Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


terça-feira, 30 de junho de 2015

Viva o bairrismo!

Amigos e amigas.
Tantas palavras simples e comuns foram transformadas com o tempo em termos pejorativos devido a situações e necessidades específicas, associações indevidas ou imposições. Posso citar os exemplos:

Sinistro significa 'canhoto'. Mas, na época da Inquisição, quando a Igreja precisava "detectar o Mal, o Demônio", ela passou a dizer que 'ele' se manifestava nos sinistros e era por isso que eles tinham essa 'distorção' de não usar a 'mão correta'. Lembrando: se você tem um dia azarado, você "acordou com o pé esquerdo". Em contrapartida, 'destreza' (grande habilidade) vem de 'destro' (quem usa a direita) e uma pessoa correta, preciosa, é 'direita'. A imposição dessa bobagem foi tamanha que, por séculos, se um bebê pegasse algo com a esquerda, os pais eram obrigados a ensiná-lo a não mais fazê-lo, sob pena de morte. Quantos de vocês (como eu) já ouviram histórias de pessoas que levavam reguadas da professora na mão esquerda sempre que "ousavam" pegar o lápis com ela? Isto no SÉCULO 20!

Puta significa 'pura, ingênua', além de ser o nome de uma deusa romana da agricultura (abaixo de Ceres) que presidia a poda das árvores. Mas na época do Brasil Colônia (dos "coronéis"), quando chegavam "novas aquisições" ao bordel (em geral, "mocinhas" ou "putinhas"), o 'coronel' era avisado para 'fazer uma visitinha, conhecer, escolher, ser o primeiro'. Naturalmente, elas passavam a ser a sensação do local e pagavam o preço por essa notoriedade. As madames, esposas dos 'bam-bam-bans', as execravam e associaram 'puta' com 'prostituta'.

Mas o motivo desta postagem é sobre outro termo: BAIRRISMO. Ele é associado a pessoas egoístas, separatistas, que só pensam na sua turma, avessas a dividir informações, benefícios, enfim, pessoas indignas de viver em sociedade por sua postura restritiva. Essencialmente, bairrista é quem é afeiçoado ao seu bairro, sua comunidade, que quer tudo de bom a si próprio e a seus vizinhos. Então, pergunto: o que há de mal nisto? Qual o problema desse tipo de egoísmo? Tem alguma nocividade?

Manter um bom padrão é obrigação de todos
Vejamos o ditado: "Devemos pensar globalmente e agir localmente". É o que o bairrista faz. Raul Seixas disse: "O meu egoísmo é tão egoísta que o auge do meu egoísmo é querer ajudar." O bairrista também faz isso. Eu sou bairrista, sim! Sou contra priorizar a ajuda a outras regiões da cidade, estado ou país, relegando meu bairro a segundo plano (exceto se meu bairro tenha conseguido chegar a um nível de tranquilidade e satisfação que permita tal ajuda). Oras! Cada cidade tem seus políticos que têm a obrigação de zelar por seus munícipes, direcionando as arrecadações dos impostos às áreas mais necessitadas. E as cidades ainda recebem verbas do seu Estado, que recebe verbas da Federação. Tudo é mera questão de trabalhar o que possui e produz, investindo em todos os sentidos no desenvolvimento, principalmente no ser humano.

Não considero ser 'elitização' elevar o status do meu bairro, melhorando o nível das construções, a limpeza das ruas e praças, a conservação e refinamento do patrimônio público (postes, árvores, bancos de praça,...), etc. E daí que isso vai encarecer os lotes, aumentar o custo de vida local, limitar a entrada de pessoas que queiram morar lá? Quem quiser morar lá, que se adapte ao nível alcançado! Quanto mais segurança, facilidades, opções de lazer, trabalho, educação, etc, tanto melhor para se viver. E não se consegue isso sem grande e constante dedicação dos seus habitantes e grandes investimentos; e estes demandam mais investimentos na manutenção das benesses. Nesta equação, é natural que tudo se encareça.

As melhorias só vêm das atitudes dos moradores
Alguém vai querer me enganar dizendo que se deve socializar, facilitar cada vez mais o acesso de qualquer um que deseje se mudar pro seu bairro? Discordo! Qualquer um pode ir, contanto que se adapte ao status quo de lá. Vejam o que acontece o tempo todo nas periferias e nas favelas. Tal 'democratização' acaba gerando o que vemos o tempo todo em qualquer lugar do mundo que a permitiu: pobreza, violência, insegurança, mortes, sujeira, má qualidade nas construções e conservação do patrimônio, etc. Isto acontece por vários motivos, entre eles as disparidades de cultura, capacidade, tradições e intelectualidade. Que ninguém venha me acusar de qualquer tipo de preconceito racial ou social. Estou apenas ponderando que em NENHUM LUGAR DO MUNDO essa 'mistureba' deu minimamente certo. Isto é fato! Lamentável, mas "politicamente correto" às favas!

Até mesmo quando a poderosa Alemanha ocidental assimilou a oriental após a queda do Muro de Berlim, a coisa foi brava. Ela teve de assimilar todas as dificuldades e limitações econômicas da 'irmã', levando muitos anos para se equilibrar e equalizar tantas e tamanhas diferenças sociais. O que se vê hoje em dia por lá (e em muitos outros países europeus) é um país riquíssimo, mas enfronhado cada vez mais em convulsões sociais devido à imensa imigração que justapõe diversas culturas desarmônicas, religiões conflitantes, níveis sociais antípodas e intelectualidades díspares. Tudo isto limita o progresso, freia a evolução e fomenta a violência, a desunião e a desconfiança mútua. Como prosperar assim?

