Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


terça-feira, 28 de julho de 2015

Plano de posse

Amigos e amigas.
Segue abaixo um plano publicado na revista hebraica "Kivunin" ("Direções"), o órgão oficial da organização do mundo sionista. Sob o título "A estratégia israelita nos anos 80", o artigo foi traduzido pelo eminente professor Israel Shahak, da Universidade Hebraica de Jerusalém. A primeira parte é uma análise dos estados hostis a israel. Em seguida, o detalhamento.

Segundo Shahak, o verdadeiro objetivo de Israel é "Transformar o império de Israel numa potência mundial. Por outras palavras, o objetivo de Sharon é (foi) enganar os americanos depois de ter enganado todos os outros.". Os sublinhados são meus.
FAB29

Segue-se o plano de estado da Kivunim em que
todos os estados árabes serão fragmentados:
"O mundo Árabe Muçulmano, portanto, não é o maior problema estratégico que enfrentamos nos anos 80, apesar do fato de ser portador da principal ameaça contra Israel, devido ao crescente poder militar. Este mundo, com as suas minorias étnicas, com as suas facções e crises internas, com a sua estonteante autodestruição, como podemos ver no Líbano, no Irão “não-Árabe” e agora também na Síria, é incapaz de lidar com sucesso com os seus problemas fundamentais e não constitui, portanto, um problema real contra o Estado de Israel a longo prazo, mas somente a curto prazo, onde tem muita importância o poder militar imediato. A longo prazo, este mundo é incapaz de existir dentro do seu presente quadro em áreas circundantes sem passar por mudanças revolucionárias genuínas. O Mundo Árabe Muçulmano é construído como um temporário castelo de cartas colocadas juntas por estrangeiros (França e Grã-Bretanha nos anos 20) sem que as vontades e os desejos dos seus habitantes tenham sido levados em conta. Foi dividido arbitrariamente em 19 estados, tudo feito com combinações de minorias e grupos étnicos que eram hostis entre si, tanto que atualmente todo o estado Árabe Muçulmano enfrenta uma destruição social étnica por dentro e, em alguns, já existe uma guerra civil furiosa. A maioria dos Árabes, 118 milhões dos 170 milhões, vive em África, grande parte no Egito.
Estados do Magrebe: Fora o Egito, todos os estados do Magrebe são constituídos por uma mistura de Árabes e não-Árabes Berberes. Na Argélia, já existe atualmente uma furiosa guerra civil nas montanhas do Kabile entre duas nações no mesmo país. Marrocos e Argélia estão em guerra entre eles sobre o Saara Espanhol, a juntar às lutas internas em cada um deles. Militantes Islâmicos colocam em perigo a integridade da Tunísia e Kaddafi organiza guerras que são destrutivas do ponto de vista Árabe, num país em que a sua população é escassa e que não pode vir a transformar-se numa nação poderosa. É por isso que fez várias tentativas de unificação no passado com estados que eram mais genuínos, como o Egito e a Síria.
Sudão: O Sudão, atualmente, o estado mais colocado à parte no mundo Árabe Muçulmano é constituído por quarto grupos hostis entre eles, onde uma minoria Árabe Muçulmana Sunita domina sobre as maiorias não-Árabes Africanas, Pagãos e Cristãos.
Egito: No Egito, existe uma maioria muçulmana sunita face a uma larga minoria de cristãos que é dominante no Egito superior: cerca de 7 milhões, tanto que até Sadat, no seu discurso de 8 de Maio, expressou o seu medo de eles virem a criar um seu próprio estado. Uma espécie de “segundo” Líbano cristão no Egito.
Síria: Todos os Estados Árabes a leste de Israel estão despedaçados, partidos e a braços com conflitos internos ainda maiores que aqueles no Magrebe. A Síria não é fundamentalmente diferente do Líbano, exceto no forte regime militar que lá reina. Mas a verdadeira guerra civil que existe atualmente entre a maioria Sunita e a minoria Alawi Shiita que governa (uns meros 12 % da população) testemunha a severidade do problema interno.
Iraque: O Iraque não é, também, diferente, na essência, dos seus vizinhos, apesar da maioria ser xiita e ser a minoria sunita a governar. Sessenta e cinco por cento da população não tem voz ativa na política e uma elite de 20 por cento detém o poder. Acrescenta-se uma larga minoria kurdistã no norte, e se não fosse a força do atual regime o exército e as receitas petrolíferas, o futuro do estado do Iraque não seria diferente do do Líbano, no passado, ou do da Síria, atualmente. As sementes do conflito interno e da guerra civil estão hoje, aparentemente, lançadas especialmente depois da subida ao poder de Khomeini no Irã, um líder que os xiitas, no Iraque, viam como o seu líder natural.
Arábia Saudita, Kuwait, Omã e Iêmen do Norte: Todos os principados “principalities” do Golfo e a Arábia Saudita estão construídos sobre um frágil castelo de areia onde existe apenas petróleo. No Kuwait, os kuwaitianos constituem apenas um quarto da população. No Bahrein, os xiitas são a maioria, mas estão desprovidos de poder. Nos Emirados Árabes Unidos, os xiitas são de novo a maioria, mas são os sunitas que estão no poder. A mesma verdade em Omã e no Iêmen do Norte. Até no marxista Iêmen do Sul existe uma considerável minoria xiita. Na Arábia Saudita, metade da população é estrangeira, egípcia e iemenita, mas a minoria saudita mantém o poder.
