Amigos e amigas.
A liberdade de expressão é legítima e salutar, desde que seja limitada, regrada, subordinada à verdade e ao bem comum. Muitos a confundem com o "direito de mentira, de calúnia e de venalidade", dito por Plínio Salgado, em seu "Código de Ética Jornalística" de 1936. Muitos praticam isso e devem pagar proporcionalmente ao que tais atos fomentam.

Muitos a banalizam tanto que acham certo o direito à blasfêmia (vide Charlie Hebdo, p. ex), solapando um mínimo de ética que se faz necessário no cotidiano tão multicultural em que estamos cada vez mais chafurdados. Sobre ela, o Papa Leão XIII, na Encíclica Libertas Praestantissimum (chamada Libertas), dada em Roma a 20/07/1888, disse com toda a propriedade. Os destacados são meus:
Leão XIII
"Digamos agora algumas palavras a respeito da liberdade de exprimir pela palavra ou pela imprensa tudo o que se quiser. Se essa liberdade não for justamente temperada, se ultrapassar os devidos limites e medidas, desnecessário é dizer que tal liberdade não é seguramente um direito.

O direito é uma faculdade moral, e, como dissemos e como não se pode deixar de repetir, seria absurdo crer que essa faculdade cabe naturalmente, e sem distinção nem discernimento, à verdade e à mentira, ao bem e ao mal. A verdade e o bem há o direito de os propagar no Estado com liberdade prudente, a fim de que possam aproveitar ao maior número; mas as doutrinas mentirosas, que são para o espirito a peste mais fatal, assim como os vícios que corrompem o coração e os costumes, é justo que a autoridade pública empregue toda a sua solicitude para os reprimir, a fim de impedir que o mal alastre para ruína da sociedade.

Os extravios do espírito licencioso que, para a multidão ignorante, se convertem facilmente em verdadeira opressão, devem justamente ser punidos pela autoridade das leis, não menos que os atentados da violência cometidos contra os fracos. E essa repercussão é tanto mais necessária, quanto é impossível ou dificílimo à parte, sem dúvida, mais numerosa da população precaver-se contra os artifícios de estilo e sutilezas de dialética, principalmente quando tudo isso lisonjeia as paixões.

Concedei a todos a liberdade de falar e escrever, e nada haverá que continue a ser sagrado e inviolável; nada será poupado, nem mesmo as verdades primárias, esses grandes princípios naturais que se devem considerar como um patrimônio comum a toda a humanidade. Assim, a verdade é, pouco a pouco, invadida pelas trevas e, o que muitas vezes sucede, estabelece-se com facilidade a dominação dos erros mais perniciosos e mais diversos. Tudo o que a licença, então, ganha, perde a liberdade; pois ver-se-á sempre a liberdade crescer e consolidar-se à medida que a licença seja mais refreada."

Iluminadas palavras!
FAB29

4 comentários:

  1. É uma assunto perigoso a liberdade de expressão devido a tensão para manter o equilíbrio entre a liberdade de se expressar e a calúnia dirigida para a destruição.

    Sempre a transparência é a regra para ficar claro que uma crítica se dirige a alguma correção para o bem geral e não qualquer coisa fora disso.

    Por exemplo, o caso do Charlie Hebdo, com tiras e escárnio gratuito, na maioria das vezes, nada se esclarece e se dissemina a antipatia e o ressentimento, mas, por outro lado, se o jornal fizesse, ao invés, uma análise transparente e em mão dupla em diálogo aberto com o objeto da crítica, no caso, representantes muçulmanos imparciais, as diferenças iriam ser expostas na medida mais aproximada do possível, se o malefício das faltas, sejam omissões ou invenções, e a situação ficaria mais transparente e possível de continuar um diálogo para a melhoria geral.

    Nitidamente se percebe que o jornal Charlie Hebdo é só um veículo de incitação ao tumulto e balbúrdia.

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    1. Tudo isso que disse me faz admirar mais ainda as palavras do Papa Leão XIII, que avisam desse necessário equilíbrio.

      Você já deve saber que a Charlie Hebdo foi comprada alguns dias antes do "atentado" pelos Rothschild, certo?

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    2. Não sabia disso... sabe em que veículos midiáticos essa notícia foi veiculada?

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    3. À la carte:

      https://www.google.com.br/?gws_rd=ssl#q=charlie%20hebdo%20rothschild

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