Concluindo: ser bairrista é a forma mais simples de se participar politicamente da construção, manutenção e progresso de sua cidade. Se você tiver uma "Associação de Moradores de Bairro", passe a participar dela mais ativamente, conclamando o maior número de vizinhos a fazer o mesmo. Nessas reuniões, podem (e devem) ser levados os problemas mais prementes que assolam sua comunidade para serem debatidos, procurando-se a melhor maneira de se solucioná-los. Chegando-se a um consenso, essas reivindicações precisam ser apresentadas aos vereadores e encaminhadas com urgência à prefeitura, cobrando-se diuturnamente de todos eles a maior presteza possível em suas realizações.

Se você não sair do seu comodismo, acreditando que sua única obrigação política é votar e o resto, deixar com seus "representantes", então, você merece suas carências e tudo o que os políticos não fazem por você. E se você crê que só deve se lembrar dos seus "representantes" quando precisar de alguma coisa ou favor particular, então, ratifico, friso e assino embaixo: VOCÊ MERECE!
FAB29 

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Máfia médica pró-câncer

Amigos e amigas.
Para corroborar com meu post sobre a indústria farmacêutica, apresento-lhes outra tradução que fiz sobre um gênio (mais um!) totalmente relegado ao ostracismo, quando deveria ser alçado a um dos maiores beneméritos da humanidade.
As pesquisas e realizações desse homem levariam a humanidade a um patamar de bem estar sem precedentes, coisa que os grandes parasitas jamais permitirão ao seu gado.
Leiam e constatem o quanto somos massacrados e alijados da saúde e da evolução.
FAB29

Em tempo: Vejam o início das melhores definições sobre câncer:
http://fab29-palavralivre.blogspot.com.br/2016/01/anti-cancer.html

O gênio em ação
E se alguém inventasse um dispositivo eletrônico que iria destruir os agentes patogênicos, bactérias e até mesmo vírus, sem efeitos secundários tóxicos? E se esse mesmo dispositivo pudesse acabar com o câncer, alterando o ambiente celular do câncer ou matando os vírus de câncer com um feixe eletrônico ou ultra sônico? Isto foi realizado anos atrás. O pesquisador que inventou e aperfeiçoou este dispositivo tinha um nome estranho: Royal Raymond Rife. Mas seus companheiros e colegas o conheciam como Roy Rife. 

A máquina Rife original, baseada em um oscilador de freqüência de rádio naval, evoluiu para o Tubo de Rife Ray. É a base de tecnologias abundantes que foram submetidas a ensaios e experiências bem sucedidas, uma vez que foi desenvolvida em 1930. Você acha que mais investigações sobre as descobertas de Rife teriam sido apoiadas e mais propagadas para o bem-estar de todos? E no primeiro foi. Mas adivinhem: a tecnologia de Rife foi reprimida pela máfia médica e muito pouco veio dela. Nada de novo aqui. 
A esperança estampada na primeira página
Como Funciona (basicamente)

Você já viu ou ouviu falar de cantores que poderiam destruir copos de vinho por atingir e sustentar a nota certa? Como um golpe de um diapasão realizado ao lado de outro do mesmo tom que não é atingido, mas vibra e faz um tom de qualquer maneira? Estes exemplos são visíveis de reciprocidade vibracional na gama sônica. A partir desta compreensão básica, Rife desenvolveu o que chamou a terapia de ressonância.

Imagine: se patógenos minúsculos têm freqüências de energia além da faixa sonora, se induzidas, fariam com que o agente patogênico viesse a implodir ou explodir. Isto, Rife chamou de Ressonância Oscilatória Mortal ou MOR. É a tecnologia dentro da arena de cura energética, mas mais no modo ocidental de desafiar patógenos com máquinas tecnológicas de exterior. Com um microscópio especial de sua própria criação, Rife foi capaz de observar e registar a MOR de diversos patógenos. 

Em vez de lidar com o campo vibracional do paciente, ou a energia chi do paciente, Rife usou energias de alta freqüência criadas por máquinas eletrônicas para alterar ambos os patógenos e seus ambientes. A diferença entre a viga mestra de Rife Ray e a radioterapia comum era de que apenas as freqüências específicas MOR de microrganismos direcionados tiveram respostas negativas.Todas as outras células ficaram ilesas. Esta é a essência da tecnologia de Rife.

Também está incluído em sua pesquisa observar a mudança de bactérias patogênicas e vírus em diferentes formas menos destrutivas. Ele estava entre um número crescente de microbiologistas e pesquisadores que haviam adotado o pleomorfismo como uma explicação da vida micro-orgânica. Pleomorfismo postula que a forma de vida de um micróbio patogênico se altera, possivelmente, muitas vezes.

Rife também notou mudanças no ambiente de tecidos ou sangue destes microrganismos mudados correspondentes. Isto levou à teoria de que a condição do meio dos germes, ou seja, no sangue ou tecidos, foi a causa da doença e não o germe. Rife fez observar as mudanças de pH em que hoje é chamado de campo ou terreno no ambiente hospedeiro do microrganismo, bem como sua associação com formação bacteriana / viral.