Jordânia: A Jordânia é, na realidade, palestiniana, governada por uma minoria transjordaniana beduína, mas a maior parte do exército e certamente da burocracia é agora palestiniana. A propósito, Amã é tão Palestina quanto Nablus.
Todos estes países têm poderosos exércitos, relativamente falando. Mas também lá existem problemas. Atualmente, o exército da Síria é majoritariamente sunita, com um corpo de oficiais Alawi, o exército Iraquiano xiita com comandantes sunitas. Isto tem um grande significado a longo prazo, e é por isso que não é possível manter a lealdade no exército por muito tempo, exceto quando vem de um denominador comum: a hostilidade perante Israel, e atualmente até isso é insuficiente."
Os planos de Israel para fragmentar
os Estados árabes estão esboçados:
"Egito: O Egito, com a sua atual política doméstica, já é um cadáver, tendo em conta a crescente abertura Muçulmano-Cristã. Partir o Egito territorialmente em distintas regiões geográficas é o objetivo da política de Israel nos anos 80 na Frente Oeste.
O Egito está dividido e despedaçado em muitos tipos de autoridade. Se o Egito “cair”, países como a Líbia, o Sudão e até outros mais distantes não continuarão a existir nos seus moldes atuais e acompanharão a queda e a dissolução do Egito. A visão de um Estado Cóptico Cristão no Egito superior, juntamente com alguns estados mais fracos com um poder muito localizado e sem um governo centralizado até à data, é a chave para um desenvolvimento histórico que só foi estabelecido pelo acordo de paz, mas que parece inevitável a longo prazo.
Líbano: A total dissolução do Líbano em cinco províncias serve como precedente para todo o mundo Árabe, incluindo o Egito, a Síria, o Iraque e a península Árabe e já está a seguir esta pista. A dissolução, mais tarde, da Síria e do Iraque em áreas únicas, tanto étnicas como religiosas, como no Líbano, é o objetivo prioritário para Israel na frente oriental a longo prazo, enquanto que a dissolução do poder militar nesses estados serve como objetivo prioritário a curto prazo.
Síria: A Síria se partirá, de acordo com a sua estrutura étnico-religiosa, em diversos estados como atualmente o Líbano, de maneira a que haja um estado Alawi xiita ao longo da sua costa, um estado sunita na área de Aleppo, outro estado sunita em Damasco, hostil ao seu vizinho do norte, e em Druzes elevar-se-á um estado, e até mesmo nas nossas Golans [colinas], e certamente em Hauran e no setentrional Jordão. Este estado de coisas será a garantia, a longo prazo, para a paz e para a segurança na área, e esse objetivo já nos está no íntimo para o alcançar atualmente.
Iraque: O Iraque, rico em petróleo, por um lado, e com problemas internos, por outro, é garantidamente um candidato a um dos alvos de Israel. A sua dissolução é ainda mais importante para nós do que a Síria. O Iraque é mais forte que a Síria. A curto prazo, é o poder do Iraque que constitui um grande problema para Israel [Lembrando: aqui, é década de 1980]. Uma guerra Irã-Iraque deitará o Iraque abaixo e causará a sua queda interior antes que ele próprio seja capaz de se organizar numa frente contra nós. Assistiremos, a curto prazo, a todos os tipos de confrontação “inter-árabe” e isso encurtará o caminho para o mais importante objetivo de fragmentar o Iraque em grupos, como na Síria e no Líbano. No Iraque, a divisão em províncias baseada nas linhas étnico/religiosas como na Síria no tempo do Otomanos é possível. Por isso, três (ou mais) estados existirão em volta de três cidades maiores: Basra, Bagdá e Mosul, e áreas xiitas no sul separarão as sunitas e as do Kurdistão do norte. É possível que a presente confrontação Irã-Iraque venha a depender desta polarização.
Arábia Saudita: Toda a península árabe é uma natural candidata à dissolução devido às pressões internas e externas, e o assunto é inevitável especialmente na Arábia Saudita. Indiferente se a economia baseada em resíduos de petróleo fique intacta ou fique diminuída a longo prazo, as fraturas e as falhas internas são um claro e natural desenvolvimento à luz da presente estrutura política.
Jordânia: A Jordânia constitui um objetivo estratégico imediato e a curto prazo, mas não a longo prazo, pois não constitui uma verdadeira ameaça depois da sua dissolução, o termo do longo reinado do rei Hussein e a transferência de poder para os palestinianos a curto prazo.
Não existem possibilidades da Jordânia continuar a existir, a longo prazo, com a presente estrutura, e com a política de Israel, ambos em Guerra e em paz, deverá ser dirigida na liquidação da Jordânia debaixo do presente regime e a transferência de poder para a maioria palestiniana. Mudando o regime para leste do rio causará igualmente o termo do problema dos territórios densamente povoados com árabes a Oeste do Jordão. Tanto em condições de guerra como em paz, a emigração vinda dos territórios e o autêntico congelamento demográfico e econômico existente neles, são as garantias para possíveis alterações em ambos os lados do rio, e nós temos o dever moral de sermos ativos no sentido de acelerar este processo num futuro próximo.

