Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


domingo, 13 de setembro de 2015

DEMOROU!!!

Amigos e amigas.
Quero fazer uma pausa para enveredar num assunto secundário e lhes expor minha visão sobre o fim de uma era. Penso eu que nunca na História do esporte mundial uma despedida foi tão salutar como a do pugilista Floyd Mayweather Jr. neste sábado. (Menção honrosa à contundente derrota de Serena Williams para Roberta Vinci no US Open 2015, que os fãs do verdadeiro e maravilhoso tênis feminino como eu saudaram entusiasticamente).

Vejam o caso de Mayweather: ele nunca passou de um primoroso esquivador. Boxeador contundente, nem de longe! De suas 49 vitórias, apenas 4 (QUATRO!) foram por nocaute. Se não me engano, 15 vitórias foram por nocaute técnico (TKO) e o resto, vitórias por pontos, várias vezes bem apertadas e discutíveis. No sentido defensivo, ele foi admirável e pode ser alçado como o melhor da História neste quesito, mas nunca ser considerado o melhor, acima de Muhammad Ali, Rock Marciano e Sugar Ray Robinson, só para citar algumas lendas que sempre se mostraram merecedoras de toda a glória que paira sobre suas carreiras.

O "Money" não deixará os holofotes que ele tanto ama e até paga para isso, mas a nódoa de seu "estilo Parreira" de lutar (O nocaute é um mero detalhe!) se apagará e deixará a Nobre Arte em paz. Há quem compare seu estilo de esquiva ao de Sugar Ray Leonard. Mas este era completo e boxeava magistralmente, conquistando 25 nocautes (sendo 18 TKO) em sua carreira de 40 lutas. Contemporâneo de Floyd e mega campeão, o filipino Manny Pacquiao é muito mais merecedor de aplausos tanto pelos seus seis títulos mundiais em oito categorias diferentes quanto pelo seu estilo aguerrido e metralhador (com 38 nocautes, sendo 24 TKO). Só comparado a estes dois, Mayweather já perde feio! Imagine se falarmos de Julio Cesar Chaves, que só de nocautes clássicos, tem 49, que é o cartel total do "Money"?


Em sua derradeira luta, foi tão burocrático que pareceu acovardado, com imenso pânico de dar um vexame. Uma estupidez, visto que seu adversário, André Berto, não era muito mais nocauteador que ele (24 KO, sendo 21 TKO) e bastaria um fiapo de ousadia para que ele derrubasse seu oponente com autoridade e encerrasse a carreira com a dignidade de alguém que tem méritos para até figurar entre os dez maiores de todos os tempos. Mas... sua prioridade, há muito, tornou-se outra.


Ao que parece, Mayweather há muito já se conformou com as centenas de milhões que jorraram para sua conta e que lhe deram a PECHA (sim, porque eu me esforçaria de sobremaneira para nunca receber tal apelido) de "Money". Suas bizarras e patéticas ostentações de luxos desenfreados serão o que sempre foram: grotescos carros-chefe de sua fama (muito mais que suas enfadonhas 30 vitórias por pontos) que o colocaram sempre na primeira página da grande podre mídia na última década.

Claro que a idiossincrasia de Floyd não é nociva como o circo de horrores esportivos que podemos citar e que não deixará saudades, tipo o ciclista Lance Armstrong, que não se diz arrependido do seu covarde esquema de doping para vencer 7 edições da Volta da França. Uma de suas "melhores" desculpas foi que "o doping era completamente disseminado quando comecei a me dopar em 1995". Então, "aonde a vaca vai, o boi vai atrás"? Radicalizando um pouquinho: será que valeria tal premissa para ele se naquela época fosse completamente disseminado, por exemplo, ser homossexual?

Afirmo que bastaria simplesmente que Mayweather tivesse usado metade do que gastou em pura ostentação em obras sociais, como auxílios a hospitais e escolas (e até ostentasse isso), para que fosse alçado quase unanimemente a alguém adoravelmente inesquecível.

Se tivesse batido um pouco mais, também, é claro!...
FAB29

Adendo (28/10/2015): Corroborando com minha opinião, eis a pobreza de Mayweather, ou seja, a que ele se reduziu. "Crônica de uma morte anunciada":

http://globoesporte.globo.com/boxe/noticia/2015/10/mayweather-vai-boate-em-miami-com-pacotes-de-dolares-nas-maos.html

2 comentários:

  1. Um tópico para descontrair!!!

    Esse camarada FAB é de uma diversidade impressionante!

    Show!

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    1. Meu amigo Historiador.
      Sabes melhor do que eu que o tecido da História é amplo e irrestrito e cada nuance dele, de alguma maneira, tem reverberações na nossa História particular.

      Não tenho dúvidas de que seu cabedal de assuntos e conhecimentos seja universal.
      Abraço.

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