Ele considerou que as alterações de pH de campo influenciaram os microrganismos mutantes, levando-os a se tornar mais patogênicos ou mais benignos, dependendo do fator de pH. Este foi o precursor para a teoria do campo ou terreno como fonte de doença que muitos terapeutas holísticos agora abraçam sobre a teoria dos germes. Rife estava começando a perceber isso embora estivesse sendo capaz de matar os germes de muitas doenças com seu tubo de raios. 

Monomorfismo foi a teoria aceita na época, uma vez que a microscopia não foi capaz de observar a forma mutável de microrganismos. Esta re-reforçou a velha teoria dos germes e fez um monte de pessoas na medicina ocidental feliz por estar em sua profissão. O que foi normalmente observado com os microscópios da época eram simplesmente conchas de vírus mortos e bactérias.


Porque o sistema eletrônico de microscópios eletrônicos matava os minúsculos micróbios, microscópios eletrônicos foram incapazes de observar alterações pleomórficas ou o resultado da ressonância (MOR) correta, aplicada para a sua destruição enquanto vivos. Como é a natureza da doutrina aceita, especialmente quando há interesses monetários significativos, monomorfismo estava dentro e pleomorfismo estava fora!

Isto apesar do fato da satisfação dos defensores do pleomorfismo, o Microscópio Universal de Rife fez a observação das mudanças de formas de micróbios uma realidade. Fotos e filmes foram fornecidos para os cientistas que estavam abertos a isso, e, eventualmente, um par de cientistas proeminentes obteve acesso ao Microscópio Universal de Rife para observar o fenômeno em primeira mão, inédito. 

Primeiros Sucessos de Rife 

Royal Raymond Rife deixou os Estados Unidos depois da sua educação médica e treinou por seis anos na Companhia óptica Carl Zeiss, na Alemanha. O microscópio único e complexo que ele criou usava meios diferentes para dobrar luz do que os de óptica normais usavam ​​antes de sua invenção final, que ele chamou o Microscópio Universal. Essa conquista só lhe trouxe fama nos círculos internos da comunidade científica.
O microscópio revolucionário
No entanto, o objetivo desta invenção foi seu desejo de ver os microrganismos mais ínfimos vivos por tanto tempo quanto desejado, permitindo-lhe notar quando eles se desintegravam ou se alteravam a partir de uma forma de frequências ultrassônicas focalizadas. O Microscópio Universal habilitou Rife a registrar meticulosamente as frequências exatas, ou MOR (ressonância oscilatória mortal) para destruir patógenos diferentes, até mesmo vírus, que eram comumente encontrados no sangue e nos tecidos de muitas das doenças.

Durante a época de Rife, um vírus foi definido simplesmente como um microrganismo vivo demasiado pequeno para ser visto com um microscópio. Claro, seu microscópio exclusivo mudou isso. Com o seu espantoso poder de ampliação (31.000X), que alguns diziam poder ser impulsionado a duas vezes esse poder com iluminação especial UV, Rife foi capaz de observar os microrganismos se transformarem em diferentes formas, por vezes, chegando a 16, e se desintegrarem com a ressonância oscilatória mortal correspondente (frequência MOR).
Henry Timken Jr., o rico proprietário de Timken Roller Bearing Company tornou-se patrono de Rife, permitindo a ele manter a pesquisa independente, sem interrupção. Por gratidão para uma invenção que Rife tinha reduzido seus custos de produção, a Timken criou um laboratório em sua propriedade em San Diego, CA, para Rife pesquisar como ele desejasse com o melhor equipamento disponível.

Rife também foi introduzido ao Dr. Milbank Johnson, que era o chefe de uma junta médica regional e afiliada com o departamento médico da Universidade do Sul da Califórnia (USC). Dr. Johnson admirava e respeitava as ideias e engenhosidade de Rife. Como chefe de uma instituição médica regional, ele tinha influência política na comunidade médica em todo o país. Apoio do Dr. Johnson ao trabalho de Rife o habilitou a continuar a sua investigação sem diminuição por autoridade médica em toda a década de 1930.

Dr. Johnson ajudou na equipe de trabalho de Rife com um par de bacteriologistas eminentes que estavam interessados ​​em pesquisa do pleomorfismo: Dr. Arthur Kendall, da Universidade Northwestern, em Chicago, e Dr. CE Rosenow, do Rochester, Minnesota Mayo Clinic. Esses dois participaram com Rife usando seu Microscópio Universal para ver o que Roy Rife estava vendo para confirmar suas teorias.
Depois de experimentar infectar animais de laboratório e cura-los, Rife estava confiante de que sua pesquisa poderia agora se estender à vida real de humanos vítimas de câncer. Dr. Johnson configurou ensaios clínicos fora da escola de medicina da USC. Os resultados desses ensaios clínicos foram monitorados por uma equipe de médicos liderados pelo patologista Alvin Ford, MD.

Rife foi apresentado a 16 vítimas de câncer terminal atingidas por uma variedade de doenças malignas. A equipe de médicos da USC declarou que 14 dos 16 foram clinicamente curados no prazo de 70 dias. Os outros 2 levaram 20 dias a mais. Os tratamentos foram em curtas pausas com nutrientes para promover a eliminação linfática dos micróbios destruídos.