O plano de autonomia deverá ser também rejeitado, assim como qualquer compromisso ou divisão dos territórios, dando os planos do PLO aos próprios israelo-árabes, o plano Shefa'amr de setembro de 1980, não é possível ir viver neste País na presente situação sem separar as duas nações, os Árabes para a Jordânia e os Judeus para as áreas a Oeste do rio. Uma genuína paz e co-existência reinarão sobre a terra somente quando os Árabes perceberem que sem as regras da lei Judaica entre a Jordânia e o mar eles nunca terão direito à existência, nem à segurança. Uma nação só deles e a segurança só serão conseguidos na Jordânia.
Dentro de Israel, a distinção entre as áreas de 1967 e os territórios à sua volta, esses de 1948, teve sempre significado para os Árabes e atualmente já não tem significado para nós. O problema deve ser visto na sua totalidade, sem quaisquer divisões como as de '67. Deve ser claro, debaixo de qualquer futura situação política ou constelação militar, que a solução do problema dos Árabes indígenas virá somente quando eles reconhecerem a existência de Israel em fronteiras seguras ao longo do rio Jordão, como justificação para a nossa sobrevivência nesta época tão difícil, e na época nuclear em que entraremos brevemente. Já não é possível viver com três-quartos da população judaica na densa linha da costa, o que é muito perigoso numa época nuclear. A dispersão da população é, portanto, um objetivo estratégico da mais alta ordem; por outro lado, nós acabaremos por existir dentro de quaisquer fronteiras. Judeia, Samaria e a Galileia são o nosso solo garantido para existência nacional, e se nós não nos transformarmos em maioria nas áreas montanhosas, não dominaremos o país e seremos como os Cruzados, que perderam a sua terra que até nem era deles, e nas quais, para começar, eles foram estrangeiros. Rebalançar o país democraticamente, estrategicamente e economicamente é o objetivo central e mais importante da atualidade. Tomar posse da linha divisória de águas nas montanhas desde Beersheba até à Galileia Superior é o objetivo nacional criado estrategicamente e que é estabelecido na parte montanhosa do país que está hoje vazia de Judeus."

8 comentários:

  1. poderia postar o link???

    para te ajudar artigo de 1982,
    Shahak era contra os religiosos e para constar segue:

    "" After the 1982 Lebanon War he also wrote of Israeli abuses in Lebanon. Shahak promoted the theory that Israel's religious interpretation of Jewish history led it to disregard Arab human rights. He also began to argue that Zionism was a "regime based on structural discrimination and racism." ......engraçado nada a ver com teu artigo

    boa sorte, aguardo o link

    Arthur Sionista

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    1. Já voltou das férias, poderosa? Sabe quem perguntou por você? Ninguém!

      Converse com seus donos na Kivunim.

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    2. Obrigado pela lembrança, sim já voltei.

      Não causa estranheza que um artigo de 1982 nada se concretizou e muitas das análises e ou teorias afundaram com a realidade??

      Não causa estranheza que uma pessoa eminentemente anti-sionista, colega de noam chomsky e critico severo da politica israelense tenha seu artigo publicado em uma revista sionista???

      Não causa estranheza que este artigo apenas figure no site dos Naturei Katras que pelo seu caracter ultra ortodoxo não gostem nem de Shahak nem da revista sionista???

      Não causa estranheza que não existe o link do tal artigo?? não seria talvez inventado/adulterado ou tirado do contexto???

      obrigado abraços afetuosos do vosso amigo

      Arthur Sionista

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    3. Outra coisa engraçada

      No logo da Kivunim caracteres Arabes, talvez querendo agradar aos ARABES SIONISTAS

      Valeu amigão

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    4. 1º- Não.

      2º- Volte sempre.

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  2. aaaarthur!... nelsiiiiinho!... menina tresloucada!... importadora de balangandãs!... Os seus "ganchos" não têm pé nem cabeça. Não se envergonha?!... É óbvio que não!
    Mas és muito burro em acreditar que o somos.

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  3. Muito bom artigo.
    E um retrato real, em que se encontra o oriente médio que esta preste a colapssar totalmente, com o E.I na verdade exercito de mercenários dos EUA e Israel.
    Obrogado!!!

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    1. E vem o sionista ali acima dizer que é tudo fake.
      Abraço.

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