Em 1940, o Dr. Arthur W. Yale anunciou que Rife tinha descoberto uma técnica para curar o câncer de modo único e surpreendente que a medicina estava à beira de eliminar completamente a segunda maior causa de morte por doença na América! Infelizmente, Dr. Yale não tinha a última palavra.

O início da traição e da repressão

Qualquer ameaça à máfia médica com uma cura de câncer que não estivesse dependente de cirurgia da AMA ou drogas da indústria farmacêutica precisava ser abertamente desafiada pela multidão monomórfica, cuja teoria apoiava a cura através da remoção cirúrgica, radiação perigosa ou drogas venenosas. E a terapia de feixes de raio de Rife não era apenas para curar o cancro, mas para curar qualquer e todas as doenças, sem a utilização de cirurgia ou drogas!

Para cada Rife, havia muitos outros cujas carreiras foram ameaçadas por qualquer coisa fora de suas caixas de fluxo de dinheiro. Dr. Thomas Rivers foi um dos primeiros a atacar e ele estava fora do Instituto Rockefeller. Ele foi acompanhado pelo Dr. Hans Zinser, um microbiologista da Harvard Medical School. Eles declararam as teorias e técnicas de Rife como inúteis. Naturalmente, muitos outros no hábito de obediência à autoridade juntaram-se.

Mas este foi apenas o começo da caída de Rife em desgraça. Por volta de 1936, Rife percebeu que precisava formar uma empresa independente para produção de máquinas mais fáceis de manusear do que a monstruosidade em seu laboratório. Rife contratou um indivíduo que compreendeu a sua invenção e que demonstrou a capacidade de tornar dispositivos de Rife mais compactos, mantendo a sua eficiência. Aquele homem era Philip Hoyland, um engenheiro eletrônico / elétrico.

Rife, Hoyland e dois outros sócios formaram a Beam Ray Corporation, com a idéia de fazer e distribuir as máquinas para as clínicas e médicos. Logo, veio um médico que nunca havia praticado medicina, Morris Fishbein, um notório sicário na cura alternativa do câncer e chefe da AMA. Assim como ele fez com os outros que vieram com cura de câncer sem corte, queima ou uso de veneno, Fishbein fez um movimento para possuir e controlar a tecnologia de Rife em primeiro lugar.

Ele subornou Hoyland com US$ 10.000 para abrir um processo contra Rife, a fim de obter a empresa e incluir um agente de Fishbein no conselho de administração, enquanto excluía Rife. Dez mil era bastante naqueles dias! Contador de Rife o processou e ganhou em 1939. O litígio e a traição cobraram um pedágio emocional e financeiro sobre o cientista normalmente recluso e ele começou a beber.

Em seguida, o sórdido Fishbein decidiu que, se ele não pudesse ter a operação Rife, ele iria destruí-la. Este foi o MO de Morris Fishbein com outros que tinham surgido com curas alternativas de câncer, mas não lhe permitiram roubá-las virtualmente e, possivelmente, escondê-las. Ele usou sua influência maquiavélica para proibir os médicos de usarem a tecnologia de Rife e ainda confiscar os equipamentos

Um pequeno círculo de médicos na Califórnia continuou, apesar da pressão nacional, graças à proteção de uma pessoa médica politicamente poderosa, o mesmo Dr. Milbank Johnson, que estava sempre do lado de Rife. No entanto, o Dr. Johnson faleceu em 1944 e a AMA obteve o seu caminho para terroristas da máfia dos médicos!

De modo suspeito, após a morte do Dr. Johnson, muitos dos documentos dos ensaios clínicos da USC tinham desaparecido completamente. Não muito tempo depois, os investigadores suspeitaram que ele fora envenenado pouco antes de anunciar sucessos de Rife publicamente.

Os equipamentos foram confiscados, os laboratórios foram destruídos, um médico foi assediado ao ponto de desistir da profissão e outro foi reportado como tendo cometido suicídio! A esposa de outro médico teve um colapso nervoso, sendo forçada a receber terapia de choque durante dois meses em um hospital psiquiátrico. Máfia médica é um termo apropriado depois de tudo isso!

Terapia MOR de Rife em suportes de vida

Mais uma vez, Roy Rife fez outra tentativa de fabricação e distribuição de seus dispositivos Rife Ray Beam com a tecnologia para usá-los corretamente. Ele fez uma parceria com um engenheiro chamado John Crane, que havia incentivado Rife a continuar. Eles fizeram um pouco de agitação com ainda melhores designs, que eram mais fáceis de usar, por volta de 1960.

Mas, mesmo sem Fishbein, que foi forçado a se aposentar em 1954 por causa dos escândalos descobertos em 1953 pelo comitê AMA Fitzgerald do Congresso, o FDA tomou conta das atividades de assédio e confiscou os equipamentos de última geração de Rife e Crane.

Tudo isso, além da morte de sua amada esposa de mais de 30 anos, fez de Rife um homem quebrado. Em 1961, com a idade de 73, Roy Rife fugiu do país para o vizinho México. Rife tinha acrescentado Valium ao seu hábito de beber, mas ele conseguiu viver até 1971, quando morreu no México com a idade de 83. John Crane, mais tarde, explicou que Rife foi um grande pesquisador, mas não foi talhado para ser um lutador. No entanto, John Crane era um lutador experiente e franco.

Depois êxodo de Rife para o México, John Crane ainda tentou trazer a tecnologia de Rife para a apreciação do público, enquanto protestava contra a supressão de seus direitos constitucionais do estabelecimento médico. Ele foi indiciado criminalmente e julgado por acusações envolvendo praticar medicina sem licença. O processo do júri foi concebido para eliminar todos aqueles com algum conhecimento médico, especialmente cura alternativa, mantendo um médico AMA como o presidente dos jurados!

Rife apresentou, do México, um depoimento para apoiar a defesa de Crane, mas não foi sequer admitido. Falaram sobre obtenção por coerção! Crane foi condenado e sentenciado a 10 anos de prisão. Duas das três acusações contra Crane foram derrubadas mais tarde e ele foi libertado da prisão depois de cumprir 3 anos e 1 mês.

No entanto, mesmo após a sua libertação da prisão, Crane continuou seu trabalho subterrâneo e compilou e produziu um manual de 1000 páginas no design da máquina de Rife e seu uso, que sobreviveu após sua morte em 1995. Graças ao trabalho persistente de John Crane, a tecnologia de feixe de raios de Rife é usada para se manter vivo, mas apenas em suporte de vida.

Imagem relacionada
Os mafiosos não permitiram
Em 1986, Barry Lynes, autor de A cura do câncer que funcionou: 50 anos de supressão, um livro que narra a vida de Royal Raymond Rife e seu trabalho, enviou um artigo para cada membro do Congresso dos EUA e os funcionários e estudantes da George Washington University de escola médica como um último suspiro de esforço para investigar abertamente o trabalho de Rife sem viés. Nada, nem mesmo uma resposta, veio disso.

Atualmente, o sistema de suporte de vida para o trabalho de Rife é um grupo disperso de indivíduos orientados tecnicamente e médicos holísticos e alopáticos, conectando-se pela Internet em todo o mundo, especialmente na Europa. Eles estão segurando a tecnologia de Rife em conjunto, alguns até mesmo a usam, na esperança de que algum dia, ela vai ver a luz do dia para toda a humanidade.


terça-feira, 23 de junho de 2015

Brasil no BRICS

Amigos e amigas.
O economista Paulo Nogueira Batista Jr. foi escolhido para assumir a vice-presidência do Banco do BRICS, deixando seu cargo de diretor do FMI. Segue abaixo uma entrevista dele que extraí daqui. Conheça um pouco mais dessa novidade.
É uma boa esperança que se vislumbra nesse mar de usura em que a humanidade chafurda. Espero de coração que dê bons frutos, diferentes dos amargosos que hoje em dia temos de engolir.
FAB29
Resultado de imagem para paulo nogueira batista jr
Ex-diretor do FMI Paulo Nogueira
O brasileiro viaja nesta segunda-feira (15) para a Rússia onde, entre outros compromissos, participa de um painel na quinta-feira (18) no Fórum Econômico de São Petersburgo.
Sputnik: Como o senhor analisa a importância do bando dos BRICS, o que ele representa e como o senhor vê essa sua nova atribuição?
Paulo Nogueira Batista Junior: O banco dos BRICS, como ele é conhecido na imprensa, na verdade se chama Novo Banco de Desenvolvimento foi estabelecido pelos BRICS com o intuito de criar um novo canal de financiamento de projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável nos países em desenvolvimento em geral. Não é, portanto, um banco dos BRICS a rigor porque, pelo seu convênio constitutivo, ele já pretende estar aberto a outros países, inclusive países avançados que podem se tornar membros do Novo Banco de Desenvolvimento num segundo momento, juntamente com outros países em desenvolvimento.
S: Voltado exclusivamente para os países em desenvolvimento?
PNBJ: Os empréstimos serão apenas para países em desenvolvimento, nas áreas de infraestrutura e desenvolvimento sustentável, como eu vinha dizendo, mas é um banco que deve ser visto como aberto. Ele é aberto por estatuto, por convênio constitutivo a qualquer país membro das Nações Unidas e, uma vez que ele entre em operações, o que se espera que aconteça em janeiro do ano que vem, os países fundadores, que são os cinco BRICS, vão dividir, vão orientar a administração do banco, composta por um presidente e quatro vices, para definir, em detalhes, as condições de acesso para novos membros.
S: As informações que temos é que o Novo Banco de Desenvolvimento admitirá, como o senhor diz, novos membros, desde que eles tragam recursos para o banco. Procede esta informação?
PNBJ: Diferente do modelo que a China criou, liderado pela China, o AIIB, que terá sede em Pequim, o banco estabelecido pelos BRICS, inicialmente é um banco que trabalha com os cinco membros fundadores. O tratado que constituiu o Novo Banco de Desenvolvimento foi assinado em Fortaleza, em julho do ano passado. Este tratado foi negociado entre os cinco membros fundadores do novo banco. O outro banco de financiamento de infraestrutura para a Ásia seguiu o modelo de abrir a negociação do próprio estatuto, do próprio convênio constitutivo, para outros países, inclusive fora da Ásia. Então, o processo é diferente, mas os dois tem um ponto em comum: os dois bancos pretendem atrair membros de outros países. Para ser membro de uma instituição, o país precisa aportar recursos. Agora as condições, os montantes, isso vai depender de uma negociação entre os membros fundadores, mas também da negociação específica com cada país que queira considera entrar no banco a partir do ano que vem.
Poderosa união.
Sputnik: Ou seja, não haverá uma generalização, será estudado caso a caso.
PNBJ: Haverá regras gerais. Já existem, na verdade, alguns princípios gerais estabelecidos no convênio constitutivo, mas cada país fará a sua proposta de entrada que será considerada. Evidentemente, há uma condição natural, que todas as instituições aplicam, que o país que queira entrar precisa que estar disposto a aderir ao estatuto, ao convênio constitutivo do Novo Banco de Desenvolvimento que foi negociado entre os cinco membros fundadores. Não creio que isso seja um grande empecilho, porque o tratado que foi assinado em Fortaleza se inspirou em grande parte, no essencial, nos convênios constitutivos de bancos de desenvolvimento já existentes. Nós não quisemos reinventar a roda e fizemos algo que me parece muito consistente e que não será estranho a nenhum país que examine os compromissos básicos que orientam a construção desse novo banco.
S: A Sputnik quer renovar os cumprimentos pela sua nomeação para o Novo Banco de Desenvolvimento, popularmente chamado de banco dos BRICS. Como vice-presidente desta instituição, quais serão suas atribuições específicas?
PNBJ: Num primeiro momento, o que está acontecendo é a nomeação de um grupo chamado de pré-administração, integrado pelo presidente designado pela Índia e quatro vice-presidentes designados pelos outros bancos. Este grupo de cinco pessoas estará trabalhando a partir do início de julho em Xangai, para detalhar e construir o banco e deixá-lo pronto para entrar em funcionamento. Alguns passos muito importantes estão sendo construídos. Por exemplo: agora em junho, o Brasil conseguiu a ratificação na Câmara e no Senado do tratado que constitui o banco, tratado que já havia sido assinado em Fortaleza. E também o tratado que, aliás, estabeleceu o C.R.A., o Fundo Monetário dos BRICS, também assinado em Fortaleza. Os dois foram ratificados conjuntamente pela Câmara primeiro e pelo Senado.
S: O Acordo Contingente de Reservas?
PNBJ: Isso. A Rússia e a Índia já ratificaram o banco. A China está prestes a ratificar. E nós recebemos indicações que a África do Sul também está prestes a ratificar. Então chegando ao final deste mês, se tudo correr bem e não houver nenhum imprevisto, os cinco países terão ratificado. E ao mesmo tempo, nos últimos meses, foram estabelecidas regras de funcionamento desse grupo de pré-administração que vai trabalhar em Xangai mesmo antes da entrada em operação do banco para justamente permitir que o banco entre em operação. Acho que foi uma ideia válida que se inspira também nas experiências de outros bancos que foram constituídos há mais tempo. Por exemplo, o banco europeu de reconstrução e desenvolvimento. Para maior segurança do banco, da instituição que vai entrar em operação, é importante que mesmo antes da sua entrada em operação, a futura administração do banco, ou seja, no nosso caso o presidente e os quatro vices, estejam trabalhando já na futura sede, para garantir que quando o banco entrar formalmente em operações, abrir as portas para funcionamento, que esteja realmente preparado em todos os detalhes essenciais.
Agora nós estamos entrando no campo da definição operacional, dos regulamentos, das regras de procedimentos para que o banco possa operar, fazer funcionar. Mas não é só isso. Também esse grupo de cinco pessoas, do qual eu tenho a honra de ter sido convidado a participar, também vai ajudar a definir a estratégia do banco. Nós vamos pegar os documentos que foram preparados pela diretoria interina, que é, aliás, comandada pelo Brasil, vamos fazer uma proposta em cima disso, submeter à diretoria e submeter ao conselho de governadores. É importante explicar a estrutura de funcionamento, como esse banco foi desenhado. Os cinco países fundadores se farão representar no banco e no nível mais alto pelos governadores que serão designados pelos governos em nível ministerial. E esses governadores, uma vez designados, irão designar os diretores. Por enquanto, nós temos uma diretoria provisória dos cinco países, funcionando desde Brisbane, desde aquele encontro dos líderes dos BRICS na Austrália, que aconteceu à margem do encontro dos países do G20.
O Brasil, por exemplo, terá um ministro, e a presidenta Dilma (Rousseff) o designará como governador e esse ministro designará um diretor. Estas pessoas são as responsáveis por representar o Brasil no Novo Banco de Desenvolvimento. Cada um dos sócios fundadores se reservou o direito, no estatuto, no convênio constitutivo, de designar um membro da alta administração do banco e por acordo também se chegou à conclusão de que haveria uma rotação com a Índia ocupando a primeira presidência e, depois de cinco anos, o Brasil será o segundo a designar um presidente. Uma sutileza jurídica e política importante: a administração não tem a função de representar os países. A alta administração do banco – o presidente e os vices – são responsáveis e devem sua lealdade exclusiva, pelo próprio tratado, ao banco, com a instituição que irá se constituir. O presidente do banco, em conjunto com os vices, toma as decisões tendo em vista o interesse da instituição e reportam às entidades políticas que representam os países – o conselho de governadores e o conselho de diretores.
S: Cada presidente tem mandato de cinco anos?
PNBJ: Na verdade, os primeiros vice-presidentes terão mandatos de seis anos para evitar que todos deixem o cargo simultaneamente com o presidente, gerando uma descontinuidade. Mas basicamente, a partir da primeira rodada, serão períodos de cinco anos. Isto que eu descrevi não é estranho, não é muito diferente da governança que existe em outros bancos de desenvolvimento, as entidades de Bretton Woods, inclusive o Fundo Monetário. Nesse sentido, não é uma inovação, mas eu procurei agora te explicar rapidamente porque eu noto, pelo meu período aqui no Fundo, que eu fui mal compreendido.
S: Veja se eu estou concluindo corretamente: primeiro presidente terá o mandato de cinco anos. Significa que em 2021 o presidente do Novo Banco de Desenvolvimento será o senhor?
PBNJ: Não, não, não. Por acordo, será um brasileiro, mas não há nenhuma determinação de que a pessoa designada para vice vá continuar numa outra condição no banco. Não, de forma alguma. Isto será decidido daqui a cinco, seis anos e até lá muita água vai rolar.
S: O fato de assumir a vice-presidência do Novo Banco de Desenvolvimento obrigará o senhor a deixar o Fundo Monetário Internacional, instituição em que o senhor representou o Brasil e mais dez países, a saber: Cabo Verde, República Dominicana, Equador, Guiana, Haiti, Nicarágua, Panamá, Suriname, Timor Leste e Trinidade e Tobago. Por quanto tempo o senhor exerceu essas funções e que avaliação faz do seu desempenho no FMI?
S: Eu sou diretor do Fundo há mais de oito anos. Cheguei em abril de 2007 e não esperava ficar tanto tempo. Acho que foi uma experiência muito boa. Acabei ficando muito mais do que eu pretendia inicialmente, em parte, porque a crise internacional que estourou nos países desenvolvidos – EUA e Europa em 2008 –tornou o trabalho no Fundo muito mais interessante do que era antes. Colocou o Fundo no centro da crise, da administração da crise, e isso foi uma experiência muito rica, não só por isso, mas por várias outras razões. Por exemplo: a representação de um grupo de 11 países, inclusive países da América Latina, do Caribe, um da África, um da Ásia, foi muito rica. Eu aprendi muito sobre outros continentes, sobre a nossa região, latino americana, sobre o Caribe, acho uma experiência muito boa que me ajudará um pouco a trabalhar nesse banco em Xangai, que é um banco que pretende ser global.
Então eu diria que não foi fácil, também, porque aqui em Washington, há muita inércia, há muita resistência a mudanças, mas a crise abalou convicções, abalou certezas dos americanos, os europeus aqueles que têm mais influência nas entidades aqui de Bretton Woods e isso favoreceu, pelo menos durante um certo período, favoreceu algumas mudanças importantes. Entretanto, num período mais recente, houve uma frustração: a frustração da falta de progresso convincente na reforma da governança do FMI. Não é por acaso, embora os países do BRICS valorizem o FMI, valorizem o Banco Mundial, que eles estão se dando ao trabalho de criarem novas instituições, o Novo Banco de Desenvolvimento, o Acordo Contingente de Reservas, essas entidades que a China lidera, AIIB. Nada disso teria acontecido, não nessa medida, vamos dizer assim, se as entidades de Bretton Woods, o FMI e o Banco Mundial tivessem mostrando uma capacidade de adaptação maior à realidade do mundo no século 21.
Na medida em que o Fundo Monetário e o Banco Mundial se apegaram demais ao século XX, eles vão correndo riscos crescentes de serem ultrapassados pelos acontecimentos. Mas este é um lado. Um outro lado, que é também muito verdadeiro, é o seguinte: estas entidades que estão sendo estabelecidas pelos BRICS, o Acordo Contingente de Reservas e o Novo Banco de Desenvolvimento, não estão sendo criadas contra ninguém. Ao contrário, elas estão expressamente negociadas para poder cooperar, se conveniente, atuar em conjunto, se possível, com as entidades existentes. Eu vejo muito bem, por exemplo, que o Novo Banco de Desenvolvimento poderá, num futuro não muito distante, estabelecer mecanismos até formais de cooperação com o Banco Mundial, com o banco asiático de desenvolvimento, com o BNDES, por exemplo, já conversei a respeito com o Luciano Coutinho, presidente do BNDES, em caráter preliminar.
Eu vou te dar uma notícia que deve ser pública já, mas também não é secreta: o presidente do banco e os vice-presidentes do Novo Banco de Desenvolvimento vão se encontrar, foram convidados a participar da reunião de bancos de desenvolvimentos dos BRICS em Ufa, à margem da cúpula que será sediada pela Rússia, dias 9 e 10 de julho. Haverá uma reunião nossa com os cinco bancos de desenvolvimento dos BRICS que é uma oportunidade extraordinária para começar a conversar sobre como é que nós vamos aprender com a experiência do BNDES, do Banco de Desenvolvimento da China, com o Banco de Desenvolvimento da Rússia e como vamos cooperar. Aliás, algo que será facilitado pelo fato de que a Rússia escolheu, como vice-presidente, um executivo de grande experiência que está neste momento no Banco de Desenvolvimento da Rússia. Então, nós teremos um colega no nosso time que estará saindo do equivalente ao BNDES brasileiro.
S: O senhor tem falado, ao longo desta entrevista, da importância da China e, como o senhor disse no início, o Novo Banco de Desenvolvimento terá sede em Xangai, na China, o país que já sedia o AIIB – sigla em inglês para Banco de Investimento e Infraestrutura da Ásia e um banco mais antigo, o Banco de Desenvolvimento da Ásia. O fato de sediar três grandes instituições financeiras de porte internacional revela que a China se transformou na grande pujança econômica do século 21?
PNBJ: Não sei se colocaria dessa maneira exatamente, mas indubitavelmente a China é o país que cresce mais, juntamente com a Índia e, pelo seu tamanho, tamanho da sua economia, população, área, é hoje o país que mais pesa no contexto asiático, mundial, fora os EUA. Então, a China é uma potência econômica e política e, dentro dos BRICS, é o país de maior porte, evidentemente, e que mais poder de fogo tem em termos de dinheiro, “bala na agulha”, tem muita munição, tanto que é capaz não só de participar ativamente como tem participado desde o início da negociação do nosso banco, que ela sedia, mas, posteriormente à Fortaleza, iniciou um outro banco de financiamento de infraestrutura, AIIB, com sede em Pequim, que terá um capital autorizado do mesmo tamanho do nosso, daquele sediado em Xangai. É o único país dos BRICS que tem condições de ter iniciativas simultâneas tão grandes. Um ponto no qual o Brasil insistiu muito nas negociações que culminaram em Fortaleza é que esse banco nosso tivesse uma igualdade na distribuição do poder de voto entre os cinco países membros. Então, os cinco tem a mesma participação no capital e no poder de voto.
S: No capital, cada um contribui com US$ 10 bilhões, para um capital subscrito de US$ 50 bilhões e outros US$ 50 bilhões divididos equitativamente.
PNBJ: Exato. É um capital de 50 bilhões subscrito, ele será dividido igualmente em cinco partes de US$ 10 bilhões que serão integralizados ao longo de sete anos.
S: Os senhores do banco também administrarão o Acordo Contingente de Reservas?
PNBJ: Não. Esses dois acordos foram negociados simultaneamente no mesmo período e foram assinados os dois em Fortaleza, mas eles são entidades separadas. É claro podem também cooperar, não há dúvida, mas um é um fundo monetário e o outro é um banco de desenvolvimento, são entidades com fins distintos, com propósitos distintos que têm, entretanto, um ponto comum: elas foram criadas pelos mesmos cinco membros fundadores.
S: Aí no caso do acordo já entra a diferença na composição do capital de US$ 100 bilhões. A China é a maior contribuinte com US$ 41 bilhões, Rússia, Índia e Brasil cada um contribui com US$ 18 bilhões e à África do Sul competem os restantes US$ 5 bilhões.
PNBJ: É verdade. Mas na verdade o acordo contingente de reservas não tem um capital propriamente. Ele é um fundo de compartilhamento de reservas que tem um caráter virtual, ou seja, as reservas continuam depositadas nos cinco bancos centrais até o momento em que, obedecidas certas regras e condições que o tratado especifica, até que elas sejam requisitadas por um dos cinco membros para apoiar o seu balanço de pagamentos. Então são reservas virtuais. Esse acordo foi desenhado de tal maneira que apesar de a China entrar com 41, ela não tem a maioria, sozinha, nas decisões que são tomadas por votos e quase todas as decisões são tomadas por consenso no caso do Acordo Contingente de Reservas. Então, o desequilíbrio de poder decisório é menor do que sugerem esses números que você corretamente lembrou.
Resultado de imagem para fmi charges
Gastou, adeus!
S: Em sua recente visita ao Brasil, no mês de maio, a diretora geral do Fundo Monetário Internacional, a francesa Christine Lagarde, elogiou as medidas de ajuste da economia nacional postas em prática pela presidenta Dilma Rousseff e pelo ministro da Fazenda Joaquim Levy. Na sua opinião, estas medidas são as necessárias para recolocar a economia nacional no rumo do crescimento e do progresso?
PNBJ: O Brasil está fazendo um esforço agora de ajuste fiscal, que é necessário porque é sempre importante manter a sustentabilidade das contas públicas. Não se pode descuidar nunca deste aspecto. Às vezes, há conjunturas em que o controle é menos adequado. Eu acho que em 2014, em particular, foi um ano em que talvez tenha faltado maior controle, maior consistência da política fiscal. Então, agora o país está retomando uma trajetória que já vinha de antes, que já vinha dos governos anteriores, inclusive do próprio governo Dilma. Não esquecer que o primeiro ano do governo Dilma, em 2011, foi um ano de forte ajustamento fiscal. Há um pouco de ciclo político. Todos os países, então os períodos pós-eleitorais são períodos, vamos dizer assim, de ajustamento, de correção de rumo, mas eu diria que o que está acontecendo hoje no Brasil é uma freada de arrumação, mas o samba-enredo não mudou, ou seja, há uma estratégia que vem do período Lula e que na verdade, se você adotar uma postura um pouco mais isenta, é uma estratégia nacional que antecede também o período Lula, que é a construção de um grande país que é o Brasil.
E esse grande país tem que se desenvolver, tem que investir, tem que ter uma atuação internacional forte, mas não pode descuidar de sua retaguarda. O que eu estou chamando de retaguarda é a solidez das contas públicas, cuidado na condução da política monetária e controle da inflação, por exemplo. Então, o país vai avançar, está lançando projeto de infraestrutura, está construindo junto com outros BRICS um banco de desenvolvimento, um fundo monetário, mas não pode deixar de fazer o básico, e nunca houve dúvida sobre isso, acredito. Esse básico é a solidez das contas públicas, a administração correta da política monetária e o controle da inflação, entre outras coisas.